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Dias de energia, gritos, placas e mobilizações. Em meio a uma intensa movimentação na internet e nas ruas, muitas informações são emitidas tornando-se extremamente importantes, não apenas com relação às atuais exigências, analisar fatos e consequências para criticar ou apoiar conscientemente uma causa.

Tudo aquilo que defendemos refletem nossa conduta que, segundo a sociologia, é o comportamento consciente do indivíduo, influenciado pelas expectativas de outras pessoas. E esta manifestação de comportamento pode ser tanto positiva quanto negativa, expressando sua personalidade, identidade e posicionamento.

A COMPLEXIDADE DOS VINTE CENTAVOS 

A mobilização de milhares de pessoas inicialmente devido ao aumento das passagens pode ser considerada um Cisne Negro que apareceu neste pré-inverno, uma vez que tomou proporções inesperadas.

Os chamados cisnes negros são, segundo a teoria da complexidade, eventos ou situações que parecem improváveis, mas possíveis de acontecer e que podem causar alto impacto.

Ainda referente à gestão da complexidade, vale lembrar a teoria do caos e o efeito borboleta, traduzido pela frase: “O simples bater de asas de uma borboleta pode desencadear um tufão do outro lado do mundo”. Este efeito foi apresentado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz, meteorologista, matemático e filósofo.

Neste contexto complexo que envolve marcas de empresas, marcas pessoais, posicionamentos e acima de tudo o futuro e a marca de uma nação, encontra-se também um cenário delicado e ao mesmo tempo agressivo que pode ser amplamente analisado e dialogado entre os profissionais de branding.

SINAIS DAS MANIFESTAÇÕES 

Felipe Versati levantou a questão acerca de como ficam as marcas no fogo cruzado de uma possível revolução (confira na íntegra: http://ibranding.tk/11tuqcC), uma vez que é notória a condenação de algumas marcas como Veja, Globo, além de marcas pessoais como a de Lula, Dilma, entre outros.

As diversas informações emitidas principalmente por meio das redes sociais, que deram força aos eventos, ultrapassam a fronteira nacional e retornam com posicionamentos notáveis em frases escritas em algum pedaço de papel. Figuras de destaque da mídia, artistas, empresários e políticos internacionais evidenciaram apoio ao movimento com a frase “It’s not 20 cents!”.

As hashtags invadiram as timelines com #PasseLivre, #AnonymousBrasil, #vemprarua, #ogiganteacordou, #BrasilAcordou, #changebrazil.

Em meio a corrente de informações acerca do assunto, é importante lembrar que não só as mídias oficiais podem ser tendenciosas. Em simples postagens ou comentários as pessoas imprimem seu posicionamento e conduta, podendo influenciar mais do que as próprias mídias. Por este motivo muitas marcas procuram investir em blogs, redes sociais e sites com aspecto mais pessoal para atingir seu público em vez da publicidade tradicional.

É preciso desconfiar, filtrar, analisar, refletir e então comprar e apoiar uma causa, um produto, um serviço, uma marca! Afinal, eles refletirão também sua personalidade e seu comportamento.

 

Resumindo os principais pontos apresentados: 

  • Complexidade: evento cisne negro e efeito borboleta;
  • A força das redes sociais para mobilização em massa e disseminação de informações;
  • Muitas marcas acabam direta ou indiretamente envolvidas e até comprometidas;
  • O posicionamento, valores, propósito e a conduta definem a sua marca pessoal.
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Bike
O trânsito na cidade de São Paulo está cada vez mais caótico, o governo e os especialistas já não conseguem encontrar soluções para tantos carros na rua, não existe mais horário de pico, toda hora encontramos tráfego intenso em diversos pontos da cidade, ruas esburacadas, pontes e viadutos em construção e muita, muita poluição no ar.

Nos últimos tempos o gorverno optou por finalmente colocar em prática as construções dos metrôs, uma ótima alternativa! Porém o que vem se destacando e crescendo, ainda que timidamente, é o uso da bicicleta como meio de transporte. Além de ser usada como atividade física e lazer, método sustentável, as bikes vêm ganhando espaço nessa cidade de 11 milhões de habitantes. 204 kms de ciclovias fixas e ciclorotas foram implantadas nos últimos anos, a famosa ciclofaixa aos domingos e feriados levam milhares de pessoas as ruas, é importante também educar os motoristas a darem preferência e espaço aos ciclistas nas ruas e avenidas. Com isso, houve um forte aquecimento no mercado de bicicletas e acessórios.

E o que o Branding tem a ver com isso? Diversas empresas estão exergando isso como uma oportunidade para geração de valor. O Banco Bradesco é um exemplo, que patrocina a ciclofaixa aos domingos, o Itaú não ficou para trás e trouxe o Bike Sampa, um aluguel de bicicletas que promove a mobilidade com quase 100 pontos espalhados pela cidade. A Caloi recentemente lançou uma campanha nomeada de <3, onde incentiva pessoas que moram a menos de 3 kilometros de seu trabalho a ir de bike para se locomover e deixar o carro em casa.

Comparando com grandes metrópoles como Amsterdam, Paris e Londres, estamos longe de ser uma cidade bike amigável, porém nos ultimos anos notei uma grande e rápida evolução, espero que as autoridades e empresas continuem promovendo e incentivando esta prática, mas é claro, precisamos de sua conscientização!

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capa

carros

A GM tem a Cadillac, a Ford tem a Lincoln, a Volkswagen tem a Audi, a Toyota tem a Lexus, a Honda tem a Acura e muitos consideram a Alfa Romeo a divisão de luxo da Fiat. No mundo dos carros, quase toda marca “comum” tem um “primo rico”.

A origem desses primos são as mais variadas e verdade seja dita, muitos estão longe de ter o título. A GM comprou a Cadillac (que nasceu Ford, confuso?) ainda bebê. Na época da compra, a Cadillac já era considerada uma marca luxuosa e tradicional, um tiro certo. Henry Ford teve seu êxito ao comprar a Lincoln, hoje uma das marcas mais utilizadas para produção de Limousines. Com a Ford, que já nasceu tradicional, mas não luxuosa. Henry não conseguia emplacar modelos de alto padrão, o mercado de compradores simplesmente rejeitava os modelos de luxo da marca, daí a necessidade.

Lição aprendida, a alemã Volkswagen comprou a Audi para formar a sua divisão de luxo, parte da estratégia de mercado e posicionamento do grupo foi compartilhar bases, peças, componentes e, digamos, o DNA alemão sem esconder isso. As empresas se portavam de forma parecida e essa “sinergia” sempre foi defendida dentro do grupo, mas nem sempre gerou bons frutos, o caso mais popular desse share foi entre os modelos Golf, da Volkswagen e A3, da Audi, que no fim da década de 90 e início dos anos 2000, partilhavam a mesma base, muitas peças foram fabricadas e vendidas a preços similares por aqui. Resultado? Canibalismo e valor de marca não tão bom para as duas empresas. Muitos compradores que podiam comprar um Golf gastavam pouco a mais e compravam um A3 e quem tinha realmente dinheiro para comprar um Audi, partia para outras marcas. A Volkswagen passou a ser chamada de “Audi de pobre” e os modelos da Audi passaram a ser encarados como Volkswagens caros.

De carona no mercado de luxo, mas na contramão dos concorrentes que compraram seus primos, as japonesas Toyota e Honda criaram seus parentes dentro de casa. Lexus e Acura, as duas marcas nasceram com a difícil missão de desbravar o mercado norte-americano e para tal, não compartilhavam estratégia de mercado, apesar de cada uma pertencer ao seu respectivo conglomerado, eram marcas distintas, outro mundo e se portavam como tal, com produtos totalmente diferenciados, afinal quem comprava um Toyota não tinha o mesmo perfil de quem comprava um Lexus. Os japoneses foram espertos, abocanharam boa parte do mercado de luxo e de quebra não cometeram o erro da concorrente alemã, compartilharam peças, inteligência e funcionários, mas não estratégia.

Agora, tempos depois, a Citröen resolveu inovar. Pinçando na história o que cada conglomerado fez de melhor, criou a sua própria linha de luxo. Isso mesmo uma linha e não uma marca. Então, ela juntou a mesma necessidade de desbravar o mercado de luxo que as americanas tiveram lá no século passado, com a ideia do share de peças que os alemães tanto defendem, mais a inteligência de ter estratégia segmentada mesmo estando tudo no quintal de casa que os japoneses inventaram e criou a linha DS.

Carros à parte, a estratégia me chamou atenção, não só pela inteligência e análise de mercado, nem pela peculiaridade de criar uma linha e não uma marca, mas pelo todo. A escolha do nome foi muito feliz, a sigla já foi utilizada pela empresa num lendário modelo produzido entre 1955 e 1975 que, do desenho às soluções, impressionou e tornou-se uma espécie de mito da marca francesa. Não bastasse o uso pelo simples uso, eles deram um significado para a sigla, Different Spirit, e tornaram esse significado funcional. A denominação dos modelos de luxo segue a lógica de denominação dos modelos comuns, então induz-se que um Citröen DS3 trata de uma evolução de um C3 ou, trocando em miúdos, um C3 com um espírito diferente. Fora isso, o que vem depois do “C”?

No campo atitude da marca, a Citröen não foi menos estratégica, o objetivo final é consolidar o nome no segmento premium? Então que tal criar associações de valores como estilo, luxo, sofisticação, exclusividade e glamour aos nossos carros? A parte do todo que complementa a iniciativa maior vem sendo muito bem feita, não à toa “lançou” o DS3 na SP Fashion Week do ano passado. É pouco? Então a Citröen vem com outra novidade, abriu/está abrindo lojas conceituais nos mercados mais estratégicos, o Brasil incluso, todas nos moldes da primeira, claro em Paris, na Champs-Élysées, com café, boutique, exposições culturais, shows, a mítica dos carros da marca e tudo mais que possa proporcionar uma experiência de marca positiva. Um ponto chama a atenção, nessas lojas não existe a comercialização do produto final, a estratégia, no meu ponto de vista, novamente é demais, pois no fim a Citröen quer juntar os compradores, entender o que eles desejam, criar necessidades e tudo dentro do seu quintal, para criar um vínculo emocional empresa-cliente. Parece estar dando certo, se não mundo a fora, na França pelo menos. A Peugeot já anunciou a divisão de luxo, Hors-Série e a Renault correu para divulgar a Initial Paris.

 

[divider scroll_text=] eric mirandaEric Miranda

É Designer Gráfico formado pela Oswaldo Cruz, especializado em comunicação para o mercado. Analista de comunicação na Serasa Experian. Desenvolve materiais para campanhas de incentivo, eventos, feiras e convenções, além de material gráfico para apoio a vendas. Faz gestão de clientes e fornecedores, e atendimento. Interessado por consumo de alto padrão, design da mobilidade, cultura gastronomia e música.

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Existem estratégias no mundo virtual e uma delas envolve a possibilidade de ter um nome único para as mais diversas redes sociais e sites próprios. Um exemplo: www.cocacola.com.br, www.facebook.com/cocacola, www.twitter.com/cocacola.

O nome Coca-Cola é utilizado tanto como marca, quanto como domínio do site e das redes sociais. A organização precisa ser rápida para garantir o seu nome no mundo virtual e isso é uma estratégia importante para qualquer empresa que procura se aventurar na web.

registro onlineEssa onipresença do nome facilita nos mecanismos de busca, quando um usuário procura o nome da empresa, fica mais simples de ser encontrado, lembrado e passa mais credibilidade quanto à segurança da página, aquele telefone, endereço e e-mail no site são os mesmos da empresa real.

Podemos dizer que hoje, a melhor estratégia para quem procura iniciar um negócio e claro, ter a sua marca como o principal nome nos meios que atua, é fazer uma lista com as ideias de nomenclatura (optar por opções curtas, claras, objetivas, fáceis de memorizar e com grafia acessível que não oferece dúvidas), verificar um a um se algum site o usa, se uma marca foi registrada, se uma página no Facebook e Twitter ou outras redes sociais com o mesmo nome está sendo utilizado e depois riscar aquelas que já atuam na web. Mesmo que não esteja nos planos da empresa trabalhar nas redes sociais agora, é importante criar conta nas principais e garantir o nome para planos futuros.

Essa maneira de pensar também deve ser aplicada como Marca Pessoal, é fundamental o uso do nome próprio e não abreviações e números, principalmente em e-mail e nas redes sociais. Ser rápido, garantir antes de todos os “xarás” e pensar sempre um passo à frente poderá render frutos positivos no futuro. Pessoas famosas é um bom exemplo que essa estratégia de marca pessoal precisa ser rápida, caso contrário vai acabar precisando de um “oficial” na nomenclatura.

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cor do dinheiro

Laranja, amarelo, vermelho ou azul? Sim, o dinheiro tem várias cores, dependendo em qual banco ele está. E verde parece ser a cor menos provável.

comunicacao itau

Há alguns anos vemos um movimento forte das instituições financeiras para reforçar suas marcas. Para isso, além do logo, os bancos estão se apropriando de cores para identificar toda sua comunicação, especialmente as agências.

Quando passamos por uma fachada comercial laranja, é muito provável que seja uma agência do Itaú. Apesar das edificações não serem padronizadas quanto à construção, ou seja, cada agência tem uma fachada e arquitetura distintas, elas têm um ponto em comum: todas tem além do logo do Itaú, a cor laranja. Sejam placas de aço perfurado ou perfis ACM.

Com a lei paulistana da Cidade Limpa, esse recurso precisou ser mais explorado. Sem poder usar totens altos e backlights de logos enormes, as áreas de Marketing & Branding dos bancos foram obrigadas a modificar as fachadas das agências. Como não era mais possível avistar os grandes logos de longe, qual era a melhor saída? Pintar as fachadas com as cores institucionais do banco.

Assim temos o vermelho para o Santander, o azul escuro para a Caixa e o amarelo canário para o Banco do Brasil. No caso do Bradesco que tem o logo vermelho como o Santander, as fachadas receberam o vermelho e também um azul. Provavelmente para se diferenciar, apesar de rumores dizerem que o banco brasileiro foi obrigado a usar o azul porque o Santander entrou com uma ação garantindo a exclusividade do vermelho.

Essas cores institucionais ultrapassaram os limites físicos e estão presentes em outros pontos de contato. Além das agências e materiais impressos, as cores estão nas mídias sociais e comerciais. Para comprovar, é só acessar as fanpages. Os posts do Bradesco têm predomínio das cores vermelha e azul nas imagens.

E a marca do setor financeiro que é referência no uso desse recurso é o Itaú. No seu Facebook, a maioria das imagens usa o laranja. Até as fotos dos anúncios têm um filtro laranja ou objetos destacados nessa cor. O site e o Twitter têm o fundo cítrico, o que reforça ainda mais a marca em todos os pontos de contato e mídias.

Os bancos públicos seguiram a mesma tendência, passando por reformulação de conceito de imagem e reformando as fachadas das agências. Mudaram o aspecto de instituições governamentais atrasadas para empresas modernas e competitivas.

Todos esses exemplos comprovam que um Branding planejado e bem executado é tão importante quanto o preço das tarifas e o portfólio de serviços de um banco. O Branding é também uma peça fundamental para conquistar as contas e a lembrança dos consumidores.

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Dia dos namorados… Presentes, agrados, declarações, suspiros, sentimentos e promessas de amor eterno. Casais apaixonados e envolvidos em seus sentimentos e na crença de que tudo será para sempre. Ai ai… (suspiros).

Parem! O que será para sempre? O amor? O envolvimento? A paixão? A promessa? Qual promessa?

Muito bem, no mundo das marcas também fazemos nossas declarações de amor.
Há aquelas marcas que o consumidor “se derrete” e admira ao ponto de serem apaixonados por elas e estão dispostos a tudo, ou pelo menos a quase tudo por elas.

O amor esta no arVejam os admiradores da Harley-Davidson, vivem sua proposta de liberdade e se sentem parte de sua história e de sua missão. Fazem questão de ter uma jaqueta de couro, o estilo motoqueiro, tatuam a marca, cantam “Born to be wild” desbravando as estradas. Paixão pela marca, pois pelo produto já superou.

Keller e Machado dizem: “as emoções despertadas por uma marca podem ficar tão fortemente associadas a ela que continuarão acessíveis durante o uso ou consumo do produto” (2006, pg. 55).
Eu, modesta, sou apaixonada pela a marca Nescau… Energia que dá gosto! Me recordo que chorei quando vi que a embalagem mudou e estava no mercado o Nescau 2.0. Pensei comigo… Como assim, fui abandonada? Fui traída, sim… Confesso, chorei!

Quando voltou, me preveni e comprei em torno de 6 latas para garantir que eu não ficaria sem o meu Nescau que me acompanhou ao longo de toda a minha vida, e faço questão de que faça parte da vida dos meus filhos.

Amor pela marca em diversas vezes vai além da simples proposta de atender uma necessidade e, até um desejo. Este amor envolve o sentimento e a proposta intangível que ela transmite. Voltando ao meu exemplo, tinha certeza que o Nescau me daria energia para enfrentar tudo e qualquer coisa na minha vida (caso de terapia?).

O fato é que quando se admira uma marca, isso leva a uma paixão, realmente o consumidor estará disposto a fazer muito por ela, desde a consumir sem questionar, até defendê-la custe o que custar. Isso é bom para uma organização, clientes conquistados e leais.

Por isso Branding é pautado em atributos emocionais, afinal, “a consciência de amar e ser amado traz um conforto e riqueza à vida que nada mais consegue trazer”, Oscar Wilde.

Mas, se eles se sentirem traídos por elas… Se tornam representantes vorazes do grupo “Odeio a marca X”… Também faço parte deste grupo em relação de uma determinada marca.

O consumidor não compra e não defende a marca. Independente das diversas qualidades que ela possua, ele só se recordará da “traição” que ela cometeu. Vocês se recordam de algum ponto positivo do seu/sua ex?

De qualquer forma, essas comparações nos permitem a refletir sobre esse importante papel que as marcas desempenham em nossas vidas: se diferenciar dentre as demais, ser o ponto de contato com o consumir, transmitir atributos e valores, e acima de tudo conquistar e apaixonar os consumidores.

 


Referência:

KELLER, Kevin Lane. MACHADO, Marcos. Gestão estratégica de marcas. Tradução Arlete Simille Marques. – São Paulo: Person Prentice Hall, 2006.

 

 

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Geralmente novas e pequenas empresas, que estão começando a criar uma marca, encontram alguns obstáculos no desenvolvimento dessa ideia. Os motivos podem ser vários: uma categoria sem tradição em diferenciação e marketing (isso acontece com produtos de segmentos de mercado muito ligados a performance – como máquinas; ou commodities – produtos ou serviços onde a única diferenciação entre concorrentes é o preço); baixo investimento por parte da companhia, por não acreditar que investimentos em ativação de uma marca vá gerar receita; equipes de marketing sem experiência em inovação de marcas… Enfim, estes são os principais motivos que fazem com que muitas companhias não decolem com suas marcas no mercado.
Porém existem 3 mitos que impedem o desenvolvimento de novas empresas e suas marcas, a chegarem ao sucesso. Chegou a hora de desvendar esses mitos:

1 – Construção de Marcas NÃO é privilégio de grandes companhias!

Existe um mito de que apenas grandes companhias com tradição em marketing são capazes de investir e criar marcas de sucesso. Isso é mentira!
A criação de uma marca, seu espírito e comunicação, não depende do tamanho da companhia e sim da qualidade das suas ideias e investimento nessa iniciativa.
É claro que grandes companhias como Coca-Cola, Unilever, Procter&Gamble, Microsoft, Nestlé, possuem mais recursos e expertise em marketing, e por isso fazem investimos milionários em comunicação que trazem um retorno muito mais rápido.
Existem milhares de exemplos pelo mundo de empresas pequenas, que sonharam grande, criaram marcas realmente inovadoras e investiram nessa ideia. Aqui no Brasil a Maria Brigadeiro é um grande exemplo dessa verdade. Essa companhia situada na região de Pinheiros em São Paulo, que inovou com o conceito de “brigadeiro gourmet”, criou uma marca forte, com pilares emocionais ligados a design e performance de seus produtos, que transformaram esta pequena loja de chocolates em um “ateliê de brigadeiros”. Conheça mais um pouco dessa ideia no www.mariabrigadeiro.com.br.
O segredo do sucesso de uma marca não é o tamanho da empresa, mas a qualidade de suas ideias e vontade de investir nessa iniciativa.

2 – Todas as categorias podem se diferenciar!

Já ouvi muitos profissionais de marketing afirmarem que não conseguem ativar boas campanhas de comunicação, pois a categoria nas quais atuam não permitem que haja diferenciação de marcas, afinal geralmente nesses segmentos o que define a decisão de compra do consumidor é o preço. Este é outro mito!
Há alguns anos atrás esse mito pode até ter sido verdade no Brasil, porém com o aumento da concorrência, desenvolvimento econômico e de mercado, o que pode salvar (ou acabar) com uma empresa é seu conceito de marca.
A marca Camil transformou o simples arroz e feijão em significado de qualidade, confiança e segurança. O açúcar União trouxe para o saquinho de 1 Kg de cana processada o conceito de cuidado com o lar e família. Assim como Bonafont aplicou o conceito de saúde e funcionalidade em uma garrafinha de água. Acima eu citei 3 marcas de commodities, produtos que podem ser fabricados por qualquer empresa: arroz, açúcar e água. Porém essas marcas criaram um conceito de diferenciação sobre esses produtos, que gera percepção de valor na mente dos consumidores que pagam MAIS por essas marcas.
Logo, não existem limites. Todos os produtos e serviços podem se transformar em marcas de sucesso. Crie valor, inove e veja os resultados nas vendas de sua marca.

3 – Marcas fortes geram lucro e receita, sim!

Muitos administradores e líderes de companhias não acreditam que investimentos em comunicação e marketing possam gerar receita real para suas empresas. Porém o desenvolvimento de uma marca é o que difere um produto que briga por preço (aquele que precisa ser sempre mais barato), de um produto que é percebido como uma Marca de Valor!
Não adianta apenas investir em comunicação. É preciso ter um plano de ação estruturado para ativar uma marca, para investir direito.
Para que isso aconteça é necessário ter uma equipe de marketing competente e experiente em inovação de marcas, saber que os resultados podem levar algum tempo, mas que os frutos destes investimentos serão traduzidos em lucro e receita extra para a sua companhia!

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A sustentabilidade, é a habilidade de sustentar uma ou mais condições exibida por algo ou alguém, é a característica de um processo. Essa termologia é usada para definir o uso dos recursos naturais de maneira continua, visando a renovação do recurso utilizado. É o consumo consciente dos bens oferecidos pela natureza, para suprir as necessidades do ser humano sem agredir o ecossistema e sem afetar a atual e as gerações futuras.

Esse conceito começou a ser desenvolvido na convenção da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o Meio Ambiente Humano realizado em Estocolmo no ano de 1972. Porém o ideal de desenvolvimento sustentável só foi consolidado no evento ECO-92.

Baseado nessa visão criaram conceitos correlatos, dentre eles a sustentabilidade como parte da estratégia das organizações, que tem como missão gerar vantagem competitiva para um empreendimento com o propósito socioambiental.

Essa cultura organizacional atende a três requisitos básicos: ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo.

sustentabilidade

Mas e as marcas sustentáveis, como agem, como são percebidas e porque adotaram essa filosofia?

Essas marcas transformaram as ações socioambientais em diferencial competitivo e são reconhecidas pelo público por esse compromisso, seus valores sólidos, suas atitudes, filosofia e princípios em prol do meio ambiente e comunidade onde atuam.

A filosofia da sustentabilidade entrou em pauta a partir do final da década de 90 e atualmente está virando realidade.

A população têm se preocupado com o consumo consciente, com a preservação do meio ambiente, condições dignas de trabalho, questões sociais e comunitárias.

Um marco que atraiu atenções para o tema foi o filme Uma Verdade Inconveniente de Albert Arnold Gore Jr., mais conhecido como Al Gore, antigo vice-presidente e candidato na eleição presidencial dos Estados Unidos da América no ano de 2000. O documentário trata de uma séria advertência para a humanidade sobre nossas responsabilidades com as mudanças climáticas e prega equilíbrio ambiental da economia.

Empresas que continuam desmatando, poluindo ou que sua mão de obra sofra abusos, estão sendo duramente criticadas e até boicotadas. “As empresas ruins estão fadadas ao fracasso por conta da transparência que a internet proporciona”, Philip Kotler em sua palestra na HSM ExpoManagement 2010.

As organizações estão se reinventando, criando formas alternativas para sua produção, pesquisas que envolvam desde o plantio e usos de pesticidas, até o reuso, reciclagem e compostagem. Produtos e serviços que consomem menos energia, água e emitam menos poluentes no solo ou atmosfera.

“Esse mercado vai apenas aumentar com o tempo, refletindo mais avanços em design e tecnologia e uma variedade cada vez maior de produtos verdes de alta tecnologia com nomes de marcas de confiança que podem ser prontamente obtidos em lojas e mercados.” Jacquelyn A. Ottman, As novas regras do marketing verde.

A qualidade de vida dos seus funcionários e da sociedade que engloba a empresa também está em pauta, o bem-estar e motivação dos colaboradores têm sido propostos pelas empresas. Instituições viram que o tripé da sustentabilidade, economia, sociedade e meio ambiente deve ser aplicado no cenário empresarial e que seguir esse caminho é lucrativo e valoriza a marca.

Os Produtos com uma cadeia sustentável funcionam tão bem ou até melhor que os demais. As marcas têm se valorizado muito com essa visão de lealdade e respeito dos consumidores. Além disso, essas marcas que já trabalham a sustentabilidade com transparência, estão sendo admiradas, ganhando notoriedade e credibilidade perante seu público-alvo.

E como ser uma marca sustentável?

Reavalie os processos da sua empresa, reveja o consumo de energia e a emissão de gases poluentes, incentive a reciclagem, faça a gestão do lixo, reaproveite ao máximo os materiais que são utilizados pela instituição, busque alternativas que agridem menos ou não agridem o meio ambiente.

Pense na comunidade onde atua e ajude-a, busque funcionários que residam próximo da empresa, oferecer qualidade de vida no ambiente de trabalho também é ser sustentável, seja parceiro de ONGs que tenham o propósito parecido com o da sua empresa e incentive o trabalho voluntário entre os funcionários.

Procure comunicar e atrair apoio para ações que visam o bem-estar da sociedade e do meio ambiente, lembre-se que uma marca sustentável é uma marca com um diferencial competitivo importante e valioso no mercado.

Observação: hoje, 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente e a cidade de São Paulo está comemorando com a Virada Sustentável, saiba mais em www.viradasustentavel.com e divirta-se.

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Artigo_ColaboradorSempre defendi que Relações Públicas (RP) é essencial para o processo de branding. E, quando falo isso, é considerando a profissão com funções que vão além de eventos ou assessoria de imprensa, como é reconhecida por grande parte das pessoas. Em termos gerais, Relações Públicas trabalha com relacionamento, defende a transparência e é embasada em conteúdo. O que significa isso? Bem, o papel de um “RP” é levar a mensagem (conteúdo) ao seu público-alvo (relacionamento) de uma maneira ética (transparência). É importante ter consciência de que, para que essas 3 fases possam ser colocadas em prática, é preciso entender o momento em que a organização está vivendo, conhecer o perfil do potencial consumidor e gerar o conteúdo de maneira clara e eficiente.

Quando falo em transmitir a mensagem, não quero dizer necessariamente que isso é feito por meio de coletivas de imprensa ou de redes sociais – apesar de serem dois recursos importantes, existem diversas outras formas de comunicar-se com o público-alvo, que devem ser integradas a eles.  E é aí que entra a associação com o branding.

Fazendo um breve resumo de como o processo de branding funciona, para construirmos – ou reposicionarmos – uma marca é necessário entendermos o mercado, identificarmos os concorrentes, conhecermos os perfis dos públicos e detectarmos uma oportunidade. Feito isso, passamos para a fase de dar forma à marca definindo o posicionamento, a essência, o propósito, os objetivos, as promessas, os valores, o tom de voz e, claro, nome e identidade visual. Com tudo criado, é hora de comunicar o mercado sobre a existência da marca.

Mas, para que essa comunicação seja eficiente, é preciso que ela transmita todas as características definidas anteriormente. Nessa fase, a marca, de uma maneira simplista, pode optar por uma divulgação contendo apenas seu slogan ou um e-mail marketing anunciando a chegada dela ao mercado. Mas, vamos pensar de uma maneira mais abrangente: a quantidade de marcas existentes, nos mais variados segmentos é imensurável. Anúncios e propagandas bombardeiam nosso dia a dia. O nível de absorção que temos com as informações a que somos expostos é muito baixo. Ou seja, as marcas precisam nos apresentar um diferencial para que chame a atenção e percebamos a existência dela minutos, horas, dias e meses depois de termos sido impactados com a mensagem transmitida. Caso contrário, passará despercebida: aquele slogan não surtirá efeito, o e-mail marketing será excluído e os anúncios nos jornais e revistas serão ignorados.

Então, como fazer a diferença? Claro que não há uma estratégia pronta – até porque, se houvesse, não poderia ser considerado um diferencial. Mas se todos os primeiros passos definidos no processo de branding forem colocados em prática, há grandes chances da marca atrair a atenção do público certo. Não adianta, apenas, adotar bonitos discursos de princípios organizacionais, ter um posicionamento que impressione, definir uma essência inovadora se, na hora de colocar em prática, de agir, de comunicar, isso for deixado de lado. Branding é conteúdo. Assim como as Relações Públicas. E é nesse momento que os dois se convergem.

A marca deve ter muita clareza de seu posicionamento para que possa se comportar de maneira coerente em todos os seus pontos de contato, sejam eles físicos ou virtuais. O cliente, ao entrar em contato com a marca, seja pela internet, por telefone ou presencialmente, precisa ser tratado da mesma forma, identificar as mesmas características e perceber que as promessas estão sendo cumpridas. Isso pode ser percebido no atendimento, na qualidade oferecida, nos preços estipulados, na localização e no ambiente dos seus pontos de contato, na padronização da sua identidade visual e nos mais variados benefícios que ela pode oferecer ao seu público. Todos esses aspectos – e muitos outros – são formas da marca colocar em prática o que ela é. E, enquanto ela pratica, ela comunica.

Dessa forma, entende-se que, num processo bem sucedido de branding, cria-se mais do que uma imagem: cria-se uma identidade para a marca. E é com esse mesmo princípio que as Relações Públicas atuam – a comunicação é feita por meio de aspectos reais da marca. Ao elaborar uma estratégia de “RP”, o objetivo pode, sim, ser em prol da imagem e, principalmente, da reputação da marca no mercado, mas, para que esse objetivo seja atingido, o ponto de partida é considerar o que a marca realmente é e faz. As Relações Públicas, assim como o branding, priorizam o conteúdo e as ações para que, a partir disso, seja formada uma imagem sólida, consistente e real da marca.

[divider scroll_text=] Tânia d’Ávila tania

Graduada em Relações Públicas pela FAAP e pós-graduada em Marketing pelo Mackenzie, cursou Docência com foco em Metodologia de Ensino Superior e Pesquisa pela FGV. É apaixonada pelo mundo das marcas e defende a forte relação existente entre Branding e RP. Interessada em disseminar conhecimento, em um futuro próximo quer ser chamada de professora.

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imagem_artigoJamesBond_carlos_3105O uso do cinema para ações de merchandising não é novidade. Você deve lembrar-se dos óculos Ray Ban modelo Aviador usado por Tom Cruise em Top Gun (1986) ou da bolsa Motard Firebird da Louis Vuitton usada no filme Sex and The City (2008). Um dos exemplos mais explícitos do uso desta estratégica é da Wilson no filme Náufrago (2001), estrelado por Tom Hanks.

Mas, uma série faz com que o conceito de branding e merchandising adquiram características especiais.

Imagine a cena. Um homem bem vestido desce de um Aston Martin, consulta seu Omega de pulso e, depois que entra no bar, pede ao garçom uma Heineken. Em seguida uma linda mulher vem em sua direção com um olhar misterioso e num segundo ele responde: – My name is Bond, James Bond.

Mas, o que leva tantas marcas a associarem sua imagem ao agente britânico?  Depois de 50 anos e 23 filmes, a marca 007 tornou-se mundialmente conhecida e criou um universo com belas mulheres, aventuras emocionantes, carros potentes, bebidas premium e, principalmente, uma legião de seguidores fiéis, ávidos para fazer parte deste mundo e consumir seus produtos. Por isso muitas empresas buscam vincular seus nomes com a franquia.

Um exemplo bem sucedido de uma ação de merchandising na franquia foi realizada pela BMW. Em 1995, a BMW investiu em torno de 3 milhões de dólares para colocar o modelo Z3 no filme 007 contra Golden Eye. Só o fato de o agente trocar o tradicional Aston Martin pelo Z3 já causou um imenso buzz na mídia. Resultado: um mês após a estreia do filme, foram mais de 9 mil encomendas do veículo e a montadora alemã faturou mais de 240 milhões de dólares apenas com vendas antecipadas.

No último filme da franquia, 007 – Operação Skyfall (2012), a Heineken divide o espaço do bar do nosso agente com o tradicional Dry Martini – drink que James Bond deixou famoso no mundo inteiro – o que causou certa revolta aos mais aficionados.

Apesar disso, a Heineken acertou na estratégia, uma vez que ambas as marcas possuem a internacionalidade como tema comum. Segundo Daniela Cachich, diretora de marketing de marcas premium da Heineken, “a Heineken busca  se conectar com seus consumidores por iniciativas em que eles sintam que podem se apropriar da personalidade da marca para elevar sua própria personalidade. O patrocínio aos filmes reforça este posicionamento.”

A franquia 007 é um mito por si só e qualquer produto relacionado a ela já chega carregado de história, tradição, elegância, aventura e romance. Além disso, seu público é sofisticado e quer consumir o que há de melhor e desde que surgiu, a franquia 007 tem um posicionamento bem definido.

Como o marketing nos filmes da franquia é uma estratégia comum desde o primeiro longa, age como um influenciador para fãs e espectadores em geral e algumas marcas colaboram com o roteiro, ajudando James Bond a se salvar de diversas situações de risco. Em 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997), Bond usa um celular Sony Ericsson como controle remoto para escapar dos vilões em seu BMW 750i.

Afinal, a principal razão do interesse de diversas empresas de diferentes mercados em 007 se dá ao fato do personagem ser atemporal, alcançando mundialmente não apenas um só público-alvo. Telespectadores, fãs ou não, que acompanharam o início da série em 1962 continuam até hoje indo ao cinema para ver os novos filmes. E seus netos também.

Atualmente as marcas que patrocinam a franquia são: Coca-Cola Zero, Land Rover, Bollinger (champanhe), Smirnoff, Sony Eletronics, Swarovski, Aston Martin, Heineken, Omega, Tom Ford, entre outras.

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