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Design Management: Desbloqueando o Potencial da Sua Marca em um Mundo de oportunidades

O mundo híbrido e phygital – em que não fazemos mais distinção do que é físico e digital – ampliou muito as possibilidades de inovação e conexão para as empresas.

Somam-se a isso o crescimento acelerado de tecnologias como AI (Inteligência Artificial), AR e XR (Realidade Aumentada e Realidade Extendida), Audio Espacial, Real Time Data dentre tantas outras ferramentas que chegaram para transformar a forma como produzimos e nos relacionamos com marcas. 

Se por um lado as possibilidades agora são praticamente infinitas, por outro, vemos surgir uma enorme complexidade para gestores e tomadores de decisão, já que os recursos (temporal, técnicos ou financeiros) são limitados, o mundo passa por uma overdose de informação e ninguém quer ficar de fora da pautas (ou memes) do momento. 

Quando atenção é a grande moeda do século, ganha quem consegue não apenas atingir seu público mas se relacionar de forma autêntica com ele. Autêntica mesmo.

E nesse contexto, a autenticidade vai muito além de um posicionamento claro ou uma comunicação coerente. Passa também por tangibilizar como as crenças se refletem no dia a dia da empresa, na cultura, na escolha estratégica de canais, a mensagem clara para cada contexto e pessoa.

Você deve estar se perguntando: Ok, mas como isso pode ser feito na prática?

Por mais que as respostas nunca são simples e não exista bala de prata que vá te fazer virar o jogo do dia para noite, existe uma abordagem que certamente irá te auxiliar em uma gestão mais assertiva de recursos: o Design Management.

O Design Management (a proposta de se fazer gestão a partir do pensamento do design) surge como uma solução estratégica e integrada que transcende a estética, mergulhando fundo na funcionalidade, usabilidade e, acima de tudo, na relevância cultural e contextual de cada ponto de contato entre marca e consumidor, incluindo decisões de investimento, novos produtos e áreas de atuação.

Pensar assim muda absolutamente tudo por considerar variáveis que antes poderiam ser ignoradas por mercados e empresas mais tradicionais e, na prática, o exercício é simples:
Reflita sobre o que faz sentido ser criado ou aperfeiçoado para o seu negócio sob o ponto de vista do seu propósito?

Não por acaso as marcas mais valiosas do mundo agem assim, criando produtos e serviços que são verdadeiros ‘change-makers’ em suas indústrias – e o fazem sob ponto de vista de ecossistema considerando dados e tech como grandes fontes de inovação (Veja o exemplo de Apple com Iphone, Apple Store, Apple ID, Apple Watch etc ou Amazon com o seus devices integrados). 

Para inspirar a conversa, vale refletir sobre os 

A revolução acontece todos os dias aqui e agora

Pare por um momento e pense: quando foi a última vez que uma marca realmente capturou sua atenção? Quando todo mundo mira em ser o ‘Uber de alguma coisa’ ou ‘AirBnB do setor Y’, se destaca quem tem clareza sobre O que Faz, Por Que Faz e Como faz diferente, oferecendo uma experiência única, integrando com perfeição o digital e o físico (vide NuBank que transformou um setor dominado por gigantes). 

Velhos mapas não levarão a novos lugares. Design mais do mesmo também não.
Abandone o ímpeto de enxergar o design sob ponto de vista majoritariamente estético. Quando o trazemos para a ótica da Gestão (Design Management), ganhamos enorme vantagem competitiva em definir e controlar a percepção projetada da marca, serviço e canais. Ao fazer isso, automaticamente você também abandonará a ideia de que o que te levou até aqui irá te levar para os próximos níveis da sua empresa.

A Experiência é tudo
Uma vez definida como a sua marca quer ser percebida, o desafio agora é estruturar como essa percepção vai ser construída e tangibilizar na prática. Pense na jornada, no design, na narrativa, os pontos de contato da cadeia e fases do funil de relacionamento.
Uma experiência fluida e surpreendente gera, não apenas recorrência mas também advogados da sua marca, que reduzirão seu custo de aquisição para novos clientes no futuro.


O mundo está chamando. Você vai aceitar o convite? 

A resiliência da marca é testada na sua capacidade de se adaptar e reagir às mudanças. Ao adotar as lentes do Design Management você estará também dando um passo importante para a construção de negócios (e marcas) resilientes e preparadas para o futuro, antecipando movimentos e ampliando influência com seu público. E pasmem, esse mesmo público está carente por se relacionar com marcas que respondam aos seus desejos, chegando ao ponto de deixar claro, ao ceder dados e informações, como quer se relacionar, quando, onde, o que não aceita lugares que frequenta e suas preferências. 

Aqui existe um mundo de possibilidades para desbloquear ou ampliar o potencial da sua marca. As pessoas estão falando com você. Você está ouvindo?
O mundo está chamando. Você vai aceitar o convite? 

Por Ciro Ribeiro Rocha: Co-fundador da fintech Gen e advisor do Resid Club.  É Professor e Escritor, Especialista em Branding, Administrador (UFG) com extensão em Strategic Marketing pela HEC Management School (ULg, Bélgica), Designer Thinker e MBA Marketing (FGV).Durante a sua carreira, desenvolveu projetos de Marca e Inovação para empresas como Ambev, Ipiranga, Oi, Magalu, Nestlé e Saint-Gobain, fazendo da Enredo a primeira empresa do Centro-Oeste a conquistar alguns dos prêmios de Criatividade, Arquitetura e Design mais importantes do mundo, como El Ojo de Iberoamerica (Argentina), Lisbon Awards (Portugal) , POPAI, Lusófonos da Criatividade (Portugal), FePI (Argentina) e ABRE de Embalagem Brasileira, Brasil Design Awards.