A visibilidade é um dos pilares centrais para construir uma identidade forte em qualquer lugar, e a campanha “Pelo Direito de Ser Visto”, lançada pela SP Invisível em parceria com a FutureBrand São Paulo, aborda esse conceito de forma ativa e reflexiva.
Essa iniciativa, focada nas eleições municipais de São Paulo, destaca um grupo historicamente marginalizado — a população em situação de rua — e provoca uma reflexão sobre a forma como construímos a imagem de nossa cidade e quem realmente tem direito de fazer parte dessa narrativa.
A importância da inclusão no Branding
Quando olhamos para o conceito de Place Branding, que trata da construção e gestão da identidade de cidades e regiões, é fundamental considerar quem está sendo representado nos símbolos, narrativas e experiências desse lugar, incluindo as minorias, para que os grupos estejam genuinamente envolvidos no processo de construção dessa identidade.
Ao olhar para a identidade e os valores de um local, e isso vai muito além de paisagens ou monumentos icônicos, sua imagem é moldada também pelas histórias de seus habitantes.
Quando falamos de São Paulo, um dos maiores centros urbanos do mundo, não podemos ignorar a vasta diversidade de vidas e contrastantes realidades que nela coexistem. E a população em situação de rua faz parte desse contraste.
O lançamento do PSPI (Partido Social da População Invisível), mesmo como um “partido fictício”, trabalha parte importante deste recorte, colocando a visibilidade dessas pessoas no centro da discussão sobre o futuro da cidade de São Paulo.
Mesmo não sendo um partido político de fato, o PSPI representa uma iniciativa de amplificar as vozes dos “invisíveis”, permitindo que eles expressem suas necessidades e ideias em temas essenciais como moradia, alimentação, saúde e emprego.
O valor central da campanha “Pelo Direito de Ser Visto” é a visibilidade. A FutureBrand São Paulo, responsável pela criação dessa campanha, aborda o desafio com uma visão criativa e ousada, utilizando jingles, vídeos e mídia externa para dar voz a quem é frequentemente silenciado.
Ao transformar a Avenida Paulista, um dos maiores ícones de São Paulo, em palco para essa discussão, a campanha coloca uma questão crucial para nós, como cidadãos, e como estrategistas de marcas: quem está realmente representado nas nossas narrativas?
Para marcas e profissionais de branding, essa campanha é um lembrete poderoso de que os valores que promovemos precisam ser inclusivos e reflexivos da verdadeira diversidade de nossas comunidades.



A responsabilidade social das Marcas
Iniciativas como a da SP Invisível não apenas provocam discussões, mas também criam um espaço para que a inclusão se torne parte de soluções.
Marcas que se associam a causas que promovem a equidade e a visibilidade dos menos favorecidos reforçam seu compromisso com valores como justiça social, empatia e transformação. Mas vale lembrar: assim como falamos sobre a atenção ao greenwashing (ou “lavagem verde”, que consiste no ato de divulgação falsa sobre sustentabilidade ou ambientalismo por parte de pessoas ou empresas), ações e posicionamento genuínos de impacto social são esperados pela população.
O lançamento do PSPI é uma oportunidade de pensar em como nossas cidades podem ser mais justas e inclusivas, e como podemos usar a nossa voz e as ferramentas digitais de forma poderosa para amplificar um impacto social positivo.
Por fim, a campanha nos ensina que, ao dar visibilidade a todos, não apenas as marcas, mas instituições de diversas áreas podem contribuir com algum movimento que esteja ao seu alcance e, inclusive, revelar pontos cegos, “invisíveis”, na imagem das cidades em que estão inseridas.
Para mais detalhes sobre a campanha “Pelo Direito de Ser Visto”, visite o site da SP Invisível.