Neste período, a maioria das empresas organizam suas “festas de fim de ano”. O roteiro não muda muito. Contratam um buffet, ou reservam um bar ou restaurante para a “confraternização” onde todo mundo busca sentar longe do chefe, “azarar” a estagiária do marketing ou aproveitar a boca livre ao máximo. Há também aquelas organizações que querem “aproximar” a família dos funcionários com a empresa. Aluga um sítio com piscina, serviço de churrasco e, o que não pode faltar, aquela cesta de natal onde alguns produtos e marcas só existem nesta época do ano.

Decidido o evento, o RH ou DHO e a área de comunicação soltam as famosas “recomendações” como não exagerar na bebida, usar roupas discretas e tantas outras regrinhas que parecem mais recomendações para uma entrevista de emprego do que um convite para a celebração de mais um ano de trabalho.

Por outro lado, os funcionários vão mais pela obrigação do que pelo desejo de comemorar os resultados que eles ajudaram a atingir.

Penso que este padrão acontece por dois motivos:

1. A empresa encara como uma obrigação e um custo organizar esta confraternização;

2.  Os gestores não fazem ideia da cultura do “dia-a-dia” da organização.

Em minha carreira, já organizei diversas festas seguindo este padrão, onde o gestor define o budget e o que será feito, sem levar em conta os valores e a missão da empresa.

Mas também tive a oportunidade de organizar festas memoráveis que ficaram gravadas na história dos funcionários, porque traduziam a essência da empresa, a cultura do dia-a-dia, onde eles se identificaram com o propósito real da marca, e não apenas com o que estava escrito nos quadros de visão, missão e valores pendurados na parede.

A verdade é que este evento é uma excelente oportunidade para engajar e praticar a os valores e a missão da empresa por parte dos gestores e criar um estreitamento nos relacionamentos de uma maneira informal e verdadeira. Afinal, qualquer organização é formada por pessoas. E pessoas se relacionam. Quando esta integração acontece, melhora o clima organizacional, agiliza processos, fortalece a identidade da marca, estreita o relacionamento entre as áreas e pessoas e principalmente gera o espirito de pertencer dos funcionários.

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