Quem um dia imaginaria que seria possível criar brinquedos, colares, próteses para o corpo e até maquiagem em casa?

Como você viu anteriormente na matéria da SodaStream, o consumidor quer ter autonomia de customização e praticidade para os produtos de consumo. A independência da indústria está chegando aos poucos também com as impressoras 3D.

O consumidor não precisa mais esperar aquele objeto que ele almeja chegar ao mercado, hoje é possível ele mesmo criar e produzir domesticamente. Para os criativos, nunca foi tão barato criar protótipos e materializar sonhos.

O processo é simples: é só escanear o objeto, criá-lo através de softwares 3D ou baixar o projeto na internet e depois imprimir na comodidade da sua casa.

 

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Como popularizar?

Alguns fabricantes já se prontificaram a criar versões domésticas e mais acessíveis como a impressora Cube (foto), vendida nos EUA por US$ 1.000 e aqui na Saraiva do Brasil pelo absurdo: R$ 5.447.

A empresa fabricante já está comercializando a terceira geração de impressoras domésticas, a Cube3 (com design mais decorativo), e mantém um site onde o usuário pode comprar projetos. Na loja é possível encontrar objetos de formas orgânicas e design arrojado, que dificilmente seriam fabricados pela indústria por um preço acessível. A variedade impressiona, desde porta-copos até capa de celular e corpo de guitarra.

Para quem ainda não pode comprar uma impressora, os grandes varejistas da Europa e EUA estão oferecendo serviços de impressão parecido com as gráficas digitais. A rede de supermercados Tesco e a loja Staples têm lojas que imprimem 3D.

Conor MacCormack, CEO da MCor Technologies, afirma que toda a casa terá uma impressora 3D em 10 anos. Se você precisar comprar um copo, ao invés de ir até o supermercado ou esperar sua compra online, será mais fácil baixar o projeto na internet e imprimir em casa. Em alguns minutos, você pode ter o objeto que precisa.

 

Desafios

Nem tudo é maravilha, a popularização ainda precisa passar por alguns obstáculos:

  • Tempo: as impressões ainda demoram horas.
  • Material: a variedade dos materiais ainda é pouca.
  • Preço: ainda é alto, tanto da impressora quanto dos cartuchos.
  • Acabamento: o objeto não fica tão perfeito, existem rebarbas e algumas pequenas falhas.
  • Interface: ainda precisa ser trabalhada para que seja mais intuitiva e fácil para qualquer pessoa. Imagine como seria bom, enviar um projeto via app de celular e a impressora em casa produz durante o expediente.

 

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A ideia de imprimir em 3D não se limita a objetos domésticos, a construtora chinesa Winsun construiu uma casa com uma impressora que custa 5 mil dólares, o custo é a metade da construção convencional.

Também já temos as primeiras impressoras para produzir macarrão, biscoitos e outros alimentos com formatos diferenciados e customizáveis.

No setor da saúde, próteses para braço impressas nessas máquinas custam frações do preço do modelo tradicional, permitindo o acesso de pessoas carentes. Há histórias de projetos que são disponibilizados de graça na internet, o que garante que qualquer pessoa em qualquer país possa imprimi-los. Até um crânio feito por uma impressora 3D foi implantado com sucesso na Holanda.

A infinidade de uso parece atingir todas as indústrias. Grace Choi, uma estudante da Harvard, percebeu que os preços das maquiagens eram altos e que o diferencial das marcas não era a qualidade (a matéria-prima é a mesma) e sim a variedade de cores. Então ela pensou em uma impressora de maquiagens para que a consumidora possa criar sua própria gama de cores. O produto pode ser lançado ainda esse ano por US$ 200 a US$300. Veja o vídeo de lançamento abaixo.

A revolução está apenas começando, vamos aguardar os próximos capítulos/projetos…

Referências

Toda casa terá impressora 3D em menos de dez anos

Impressora para maquiagem

Impressora para casa

 

Leitura interessante

7 áreas que serão beneficiadas por impressoras 3D

 

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Cofundadora e Gestora Executiva de Comunicação no InfoBranding Arquiteta e Designer com experiência em Comunicação Corporativa, desenvolve projetos e campanhas de apoio à vendas, eventos apresentações e faz gestão de atendimento. É formada em Arquitetura e Urbanismo pela USP e pós-graduada em Gestão de Marcas e Branding pela BSP. Cofundadora e colunista do InfoBranding e co-autora do livro” Do boteco ao escritório: Práticas de gestão de marcas”. Tem foco em Tendências de Consumo, Design e Inovação. Suas palavras-chaves são: organização, criatividade e praticidade.

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