Há histórias de líderes que contribuíram de maneira significativa para a imagem da organização. Eles, ao longo de suas ações, junto a elas fizeram a diferença e, perante o mercado, fizeram com que sua imagem se associasse às instituições que representaram, gerando valor e elas sendo reconhecida pela imagem deles.

Exemplificando essa relação, pode-se citar a Apple, organização pautada na inovação e na tecnologia e maior empresa de capital aberto do mundo, não compôs a sua história sem a figura de Steve Jobs, que foi seu cofundador e principal executivo. De acordo com Isaacson, que escreveu a biografia de Steve Jobs e escreveu para a Revista Harvard Business Review Brasil de abril de 2012, Jobs iniciou a Apple na garagem da casa de seus pais, foi expulso dela em 1985 e voltou para evitar a sua falência em 1997.

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Ao longo de sua história, desenvolveu papel importante como líder, o qual estimulava sua equipe, prezava por colaboradores excepcionais e buscava desenvolver produtos e soluções inovadores, simples e modernas, conforme artigo de Isaacson.

Jobs faleceu aos 56 anos, em outubro de 2011 por consequência de um câncer no pâncreas que enfrentava desde 2004, um dia após a sua morte, as ações da Apple caíram, como também elas tiveram queda meses antes a sua morte, mediante a sua renúncia.

O que se percebe é que a figura de Steve Jobs como executivo contribuiu para a valorização da Apple no mercado de ações, pois ele era considerado a mente criativa da organização, da mesma forma que os consumidores o consideravam.

Houve impacto com a saída e morte de Steve Jobs no mercado e no mundo, mas por conta dos valores já enraizados na empresa, continuaram a gerar confiança no mercado investidor e nos consumidores. De acordo com a Info Exame de março de 2012, a Apple obteve 60% de aumento de suas ações em menos de seis meses após o falecimento de Jobs. E ainda, sua liderança e estabilidade é reforçada pela sua primeira colocação no ranking BrandZ 2013 da Forbes.

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Outro caso interessante, agora no Brasil é a imagem de Rolim Adolfo Amaro, o Comandante Rolim, assim conhecido, da empresa de aviação TAM.

Nascido no interior de São Paulo, sempre cultivou o sonho pela aviação e ao longo de sua trajetória profissional foi piloto em diversas empresas, inclusive a própria TAM, comprou seu primeiro avião e na década de 70, retornou a ela como sócio.

Prezar pelo contato direto com o cliente e em servi-lo era a sua principal característica e crença. E esta atitude era exemplo a todos da organização que o multiplicava. Reforçava entre todos da companhia o “espírito de servir” (conforme site institucional), o que revolucionou a aviação comercial, criou prestígio e o levou a ser referência neste mercado.

Faleceu em 2001 em um trágico acidente de avião, o que causou comoção no mercado de aviação e principalmente em seus colaboradores. Mas, apesar de crises no setor, a organização busca reproduzir seus valores e princípios.

Isso não significa que para uma organização alcançar o sucesso e estar entre as principais marcas lembradas e admiradas pelos consumidores e pelo mercado, ela necessite de um líder de imagem carismática associada a ela.

A imagem do líder só é um elemento que pode contribuir para isso, mas, acredito, que sua postura de respeito para com o mercado, colaboradores e parceiros é fundamental para sua perenidade, bem como ser leal a seus princípios e cumprimento de sua missão.


Referências:

Forbes. Disponível em http://www.forbes.com/pictures/ejdd45fjld/apple-2/

Globo. Morre Steve Jobs fundador da Apple. http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/morre-steve-jobs-fundador-da-apple.html

ISAACSON, Walter. “As verdadeiras lições de Liderança de Steve Jobs”. Harvard Bussines School Review – Brasil, edição de abril de 2012

Info Exame. Ações da Apple sobem 60 % após morte de Jobs. Disponível em http://info.abril.com.br/noticias/mercado/acoes-da-apple-sobem-60-apos-morte-de-jobs-28032012-27.shl

Tam. Disponível em http://www.tam.com.br/b2c/vgn/v/index.jsp?vgnextoid=b0bd09f1157f2210VgnVCM1000000b61990aRCRD

Museu da Tam. Disponível em http://www.museutam.com.br/comandante_rolim.php


Cofundadora e Gestora Executiva de Cursos e Eventos do InfoBranding Cofundadora e Gestora Executiva de Cursos e Eventos do InfoBranding. Administradora formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Gestão de Marcas e Branding pela BSP Business School São Paulo, Gestão de Organizações do 3º setor, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Magistério do Ensino Superior pela PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e EaD Elaboração de Material, Tutoria e Ambientes Virtuais pela Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou em Consultoria de Marketing e Educação, com desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre cultura e identidade organizacional, governança corporativa e estudos de mercado. Atua como professora orientadora de Projetos Finais na BSP Business School São Paulo, professora de Pós-graduação do Centro Educacional Belas Artes e Docente de Ensino Superior dos cursos de Negócios na Faculdade das Américas – FAM.

2 Comments

  1. O mais interessante no caso do Steve Jobs é que mesmo ele não sendo o “cara mais legal para trabalhar” considerando o que se houve falar sobre os métodos de trabalho dele, ele conseguia transpor essa barreira e passar para os consumidores da Apple a imagem de líder carismático. A relação dele com a Apple era tão profunda e cheia de significados e simbolismos que no momento em que precisou, a empresa o chamou de volta para reerguer a empresa e sua imagem.

    • Denise Cavalcanti Reply

      De fato Patrícia!
      Jobs é um exemplo de personalidade que se fundiu a companhia, sempre desafiador e conseguia tirar o melhor de cada colaborador.
      E com sua postura e sua imagem influenciou a Apple.
      Penso em outros exemplos como Walt Disney, Abilio Diniz, Luiza Helena.. que tem suas imagens diretamente associadas às companhias que dirigiu/dirige.

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