Mais uma temporada do futebol brasileiro se foi e ao invés de alegrias, esse esporte mais uma vez proporcionou aos espectadores selvageria e manobras judiciais.

As marcas olham com muito carinho para os campeonatos profissionais de futebol, atletas, grandes clubes e para a seleção. Porém, o cenário corrupto e selvagem que mostra ser o do futebol brasileiro tem afastado consumidores e empresas.

A montadora Nissan, que patrocinava o Vasco da Gama cancelou o patrocínio depois que a torcida do clube foi literalmente para a guerra num conflito contra a torcida do Clube Atlético Paranaense.

A marca ainda emitiu uma nota sobre a decisão:

nissan

Outro caso que está acontecendo é o de ataque de consumidores contra a Unimed. A empresa é patrocinadora do Fluminense, clube que foi rebaixado para a série B do campeonato nacional, mas conseguiu a permanência após um embate judicial, o clube já havia sido beneficiado judicialmente e também através de outras manobras da CBF.

A Unimed tem sido alvo de ataques, pois se a marca patrocina um clube que costuma se beneficiar através de outros meios que não seja o do campo de futebol, ela se torna conivente com essas atitudes.

unimed

Outras marcas correm o risco de serem atacadas, são o caso de Nike, Gillette, Vivo, Guaraná Antartica, entre outras que patrocinam a Confederação Brasileira de Futebol, entidade essa que é acusada de inúmeros casos de corrupção, como mostra as seguintes matérias: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-jornalista-que-expos-a-corrupcao-da-cbf/; http://www.leiaja.com/politica/2013/12/04/romario-corrupcao-da-cbf-influencia-toda-arbitragem/; http://esportes.terra.com.br/futebol/corrupcaonofutebol/interna/0,,OI692247-EI5477,00.html.

Patrocinar o futebol brasileiro e sua maior entidade, a CBF, é vantajoso na exposição da marca e financeiramente, porém é um risco eminente, pois a entidade vive em meio a escândalos; e se uma marca se une a outra de caráter duvidoso, é porque ela compartilha das atitudes e desses ideais. Afinal “ Diga-me com quem andas e te direi quem és “.

A Nissan mostrou que a exposição da marca e o retorno financeiro são importantes, entretanto, o valor da sua marca , sua ideologia, caráter e reputação são muito mais valiosos. Enquanto o futebol brasileiro for rico em manipulação de resultados, brigas entre torcidas e intervenções judiciais, será sempre um risco investir nele.

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2 Comments

  1. Alessandra Reply

    Business é Business. Está na hora do clube ser responsabilizado. Patrocinar é sempre um desafio, principalmente com tantas variáveis como o futebol. Está na hora dos clubes brasileiros deixarem de ser tupiniquins e entenderem que são corporações. O Corintians é o que mais chega perto disso, porem ainda falta muito para chegar no nível de profissionalismo dos times internacionais.

    Ah, e não sou corintiana. Na realidade acho futebol uma utopia nacional…

  2. Concordo com o comentário da Alessandra, foi categórica. Precisa-se de um modelo de gestão eficiente e que foque em cima de resultados. Somos penta campeões mundiais, mas em termos de gestão de futebol parece que nunca fomos a uma copa do mundo. Precisamos nos atualizar, utilizar novas tecnologias, nos aperfeiçoar… não da pra gerir futebol hoje em dia exatamente como faziamos a 40 anos atrás.

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