O primeiro dia do AI Festival, realizado pela StartSe em São Paulo, foi marcado por uma imersão prática e reflexica sobre o presente e o futuro da inteligência artificial, abordando principalmente como essa tecnologia está reescrevendo a forma como marcas e pessoas se relacionam. O evento, que reuniu mais de 3 mil participantes, 20 oficinas práticas, representantes de gigantes como Google, Amazon AWS, Oracle, Qualcomm, Figma, iFood, também foi palco de um grande anúncio da StartSe: AI Journey, uma nova forma de entender e se educar sobre inteligência artificial. O novo produto promete ser um dos maiores e mais completos treinamentos, com mentores das principais universidades, Big techs e empresas de IA do mundo.
A abertura se deu com Júnior Borneli, CEO e fundador da StartSe, no palco Ultra. O empreendedor a guiou por meio de um discurso que despertou um senso se urgência e inspiração. Ao destacar que vivemos no momento de maior incerteza da história recente, ele trouxe a seguinte reflexão:
“Há cinco anos, tínhamos muito mais certeza sobre o futuro do que temos hoje”, afirmou. “Ou estamos perto de quem escreve a história, ou, no cenário ideal, estamos escrevendo essa história.”
Para Borneli, o desafio das empresas e de profissionais é deixar de operar com ferramentas do passado para tentar construir o futuro, de forma que possamos viver no “gerúndio das coisas”, logo, adaptando-se continuamente. Para o CEO, não é mais sobre encontrar uma nova forma de fazer, mas uma nova forma de reescrever.
Em seguida, quem entrou no palco foi o CIO da StartSe, Cristiano Kruel, trazendo uma visão ampla e provocadora em “AI Today, Tomorrow and In The Next Decade”. Kruel alertou que estamos subestimando a velocidade com que as transformações acontecem: “A IA vive em anos de cachorro, o que muda em um ano, equivale a sete”.
Outro destaque do palco foi Nelson Leoni, CEO da WideLabs. Na palestra “A trajetória da WideLabs como IA soberana no Brasil”, ele apresentou um pouco das soluções desenvolvidas no país com dados nacionais, defendendo a importância de uma IA com identidade nacional.
Arena de negócios
Além do palco Ultra, o evento contou com a Arena de Negócios, um espaço reduzido, mas que ganhou uma programação de peso, abordando temas como: IA Agêntica, negócios dirigidos por dados, governança ou mesmo, vantagem competitiva, que foi abordada por Cadu Pereira, CPO da ZUP.
O executivo defendeu que o uso de inteligência artificial só faz sentido quando melhora de fato a experiência do cliente.
Segundo ele, os maiores desafios ainda estão relacionados à governança e qualidade dos dados, além da necessidade de domínio técnico e propósito claro. Pereira apresentou o conceito GATE, que reúne quatro pilares fundamentais para o sucesso de projetos de IA:
- Governança e dados
- Adaptabilidade e escalabilidade
- Talento e suporte
- Experiência e confiança
“Não vale a pena usar IA se ela não melhora a experiência do cliente. O hype passa — o valor, não.”
Oficinas práticas para um aprendizado aplicado
Além das palestras, o evento contou com três salas simultâneas dedicadas a oficinas práticas, com público reduzido e um passo a passo bem simples e aplicável.
Uma delas foi conduzida por Guilherme Barbosa Candido, Product Designer da StartSe, explorou “Funcionalidades secretas do ChatGPT, Gemini, Claude, Grok e DeepSeek”.
Os participantes aprenderam a criar mesas redondas simuladas no ChatGPT, personalizar respostas com base em personas, gerar benchmarks com o Gemini, desenvolver storybooks, kanbans e até documentos completos com outras ferramentas. A proposta foi traduzir o conceito de IA em aprendizado tangível, transformando teoria em prática.
AI Journey: StartSe e sua mensagem ao mercado
No início de 2025, StartSe apresentou seu propósito em criar um letramento de IA para cerca de um milhão de brasileiros (e segue nesse objetivo, já alcançando 300 mil pessoas com suas formações gratuitas). No primeiro dia de AI Festival, a empresa deixou claro que esse seu propósito tende a ser realizado em diversos pontos de contato, com diferentes públicos.
No meio do primeiro dia veio o grande lançamento: AI Journey, a mais completa jornada estratégica de transformação de IA.
Com duração de 12 meses, certificação internacional, mentorias quinzenais com as principais big techs e empresas de IA do planeta, sessões presenciais, relatórios de IA, comunidade e um tool kit, a StartSe lança seu novo produto no festival, cujo objetivo é acompanhar o usuário de perto, gerando envolvimento mesmo na correria do cotidiano.
Para Borneli o problema não está na IA, mas em líderes embriagados com a sua visão antiquada e ferramentas do passado, que limitam o crescimento de suas empresas e fazem com que suas marcas se tornem esquecidas. Mas o objetivo dessa jornada seria parar de se lamentar pelo passado e passar a construir o futuro.
Com esse lançamento a StartSe consegue reafirmar a mensagem que se destacou durante o dia:
A maior ameaça não é a IA, mas a nossa resistência à mudança.