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O portal “O Negócio do Varejo” é um ambiente de conhecimento, informação avançada e troca de experiências sobre o cenário de consumo varejista. Formado por profissionais altamente qualificados, produzem excelentes conteúdos e cases, democratizando o conhecimento. João Batista Ferreira, um dos colunista do site nos cedeu uma entrevista explicando a proposta do evento.

Diante desta filosofia de compartilhamento, o portal realizou seu primeiro evento em São Paulo, dia 08 de abril, no auditório da Anhembi Morumbi, Vila Olímpia, com o apoio da Business School São Paulo e destaque para o InfoBranding que desenvolveu toda a identidade visual por meio da Agência Mitrah de Vanessa Veiga, nossa cofundadora.

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O evento, denominado “O Negócio do Varejo Mudou“, buscou refletir sobre as mudanças que ocorreram na sociedade e no varejo, bem como apresentou tendências neste ambiente.

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A primeira palestra foi realizada por Ivan Correa, Diretor da Posiciona – Educação & Desenvolvimento, que explorou o tema: “Inteligência Competitiva e Big Data no Varejo”. Segundo Ivan, vivemos num ambiente incerto, no qual inteligência competitiva é um processo e tudo acontece ao mesmo tempo. Esse cenário é mais recente e passou a predominar depois dos anos 2000, pois antes disso as empresas evoluíram de um período no qual só se olhava para o ambiente interno (inteligência empresarial – antes dos anos 50) para um período no qual se começou a olhar para fora (inteligência de mercado – entre os anos 50 e 80) e depois para um período no qual se levava em consideração os dois ambientes (interno+externo). Nesse mesmo período os processos foram se sofisticando em paralelo, até o advento da internet (popularizada nos anos 200) que permitiu o “tudo ao mesmo tempo”.

Nesse sentido o Big Data, é um conceito que permite a gestão desse grande volume de dados, passando pela coleta, seleção e utilização com foco estratégico por parte das empresas. Isso permite uma maior compreensão do cliente, entendendo seus gostos e preferências, bem como seus padrões de consumo de forma a identificar tendências e propor soluções direcionadas.

Após apresentar o conceito de Big Data e relacioná-lo ao varejo evidenciando seus benefícios, Ivan ressalta que vivemos um “gap” de pessoal capacitado para lidar com o cenário. Há muita informação, no entanto as pessoas ainda não estão plenamente qualificadas para lidar com ela. É preciso mais inteligência na análise desses dados para que assim, de fato, eles possam ser utilizados de maneira mais estratégica.

Na entrevista abaixo, Ivan busca explicar como Big Data pode contribuir na lealdade do cliente.

Na segunda palestra, Dagoberto Hajjar, CEO da Advance Consulting,  fala das tecnologias no varejo. Para tanto, foram apresentados exemplos de novas tecnologias que estão cada vez mais conectadas ao cliente por meio de um banco de dados completo e atualizado (Big Data), o que  permiti oferecer produtos de sua preferência, fazendo-o repetir a compra e estimulando-o ao consumo de outros produtos, proporcionando novas experiências e entendendo que cada cliente é único.

Com a tecnologia e o Big Data tudo fica mais complexo e desafiador para quem trabalha no varejo, pois o cliente possui mais informações, é capaz de realizar pesquisas simultâneas e de negociar com o vendedor de maneira mais incisiva, já que ele saberá onde estão os melhores preços e vantagens. Com isso, é necessária uma adaptação por parte do vendedor, que precisa estar por dentro da tecnologia para utilizá-la também ao seu favor. Fica claro que o desafio mais uma vez é a capacitação de pessoas e mudanças culturais por parte dos varejistas, que precisam incorporar as tecnologias para alinhar-se ao novo momento no qual vivemos.

A tecnologia contribui muito para o desenvolvimento do mercado, no entanto será que ela pode ter seu ponto negativo? Dagoberto reflete sobre isso no vídeo abaixo.


Maurício Salvador, Presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico e CEO da ComSchool, foi responsável pela terceira palestra. Ele apresentou um panorama do comércio eletrônico e as razões que levam as pessoas a comprarem na internet: Comodidade, Sortimentos, Preço, Prazo, Segurança, Parcelamento e Conteúdo.

Foi evidenciado que a realidade precisa ser enfrentada por partes das empresas multicanais. Segundo Maurício, essas empresas precisam integrar melhor seus diferentes canais, levando a experiência de compra para o consumidor a níveis mais elevados e tirando  vantagem das tecnologias para incrementar seus resultados.

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O evento contou com muitos profissionais de diversas áreas, com graus diferentes de envolvimento com o varejo, como docentes, profissionais do varejo, profissionais diversos, estudantes e curiosos.

Após o primeiro ciclo de palestras aconteceu uma espécie de mesa redonda na qual foram levantados os principais pontos de cada uma das três palestras, sobre os quais elaborou-se uma discussão enriquecedora com a participação dos palestrantes, moderadores e de Fátima A. Bana, responsável pelo e-commerce da TAM viagens.

Nesse bate-papo foram evidenciados pontos como a relação da inovação (o famoso pensar fora da caixa) com a operação, o foco nas pessoas durante a gerência de diferentes canais, a importância do direcionamento de informações relevantes ao consumidor, o impacto das gigantes internacionais como a Amazon no e-commerce brasileiro e a importância da qualificação da mão de obra frente as tendências desse mercado.

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Uma personalidade muito conhecida na mídia e que possui uma relação estreita e duradoura com uma das maiores marcas de vestuário do Brasil, o Sebastian da C&A, marcou presença. Além de uma participação ativa no evento, com perguntas aos palestrantes, concedeu uma breve entrevista ao InfoBranding, contando de sua relação com a marca C&A e da associação da marca a sua imagem.


Retomando à sessão de palestras, Pedro Camargo, CEO da Educorp – Educação Corporativa, falou sobre a “Neurociência do Consumidor”, na qual foi feita uma reflexão sobre os comportamentos feminino e masculino no ambiente de compra, relacionando a ciências sociais com a biologia, afirmando que não se pode dissociar esses dois conceitos. Foram evidenciados pontos como a relação do racional e emocional na tomada de decisões de compra  e o fator cultural relacionado a bases biológicas de forma a influenciar o comportamento do shopper. Algo muito interessante sobre essa palestra foi o “herd behavior” seguindo o qual o consumidor precisa fazer parte de um grupo, pois ficar fora dele acarreta altos custos pessoais.

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A palestra seguinte foi com José Mello, Superintendente de Pesquisa e Inovação na Liberty Seguros do Brasil, que abordou o tema: “Empreendedorismo Feminino & Varejo”. Sua Palestra apresentou o cenário do empreendedorismo brasileiro, confirmando que as mulheres  são grandes empreendedoras, que buscam relevância no que fazem, atuam naquilo que conhecem e que são as grandes protagonistas das mudanças no varejo e no mundo. E, pensando de maneira estratégica as mulheres são mais fiéis em relação aos produtos e às marcas, devem levar em conta seus hábitos e comportamentos.

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Por fim, para deixar uma grande expectativa para o próximo evento, realizou-se em grande bate-papo com Lincoln Seragini, presidente da Seragini Brand Design.

Lincoln buscou refletir sobre as marcas humanas e o futuro, apresentando a essência do branding: evidenciar o real propósito das empresas. Para Seragini, o Branding busca em sua história o real propósito da empresa, construindo seu retrato falado na forma de uma marca repleta de significados.

Seragini fecha o encontro dizendo que o papel do branding não é somente identificar, mas também dar significado a marca, apresentando sua razão de ser, relacionando aos seus valores, respeitando o ser humano e tendo na sua essência a expressão do seu propósito. Antes de ir deixou em nossas mentes uma frase sobre a qual vale a pena refletirmos: “Fazer o bem é um bom negócio”.

Abaixo, Seragini, fala um pouco sobre a relação do branding e varejo, percorrendo também pelo papel do gestor de marcas.


O evento foi realmente gratificante e estimulante. Permitiu que seus pilares sejam atendidos e respeitados, onde o compartilhamento de conhecimentos foi realizado e que o olhar sobre esta área, essencial para o desenvolvimento da sociedade, desde os seus primórdios, fosse fortalecido.

Encerramos com um bate-papo sobre a importância do branding no varejo, quem explicou essa relação foi Ricardo Guinâncio, CEO/Founder do portal “O Negócio do Varejo”.

por Denise Cavalcanti, Gabriel Meneses, Kdú Munis e Márcia Auriani.

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O que te inspira a comprar determinado produto? A Marca que ele carrega e o consequente status que esta pode lhe conceder? As funcionalidades? Ter um gadget do momento?

Não importa qual seja a resposta para essas perguntas, podemos ter certeza de apenas uma coisa: ninguém compra sem pretensão alguma. Esta última é comumente chamada pelos profissionais de marketing de necessidade a ser satisfeita, para os que estudam o assunto ainda nos bancos da faculdade, este é o primeiro tópico a ser tratado pelos professores, e logo vem a seguinte pergunta:

Mas afinal, qual a necessidade do cliente?

Nos dias de hoje chegar a essa resposta é algo muito difícil, e cada vez mais os consumidores se tornam muito exigentes. No Brasil, a “Classe C” em especial, cobra qualidade e marcas renomadas.

file2921236408597Para achar a resposta correta, as empresas vêm usando do Big Data para obter informações sobre seus clientes. A ferramenta nada mais é do que a junção de tudo aquilo que as pessoas fazem no mundo virtual, seja nas redes sociais, sites que a pessoa entrou, as pesquisas que fez no Google, todas essas informações misturadas em dados estruturados (aqueles que são checados, limpos e corretos) e os desestruturados que são os dados “sujos” e incompletos.

Mas e para que servem esses dados? Se antes as empresas segmentavam seus clientes e tentavam encontrar grupos com características parecidas, agora com o avanço do uso do Big Data é possível personalizar as ações para cada indivíduo.

Muitos já devem ter percebido que as propagandas no lado direito do seu perfil no Facebook são em sua maioria baseadas em informações que você andou procurando na internet nos últimos dias. Até mesmo em outros sites, você deve ter reparado que os banners que aparecem geralmente são daquele produto que você andou procurando no Google, por exemplo.

Além disso, é possível conhecer hábitos dos consumidores com base no que eles fazem na internet. Segundo uma pesquisa da Universidade de Cambridge, com base nos dados de 58.000 usuários do Facebook foi possível perceber uma relação um tanto quanto incomum, que pessoas com alto QI gostam da voz do ator Morgan Freeman (Revista Veja, 2013).

A ferramenta pode proporcionar não só a chance de personalização, mas também de melhorar o awareness da marca, dar destaque e agregar valor para a mesma. Isso porque quando uma oferta se encaixa perfeitamente aos gostos do usuário, as chances de despertar interesse e efetivação da compra são grandes, consequentemente a identificação com a marca e a possibilidade de fidelização no futuro são maiores.

Dada a importância e os ganhos que o Big Data oferece, cabe as empresas agora aprenderem a utilizar essa ferramenta que oferece também uma vantagem competitiva por aumentar a possibilidade de adaptação da proposta de valor da marca.


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Patricia Gatti Marchesi: Graduanda de Administração de Empresas da ESPM/SP. Desenvolveu o gosto por branding com os estudos, com o trabalho e pelo universo instigante das marcas. Adora dançar, com o ballet desenvolveu a disciplina e a atenção, o que contribuiu para um olhar todo diferente a respeito das marcas e do relacionamento com o consumidor.

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