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Brand Purpose

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Um novo ano acaba de começar e, com ele, diversas oportunidades surgem. Uma delas, a oportunidade de construir e gerenciar uma marca a partir de seu propósito, tornando-a relevante e capaz de conquistar seu público, seja você um empreendedor individual ou uma empresa. Mas como agarrar essa oportunidade e fazer com que ela dê frutos?

 Investindo! Não apenas dinheiro, mas sobretudo, tempo, dedicação e conhecimento.

Antes de mais nada, vamos relembrar quais são as principais funções de uma marca:

1) Identificar

2) Diferenciar

3) Gerar valor

Reunindo em si um conjunto de características que destaca sua oferta dentre as diversas opções que concorrem direta e indiretamente com ela no mercado.

Sem essas funções uma marca não exerce plenamente o seu papel de ATIVO, ou seja, um recurso que possui valor econômico e que é capaz de gerar ganhos financeiros. Afinal, se bem gerenciada, a marca aumenta a relevância do negócio e o seu grau de preferência por parte do consumidor, o que, por sua vez, se traduz em transações contínuas entre as partes.

Tal processo é de LONGO PRAZO, demandando atenção, gerenciamento e acompanhamento constantes, de forma a manter nos trilhos a estratégia desenhada, garantido resultados esperados e otimizando investimentos.

Mas onde começa a gestão de uma marca?

Do seu PROPÓSITO, ou seja, aquilo que a marca tem de mais valioso, uma vez que é:

  • Exclusivo;
  • Legítimo;
  • Autêntico e;
  • Difícil de ser reproduzido.

O PROPÓSITO, como o próprio nome já diz, é uma proposição, algo que se espera alcançar. Mas além disso, seu significado carrega um aspecto ESTRATÉGICO importante, na medida em que clarifica onde se quer chegar e alinha as ações para que seja possível. Saiba mais.

Contudo, não existe receita para aplicar o PROPÓSITO de sua marca na prática, mas é possível seguir cinco passos capazes de te ajudar a chegar lá:

# Passo 1: Autorreflexão – Achar o seu Propósito

O primeiro passo é olhar para si, ou para dentro do negócio e buscar entender o que motiva sua atuação. Parece algo simples, no entanto, é complexo e se relaciona diretamente com a questão da AUTENTICIDADE e LEGITIMIDADE apontadas acima.

# Passo 2: Definição do Propósito

O segundo passo consiste em compilar as descobertas do estágio anterior em uma frase curta e de caráter INSPIRADOR, capaz de traduzir as motivações da alta gestão para todos aqueles que, de alguma forma, fazem a marca acontecer e, também, para aqueles que desejam se relacionar com ela. Um exemplo desta etapa é o que o Disney Institute chama de TEMA DE ATENDIMENTO:

“ Um tema vivo, não apenas uma frase em uma placa, e satisfaz três necessidades críticas: define com clareza o propósito da organização; transmite internamente uma mensagem; e cria uma imagem para a organização. ”

# Passo 3: Separar o Propósito em Objetivos

Uma vez que você tem a definição do seu PROPÓSITO em mãos você pode penar: “Certo, mas e agora, o que eu faço com essa frase bonita que eu montei?”. É natural. No primeiro momento esta é a sensação, afinal, quem não se lembra de ver frases inspiradoras e motivacionais que, por sua vez, não passam de simples frases na parede.

Mas é aqui que se encontra o Ponto da Virada do PROPÓSITO, que deixa de ser apenas um conceito e passa a ser aplicado NA PRÁTICA. Para tanto você deve dividir sua declaração de PROPÓSITO em OBJETIVOS menores.

Uma DICA para validar esses OBJETIVOS é pensar na sigla:

S – Specific (específico);

M – Measureable (mensurável);

A – Achievable (alcançável);

R – Realistic (realístico);

T – Timely (definido no tempo = prazo).

# Passo 4: Definir Planos de Ação

Cada objetivo permite que você defina, com clareza, PLANOS DE AÇÃO. Ou seja, permite que você identifique onde está, onde quer chegar e o quê você deve fazer para chegar lá. Como os OBJETIVOS derivaram de uma declaração única, as ações serão alinhadas e transmitirão a percepção de coerência, orientando as decisões dos envolvidos na GESTÃO DA MARCA e facilitando sua aplicação ao longo da cadeia de valor do negócio ou no dia a dia do profissional representado por ela.

São os PLANOS DE AÇÃO que traduzem o aspecto ESTRATÉGICO, trazendo a tona a necessidade de se analisar suas forças e fraquezas, bem como ameaças e oportunidades existente no ambiente, bem como levar em conta a dinâmica dos outros players. Saiba mais!

# Passo 5: Medir o resultado do Propósito

 Após executar as ações que você definiu é chegada a hora de mensurar seu resultado. Neste momento a capacidade analítica do GESTOR DA MARCA é colocada à prova, uma vez que os resultados podem ser objetivos, como as métricas de uma campanha executada em uma rede social, ou subjetiva, como o grau de satisfação do consumidor em relação ao que a marca entrega.

Seja como for é importante que o GESTOR DA MARCA tenha em mente que ele precisa encarar os resultados de frente, comemorando os positivos e aprendendo com os negativos pois, dessa forma, ele consegue identificar onde a ESTRATÉGIA apresentou falhas e realocar esforços para corrigi-las e incrementar os resultados.

Agora que você já sabe como trazer o PROPÓSITO da sua marca do PLANO DAS IDEIAS para a PRÁTICA do dia-a-dia, chegou a hora de arregaçar as mangas e colocar em prática: identificar, gerenciar e valorizar aquilo que torna a sua marca especial para o mercado.

Referências:

INSTITUTE, Disney. O jeito Disney de encantar os clientes: do atendimento excepcional ao nunca parar de crescer e acreditar. São Paulo: Editora Saraiva, 2011.

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Paixão… aquele sentimento intenso que nos enche de entusiasmo e nos mantém vidrados no objeto que a desperta. Geralmente utilizada para designar a sensação compartilhada entre duas pessoas, a palavra paixão também pode ser empregada com propriedade para fazer referência à maneira como os profissionais encaram seu trabalho.

Agir com intensidade e entusiasmo, ou seja, de maneira apaixonada, traz à tona os benefícios inquestionáveis da dedicação e da realização pessoal; benefícios tão ou até mesmo mais importantes que a remuneração monetária propriamente dita.

“Quando o objeto de trabalho é uma marca que precisa ser gerenciada a paixão é um aspecto que ganha ainda mais importância e configura um desafio muito maior, afinal, além de sermos apaixonados por aquela marca, precisamos garantir que todos aqueles que entram em contato com ela compartilhem do mesmo sentimento.”

Mas como fazer isso? Como engajar toda a equipe e colaboradores externos a agirem com a mesma paixão em relação a marca? Embora o processo de aplicação seja árduo e complexo, a resposta a essa pergunta é extremamente simples: criando identificação e desenvolvendo vínculos emocionais e relacionamentos entre as pessoas e a marca.

É nesse ponto que o propósito de marca revela toda a sua importância e potencial estratégico. É ele que garante que o objetivo principal da marca seja vivenciado e experimentado todos os dias, em todas as ações, pontos de contato e por todos os colaboradores e pessoas que se relacionam com a marca.

Segundo os conceitos apresentados por Nikos Mourkogiannis1 em seu livro “Purpose: The Starting Point of Great Companies” o propósito é a linha condutora central, pautada em valores, a partir das quais todas as estratégias e táticas são desdobradas e estruturadas.

Por ser pautado em valores, o propósito é algo exclusivo e autêntico de cada marca. São esses valores que garantem os vínculos emocionais com as pessoas que entram em contato com a marca, garantindo que o processo não seja forçado, mas sim trabalhado e incentivado sobre bases sólidas e autênticas.

Uma marca que se preocupa em construir sua equipe através do compartilhamento dos mesmos valores, tem maiores chances de manter engajamento, auto-estima, comprometimento e satisfação; formando uma equipe com maiores chances de atuar com paixão. E por consequência tem maiores chances de ser autêntica e construir vínculos com seus clientes, obtendo vantagens competitivas.

ACADEMIA DISNEY - AF.aiUm excelente exemplo é a Disney com seus programas de treinamento da Disney University, relatados de maneira inspiradora no livro “Academia Disney: O programa de treinamento de uma das mais poderosas marcas do mundo”2 de Doug Lipp. Ao longo de suas páginas fica claro a importância de relacionar os valores da marca em todos os momentos da gestão de equipes.

Foi lendo este livro que me inspirei a refletir sobre o próprio InfoBranding, marca cujos 12 gestores fazem “das tripas coração” para realizar um bom trabalho e cumprir o propósito de descomplicar o branding e torná-lo acessível.

Toda a paixão que a equipe deposita em sua atuação é canalizada pelo propósito da marca e direcionada de forma a entregar o melhor resultado possível. Processo que não é nada fácil, que desgasta, gera desentendimentos pontuais e discussões, mas, que no final, é extremamente gratificante.

No InfoBranding cada membro tem sua função e seu valor, todos colaboram para entregar os melhores artigos possíveis, realizar os eventos mais satisfatórios e disponibilizar o conteúdo que agrade aos que acreditam na marca da melhor maneira possível.

Durante os eventos, cada integrante está lá com o objetivo maior de “fazer o evento acontecer”, ajudando na recepção, na organização do coffee, na limpeza, nos testes de som, na disponibilização do microfone na hora das perguntas, enfim, cada integrante está lá atuando com paixão, fazendo o propósito do InfoBranding acontecer.

É por isso que o título do artigo faz referência a tradicional expressão popular “das tripas coração”. Ela representa muito bem o engajamento que as marcas procuram e precisam encontrar em sua equipe de colaboradores. Pois é esse sentimento, pautado em valores e orientado pelo propósito, que permite que as práticas de liderança e endobranding sejam bem aplicadas.

Ao pensar nesses pontos é quase impossível deixar de estabelecer paralelos com os lugares onde trabalhamos, com as marcas que representamos, afinal, marca e empresa são uma coisa só, e conhecer bem seu propósito, posicionamento, valores e personalidade, garante, em todos os momentos, uma percepção satisfatória por parte do público, tanto externo quanto interno.

Fazer esse tipo de paralelo é saudável, pois permite detectar possíveis problemas, oportunidades e, acima de tudo, essa prática permite que a marca sempre esteja ciente de si mesma e evolua de forma alinhada ao seu público.

Lembre-se: manter o foco no propósito e disseminar os valores da marca desenvolve uma cultura positiva, na qual a marca só tem a ganhar e se valorizar.

E você, já fez esse tipo de relação com a marca que representa? Vale a pena!

Referências:

1MOURKOGIANNIS, Nikos. Purpose: The starting point of great companies. New York: Palgrave Macmillan, 2006.

2LIPP, Doug. Academia Disney: O programa de treinamento de uma das mais poderosas marcas do mundo. São Paulo: Saraiva, 2014.

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No último sábado (4 de Janeiro de 2014) fui ao cinema com a minha namorada. Fomos para passar o tempo, sem muito foco a respeito de qual filme assistir. Escolhemos então o filme A Vida Secreta de Walter Mitty dirigido e estrelado por Ben Stiller.

Fomos sem grandes expectativas,  faltavam opções  e até pensávamos que o filme não seria tão bom. Estávamos errados!

 

Com o desenrolar do filme fomos percebendo a riqueza dos detalhes e a magia da estória. Walter Mitty, personagem de Ben Stiller é um homem comum, sem grandes feitos na vida e com dificuldades para construir um perfil interessante no E-Harmony. Em meio a sua rotina quase que tediosa Walter Mitty tem pequenas pausas, ele sai fora do ar e se imagina  em situações emocionantes quase que tiradas de filmes, nas quais assume um papel mais ativo em sua vida. Nessa fase a emoção de sua vida se resume a sonhos, longe de virar realidade.

Mas é quando é anunciada a venda da Revista Life, onde Mitty trabalha como coordenador do departamento de negativos há 16 anos, que a vida dele dá uma reviravolta. Muitos correm risco de serem mandados embora na transição de uma revista impressa de grande circulação para uma revista digital. Nesse contexto Walter Recebe um presente do fotógrafo consagrado e dono de uma vida espetacular Sean O’Connell, personagem de Sean Penn.

O’ Connell manda para Mitty um conjunto de negativos e uma carteira, na mensagem o fotógrafo diz que o negativo 25 é a foto de sua vida e que é perfeita para a capa da última edição da revista Life. Porém o negativo 25 não está com os outros e Walter Mitty começa uma busca por ele que definirá o futuro de sua vida.

Tudo isso é muito interessante, mas afinal por quê dedicar uma publicação no InfoBranding a respeito desse filme?

Simples. Por conta do lema da revista Life, impresso na carteira que Walter Mitty ganhou do fotógrafo Sean O’Connell que diz: “To see things thousands of miles away, things hidden behind walls and within rooms, things dangerous to come to” que em português significa “Ver coisas a milhares de milhas de distância, coisas escondidas atrás de muros e dentro de quartos, coisas perigosas por vir”.

Trata-se do propósito de marca da revista, tema que têm se mostrado relevante no cenário atual do branding e presente em vários artigos do portal.

É o propósito de marca da revista Life que garante uma reviravolta na vida Walter Mitty. Por quê? Por uma função primordial inerente ao conceito de propósito de marca: o alinhamento entre o que a marca é e o modo de pensar e agir de seus funcionários.

É o propósito de marca da revista Life que faz Walter Mitty criar coragem e viver sua vida intensamente atrás do fotógrafo Sean O’Connell e do negativo 25. Ele dribla os encarregados pela transição, que no filme não se atentam ao que a revista é e ao que seus funcionários acreditam, aquilo que os fazem acordar todos os dias e se sentirem bem nos seus empregos, viaja para a Groelândia e depois Islândia. Pula de um helicóptero pilotado por um bêbado direto para um barco em meio ao mar revolto, luta com um tubarão, pedala em direção a um vulcão, anda de skate pela decida ao vulcão, foge de sua erupção  e depois de muito caminhar encontra O´Connell no alto do Himalaia, fotografando o leopardo branco da neve.

O´Connell dá uma lição de vida à Mitty, dizendo que quando o momento é especial, ele não se distrai com a câmera e guarda o que vê na memória. Mitty, sem o negativo volta para Nova York e perde o emprego. Mas continua a seguir as pistas vindas do presente do fotógrafo e recupera o negativo 25, que desde o início estava em um dos bolsos da carteira que recebera de presente do fotógrafo.

Ele o entrega para o chefe de transição da revista, que de forma ignorante o tinha demitido,  e sem ver o que o negativo continha vira as costas.

O final, ao ver a revista em uma banca da cidade, percebe que a foto que O’Connell intitulava como a melhor de sua carreira era uma foto dele, Walter Mitty, sentado em frente ao prédio da revista Life, analisando uma das pistas deixadas pelo fotógrafo acompanhada da chamada que homenageava os funcionários que se dedicaram tanto à revista.

A Vida Secreta de Walter Mitty mostra em seu enredo a importância de um propósito consistente como uma linha central guia de ações, que permite um pleno aproveitamento de oportunidades e momentos proporcionados pela vida. Algo importante para pessoas. Algo importante para marcas.

No InfoBranding você pode encontrar outros artigos sobre propósito de marca. Valem a leitura!

Algumas sugestões:

Marcas feitas para vencer – Gabriel Meneses: http://www.infobranding.com.br/marcas-feitas-para-vencer/

Qual a Razão da Minha Marca?: http://www.infobranding.com.br/qual-a-razao-de-minha-marca/

Como lidar com a multidisciplinaridade do branding? – Gabriel Meneses: http://www.infobranding.com.br/como-lidar-com-a-multidisciplinaridade-do-branding/

“As pessoas não compram o que você faz, elas compram porque você faz isso!” – Gabriel Meneses: http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/

O propósito da marca pessoal! – Marcia Auriani: http://www.infobranding.com.br/o-proposito-da-marca-pessoal/

 

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Marcas feitas para vencer. Esse título é uma brincadeira que faz referência ao aclamado livro escrito por Jim Collins, intitulado “Empresas feitas para vencer”.

“Empresas feitas para vencer” é resultado de uma pesquisa realizada por Jim Collins e sua equipe ao longo de cinco anos, com o objetivo de entender como empresas passam a ser “ótimas”. Como resultado, diversos conceitos foram identificados e apresentados ao longo dos capítulos, quase de forma a representar os degraus de uma escada que leva ao status de “ótimas”, embora essa idéia não se encontre expressa dessa forma no texto.


Capa_Empresas Feitas Para VencerMas o que esses conceitos têm a ver com branding?

Através de paralelos é possível perceber que os conceitos de Jim Collins podem sim ser relacionados e utilizados pela gestão de marcas. Afinal, administração e branding têm muito em comum.

A relação entre os conceitos de Jim Collins e os conceitos de branding se sustenta sobre a prerrogativa de que marcas e empresas são indissociáveis, no sentido em que são percebidas como algo único pelo público. Segundo essa prerrogativa, quando é feita uma referência a empresa é feita uma referência a marca, mesmo que o empreendedor ou aquele que faz a analogia não se deem conta disso. Isso porque mesmo sem perceber quando falamos de uma empresa, estamos falando o tempo todo de sua marca, estamos falando o seu nome e lembrando de diversas associações que temos com ela.

Logo no início do livro Jim Collins fala sobre a dificuldade de sair da inércia. Segundo ele ser bom é relativamente fácil e, por isso, é muito fácil se acomodar, buscando receitas prontas e se esquecendo de ver o que realmente pode ser explorado como diferencial. Agora pense no branding. É a mesma questão. Muitas empresas buscam receitas prontas para gerir suas marcas e se esquecem de que cada marca é única e precisa ser sustentada por alicerces firmes e particulares, se esquecem de seu propósito de marca, de explorar sua base de valores próprios e exclusivos. Não podemos esquecer que as grandes marcas que hoje são idolatradas e gozam de uma posição de prestígio na mente das pessoas, um dia, decidiram explorar seus propósitos.

Essa decisão e processo de gestão requer, sem dúvida alguma, uma boa liderança. Essa liderança precisa focar no desenvolvimento da empresa e não temer mudanças tão pouco se abster diante de dificuldades. É preciso foco para tomar as decisões certas e explorar o propósito como algo primordial. É isso que Jim Collins aborda quando fala de Liderança Nível 5, ideia segundo a qual o líder precisa afastar de si questões relativas ao seu ego, focar no benefício da empresa e saber, reconhecer os sucessos conquistados pela sua equipe e se predispor a enfrentar de frente os eventuais erros cometidos, Não se colocando em um patamar elevado, mas siam como parte do time.

É o líder que é responsável por alinhar os valores da empresa, e conseqüentemente da marca, aos valores de sua equipe, eliminando dissonâncias e colocando as pessoas certas para fazer parte do time. Nesse ponto os conceitos de Collins se assemelham, e muito, ao conceito de endobranding.

Outro pensamento interessante na obra de Jim Collins é o conceito dos “Três Círculos”, cuja intersecção caracteriza um conceito simples e cristalino que guia todos os esforços da empresa, denominado como “Conceito do Porco Espinho”. Cada um dos círculos representa respectivamente a percepção daquilo em que a empresa pode ser a melhor, daquilo que movimenta o seu motor econômico e daquilo que desperta sua paixão; com tal percepção a empresa define seu conceito unificador que guia a suas ações, permitindo que um cenário complexo possa ser simplificado e mantendo uma linha de ação.

Mas por que “Conceito Porco Espinho”? Por conta do ensaio de Isaiah Berlin sobre o porco espinho e a raposa, na qual a raposa sempre ataca o porco espinho de diversas maneiras, que gastam sua energia e não trazem resultados, enquanto que o porco espinho age sempre de forma focada, se defendendo da raposa apenas se posicionando como uma bola cheia de espinhos. Segundo essa metáfora a raposa é aquela marca que atua em várias frentes, que faz diversas ações e se posiciona de diversas maneiras, sem foco, em geral seguindo modismos e perdendo eficácia. O porco espinho por sua vez, seria a marca que entende toda a complexidade a sua volta e tem a capacidade de se focar, se basear no seu propósito e valores e construir ações certeiras, focadas e com maior eficácia.

Raposa e Porco Espinho

Esses dois somados se relacionam ao conceito do Círculo de Ouro de Simon Sinek apresentado no meu artigo anterior (http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/), que aborda o propósito como algo central a estratégia da empresa e por conseqüência, a estratégia de marca.

A existência e prática de um propósito, paralelamente a uma boa liderança, possibilita o desenvolvimento e manutenção de uma verdadeira cultura organizacional que permite, dentre outras coisas, a diminuição da burocracia e o real engajamento da equipe, que através do alinhamento de valores e clima organizacional se sente valorizada e trabalha melhor. Possibilita que a equipe de colaboradores compre as idéias defendidas pela marca e transmita para o público externo a percepção de legitimidade em relação ao que é comunicado pela marca.

Outro conceito apresentado por Jim Collins e que pode ser relacionado ao branding é o “Volante de Ruptura”, segundo o qual não existe apenas uma ação que marca a passagem de uma empresa do status de boa para o status de ótima, mas sim um conjunto de ações coordenadas e constantes que juntas vão ganhado força e impulsionando as práticas organizacionais de maneira a gerar a ruptura, que nada mais é que o momento em que a força gerada pelo conjunto de ações faz o volante girar sozinho. Ou seja, quando há a prática constante de ações alinhadas pelo propósito da empresa, chega uma hora em que tudo se mantém de forma natural, chega uma hora em que a cultura organizacional está plenamente instaurada.

O “Volante da Ruptura” é, na minha humilde opinião, o conceito de Jim Collins que melhor se relaciona com o processo de branding, principalmente quando somado aos outros conceitos apresentados. Isso porque ele mostra que, não é apenas uma ação que vai levar a marca ao sucesso e reconhecimento, mas sim um conjunto de ações alinhadas a um propósito. Tal entendimento é muito importante para o empreendedor e gestor da marca, pois possibilita uma visão holística da estratégia e conseqüentemente torna as decisões de investimento mais acertadas.

O livro de Jim Collins apresenta diversos conceitos que podem ser adotados pelos profissionais de branding, não apenas esses apresentados nesse artigo. Reforço à importância de o profissional de branding relacionar diversas informações e conceitos para direcionar sua atuação, pois isso a torna mais embasada e assertiva, valorizando sua atividade e melhorando a percepção e entendimento que o mercado tem do branding.

Para terminar esse artigo, convido você leitor, a mostrar sua opinião para que, junto com a equipe do InfoBranding, possamos construir um diálogo multidisciplinar e enriquecedor.

Referência:

COLLINS, Jim. Empresas feitas para vencer. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

 

 

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Livro Simon Sinek“As pessoas não compram o que você faz, elas compram porque você faz isso!”. Uma afirmação poderosa, repetida incansavelmente por Simon Sinek, um dos mais influentes palestrantes da TED para transmitir a gestores que um propósito bem definido é capaz de inspirar pessoas e organizações a agirem.

Simon Sinek é autor do livro “Start With Why” cuja versão em português recebe o título de “Por Quê?: Como grandes líderes inspiram ação” e é a sugestão de leitura desse artigo. Uma sugestão valiosa na humilde opinião de quem vos escreve, especialmente se você trabalha com a gestão de uma marca, que tem em seu propósito um dos principais meios de diferenciação e criação de vínculos com seus consumidores.

O livro é bem escrito e de agradável leitura. Os conceitos são apresentados de maneira clara, através de exemplos e comparações e sua estrutura possibilita que o leitor faça relações com o seu dia a dia de maneira natural.

Dentre os exemplos apresentados no início do livro, para introduzir o assunto, estão pessoas que através de seu propósito inspiraram quem estava a sua volta e realizaram grandes feitos, que por sua vez, inspiraram ainda mais pessoas ao redor do mundo.  Os irmãos Wilbur e Orville Wright, Steve Jobs e Steve Wozniak com a Apple e Martin Luther King alguns dos exemplos. Além deles, também são citadas empresas como Disney, Harley-Davidson, Southwest Airlines e personalidades como John F. Kennedy e Ronald Reagan.

Todos eles colocaram aquilo no que acreditavam como guia para suas ações e com autenticidade chegaram. Todos se guiaram pelo seu propósito.

O que mais chama atenção dentre as ideias de Simon é o chamado “Círculo de Ouro”, uma abordagem capaz de ajudar a lembrar “por que nós fazemos o que fazemos”. O “Círculo de Ouro” é composto por três camadas, que de dentro para fora são “por que”, “como” e “o que”; por essas camadas é definida a forma como as organizações pensam, agem e se comunicam. De acordo com o autor a maioria delas começa de fora para dentro, ou seja, começam pelo “o que”. Segundo essa abordagem as organizações primeiro evidenciam “o que” fazem, depois a forma como fazem e, raramente e por último, o motivo pelo que fazem, ou seja, vão do mais claro para o mais difuso. No entanto, aqueles que inspiram as pessoas a agir e, por isso se destacam, têm sua abordagem pautada no sentido inverso, começando pelo seu “porque”, pois com isso fogem do padrão do mercado e soam muito mais autênticos.

 O autor explica que quando as empresas se comunicam começando de dentro para fora, ou seja, começando pelo seu “porque”, aquilo que elas fazem não funciona mais como razão da compra ou escolha, e passam a servir como forma de tangibilizar a causa. Quando as empresas passam a ser reconhecidas principalmente pelos seus “porquês”, elas e seus produtos deixam de ser commodities e por isso não precisam acordar todos os dias com o desafio de se diferenciar, assim como as empresas que se definem pelos “o quês” fazem. Para fechar essa citação vale ressaltar que segundo o autor “quando uma organização se define pelo que ela faz, isso é tudo o que ela será capaz de fazer sempre”, pois as pessoas não compram “o que” elas fazem, mas sim o “porque” elas fazem.Circulo de Ouro

 O “porque” de Simon Sinek corresponde ao propósito de marca, é algo central e que quando explorado traz vantagens para empresa. Ele sustenta o que a empresa oferece ao mercado, ou seja, seus produtos e seus serviços e orienta a maneira como eles são oferecidos. Com base no propósito de marca a empresa se comunica de maneira mais eficiente com o mercado e diminui o risco de ser percebida como commoditie. Como base no propósito de marca a organização age de forma legítima, pois tem sua necessidade por correr atrás da diferenciação diminuída e suas ações de marketing e comunicações passam a fluir de maneira quase natural, orientadas e sustentadas por conceitos claros, que ajudam a entender quem a empresa é e com quem a empresa quer falar, aumentando o poder da mensagem e proporcionando maiores chances para a criação de um diálogo com o público, que passa a ter maior disposição para criar e manter relacionamentos com a marca.

Além do livro “Por Quê?: Como grandes líderes inspiram ação”, que é uma excelente opção de leitura, vale apresentar também o website de Simon Sinek, que leva o mesmo nome da versão original do livro em inglês “Start With Why”, no qual Simon Sinek apresenta seus conceitos seu livro e eventos. www.startwithwhy.com

Além disso, também recomendo que assistam a palestra de Simon Sinek no TEDX, onde o conceito do “Círculo de Ouro” é apresentado: www.youtube.com/watch?v=u4ZoJKF_VuA

E você, o que acha sobre começar pelo por quê?  Conhece os conceitos de Simon Sinek? Concorda que o propósito faz diferença na estratégia de Branding? Mostre suas ideias, exponha suas opiniões e nos ajude a criar um diálogo acerca do propósito de marca! Nós do InfoBranding apoiamos essa iniciativa e contamos com sua colaboração!

Site Simon Sinek

 

Referências:

 SINEK, Simon. Por Quê: Como grandes líderes inspiram ação. São Paulo: Saraiva, 2012.

MENESES, Gabriel. Propósito de marca: O alicerce da estratégia de branding . Artigo entregue para a conclusão do curso “Master em Branding e Gestão de Marcas” da BSP-Business School São Paulo. São Paulo: 2012

Vídeo de Simon Sinek no YouTube:www.youtube.com/watch?v=u4ZoJKF_VuA

Website de Simon Sinek: www.startwithwhy.com

 

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