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Imagine a seguinte situação. Sexta-feira, 17h49. O grupo do trabalho no Whatsapp está pipocando mensagens sobre onde vocês farão o happy hour. Só na região da Vila Madalena há centenas de opções. Você sugere o “Bar X” porque tem um ambiente legal e música ao vivo. 18h01 já estão todos prontos rumos ao “Bar X” para se divertirem depois de uma semana de trabalho.

Sabemos que o mercado gastronômico é extremamente competitivo e é cada vez mais difícil distinguir um local do outro por serem tão semelhantes tanto em suas propostas bem como no tipo de serviço.

Por isso Ser uma marca é o que separa você de seus concorrentes e cria uma conexão muito mais forte com seus clientes.

Entretanto, há uma diferença importante entre investir em promoções ou qualquer outro esforço de marketing e realmente transformar-se em uma marca. Se você quer ser uma marca – que deve ser o seu objetivo final – você precisa entender a diferença entre o que os seus clientes “necessitam” e o que eles “querem”.

Necessidade. Nossos clientes precisam de certas coisas do nosso negócio. A necessidade é preenchida por um benefício funcional – um fato ou atributo racional sobre a sua empresa. De um modo geral, a maioria dos concorrentes em qualquer campo oferecem mais ou menos os mesmos benefícios funcionais e podem, portanto, geralmente atender as necessidades de seus clientes. Se eles não as atenderem, eles não estariam no negócio. Pensem em uma praça de alimentação de um shopping ou na esquina da rua Mourato Coelho com a rua Aspicuelta, na Vila Madalena.  Todos os estabelecimentos atendem à uma certa necessidade mais ou menos da mesma forma.

Querer. Para ser verdadeiramente bem-sucedido no negócio gastronômico, seus clientes têm de ir além do apenas precisar suprir uma necessidade com o seu produto ou serviço para realmente o querer. Enquanto eles podem precisar dos benefícios funcionais que sua empresa oferece, é importante para a sua marca que eles queiram escolher o seu estabelecimento sobre outras opções. O “querer” é o que separa o seu negócio de outros, e o transforma em uma marca.

“Querer” é uma emoção, e, portanto, representa os benefícios mais inconscientes que o seu negócio e marca oferece. Quando você alcança um nível emocional com seus clientes, você se torna uma marca em suas mentes. Você fez uma conexão emocional que se eleva acima das características funcionais e que constrói a lealdade. É a “necessidade” que o transforma de um produto ou serviço qualquer a ser uma marca desejada.

Vamos pensar na happy hour do começo do artigo. Todos do grupo querem tomar uma cerveja e relaxar depois de uma semana de trabalho. Todos poderiam passar em algum supermercado ou posto de gasolina e comprar uma cerveja e tomar em casa. Da mesma forma que todos poderiam parar no barzinho da esquina e fazer o mesmo. A necessidade seria suprida, certo?

Mas digamos que você, pessoalmente, sugeriu o “Bar X” porque o espaço dele é amplo, o que acomodaria todos do grupo, o custo da cerveja é justo, o atendimento é cordial, as músicas são do gosto da maioria e outros grupos de outras empresas também frequentam o mesmo “Bar X”, o que pode propiciar um bom lugar para a paquera também (para os solteiros).

Você “quer” estar no “Bar X” porque sua experiência anterior lá foi boa. Você se sentiu bem lá. E você quer ir lá novamente por causa de como a marca o fez se sentir. É uma escolha emocional com base em benefícios emocionais que a marca fornece para você, pessoalmente.

Esta marca, para você, subiu acima dos benefícios funcionais de apenas uma cerveja gelada para os benefícios emocionais do que a marca trouxe para você.

Encontrar o “querer” é a chave para a construção de uma ligação mais forte, mais emocional com seus clientes. E é este benefício emocional que se tornará a base do seu plano de marketing e criará um vínculo com seus clientes onde eles trarão novos clientes e, com isso, seu estabelecimento estará sempre com movimento.

Por fim, pense nas suas atividades diárias com os clientes, comece a pensar sobre como você pode se conectar emocionalmente com eles. Leve-os além do apenas precisar de você para realmente querer você.

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Nós não temos um botão que muda o nosso estado entre “modo profissional” e “modo pessoal”. Somos sempre a mesma pessoa, que vivencia momentos diferentes. E quando amamos o que fazemos somos capazes de mesclar aspectos da vida profissional com aspectos da vida pessoal, o que por tabela nos tornam melhores, uma vez que nossa capacidade analítica está em constante exercício.

Tal questão é especialmente importante para profissionais de branding, pois tudo no mercado é dinâmico, acontece a toda hora, em todos os lugares e com origens múltiplas.

Não importa se estamos em um grande centro de consumo no coração da maior metrópole do Brasil ou se estamos em uma cidadezinha bem pequena no interior de Minas Gerais. Estaremos sempre percebendo como marcas se comportam e, o mais importante, como cada uma delas é percebida no meio em que atua pela comunidade com a qual se relaciona.

Este artigo trata de um expoente boêmio de Ribeirão Preto, uma “metrópole” do interior de São Paulo. Falarei sobre o Pinguim, choperia tradicional que ganhou fama pela qualidade, ambiente agradável e pela construção de uma marca forte, sustentada por gerações e que se tornou referência turística da cidade que, devido a importância econômica que representa para o Estado de São Paulo, é destino de negócios e lazer.

O Pinguim abriu suas portas no dia 29 de Agosto de 1936 no andar térreo do imponente Edifício Diederichsen no centro de Ribeirão Preto. Desde o início a marca é reconhecida pela arte de tirar e beber um bom chopp e trabalha para manter essa percepção na mente de seu público que, ao longo de sua história foi crescendo e ganhando membros por todo o brasil e no exterior.

Em sua terceira fase de administração, atualmente sob a responsabilidade de um grupo com atuação em vários segmentos da alimentação, o Pinguim vem expandindo sua força sem perder aquilo que o tornou diferente e especial. Além de 3 unidades em Ribeirão Preto, o Pinguim conta também com uma unidade em Belo Horizonte, e com um salão e unidade móvel para a realização de eventos em Ribeirão Preto.

carrega_imagemAo longo de sua história o Pinguim manteve sua identidade, mesmo com as atualizações, com ambiente agradável e ares de tradição, a marca conta ainda com o simpático pinguim que compõe seu logotipo e que atua como mascote nas ambientações e loja de souvenirs.

Uma questão interessante é que o pinguim atende a diversos públicos. Embora seu produto principal seja destinado ao público maior de dezoito anos, o cardápio e o ambiente familiar permite que diversas fachas etárias disfrutem da marca e de seus elementos.

Na primeira folha do cardápio um surpresa: a apresentação da marca, com detalhes da história e da construção, apresentada de maneira simples, acessível a todos os públicos e por isso forte e relevante, pois atesta como o Pinguim se tornou o Pinguim. O mesmo acontece no site institucional.

Prestando atenção nos ambientes do Piguim e nos detalhes de sua marca é possível perceber que a boa gestão, focada no propósito de marca, garante a perenidade de uma marca mesmo passando por diferentes administrações. É esse foco que permite a uma marca evoluir e fidelizar seu público, nunca perdendo, mas sempre agregando novos adeptos. Esta é a lição que fica no caso do Pinguim e é também o objetivo a ser perseguido por gestores de marca, que podem sempre conhecer e aprender com exemplos espalhados por todos os lugares.

Vale a pena conhecer o Pinguim e prestar atenção em todos os elementos de sua marca!

Referência:

http://www.pinguimochopp.com.br/

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