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Comportamento do consumidor

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Imaginem a seguinte situação: você trabalha na Av. Paulista. Antes de chegar ao seu escritório, você nem percebe que entrou no Starbucks, pediu seu espresso, pegou seu IPhone 6S, ligou o 4G do seu celular Vivo e checou seus grupos no Whatsapp.  O que estas marcas têm em comum? Não é que eles têm o melhor “café” ou os melhores “planos de dados para celular”, mas muitos de nós gostamos de comprar dessas empresas. Muitas vezes, nós até mesmo aceitamos pagar um preço premium por um produto comum.

Mas, se não é o melhor, por que nós amamos nos associar com estas marcas? Certamente não parece lógico pagar mais quando não é o melhor, se há diversos produtos e serviços semelhantes no mercado.

A resposta é: a transparência da marca.

Se há uma coisa em que essas empresas são melhores, é a capacidade de construir uma marca autêntica. É como estas empresas se tornaram um dos líderes em seu mercado em tão curto espaço de tempo.

O aumento contínuo das mídias sociais e plataformas digitais colocaram em evidência a necessidade das marcas para começar a humanizar-se. Os consumidores não estão mais comprando dos grandes conglomerados que estabeleceram uma presença simplesmente por ter um balanço saudável e por existirem a mais de 50 anos.

Hoje em dia, os consumidores querem saber qual é o seu “porquê”.

Eles querem explorar por que sua empresa faz o que você faz, e como eles podem participar de todo o processo com você.

Com a abundância de informações disponíveis on-line, os consumidores tornaram-se também abundantemente inteligentes. Transparência é o novo pretinho básico. Isto significa que se você não for capaz de trazer seus clientes e fãs para dentro do que está acontecendo em seu negócio – seja você um freelancer ou uma empresa de 1.000 funcionários – você já está fora desta tendência.

Mais importante ainda, se seus concorrentes estão construindo a transparência no mercado, você já está perdendo a confiança dos seus clientes. Nós agora vivemos em um mundo onde 140 caracteres pode destruir uma reputação. Nunca se esqueça disso.

Então, o que tudo isso significa? O que você pode fazer para começar a construir uma autêntica relação com o seu público?

Dar um rosto à sua marca.

O futuro do marketing está em plataformas. É por isso que as empresas líderes estão começando a investir em celebridades on-line que construíram um séquito de “fanáticos” em suas respectivas plataformas. Há uma razão pela qual youtubers cobrarem mais de R$ 30.000,00 para fazer um testemunhal de shampoo, por exemplo.

Um dos melhores exemplos em como entrelaçar sua marca pessoal com sua empresa chama-se Richard Branson. Agora, sempre que pensamos em Virgin, pensamos em Branson. Na verdade, uma das muitas razões pelas quais eu escolheria a Virgin sobre os concorrentes é por causa do respeito que tenho por ele. O propósito e os valores para a Virgin são claros, são muito parecidos com os de Branson.

Não se esconda por trás do nome da sua marca, chegue na frente dela.

Pare de falar de números.

Ninguém se importa que o seu software carrega três segundos mais rápido do que seus concorrentes, ou que você tem o preço mais barato no mercado. As pessoas compram emoções. É por isso que muitos consumidores pagam R$ 7,00 para um espresso no  Starbucks, em vez de tomar o mesmo espresso ou até melhor na lanchonete da esquina.

Em vez de falar sobre o que cada uma de suas características faz melhor, exponha o seu “porquê” para tornar-se maior do que o produto ou serviço que você está vendendo. Quais são os seus valores? Como você pode entrar em ressonância com os problemas do seu cliente, a fim de servi-los melhor? Mais importante, como você está fazendo do mundo um lugar melhor?

Você nem sempre precisa ter o melhor produto do mercado para ganhar, mas é melhor ter a melhor história.

Atreva-se a arriscar tudo.

Esteja disposto a colocar tudo na linha de frente para construir a reputação da sua marca e servir aos seus clientes. Isto pode significar sacrificar lucros de curto prazo ou revelar informações exclusivas sobre o seu produto para levar sua marca a outro patamar.

Não estou dizendo que você deve começar a revelar as suas declarações financeiras ou segredos industriais ao público, mas se uma empresa que tenha levado a transparência para o seu pleno potencial é um líder de mercado, por que você não ainda não começou? Como exemplo posso citar a Nestlé. Preste a atenção dos últimos comerciais do leite Ninho e outros produtos com seus próprios funcionários para você entender em que patamar esta empresa centenária quer estar.

Por fim, em um futuro presente haverá dois tipos de empresas. Aquela que vende produtos e serviços e aquelas marcas que criam um verdadeiro exército de “fanáticos” por elas, onde o produto ou serviço é apenas uma parte da relação de consumo.

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O mundo mudou, a forma de fazer negócios mudou e o comportamento dos consumidores também mudou. O fato é que com o advento da internet muitas mudanças aconteceram e as marcas que não conseguirem se encaixar nesse novo modelo estão fadadas ao fracasso.

Se a sua empresa quer se manter atual, precisa compreender essas modificações e agir diante delas. Uma parte fundamental desse processo é, sem dúvida, entender as transformações pelas quais o comportamento do consumidor vem passando.

Neste post vou mostrar algumas dessas tendências para ajudar você e a sua empresa a lidar com esse novo público.

Acesso à informação

O novo consumidor tem muito mais acesso à informação. Ele lê blogs e sites, acessa redes sociais, troca informações com amigos e conhecidos, pesquisa, enfim, ele está muito mais bem informado e consciente do que quer. Por isso, é importante se relacionar com ele de forma transparente e honesta, já que ele irá consultar outras fontes além da sua página. Em e-commerces é importante oferecer o máximo possível de fotos e descrições, além de um canal de contato que realmente funcione para que o consumidor possa tirar suas dúvidas de forma prática, eficiente e instantânea. Assim, você evita que o cliente busque a informação em outros sites e acabe comprando em um concorrente.

Boca-a-boca

Com o advento da internet o famoso “marketing boca-a-boca” cresceu e apareceu. Agora as pessoas reclamam ou elogiam publicamente nas redes sociais e, principalmente, fazem avaliações e recomendações nos sites de comércio eletrônico. Por isso, você deve ter em mente que as opiniões positivas e negativas sobre seus produtos e serviços com certeza serão consultadas antes que alguém decida fazer negócio com você. Os consumidores são especialmente sensíveis a avaliações negativas e também ficam muito atentos na forma que a sua empresa reage a elas. Por isso, quando receber uma recomendação negativa, é preciso agir com educação, procurando entender o lado do cliente e oferecer uma compensação quando possível.

Comparação de preços

Outra possibilidade trazida pela internet é a comparação de preços. Embora um cliente possa optar por comprar com você por questões como entrega, qualidade de atendimento ou outros critérios, o preço ainda é um fator determinante para a maioria das pessoas. Por isso, é fundamental que você acompanhe sempre os preços praticados pela concorrência, já que os consumidores com certeza estão fazendo isso.

Frete grátis e outros benefícios

Se você tem um e-commerce, vende via whatsapp ou tem qualquer outra modalidade de compra “não-presencial”, é importante levar em conta fatores como frete grátis, cupons de desconto, entre outros benefícios, que influenciam diretamente na decisão de compra dos consumidores.

Experiência de compra

Se a sua relação com os clientes se dá de forma presencial, na sua loja ou escritório, invista na experiência. Os consumidores estão cada vez mais valorizando o ambiente e todos os benefícios intangíveis que a sua empresa pode oferecer para ele, como um atendimento personalizado, brindes e outros mimos.

Mobilidade

As pessoas estão cada vez mais grudadas e dependentes dos seus celulares. Por isso, a presença digital da sua empresa precisa estar adaptada à essa nova realidade. Se o site não é responsivo, ou seja, não tem um layout adaptável para tablets e celulares, você precisa investir nisso já.

Facilidades de Pagamento

Além da mobilidade, oferecer diferentes métodos de pagamento deixa seu negócio muito mais atrativo para os clientes, principalmente no comércio eletrônico. Invista em tecnologias de pagamento online, ou “1-click-buy“.

Como você deve ter percebido, os consumidores estão cada vez mais conectados, informados e empoderados, exigindo uma nova visão das empresas. Mas uma coisa não muda: os consumidores querem se sentir respeitados e bem tratados, por isso, independente de tendências, cuide bem de seus clientes e prospects.

Você tem notado essas novas características nos consumidores? Percebeu mais alguma? Compartilhe a sua opinião com a gente nos comentários.

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Imagine a seguinte situação. Sexta-feira, 17h49. O grupo do trabalho no Whatsapp está pipocando mensagens sobre onde vocês farão o happy hour. Só na região da Vila Madalena há centenas de opções. Você sugere o “Bar X” porque tem um ambiente legal e música ao vivo. 18h01 já estão todos prontos rumos ao “Bar X” para se divertirem depois de uma semana de trabalho.

Sabemos que o mercado gastronômico é extremamente competitivo e é cada vez mais difícil distinguir um local do outro por serem tão semelhantes tanto em suas propostas bem como no tipo de serviço.

Por isso Ser uma marca é o que separa você de seus concorrentes e cria uma conexão muito mais forte com seus clientes.

Entretanto, há uma diferença importante entre investir em promoções ou qualquer outro esforço de marketing e realmente transformar-se em uma marca. Se você quer ser uma marca – que deve ser o seu objetivo final – você precisa entender a diferença entre o que os seus clientes “necessitam” e o que eles “querem”.

Necessidade. Nossos clientes precisam de certas coisas do nosso negócio. A necessidade é preenchida por um benefício funcional – um fato ou atributo racional sobre a sua empresa. De um modo geral, a maioria dos concorrentes em qualquer campo oferecem mais ou menos os mesmos benefícios funcionais e podem, portanto, geralmente atender as necessidades de seus clientes. Se eles não as atenderem, eles não estariam no negócio. Pensem em uma praça de alimentação de um shopping ou na esquina da rua Mourato Coelho com a rua Aspicuelta, na Vila Madalena.  Todos os estabelecimentos atendem à uma certa necessidade mais ou menos da mesma forma.

Querer. Para ser verdadeiramente bem-sucedido no negócio gastronômico, seus clientes têm de ir além do apenas precisar suprir uma necessidade com o seu produto ou serviço para realmente o querer. Enquanto eles podem precisar dos benefícios funcionais que sua empresa oferece, é importante para a sua marca que eles queiram escolher o seu estabelecimento sobre outras opções. O “querer” é o que separa o seu negócio de outros, e o transforma em uma marca.

“Querer” é uma emoção, e, portanto, representa os benefícios mais inconscientes que o seu negócio e marca oferece. Quando você alcança um nível emocional com seus clientes, você se torna uma marca em suas mentes. Você fez uma conexão emocional que se eleva acima das características funcionais e que constrói a lealdade. É a “necessidade” que o transforma de um produto ou serviço qualquer a ser uma marca desejada.

Vamos pensar na happy hour do começo do artigo. Todos do grupo querem tomar uma cerveja e relaxar depois de uma semana de trabalho. Todos poderiam passar em algum supermercado ou posto de gasolina e comprar uma cerveja e tomar em casa. Da mesma forma que todos poderiam parar no barzinho da esquina e fazer o mesmo. A necessidade seria suprida, certo?

Mas digamos que você, pessoalmente, sugeriu o “Bar X” porque o espaço dele é amplo, o que acomodaria todos do grupo, o custo da cerveja é justo, o atendimento é cordial, as músicas são do gosto da maioria e outros grupos de outras empresas também frequentam o mesmo “Bar X”, o que pode propiciar um bom lugar para a paquera também (para os solteiros).

Você “quer” estar no “Bar X” porque sua experiência anterior lá foi boa. Você se sentiu bem lá. E você quer ir lá novamente por causa de como a marca o fez se sentir. É uma escolha emocional com base em benefícios emocionais que a marca fornece para você, pessoalmente.

Esta marca, para você, subiu acima dos benefícios funcionais de apenas uma cerveja gelada para os benefícios emocionais do que a marca trouxe para você.

Encontrar o “querer” é a chave para a construção de uma ligação mais forte, mais emocional com seus clientes. E é este benefício emocional que se tornará a base do seu plano de marketing e criará um vínculo com seus clientes onde eles trarão novos clientes e, com isso, seu estabelecimento estará sempre com movimento.

Por fim, pense nas suas atividades diárias com os clientes, comece a pensar sobre como você pode se conectar emocionalmente com eles. Leve-os além do apenas precisar de você para realmente querer você.

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Com a facilidade em que todos nós temos de expressar e dividir opiniões, principalmente pelas redes sociais, as marcas estão cada vez mais perdendo o controle sobre seus discursos. Basta uma rápida busca na internet que encontramos vídeos, textos e fotos que mostram o fascínio ou o pior, críticas e reclamações.  Não podemos esquecer os “memes” com as marcas. Um dos últimos que se espalhou foi os da Friboi.

Penso que este comportamento faz com que as marcas fiquem cada vez menos proprietárias de seus discursos. Algumas até se aproveitam dessas expressões espontâneas de opinião para capitalizarem, como o Spoletto e o Porta dos Fundos ou a Ruffles, que reverteu às críticas sobre a quantidade de ar nas embalagens de uma forma criativa e inovadora, explicando o porquê de tanto ar. Entretanto, as marcas ficam cada vez mais sensíveis ao que dizem e publicam.

Mas nos últimos tempos as marcas estão percebendo que precisam estar inseridas nas discussões geradas e propostas pelos seus públicos alvos. Em minha opinião, uma marca que entendeu como fazer isso muito bem foi a Smirnoff, da Diageo.

A campanha #UMBRINDEAVIDAREAL propôs justamente isso, promover o debate entre os jovens que gostam de mostrar a realidade e assumir sua identidade em qualquer ocasião. E onde os jovens costumam fazem isso? Acompanhados de qual bebida?

E fez isso de uma maneira muito criativa: utilizando frases do próprio publico através de cartazes espalhados pela cidade, o que gerou curiosidade entre as pessoas.

smirnoff

Penso que as marcas precisam buscar assimilar cada vez mais o que seus públicos pensam para conquistar sua simpatia e fidelidade.  Isso já é falado há muito tempo pelos profissionais de marketing, mas poucas marcas se permitem fazer isso. Precisam deixar os “achismos” de lado e se aprofundar no que realmente seus consumidores pensam e criar um diálogo verdadeiro com a marca, como amigos tomando uma bebida em uma mesa de bar.

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Hoje vou falar sobre os hábitos de consumo e o relacionamento com as marcas de um público que vem crescendo, tem alto poder aquisitivo, mas ainda sente algum receio por parte das empresas em trabalhar a comunicação dirigida para eles. Lembrando que o termo gay é usado para designar um indivíduo homossexual do sexo masculino ou do sexo feminino e por ser muito amplo esse tema, nesse artigo falarei apenas do gay masculino e num artigo futuro, os hábitos de consumo do público gay do sexo feminino.

Para entender melhor os anseios e tendências de compra do gay, fiz uma pesquisa, uma conversa informal de mesa de bar com alguns amigos que são homossexuais; aproveito para agradecê-los pela oportunidade e informações passadas.

lady-gaga-bandeira-gay-e5939Começo pontuando os empecilhos e preconceitos que esse público sofre.
Infelizmente muitas pessoas e até empresas tratam o tema de forma pejorativa, ou até mesmo discriminatória. Algumas marcas têm receio, outras até medo, de criar uma comunicação específica para os gays. Isso acontece, pois o Brasil segue dogmas estabelecidos pelas religiões, muitas pessoas e várias regiões do país ainda são conservadoras, até por parte de alguns políticos há uma grande discriminação contra os homossexuais.

Um bom exemplo é o futebol, esporte extremamente popular em terras tupiniquins. Esse ambiente costuma ser extremamente hostil e machista por parte dos clubes, adeptos e até mesmo pela imprensa. Uma grande miopia de mercado, orientada pelo preconceito, afinal, os gays têm todo direito de consumir o esporte sem serem agredidos e desrespeitados. São fortemente dotados financeiramente, ocupam cargos importantes no mundo dos negócios, mas ao invés de fidelizá-los, o mercado do futebol excluí eles.

Outra reclamação do público é a respeito de produtos personalizados, cartões de natal, aniversário, dia dos namorados, são um problema para eles, não encontram mensagens específicas, sempre uma troca de “carinho” para um relacionamento heterossexual.

Querem também exclusividade, eles sabem que muitas marcas criam coleções específicas e dirigidas para o segmento, mas na hora de comunicar elas não traduzem esse “espírito”. Vale lembrar que o mercado gay é pouco explorado, com um gigantesco potencial, mas muitas organizações esquecem que o preconceito é o maior inimigo da oportunidade e acabam evitando uma aproximação maior com o consumidor homossexual.

303461053_55f23c890aEntretanto tem marcas que aceitaram o desafio e estão criando elementos para tocar o coração desse consumidor. A Diesel, por exemplo, publicou nos Estados Unidos da América um anúncio para chamar a atenção desse público e em prol da diversidade, afinal  “Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar.”  Carlos Drummond de Andrade.

São pessoas extremamente musicais e consomem muito conteúdo cultural, adeptos de teatro, museus, cinema, shows, moda e gastronomia. Preocupados com a aparência, usam bastante cosméticos, gostam de roupas que realcem o corpo, são fãs de marcas como Calvin Klein e Zara; baladeiros, lembram com carinho de casas noturnas como The Week e Bubu Lounge, situadas na cidade de São Paulo, município que tem aberto as portas para os gays e colhendo os frutos desse investimento.

São Paulo possui um dos maiores eventos gay do mundo, a popularmente conhecida como “Parada Gay”, dispõe de locais como a Rua Frei Caneca e o Largo do Arouche, que são muito frequentados e bem quistos por esses consumidores. Outra cidade que vale ser citada é Miami, que também possui grande variedade de entretenimento para o público homossexual.

Cabe uma observação, entre os gays do sexo masculino temos os transexuais, onde seus hábitos de consumo se assemelham ao das mulheres, principalmente em relação às vestimentas.

A oportunidade está ai, um público cada vez mais exigente, consumista, bem-sucedido e inteligente, cabe as marcas aceitarem a diversidade e o desafio, ou deixarem a oportunidade passar diante de seus olhos.

CONSULTAS

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/5534_O+PODEROSO+MERCADO+GAY

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/06/01/internas_economia,369065/publico-gay-consome-em-media-30-mais-que-consumidor-hetero.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1345492-publicidade-gay-ainda-nao-saiu-do-armario-no-brasil.shtml

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O Branding retoma diversos conceitos essenciais para a sua concepção e atuação, nos levando a refletir sobre produtos, cultura, design, diferenciação, comunicação, consumidor, dentre outros fatores, o mercado.

1241042_525053164239918_1970389071_nA medida que estudamos, lemos, interagimos nas redes sociais, vamos ao supermercado e nos assustamos com os preços dos produtos, e nos posicionamos a respeito de uma ação ou um produto, estamos dentro de uma espécie de processo de consumo, no qual há uma necessidade ou desejo (temas valiosos para uma discussão), em seguida a busca de informações sobre como sanar tal necessidade/desejo, a avaliação das alternativas, a tomada de decisão de compra e um pós-compra. Diversos estudiosos discutem cada etapa deste processo em detalhes e ainda acrescentam outras tantas, um grande exemplo é Philip Kotler.

Em cada etapa ainda há outros fatores que influenciam a decisão de compra e permitem entender o comportamento do consumidor. Kotler e Keller afirmam: “O comportamento de compra do consumidor é influenciado por fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Os fatores culturais exercem a maior e a mais profunda influência” (2006, p. 172). O fator cultural está relacionado diretamente com valores, percepções e referências familiares e outras instituições, contribuindo para a constituição do individuo e depois consumidor.

A medida que o mercado e a economia se movimentam, o consumidor também muda, sendo agente ativo ou passivo desta movimentação gerando oferta e demanda.

O que se percebeu nestes últimos anos, é que o consumidor esteve exposto a diversas oportunidades no mercado, apesar das crises em alguns mercados mundiais, o brasileiro mudou na sua maneira e possibilidade compra. O aumento da classe C é exemplo disso, que permitiu o deslocamento de tantos outros consumidores para outras classes sociais e isso pode ser justificado por diversos fatores, sendo alguns deles a possibilidade de crédito e financiamento, baixa de desemprego e programas governamentais.

Em pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência, o consumo no Brasil em 2013 cresceu 10,2%, em relação ao ano de 2012, o que corresponde a 34% do PIB.

 

GASTOS POR CLASSE SOCIAL

em R$ bilhões, por segmento 2013

SETOR

Automóveis

Alimentação no Lar

Alimentação fora do Lar

Material de Construção

Vestuário

A

59,71 11,55 16,40 19,94 13,73

B

138,94 76,75 51,34 47,49 46,47

C

57,17 103,80 41,29 37,63 41,98

D

5,48 25,19 7,15 4,41 7,15

TOTAL

261,30 221,29 116,18 109,47 109,33

Fonte: Ibope Inteligência (via Propmark de 09 de setembro de 2013)

 

O que chama a atenção é que este crescimento também impulsiona as ações de anunciantes, tomando como exemplo o quadro apresentado, os gastos com automóveis devem ser maiores em 2013, concentrados na classe B. Grande oportunidade para agências e para fabricantes de veículos, serviços de manutenção e seguros, acessórios, dentro outros.

Entre os 10 maiores anunciantes do 1º trimestre de 2013, temos 2 grandes indústrias automobilísticas.

Ran 2012  Ran 2013 TOP 30 ANUNCIANTES Jan a Jun/2013  Jan a Jun/2012 
R$  R$ 
2 1 UNILEVER BRASIL          2.242.541.890          1.463.915.000
1 2 CASAS BAHIA          1.593.341.010          1.684.650.000
# 3 GENOMMA          1.269.904.050             214.965.130
4 4 AMBEV             961.602.210             793.287.000
3 5 CAIXA (GFC)             710.817.490             796.527.000
9 6 VOLKSWAGEN             662.698.110             477.166.000
12 7 FIAT             587.781.020             416.671.000
13 8 PETROBRAS (GFC)             575.169.720             416.146.000
5 9 SKY BRASIL             548.852.520             777.950.000
17 10 HYPERMARCAS             496.422.420             404.121.000

Fonte: Ibope (publicado em 24/07/2013)

 

E os anúncios, as ações de comunicação e investimentos em mídia também devem acompanhar as mudanças no mercado, no que tange a legislação, os canais e principalmente o comportamento do consumidor.

A comunicação nos canais digitais não é tendência, é realidade, é crescente, mas não dominante. No quadro acima, desenvolvido pelo Projeto Inter-Meios coordenado pelo Meio&Mensagem, mostra bem como está dividido os investimentos em mídia, e a TV continua forte, mas também é tendência uma integração entre internet e TV, onde o anunciante poderá saber o que o telespectador está assistindo e criar ação em tempo real.

Investimento bruto por meio

Valores Acumulados (jan-abr.)

Variação

% de

2012

2013

(%)

Participação

Guias e Listas

78.335.994,82

62.591.447,08

-20,10

0,69

Internet

456.299.705,50

396.635.825,56

-13,08

4,40

Jornal

1.078.789.633,35

1.029.649.924,54

-4,56

11,43

Mídia Exterior

280.202.724,81

308.195.800,57

9,99

3,42

Rádio

357.043.172,23

374.854.224,31

4,99

4,16

Revista

518.000.713,12

451.913.690,36

-12,76

5,02

Televisão

5.821.119.757,35

6.024.849.363,27

3,50

66,87

TV por Assinatura

341.192.778,71

336.668.489,27

-1,33

3,74

Cinema

27.449.699,93

24.320.996,39

-11,40

0,27

TOTAL

8.958.434.179,82

9.009.679.779,17

0,57

100,00

Fonte: Meio&Mensagem (20 de junho de 2013)

Todos estão se adaptando!

A realidade do consumo, o comportamento deste consumidor mudou e muda constantemente. A oferta de informação e a troca delas são muito intensas. E o branding deve ser ferramenta estratégica neste contexto.

O que é mais valioso: uma grande quantidade de visitação ou o tempo que uma única pessoa ficou em seu site? O que pode gerar compra efetiva? Onde sua marca e seu produto estarão mais expostos? Questões que desafiam todo o profissional de Marketing.

Penso que o Marketing não mudou, mas a maneira como seus conceitos, plataformas e maneiras de aplicação sim. Quem está atento a estes movimentos? Como inovar de maneira rápida, dinâmica e constante? Diversos caminhos se apresentam, mas acredito, que primeiro passo é ouvir, observar e perguntar ao consumidor. Sem dúvida que isso está apoiado a diversas ferramentas de pesquisa, de tecnologia e intuitivas, mas o consumidor não pode ser ignorado, pois ele também percebe este posicionamento das empresas e das marcas, o que não contribui em nada em um resultado positivo para a organização.

 

Referências:

KOTLER, Philip. KELLER, Kevin Lane Administração de marketing. Tradução: Monica Rosenberg, Brasil Ramos Fernandes, Cláudia Freire; revisão técnica Dilson Gabriel dos Santos. 12ª Ed. São Paulo: Person Prentice Hall, 2006.

Ibope:

http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Consumo-no-Brasil-deve-chegar-a-1-trilhao-ate-o-fim-do-ano.aspx

http://www.ibope.com.br/pt-br/conhecimento/TabelasMidia/investimentopublicitario/Paginas/ANUNCIANTES-%E2%80%93-30-MAIORES—1%C2%BA-SEMESTRE-2013.aspx

Meio&Mensagem:

http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2013/06/20/Midia-cresce-06-no-quadrimestre#ixzz2ak0juKdS

Propmark:

http://propmark.uol.com.br/mercado

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