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O meu objetivo aqui é te levar à reflexão e te tornar uma pessoa melhor do que você era antes de ler este artigo, ou seja, agregar valor.

O design em sua essência

Sempre, ou pelo menos quase sempre, quando o assunto é causar um impacto na sociedade, todos ou pelo menos quase todos falam sobre líderes, marcas, etc., e quando se trata de influenciar pessoas ou massas, pode-se falar sobre filmes, livros, novelas, etc. Mas é raro vermos a discussão sobre o papel de um designer.

O Designer desempenha um papel importante não só formação da infraestrutura, mas também dos aspectos do estilo de vida e mentalidade de uma sociedade. Por quê?

“O Design fornece sensações que estabelecem a percepção criando a nossa reação diante de tal.”

Como o design muda a forma como programamos o nosso estilo de vida do dia a dia?

Para começar, lhe convido a imaginar uma cidade mal projetada, rodovias inseridas aleatoriamente, sem nenhuma sinalização, casas construídas aleatoriamente, uma verdadeira bagunça. E agora lhe convido a comparar este exemplo anterior a uma cidade bem planejada e projetada de qualquer escala que você possa imaginar. O impacto do ambiente definitivamente muda a forma como programamos nosso estilo de vida do dia a dia.

Trazendo um exemplo em uma escala menor, como os motoristas dirigirem na estrada com listras pintadas para marcar pistas, do que em comparação com a mesma rodovia sem listras.

O artigo “What Is The Importance Of Road Markings?” fala sobre a importância das listras nas rodovias e como isso ajuda no dia a dia do motorista.

Como uma pequena multidão ou um grupo de pessoas se sentaria em um lugar público se a mobília fosse bem organizada com uma cadeira ou um arranjo de mesa, ou um banco, ou um modelo de mesa projetado especificamente, do que em comparação a cadeiras coladas aleatoriamente?

Desde nossos primeiros momentos de vida, nosso cérebro forjou conexões avançadas através de um campo de processos cognitivos, mesmo sem nossa consciência deste acontecimento.

Cada som, sentimento, visão e além foi perfeitamente integrado em nossa compreensão da experiência diária, e forneceu a base para cada decisão que tomamos. Nossa sensação do mundo ao nosso redor fornece a informação para estabelecer a percepção, permitindo que cada pessoa experimente a realidade subjetiva através da qual nós navegamos nossas vidas.

“O design influencia as pessoas e qualquer coisa que possa influenciar as pessoas pode causar impacto na sociedade.”

 O que podemos fazer para utilizar o design para provocar mudanças positivas em nosso dia a dia?

É inegável que o design pode causar mudanças sociais. Mas a questão é: quais mudanças podem criar e por quê? Quais são as necessidades ou demandas?

Uma vez que você entende a “engenharia” do design você pode utilizar ao seu favor no dia a dia e, de pouco em pouco, transformar o mundo em sua volta para provocar mudanças positivas.

Por exemplo, no caso da publicidade, um bom design pode encorajar a ação correta. No caso da arte, o bom design pode estimular o pensamento e a reflexão.

O Design Emocional, conceito elaborado por Don Norman, nos ajuda a compreender como fazemos nossas decisões diante dos objetos de nosso dia a dia.

Essas decisões acontecem em três dimensões, denominadas Design Visceral, Design Comportamental e Design Reflexivo. Essas três dimensões distintas estão sempre entrelaçadas em qualquer design. Não é possível ter design sem todas as três.

Fonte da imagem: Interaction Design Foundation

O nível visceral é pré-consciente, anterior ao pensamento. É onde a aparência importa e se formam as primeiras impressões. Design visceral diz respeito ao impacto inicial de um produto, á sua aparência, toque e sensação.

O nível comportamental diz respeito ao uso, é sobre a experiência com um produto. Mas a própria experiência tem muitas facetas: função, desempenho e usabilidade. A função de um produto especifica as atividades que ele suporta, para as quais ele foi projetado; se as funções são inadequadas ou não tem nenhum interesse, o produto tem pouca valia.

É somente no nível reflexivo que a consciência e o mais altos níveis de sentimento, emoções e cognição residem. É somente nele que o pleno impacto tanto do pensamento quanto da emoção é experimentado.

Nos níveis inferiores, visceral e comportamental, existe apenas afeto. Interpretação, compreensão e raciocínio só ocorrem no nível reflexivo.

Dos três níveis, o reflexivo é o mais vulnerável à variabilidade através de cultura, experiência, grau de instrução e diferenças individuais. Esse nível também pode anular os outros.

Agora que você pode compreender o processo de percepção e reação das pessoas ao design, você talvez poderá “controlar” suas decisões e observar qual seria o melhor caminho a ser tomado.

“Você não pode controlar o que você não entende.”

Caso queira compreender mais sobre o Design Emocional você pode adquirir o livro na Amazon ou pode ter uma grande elucidação através do TedXTrês formas como o design os faz felizes” apresentado pelo Don Norman em pessoa.

Eu gostaria de finalizar com um incrível parágrafo de Don Norman em seu livro:

“Somos todos designers

Somos todos designers quando reorganizamos objetos e móveis em nossas casas, quando escolhemos o livro que queremos ler, quando nos decidimos por estes ou aquele sapato e transformamos coisas e espaços em nossas próprias coisas espaços. Somos todos designers quando “transformamos casas em lares, espaços em lugares, objetos em pertences”. Embora não tenhamos o controle sobre o design dos muitos objetos que compramos, somos livres para escolher o que usamos e como, onde, com quem e quando os usamos.

“Mesmo que isso pareça trivial e superficial, a essência do design está presente: um conjunto de escolhas, algumas melhores que outras e talvez nenhuma plenamente satisfatória.” Avaliar e escolher a melhor alternativa. Assim podemos resumir o ato de projetar. 

Todos nós somos designers – e temos de ser.

Os designers profissionais podem criar produtos que sejam um prazer de olhar e usar. Más não podem tornar alguma coisa pessoal ou com a qual se criem vínculos. Ninguém pode fazer isso por nós: temos de fazê-lo nós mesmos.”

Kevin Alves é um empreendedor polimático com ênfase em estratégia de marca. Fundou a agência de design Pencimagico, que atua ajudando empresas a criarem uma conexão emocional mais efetiva com seus clientes utilizando práticas no estado da arte do design. Além disso, escreve artigos sobre o tema do design, disseminando uma visão de mundo no qual o design faz parte do epicentro do negócio.

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Conhecer mais sobre os aspectos da vida de seus clientes é um passo essencial para definir uma estratégia eficiente e muitas empresas têm despertado para essa necessidade: Unilever, Citroën, Toyota, Kraft Food, Pepsico, entre tantas outras, buscam na etnografia uma maneira de alcançarem resultados ainda mais satisfatórios — e, por que não, humanizados. Entender melhor a realidade do seu público, destituindo-se de qualquer pré-conceito sobre ele, é essencial e deve ser o ponto de partida para qualquer projeto.

Uma pesquisa etnográfica aplicada ao consumo significa imergir na realidade do público-alvo, buscando entender seu dia a dia, sua maneira de agir e pensar a vida, e aprender quais as lógicas e mecanismos que estão por trás de cada cultura e comportamento.

Através de empatia, observação e análise, a etnografia busca, dentro de uma estratégia de branding, transformar insights gerados pela pesquisa em ideias e as ideias em produtos e serviços inovadores que realmente criem um diálogo com seu público. A IDEO, empresa reconhecida mundialmente por difundir o Design Thinking (metodologia centrada no ser humano focada na inovação de produtos e serviços), utiliza a etnografia na etapa de imersão (início do processo). Utilizando entrevistas em profundidade, registros fotográficos, diários de campo (de tudo aquilo que se viu, ouviu e sentiu), entre outras ferramentas, a pesquisa etnográfica pressupõe uma participação real do pesquisador no cotidiano das pessoas, de tal forma que ele possa captar como o consumidor interage, utiliza ou pensa sobre um determinado tipo de serviço ou produto.

Um ótimo exemplo do uso da etnografia pode ser visto em um projeto da General Eletrics. Doug Dietz, designer de equipamentos médicos da GE, estava em um hospital quando viu que uma criança, ao fazer um exame e avistar um de seus equipamentos, começou a chorar desesperadamente de medo. Doug decidiu então redesenhar a experiência, transformando as salas de exame em cenários lúdicos e fantásticos como o fundo do mar, passeio com piratas e uma selva. Ao se colocar no lugar das crianças, além de tornar o exame mais divertido e menos estressante, sua solução ajudou a reduzir de 80% para 10% o número de crianças que necessitavam de sedativos, reduzindo os custos do hospital, aumentando o número de exames e, principalmente, trazendo bem-estar para os pacientes.

A etnografia também serve para entender a relação entre o consumo e nossa própria identidade. Segundo Genevieve Bell, antropóloga e vice-presidente de Estratégia Corporativa da Intel, nós usamos determinados tipos de produtos ou serviços para dizer quem somos para nós mesmos e para outras pessoas: os carros que dirigimos, os objetos tecnológicos que usamos, os apps que baixamos, tudo isso diz algo sobre nós ou sobre quem queremos ser. De acordo com a empresa Box1824, o consumo nos dias atuais tende a ser cada vez menos compulsivo, isto é, os consumidores estão começando a associar status ao que estão comprando e não simplesmente ao ato da compra. A partir do momento que as pessoas passam a refletir mais sobre o que compram, começam a escolher com mais cautela o discurso das marcas — que passam a representar ainda mais valores éticos e morais. Um bom exemplo de apropriação dessa tendência é o case The One for One da marca de calçados Toms: a cada par comprado, a empresa doa outro para alguém em necessidade. Consumir, neste caso, equipara-se a um ato político e social.

As frequentes inconstâncias dos contextos sociais, econômicos e de comportamento têm transformado o consumidor, tornando-o ainda mais cético e exigente: cansado da repetição do marketing e empoderado pelas redes sociais, eles esperam que as marcas se comuniquem de forma transparente e próxima e que a experiência com os produtos e serviços seja sempre surpreendente.

É preciso notar que, hoje, as tendências de consumo não seguem mais necessariamente o fluxo “top down”, isto é, das classes mais altas para as classes mais baixas: muitas influências vêm exatamente do sentido oposto. Entre os anos 2003 e 2014, em razão do aumento de empregos, da renda e da redução da desigualdade social, cerca de 40 milhões de brasileiros migraram da classe D e E para a classe C. Este nicho, até então negligenciado, passou a compor a maior fatia da população brasileira. Sem conhecimento específico sobre esse público, algumas marcas enfrentaram grandes desafios para entender os novos padrões de consumo e as influências trazidas por este público.

Para oferecer produtos, serviços e experiências cada vez mais alinhadas com o perfil comportamental de seu público, suas representações e suas percepções da realidade, precisamos deixar de lado nossa visão de mundo e experimentar ver através dos olhos dos outros.


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Lucas Saad, fundador e diretor da saad branding+design, é graduado em Design pela Universidade Federal de Santa Maria – RS, pós-graduado em Branding — Gestão Estratégica de Marcas pela Universidade Positivo em Curitiba – PR, tendo realizado parte do seu MBA pela Brunel University em Londres. Também é formado em Global Creative Leadership pela THNK — The Amsterdam School of Creative Leadership. Com mais de 10 anos de experiência no Brasil e no exterior, participou de projetos de marcas como Coca-Cola (África do Sul), Governo de Angola, Dow AgroSciences, Ministério da Saúde, Braskem, Liquigás, entre outros.

Alisson Pereira é antropólogo, pesquisador e educador corporativo. É graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Mestre em Antropologia pela Universidade Federal da Grande Dourados. Autor de artigos para jornais, websites, revistas e blogs. Pesquisador na saad branding+design.

Julia Spohr é formada em Design Gráfico pela Universidade Federal de Pelotas – RS, tendo concluído o último ano de sua graduação na Parsons The New School of Design, Nova York, com foco em Design Estratégico. Trabalha hoje como designer na saad branding+design.

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Semana passada eu li uma matéria brilhante sobre a Geração Y (Millennials) e suas frustrações com seus empregos (link: http://goo.gl/bCmuSd), por eu ser dessa geração, parei para refletir e…

As frustrações dos Millennials vão além do mercado de trabalho, a sociedade como um todo é decepcionante para nós, somos regidos por leis de décadas passadas, regimes burocráticos, empacados e centralizadores, o pior é que não fomos consultados, os mais velhos costumam nos dizer que desde que o mundo é mundo as coisas são assim.

Essa aceitação sem questionamentos, deixar tudo acontecer automaticamente, corroem  as mentes inquietas dos Y’s, pois somos ansiosos por inovação o tempo todo e por termos a necessidade de nos preparar e acumular conhecimento constantemente, a mesmice nos deprime.

Dizem que essa é uma geração de gente fútil e as gerações anteriores nos fazem criticas por sermos mimados e vivermos em constante busca pela felicidade. Vamos parar para pensar, será mesmo que somos uma “geração problema”?

Por exemplo, já ouviram falar do Rio Tietê ou do Rio Pinheiros? Eles cortam a maior cidade da América Latina e fedem bosta, sim as fantásticas gerações anteriores nos entregaram de herança rios poluídos, mas não para por aí…

Outra coisa, a porcentagem Y’s políticos, sim os homens que tomam decisões no país, é mínima, estão lá dinossauros que não “largam o osso” e tomam medidas de acordo com interesses próprios, falam tanto em democracia, mas não vemos um plebiscito há anos, não me admira a insatisfação com o governo, crise econômica e política, um bando de ultrapassados burocratas. Será que a Geração Y está tão errada em apenas quererem ser felizes e simplificarem as coisas?

Estamos acostumados com a praticidade e rapidez de um mundo conectado, global e tecnológico, não temos mais tempo para perder com papeladas, filas, SACs e autoritarismo.

Somos admiradores de marcas como Google, Instagram, Apple, Starbucks, para nós não importa o produto e sim o propósito, a marca tem que ter vida e a empresa alma!

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E no mercado de trabalho? Ai que o “bicho pega”!  Criativos, inovadores e cada vez mais preparados, muitos já têm mestrado, doutorado, MBA, com ânsia de reconhecimento, valorizam a meritocracia, trabalham duro, mas exigem qualidade no trabalho e no ambiente corporativo e não adianta pagar mal justificando que são muito jovens, pois os “Y’s” podem criar suas próprias Startups para concorrer com você!

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Em um mundo cada vez mais líquido e temporário que vivemos, onde a escassez de significado perene e a construção de experiências têm sido um modus operandi para empresas se manterem relevantes e significativas num mercado tão competitivo de hoje. A criação de empresas e marcas pode se tornar algo tão complicado quando não, neurótico.

Nossa modernidade líquida, cuja nos impõe inconscientemente muitas vezes de projetar nosso eu externamente e transpor nossa individualidade para efeitos externos, como produtos, serviços, celebridades, faz com que percamos referenciais de nós mesmos ou dificulte ainda mais encontrarmos nós mesmos nesta imensidão de estímulos cada vez mais mutantes e multifacetados. Faz todo o sentido a frase do escritor suíço Max Frisch que definiu a identidade como a rejeição daquilo que os outros desejam que você seja”. Justamente pelo medo de quando nos olharmos termos medo da não-aceitação externa.

Como assim? Uma vez que a dificuldade de nos enxergar num mundo de excessos de opções e estímulos, faz com que nossa atuação no mundo seja embaçada pela quantidade de produtos que temos que ter e comprar, a quantidade de roupas que temos de consumir para nos inserirmos naquela tribo, ou a quantidade de tarefas que precisamos desenvolver para sermos convencidos de que seremos aceitos naquela tribo, comunidade, etc. É a imposição social da vida moderna.

O que nos resta? Olhar nossa identidade e nossa essência. Assim, poderíamos pensar que a identidade é o resultado reflexivo de nossas ações biográficas. Como assim? Quando entendemos quem somos, onde estamos e para onde queremos ir, observamos (e refletimos) nossa biografia e dela podemos entender melhor qual é a nossa identidade e, por conseguinte, nossa essência. Porém, essa profundidade difícil de ser tangibilidade (nos produtos e serviços) e refletida pelos executivos em “quem somos”, a falta de perenidade do “para onde queremos ir” neste mundo instável, faz com que nossa única certeza seja “de onde viemos”, portanto, criando uma cultura (e uma identidade) estável e uma rede protecionista. Correndo o risco de entrar num fluxo à lá Csikszentmihalyi, porém negativo. Fazendo com que nossos preços percam, caiam e assim, caia o valor de mercado e reputação da empresa.

Quando não havia concorrência, não havia muito sentido olhar nossa identidade porque ela já estava ali, sem necessariamente uma máscara, uma busca por reputação ou necessidade de enquadramento social. E se perguntado de onde você era, poderíamos dizer: “Eu sou daqui.”, “Eu sou uma empresa de…”. Hoje, em um mercado onde até os funcionários não entendem sua empresa, não sabem – por culpa dos seus superiores, qual é sua estratégia, nem o porquê estão trabalhando naquela empresa, ou no que ela acredita, é importante este tipo de discussão. Levando-se em conta que o nível de desengajamento diminui pela incapacidade de nos sentirmos pertencentes àquela “comunidade”.

A identidade é transitória ou fixa? Existem pessoas que acham que sim outras que não, a verdade é que se não conseguimos evoluir nosso olhar – não só as nossas atitudes, diante das novas demandas, nosso senso de estabilidade natural do ser humano pode provocar ficarmos para trás. Contudo, o puro ato de buscar “evoluir com a sociedade”, faz com que empresas (e pessoas) criem culturas pelos “decision-makers” de que temos devemos competir por market-share e não por market-value, como já diria Ram Charam em Global Tilt. De que temos que competir (excessivamente) por custo e não por valor, sugando todas as tendências. Construindo o hoje diferente, mas sem pensar no amanhã melhor.

Portanto, olhar nossa identidade faz com que não apenas possamos voltar a observar que nós somos, mas fazer decisões mais embasadas no futuro. A busca hoje é por relevância como mecanismo de mercado, mas a relevância é um termo muito focado numa tarefa, portanto, racional. Ao contrário da busca pela significância, território mais complicado,efetivo e que faz com que empresas tenham que mudar seu mindset, impondo empatia, colaboração e experimentação, partindo de uma mudança pessoal para olhar o consumidor como um usuário/indivíduo e co-criador de valor.

Ser significativo hoje passa por termos melhores experiências, e para ter melhores experiências são necessárias pessoas que sejam centradas em pessoas, que pensem pelos olhos dos outros e que tenham afeto espontâneo em resolver problemas de forma rápida, desejável e principalmente também, lucrativa.

Construir marcas hoje é um processo sem fim. O Branding em si é um processo sem fim. Por que construir marcas se torna um processo obsessivo quando percebemos que temos inimigos fortes, as invariáveis incontroláveis, como no caso da Royal Canin que aconteceu na Rússia, mas certamente afetou vendas no Brasil, ou no caso Tiger Woods, ou como com o Eike Batista ou MTV, ou ainda com o #vemprarua da Fiat. Quando não somos impactados por processos de fusão e aquisição – cada vez mais frequentes, irreversíveis e sendo uma das principais estratégias de crescimento no mercado local e global hoje, provocando nas pessoas a reconstrução quase que diária desta “comunidade” ou ‘etnia’ com avinda de novos integrantes.

Branding é uma paixão que acalento e, a qual o profissional, que observa o branding não apenas pela ótica do consumo- “fazer branding” para vender mais produtos, mas com um olhar mais profundo sobre o poder de atuação de uma empresa na sociedade, será estimulado a incutir o senso da “inovação pro amanhã” mais forte do que a “reputação pro hoje”. Mas não existe branding (ou não deveria existir) sem a busca, identificação e construção pela identidade.

Para ser perene hoje é se entender e aceitar que as marcas podem ter reputação perene como a Microsoft ainda mantém, ou como a sensação de nostalgia que a Caloi, recentemente comprada provocou, mas, sobretudo, ser perene nos negócios me parece menos proteger mercados, mas sim, defender causas. Coisa que neste artigo The Opportunity for Dove to Get Real With Its Branding, Baskim me fez refletir muito até onde a Dove poderia ir.

Assim, convido você a pensar: Sua marca te revela quem você é para lhe fazer tomar melhores decisões?
Porque Criolo já dizia: “Eu vim pra incomoda, vim pra cutuca, pra confundi vou me expressa!”

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1e32448Paulo Peres

Business Thinker. Um estudioso e consultor de branding e inovação, com MBA em Marketing pela FGV, Branding pela ESPM e aprofundamentos em design thinking e Business Model em diversas escolas. Mantém o blog abrandando.blogspot.com que levanta reflexões sobre branding e inovação e marketing. Acredito que co-construir a marca coletivamente seguindo um propósito, fortalece valores da sociedade, traz lucro e do reconstrói indivíduos. @pauloperes // – linkedin.com/in/pauloperes

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Abertura

Construir e gerenciar marcas memoráveis são práticas que requerem disciplina, ousadia, estratégia e visão de longo prazo, isso sem contar, muita dedicação, foco e força de vontade. No processo há inúmeras variáveis a serem cuidadosamente analisadas: perfil da empresa, características do produto ou serviço, público interno, público externo, concorrentes (diretos e indiretos), aspectos legais, referências de mercado, aprovação da gerência e muitas outras, que variam de caso a caso.

Nesse cenário, a equipe envolvida no desenvolvimento da estratégia de branding deve se mostrar aberta a constantes debates, análises e testes e, é claro, como todo processo, um pouco de frustração e aborrecimento. No entanto, quando bem gerenciado, o processo de construção e gestão da marca traz resultados gratificantes.

Pergunte aos profissionais da Coca-Cola, Volvo, McDonald’s, Nike, Absolut, Visa entre tantas outras marcas de sucesso se esse processo vale a pena. Ou melhor, observe os resultados colhidos. Esses profissionais trabalham duro todos os dias e se dedicam ao máximo para fazer do seu trabalho um verdadeiro sucesso e, não há nada melhor, do que perceber que o mesmo foi reconhecido.

Complexo não é? Agora imagine todo esse processo acontecendo para criar uma marca que existirá no universo imaginário de um filme ou de uma série televisionada?

Como já foi abordado anteriormente aqui no InfoBranding e em outros meios, uma marca não é meramente um sinal gráfico estampado por toda parte na empresa. Longe disso. Uma marca representa um universo complexo repleto de associações, que constitui uma identidade e permite que todos que entram em contato com ela a identifiquem e reconheçam como única, amando-a ou detestando-a.

Quando pensamos na Nike nos vem à mente o estilo de vida esportivo, competitivo a ideia de vitória paira no ar; chegamos a nos sentir inspirados a praticar esportes e competir. Quando pensamos na Volvo pensamos logo em veículos extremamente seguros, nos quais podemos confiar quase que cegamente a vida de nossos filhos. Quando pensamos em Visa pensamos em facilidade e comodidade, além de inúmeras vantagens. Quando pensamos em OMO pensamos logo em limpeza e em curtir a vida sem se preocupar se a roupa vai sujar, já que temos OMO para resolver isso.

Mas e quando pensamos na Umbrella Corporation? Isso mesmo, a mega empresa global responsável pelo T-Virus, seu vazamento e o consequente apocalipse zoombie que praticamente dizimou a humanidade. O que vem a nossa cabeça? A Umbrella Corporation é a empresa que faz parte do enredo da famosa franquia de jogos de vídeo game “Resident Evil”, da Capcom e que, posteriormente, foi para as telonas com um desempenho igualmente satisfatório.

Umbrella

Pensando na franquia dos filmes a Umbrella Corporation é percebida como uma empresa poderosa, com presença global e com valores duvidosos. Respeito à vida e ao bem-estar das pessoas é algo que passa longe do imaginário enquanto que frieza, tecnologia, armamentos biológicos e desprezo pelo bem-estar do planeta são associações muito fortes. Para quem gosta dos jogos e filmes do Resident Evil a Umbrella Corporation é bem posicionada e sempre se apresenta com uma identidade muito substancial.

Passando para um exemplo mais leve pode-se citar a Dinoco e a Pizza Planet da Pixar, que apareceram inicialmente em ToyStory e depois em outros filmes da renomada empresa de animação. A Dinoco, empresa de postos de gasolina, patrocina uma escuderia no filme Carros, lançado mais de uma década depois de Toy Story. Aliás, os filmes da Pixar são repletos de referências cruzadas entre seus filmes, você já tentou encontrar?

Dinoco

E como não citar a Stark Industries do popular Tony Stark, mais conhecido como Iron Man? A Stark Industries é digna dessa citação uma vez que nos filmes, Tony Stark aparece nas apresentações da empresa como um verdadeiro Show Man, esbanjando personalidade e estilo de vida, como a personificação do bilionário gênio que curte a vida como ninguém. Excentricidades a parte, a situação não é semelhante (dadas as devidas proporções e considerando que Tony Stark é um personagem heróico e fictício) com o burburinho causado pelas apresentações do glorioso Steve Jobs, ao estilo peculiar de Mark Zuckerberg ou até mesmo ao estilo de vida do icônico Hugh Hefner?

Stark Industries

Fora essas empresas podemos ainda citar a InGen de Jurassik Park; USRobotics de Eu Robô; Oscorp de Homem-Aranha; Acme dos desenhos dos Looney-Tunes (sempre pronta para ajudar o Coyote a capturar o Papa-Léguas); Cyberdyne Systems do Exterminador do Futuro; Gemialidades Weasley de Harry Potter; Planeta-Diário de SuperMan; Indústrias Wayne do Batman; M.I.B e seus Homens de Preto; MomCorp da série animada Futurama.

Muitas vezes as marcas saem do universo cinematográfico e passam a fazer parte do nosso mundo, graças a aspirações que suas associações são capazes de criar.

Um exemplo disso são os famosos chocolates da Fantástica Fábrica de Chocolates de Willy Wonka, vendidos como uma linha especial da Nestlé no exterior. Há várias opções de chocolate sob essa marca que faz sucesso especialmente entre as crianças. Tal linha da Nestlé tem uma seção especial na famosa loja de brinquedos Toy “R” Us na Times Square.

Wonka

Mais recentemente uma marca saiu do universo das telinhas e cativou jovens adultos ao redor do mundo. Trata-se da emblemática cerveja de Homer Simpsom, a Duff Beer. A Duff veio para o nosso mundo em 2006 graças a iniciativa do empresário mexicano Rodrigo Contreras e em 2007, graças a uma parceria com a cervejaria belga Haacht Brewery, a Duff passou a ser comercializada na Europa. Em 2009 veio para a América Latina e posteriormente para o Brasil. No entanto, é curioso que a cerveja Duff não é uma marca registrada da FOX e não tem ligação com Matt Groening, criador dos Simpsons. Ou seja, veio de um fan para outros fans. Interessante não é mesmo?

Duff

Para fechar, uma sugestão do colega Felipe Versati aqui do InfoBranding, quem não se lembra da marca Bubba Gump Shrimp & Co. do filme Forest Gump? A marca saiu das telonas em 1996, inspirada no filme Forest Gump estrelado por Tom Hanks em 1994 e hoje conta com 39 restaurantes ao redor do mundo, a maioria nos EUA. A marca é mais um exemplo bem sucedido que veio das telonas para avida real.

Bubba Gump Shrimp & Co

Atualmente no Brasil:

E se pensarmos nas famosas e mundialmente conhecidas telenovelas da Rede Globo? Também temos exemplos a serem citados. No topo da lista o Hospital San Magno do Dr. Cesar, onde o vilão Felix andou fazendo suas falcatruas e desvios financeiros. O bar GigaByte de temporadas passadas de Malhação, onde os alunos do Colégio Multipla Escolha (outra referência interessante) se encontravam. Temos ainda a fábrica de chocolates “BomBom” de Chocolate com Pimenta e a Charlô’s de Guerra dos Sexos e a Carrara Taxis da Grande Família. Fora tantas outras. Embora fictícias essas empresas fazem parte do imaginário popular brasileiro.

E você, lembra de mais algum exemplo de marcas que se mostram verdadeiros exemplos de branding no universo ficcional? Compartilhe com a gente!

Hospital San Magno

 

Referências:

http://www.duffbrasil.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Duff_Beer

http://en.wikipedia.org/wiki/Bubba_Gump_Shrimp_Company

http://www.bubbagump.com/

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Talvez ela não seja tão popular quanto uma Coca-Cola ou Apple, mas possui grande sucesso em seu meio. No triathlon, esporte que reune três modalidades na sequência (nataçao, ciclismo e corrida), ela é um sonho, uma meta, um objetivo e mais que isso, um estilo de vida!

Como pode uma marca ter tanto sucesso assim? Transforma pessoas, muda o estilo de vidas e instiga a superação pessoal.

O Ironman surgiu no Hawaii, em 1978 em uma aposta entre amigos: juntar as 3 provas mais desafiadoras da ilha, em apenas um dia. 3,8km de natação, 180km de ciclismo, e 42km de corrida, que foi completado pela primeira vez em 11 horas e 46 minutos.

A prova tornou-se uma marca e hoje em dia são mais de 31 provas de Ironman espalhadas pelo mundo todo, que dão direito à disputa por uma vaga no campeonato mundial em Kona, no Hawaii, é claro, apenas para os melhores amadores e profissionais.

E não é apenas o sonho passar pela linha de chegada e concluir o desafio atrás de uma medalha de participação, o Ironman também tem seus produtos, uniformes de competição, camisetas, equipamentos esportivos e até tatuagem. Quem não se lembra do famoso relógio Timex Ironman?

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Um estilo de vida, pessoas ativas que acordam de madrugada todos os dias, de segunda a segunda para treinar antes e depois do trabalho, levam uma alimentação saudável, regrada, com muita dedicação e foco para auto-superação.

O sucesso da marca chegou a um ponto tão extremo que para se increver em uma prova, você precisa tomar a decisão um ano antes, quando abrem as inscrições, e ainda torcer para conseguir, pois se esgotam em 15 minutos, quase que 2000 vagas por prova, com um valor em média de 500 dólares, um esporte voltado para uma classe mais privilegiada, pois exige muito investimento financeiro e de tempo.

Mas para quem sonha em concluir esse desafio e poder dizer ao final da linha de chegada, EU SOU UM IRONMAN não há nada que não possa ser ultrapassado.

Ford Ironman World Championship 13 October 2007

E você, topa esse desafio?

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Pode reparar, algumas marcas não saem das nossas vidas com facilidade e dizem muito sobre você. Elas também podem simbolizar o que você gostaria de ser!

Uma pessoa que usa roupas das marcas NBA e Jordan provavelmente ama basquete. Quem ama carros superesportivos, pode até não ter dinheiro pra comprar uma Ferrari, mas pode para comprar produtos que estão ao seu alcance financeiro como óculos escuros e perfumes da marca.

E o que dizer dos homens que fumam seu Marlboro e imaginam estar em cima de um cavalo selvagem dominado? Ou aqueles que pilotam sua Harley-Davidson no meio do transito de São Paulo, mas imaginam que estão naquelas longas e retas estradas do deserto texano? Essas marcas de produtos de consumo transmitem a imagem de uma pessoa imaginária, o que é chamado de personificação, ou seja, transformam a marca em uma pessoa com hábitos, costumes e personalidade. Essa imagem transmitida é o que o consumidor se inspira, adora e gostaria de ser, mas para isso precisam consumir esses produtos.

E como nos prendemos tanto a uma marca? A resposta está no branding da empresa.

Toda instituição nasce com um propósito, mas nem sempre com foco e alvo definido, pode demorar anos para que esses pontos sejam determinados e isso é um grande diferencial no mercado. A empresa que possui uma estratégia de marca bem definida e trabalha sobre esses trilhos cria valores e diferenciais de seus concorrentes e consequentemente, agradam o público alvo.

David Aaker separou cinco níveis de atitude do consumidor em relação à escolha de uma marca:

1-      O consumidor trocará de marcas, principalmente por razões de preço. Não há nenhuma lealdade de marca;

2-      O consumidor está satisfeito. Não há razão para mudar de marca;

3-      O consumidor está satisfeito e teria algum custo para mudar de marca;

4-      O consumidor valoriza a marca e a vê como uma amiga;

5-      O consumidor é devotado à marca.

Quanto mais consumidores nos níveis 3, 4 e 5 uma marca tiver, maior o seu valor patrimonial. Segundo Aaker, esse valor também está relacionado ao grau de conhecimento, à qualidade percebida, às fortes associações mentais e emocionais e a outros ativos, como patentes, marcas registradas e relacionamentos de canais.

Então não se culpe por não conseguir deixar de lado uma marca, isso foi pensado, direcionado e criado pela empresa para conquistar um público. São por esses motivos que vimos o mesmo tipo de pessoas usando determinadas marcas.

As redes sociais fortaleceram a troca de informações entre pessoas que gostam da mesma marca. Curtir a fan page da sua cerveja favorita para buscar informações de outros amantes dela é um bom exemplo, essa “curtida” também pode servir (inconscientemente) para mostrar a todos os seus amigos que ela simboliza o seu gosto, o seu ideal. Será uma atitude cada vez mais frequente das pessoas, com diversas marcas.

E você? Se considera no nível 5 para qual marca?

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Imagem FelipeDentre todos os perfis de público-alvo, existe um que sem dúvida nenhuma é o mais peculiar, o NERD.

Eles são críticos e fiéis às marcas que lhes compreendem, mas atender as suas expectativas não é tarefa fácil, são extremamente exigentes e seu comportamento representa muito bem a primeira Lei de Newton, a inércia. “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele”.

Um Nerd precisa de um estímulo criativo e inovador de uma marca para que eles possam se apaixonar e idolatrá-la.

O segredo das marcas que entenderam esse público é simples, porém difícil de aplicar de maneira criativa. O ideal para despertar o interesse de um Nerd é falar a língua dele e desafiá-lo a pensar. Como exemplo temos as duas marcas mais amadas dessa “tribo”, Marvel e DC Comics, elas souberam explorar o conhecimento científico em prol da diversão. Um modelo é a história de Peter Parker, o Homem-Aranha, um aluno brilhante, porém fraco fisicamente, que numa experiência no laboratório do colégio é picado por uma aranha geneticamente modificada e após esse evento ele ganha superpoderes. Bazinga, a Marvel deu poder e prestígio para um Nerd, é isso que eles querem!

Outro grande exemplo é Star Wars, existe algo mais legal do que uma guerra entre o bem e o mal que acontece por todo espaço e atravessa as barreiras intergalácticas? Para um Nerd não!

Mas você pode se perguntar do por que ter um carinho especial com esse público?

No primeiro parágrafo eu já tinha respondido, afinal que marca não quer consumidores fiéis. Além disso, os Nerd’s estão dominando o mundo, os poderes deles já não estão apenas nos quadrinhos, ou você nunca ouviu falar de Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, entre outros.

São consumidores que anseiam por novidades tecnológicas, desafios mentais, assim é com o vídeo game, os brinquedos LEGO ou então os jogos de RPG, eles adoram robôs e carros híbridos.

O Nerd se tornou tão especial, que é a “bola da vez” no mercado, agora eles que ditam tendência. A TV e o cinema têm direcionado suas apostas para esse público, Iron Man 1, 2, 3; Batman; esse mês tem estreia do novo filme do Superman; The Avengers; seriados como The Walking Dead e The Big Bang Theory, uma história que gira em torno do dia a dia de quatro rapazes Nerds. Até a Livraria Cultura criou uma marca para atuar nesse segmento, a Geek.etc.br, uma loja virtual e também física, situada no Conjunto Nacional, na cidade de São Paulo.

Preste atenção, o Nerd de hoje pode ser o bilionário de amanhã. “Que a força esteja com você”.

 

 

 

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Dias de energia, gritos, placas e mobilizações. Em meio a uma intensa movimentação na internet e nas ruas, muitas informações são emitidas tornando-se extremamente importantes, não apenas com relação às atuais exigências, analisar fatos e consequências para criticar ou apoiar conscientemente uma causa.

Tudo aquilo que defendemos refletem nossa conduta que, segundo a sociologia, é o comportamento consciente do indivíduo, influenciado pelas expectativas de outras pessoas. E esta manifestação de comportamento pode ser tanto positiva quanto negativa, expressando sua personalidade, identidade e posicionamento.

A COMPLEXIDADE DOS VINTE CENTAVOS 

A mobilização de milhares de pessoas inicialmente devido ao aumento das passagens pode ser considerada um Cisne Negro que apareceu neste pré-inverno, uma vez que tomou proporções inesperadas.

Os chamados cisnes negros são, segundo a teoria da complexidade, eventos ou situações que parecem improváveis, mas possíveis de acontecer e que podem causar alto impacto.

Ainda referente à gestão da complexidade, vale lembrar a teoria do caos e o efeito borboleta, traduzido pela frase: “O simples bater de asas de uma borboleta pode desencadear um tufão do outro lado do mundo”. Este efeito foi apresentado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz, meteorologista, matemático e filósofo.

Neste contexto complexo que envolve marcas de empresas, marcas pessoais, posicionamentos e acima de tudo o futuro e a marca de uma nação, encontra-se também um cenário delicado e ao mesmo tempo agressivo que pode ser amplamente analisado e dialogado entre os profissionais de branding.

SINAIS DAS MANIFESTAÇÕES 

Felipe Versati levantou a questão acerca de como ficam as marcas no fogo cruzado de uma possível revolução (confira na íntegra: http://ibranding.tk/11tuqcC), uma vez que é notória a condenação de algumas marcas como Veja, Globo, além de marcas pessoais como a de Lula, Dilma, entre outros.

As diversas informações emitidas principalmente por meio das redes sociais, que deram força aos eventos, ultrapassam a fronteira nacional e retornam com posicionamentos notáveis em frases escritas em algum pedaço de papel. Figuras de destaque da mídia, artistas, empresários e políticos internacionais evidenciaram apoio ao movimento com a frase “It’s not 20 cents!”.

As hashtags invadiram as timelines com #PasseLivre, #AnonymousBrasil, #vemprarua, #ogiganteacordou, #BrasilAcordou, #changebrazil.

Em meio a corrente de informações acerca do assunto, é importante lembrar que não só as mídias oficiais podem ser tendenciosas. Em simples postagens ou comentários as pessoas imprimem seu posicionamento e conduta, podendo influenciar mais do que as próprias mídias. Por este motivo muitas marcas procuram investir em blogs, redes sociais e sites com aspecto mais pessoal para atingir seu público em vez da publicidade tradicional.

É preciso desconfiar, filtrar, analisar, refletir e então comprar e apoiar uma causa, um produto, um serviço, uma marca! Afinal, eles refletirão também sua personalidade e seu comportamento.

 

Resumindo os principais pontos apresentados: 

  • Complexidade: evento cisne negro e efeito borboleta;
  • A força das redes sociais para mobilização em massa e disseminação de informações;
  • Muitas marcas acabam direta ou indiretamente envolvidas e até comprometidas;
  • O posicionamento, valores, propósito e a conduta definem a sua marca pessoal.
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Bike
O trânsito na cidade de São Paulo está cada vez mais caótico, o governo e os especialistas já não conseguem encontrar soluções para tantos carros na rua, não existe mais horário de pico, toda hora encontramos tráfego intenso em diversos pontos da cidade, ruas esburacadas, pontes e viadutos em construção e muita, muita poluição no ar.

Nos últimos tempos o gorverno optou por finalmente colocar em prática as construções dos metrôs, uma ótima alternativa! Porém o que vem se destacando e crescendo, ainda que timidamente, é o uso da bicicleta como meio de transporte. Além de ser usada como atividade física e lazer, método sustentável, as bikes vêm ganhando espaço nessa cidade de 11 milhões de habitantes. 204 kms de ciclovias fixas e ciclorotas foram implantadas nos últimos anos, a famosa ciclofaixa aos domingos e feriados levam milhares de pessoas as ruas, é importante também educar os motoristas a darem preferência e espaço aos ciclistas nas ruas e avenidas. Com isso, houve um forte aquecimento no mercado de bicicletas e acessórios.

E o que o Branding tem a ver com isso? Diversas empresas estão exergando isso como uma oportunidade para geração de valor. O Banco Bradesco é um exemplo, que patrocina a ciclofaixa aos domingos, o Itaú não ficou para trás e trouxe o Bike Sampa, um aluguel de bicicletas que promove a mobilidade com quase 100 pontos espalhados pela cidade. A Caloi recentemente lançou uma campanha nomeada de <3, onde incentiva pessoas que moram a menos de 3 kilometros de seu trabalho a ir de bike para se locomover e deixar o carro em casa.

Comparando com grandes metrópoles como Amsterdam, Paris e Londres, estamos longe de ser uma cidade bike amigável, porém nos ultimos anos notei uma grande e rápida evolução, espero que as autoridades e empresas continuem promovendo e incentivando esta prática, mas é claro, precisamos de sua conscientização!

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