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A pesquisa Global Consumer Insight Survey 2018, que define tendências e características de consumo em 27 países, indica que 21% dos brasileiros realizam compras online semanalmente, maior índice registrado desde 2014 pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Isso reforça que o consumo por meio da internet vem crescendo ano a ano. Em paralelo, há outras tendências no consumo, como o recente crescimento das lojas físicas.

Ao todo, a PwC entrevistou 22 mil pessoas entre agosto e outubro de 2017. No Brasil, o único da América Latina entre os analisados, foram 1.001 entrevistados. 41% dos respondentes fazem uso de celulares para suas compras, sejam elas diárias, semanais ou mensais. Nos tablets, são 30% e, nos computadores, 58%. Para Alexandre Horta, diretor da PwC Brasil, o aumento na demanda por produtos pela internet demonstra a melhora na oferta por parte dos varejistas. Além disso, há um amadurecimento na oferta e um aumento no número de players no mercado, o que ajuda no aumento da confiança nas compras online.

Em uma análise das quatro principais características do consumo no Brasil em 2018, segundo a PwC, observamos que:

Compras via mobile cresceram, mas lojas físicas também registram novo crescimento

A PwC dividiu a experiência de compras em quatro canais: lojas físicas, computadores, tablets e mobile (celulares). Destas, entre 2016 e 2017 apenas mobile teve aumento na frequência de compras dos usuários, de 30% a 31%; as demais apresentavam quedas crescentes desde 2015. Porém, isso mudou nos dados de 2018: todas as divisões tiveram aumento da frequência de compras pelo consumidor, com destaque para as lojas físicas, que são um canal de consumo para 61% dos respondentes. Um grande exemplo é o investimento em lojas físicas pela Amazon e a Alibaba mediante parcerias com outras redes.

Otimismo faz crescer intenção de compras

O brasileiro está mais confiante em relação à economia do país e isso é perceptível pela sua intenção de compra. 70% dos entrevistados dizem que esperavam manter ou aumentar seus gastos em 2018, ao passo que 77% esperavam que a economia brasileira se mantivesse estável ou melhore neste período. Horta acredita que estamos saindo de um processo de recessão de pouco mais de três anos e destacou que em escala global o mundo viveu em recessão entre 2008 e 2014, ou seja, faz quatro anos que o mercado tem evoluído. No Brasil, foi preciso apenas um ano após o período crítico para que as pessoas já se tornassem mais otimistas, enquanto norte-americanos, por exemplo, ainda estavam cautelosos.

Gastos com produtos e experiências são iguais

Considerando a renda disponível para os respondentes, eles afirmam investir o mesmo montante em produtos e experiências. No Brasil, esta taxa é de 50% para cada opção, sendo que, em escala global, as pessoas destinam 55% para os bens físicos. A prioridade dos brasileiros na hora de investir em experiências está em gastar seu dinheiro em ações individuais, o famoso “tempo para mim mesmo”. 37% dizem que este é o motivo pelo qual fizeram este tipo de investimento.

Em todas as categorias de produtos, o consumo do brasileiro aumentou

Se o brasileiro consome mais online, ele o faz em todas as categorias analisadas pelos pesquisadores. Comparando os dados de 2018 com os de 2014, o número de consumidores que fizeram todas ou a maior parte de suas compras via internet subiu 16% em vestuário e calçados, livros, músicas, filmes e videogames. A internet, aliás, é a principal fonte de compras para 34% dos que consomem livros, músicas, filmes e videogames e para 27% dos que compram equipamentos eletrônicos. Nas outras categorias, a preferência pela compra online é: saúde e beleza (24%), vestuário e calçados (22%), móveis e utensílios domésticos (18%), equipamentos esportivos (18%), brinquedos (16%), eletrodomésticos (19%), joias e relógios (15%) e alimentos (13%).

Considerando a oferta variada de serviços, vemos o desempenho do franchising nacional, que possibilita ao consumidor uma ampla carteira de lojas e tipos de serviços. Há diversos formatos de lojas, seja em pontos de rua, em quiosques, ou mais alternativos como postos de gasolina. Essa diversidade tem impulsionado a retomada econômica do setor, o que possibilitou um crescimento de cerca de 7% do faturamento em 2018, grande parte por inovação no setor e a melhora no índice de confiança que cresceu 94%.

Para 2019, a expectativa é de crescimento de até 10% no faturamento. Neste movimento de crescimento e diversidade de modelos de negócios físicos e digitais, temos como exemplo o Grupo Acerte, com a Quality Lavanderia e Laundry 4 You, redes de lavanderias com diferenciais alternados. A Quality Lavanderia é especialista na limpeza de roupas especiais, enxoval de bebê, peças finas, peças delicadas, itens da casa, com planos, serviço de delivery e outros serviços que atendem as necessidade da família. Já a Laundry 4 You é um modelo para condomínios, dedicado à limpeza express de roupas do dia a dia com gerenciamento 100% online via aplicativo, substituindo  o uso de fichas por cartões individuais RFID. Seja online ou física, há ótimas experiências de consumo de serviços, acompanhando os diferentes comportamentos dos consumidores brasileiros.


Danielle Denys: gerente de marketing do Grupo Acerte, detentor das marcas Quality Lavanderia, Prima Clean Lavanderia Express, Laundry 4 You Lavanderia em Condomínios, Inova Lavanderia Industrial e Linha e Bainha Costuras.

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Confira algumas ações importantes para que o varejo tenha efetividade no período natalino!

Ainda que a Black Friday venha ganhando bastante espaço nos últimos anos, o Natal continua sendo uma das melhores épocas para os negócios do varejo. E motivos é que não faltam para melhorar os índices de vendas: 13º salário, espírito natalino, tradição de presentear em família, amigos e colegas. Tudo contribui para o aumento do consumo. E são os dias que antecedem a data os mais agitados e movimentados do comércio. Muitos clientes, por diversas razões, preferem a reta final para comprar os presentes, e se não houver preparo, várias vendas podem ser colocadas em risco.

Para Ádila Ribeiro Berretella, diretora da TOP PEOPLE (empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção), a tradição dessa data e a grande relevância que tem para a maioria dos brasileiros levam ao crescimento do comércio no período. Mas, para ter um bom desempenho, é fundamental adotar boas práticas: “Apesar de estarmos vivendo uma época de instabilidade econômica, os períodos comemorativos ainda são boas oportunidades para que varejistas melhorem suas vendas”.

Pensando nisso, Ádila selecionou 5 dicas que podem contribuir com o sucesso nas vendas:

1. Público

Em primeiro lugar é preciso saber exatamente quem são os potenciais consumidores, seus desejos e necessidades, onde se encontram, qual seu poder aquisitivo e em quais mídias procuram informações. É importante incluir esses dados no plano de vendas, pois, ainda que o estabelecimento tenha uma boa estratégia, se a marca estiver conversando com o público errado, dificilmente cumprirá as metas;

2. Decoração

Além de embelezar a loja, a decoração de Natal precisa gerar um clima marcante, que transpareça os bons sentimentos que essa época promove, como alegria, receptividade e bem-estar. Aposte também em enfeites criativos, afinal estimulam a curiosidade das pessoas e podem atraí-las para dentro do estabelecimento;

3. Atendimento

É fundamental capacitar atendentes e funcionários para oferecerem atendimento personalizado. Compreender os desejos do consumidor e se empenhar para atender às solicitações são os melhores caminhos para efetivar uma venda;

4. Estoque

Ter um estoque estruturado é crucial para quem quer vender mais no Natal. Então, para não deixar clientes insatisfeitos nem perder as possibilidades de negócio, é preciso priorizar os itens que têm mais saída e garantir mais unidades. É importante também ter um canal de comunicação direto com fornecedores e parceiros para que possam cumprir as demandas nos prazos adequados;

5. Horário

Oferecer horário alternativo para o público na época de Natal é uma estratégia a se considerar. Pesquise quais são os horários mais convenientes para o consumidor. Um bom dia para abrir a loja é no domingo anterior.

“Evite contratempos. Para tanto, é importante revisar o funcionamento de equipamentos eletrônicos, máquinas de cartões, sistemas de gestão, leitores de códigos de barras, entre outros. Não se esqueça, também, de melhorar o layout da loja para favorecer a abordagem dos vendedores e o direcionamento para o caixa”, finaliza Ádila.

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Com a transformação digital acontecendo em ritmo acelerado, indústrias e varejos partiram para uma terceira era. Na primeira, entre as décadas de 60 a 80, as marcas de produtos agregavam valor às grandes redes de varejo. Já na segunda era, dos anos 80 aos 2000, as redes passaram a ditar comportamentos de consumo com seus distintos formatos e, inclusive, estabeleciam as regras do jogo comercial. Nesta terceira era, definitivamente, o consumidor é quem dita as regras. Através da internet e das redes sociais, ele sabe praticamente tudo sobre as marcas, produtos e canais. Virou o consumidor-majestade, e quem lhe passou o cetro e a coroa foi a tecnologia.

Os empreendedores e executivos de suas empresas já sabem que as decisões estratégicas devem ser tomadas levando em conta a famosa “experiência do consumidor”.Mas como sair do discurso retórico sobre colocar o consumidor no centro das decisões da empresa? Como implementar de fato estratégias, táticas e processos para isso, levando em conta que as empresas buscam mais resultados a curto prazo? Investimentos em “experiência do consumidor” nem sempre são baratos ou geram resultados quantitativos e rápidos.

As operadoras de telefonia, uma das campeãs em índices de insatisfação do consumidor, são os maiores exemplos disso. Podem investir milhões em propaganda,oferecer amplas ofertas em pacotes de dados e WhatsApp grátis, mas, se tiverem um sinal ruim, ou um atendimento no call center ineficiente, todo esforço para focar no consumidor vai por água abaixo. No Brasil, segundo o Consumer Lab, braço de pesquisa da Ericsson, 55% dos usuários baseiam sua percepção sobre as operadoras na sua experiência direta com ela. É justamente por isso que a insatisfação do consumidor com estas empresas é tão elevada.

Alguns especialistas em TI e Marketing aconselham os executivos a coletar mais e mais informações sobre seus consumidores. Big Data, Small Data, CRM e outras tantas técnicas para rastrear os hábitos são importantes, mas, na visão da Step Stone, transformar tudo isso em ações é o maior desafio do momento neste assunto. É preciso colher informação útil sim, mas o fundamental é transformá-las em conhecimento e evoluções sustentáveis financeiramente para que todo o esforço faça sentido.

A rede varejista CSD – Companhia Sulamericana de Distribuição, com forte atuação no interior do Paraná e São Paulo, é um excelente exemplo de como levar este tema a sério. A empresa tem investido muito para entender as mudanças de seu consumidor através de pesquisas e do seu novo programa de relacionamento. Além disso, com base nos aprendizados, a CSD tem revisado o layout de suas lojas, alterado seu mix de produtos, repensado sua estratégia de comunicação, apenas para citar algumas das iniciativas. De acordo com Thiago Donald, Diretor de Marketing da rede, “a visão do consumidor é cada vez mais presente em nossas reuniões e tomada de decisões, fazendo parte do dia a dia da empresa”.

Exemplos como esse nos fazem acreditar que é possível sim sair da teoria e colocar o consumidor no centro em prática. E o fator-chave para isso é a diretriz clara e firme da alta direção das empresas.

Por Alexandra Jakob Santos, sócia da consultoria Step Stone, formada em Comunicação Social pela ESPM, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Construiu uma sólida carreira na área de marketing de grandes empresas, tendo liderado importantes projetos relacionadas à construção de marcas próprias no Brasil. Participou de grandes projetos de posicionamento e gestão de marcas orientadas ao consumidor, em players como o Grupo Pão de Açúcar, no qual atuou por 15 anos, em marketing de bandeiras e marcas próprias, além de comandar projetos de planejamento estratégico. Lecionou sobre varejo e sistemas de informação de marketing no IED – Instituto Europeo di Design e ESPM. Dona de um pensamento de vanguarda, acredita em consultoria como uma ferramenta para instigar questionamentos e reflexões para novos caminhos.

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Muita gente diz que o ano só começa depois do carnaval, então pronto, 2018 começou!

E se você perdeu o que aconteceu até agora a gente te atualiza nesse infográfico que também mostra algumas tendências para as marcas nesse ano.

 

 

Referências

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/o-que-vem-pela-frente-para-a-spacex-apos-lancamento-do-falcon-heavy.ghtml

http://www.businessinsider.com/most-valuable-brands-in-the-world-for-2018-brand-finance-2018-2

https://oglobo.globo.com/economia/amazon-inaugura-loja-sem-caixas-registradoras-22312712

http://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/integre-seus-canais-de-vendas-a-partir-do-conceito-de-omni-channel,87426f65a8f3a410VgnVCM2000003c74010aRCRD#this

http://www.infomoney.com.br/carreira/gestao-e-lideranca/noticia/7241691/geek-que-ajudou-revolucionar-magazine-luiza-conquistou-mercado-financeiro

https://epoca.globo.com/amp/vida/noticia/2016/03/mulheres-costumam-conduzir-transformacoes-diz-empresaria-luiza-trajano.html

http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2017/02/28/marcas-apoiam-empoderamento-feminino-no-carnaval.html

http://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2018/01/o-pin-da-campanha-times-que-sera-usado-no-globo-de-ouro.html

 

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A contemporaneidade é marcada por uma nova economia digital, transformada por convergências tecnológicas, conectividades e inovações disruptivas, que estão impactando, de maneira coletiva, o comportamento dos consumidores e seu relacionamento com as marcas.

A transição da Era Industrial e da produção de massa, impulsionada pela crise do sistema financeiro em 2008, faz nascer um novo modelo de negócio: a economia compartilhada, que busca responder aos novos anseios de uma sociedade altamente informada, conectada e questionadora.

Em meio a competitividade acirrada, o grande objetivo das marcas é se destacar diante da concorrência. Estudar a fundo o perfil do consumidor e entender suas necessidades tornou-se um fator primordial para obter sucesso nos negócios. Surge então, uma evolução na relação entre marca e usuário, na qual a marca passa a buscar humanização, através da relevância, transparência e autenticidade, criando valor e apelo emocional.

Os conceitos de marketing evoluem frequentemente. O marketing 1.0, focado no produto, precede o marketing 2.0, voltado ao consumidor, seguido pelo marketing 3.0, centrado no ser humano, e chega ao marketing 4.0, defendido por Kotler (2017, p. 71) como uma abordagem que combina interações on-line e off-line entre empresas e clientes. O marketing digital e o tradicional coexistem no Marketing 4.0 com o objetivo de conquistar a defesa dos seus clientes.

Na era da conectividade e convergência, o poder é das pessoas. É o empoderamento dos usuários, e redes de conexões, que torna-os permanentemente ativos. São consumidores e, ao mesmo tempo, produtores de conteúdo.

A confiança virtual é hipersocial e sustenta-se através do compartilhamento de opiniões e comentários dos usuários. A comunicação torna-se horizontal e gera engajamento entre usuários e marcas que partilham das mesmas ideias, crenças e valores. Por isso, é essencial que a marca cumpra as promessas e expectativas desses usuários, com o objetivo de evitar qualquer tipo de desapontamento.

A economia compartilhada pode ser vista como uma forma de conduzir os negócios com consciência acerca dos seus impactos na sociedade e no mundo. É a transformação da propriedade privada em acesso compartilhado, que permite ao usuário pagar apenas pelo que realmente for usar. Ou seja, a oferta certa, para cada cliente, no momento exato em que ele precisa.

Assim, é possível proporcionar uma variedade maior de serviços sob medida para cada usuário, reduzindo o desperdício de recursos, à medida em que estes são utilizados de forma mais eficiente. Essa é a essência da ativação comunitária: aumentar o valor dos bens para o indivíduo, a comunidade e o meio ambiente.

A onda do compartilhamento está ocorrendo em diversos setores da economia, promovendo ações disruptivas e transformando a visão de negócios. Transportes, bens, espaços, comida, dinheiro, serviços, estudos, bem-estar, saúde, beleza, moda, mobilidade, logística e corporações, são algumas das áreas nas quais novas empresas tem emergido. Em maioria, startups visionárias com sede por inovação e conhecimento em tecnologia, dedicadas a trazer soluções e facilidades para o cotidiano com ideias capazes de criar um novo mercado e desestabilizar os concorrentes que antes o dominavam.

A sociedade está em constante evolução. Os negócios, atualmente centrados não só no produto ou usuário, mas sim no conjunto das relações e seu entorno com o ecossistema, buscam relevância e conexão pautadas no consumo colaborativo.

O grande desafio é proporcionar serviços e produtos que facilitem a vida das pessoas, ofereçam autonomia e flexibilidade e sejam financeiramente vantajosos, sustentáveis e criem um vínculo com o usuário, transformando essa jornada em uma experiência positiva e confiável.


Flavia Sawaya Sacamoto Santinon: Graduada em Design Gráfico e especialista em Design Digital e Novas Mídias pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, possui experiência e segmento off-line, mas encantou-se pelo mundo digital, atuando como UX/UI Design. Acredita que o design tem o poder de transformar e por isso é apaixonada pelo que faz.

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Como as marcas Bob´s e McDonald’s agitaram a internet

Eu amo muito tudo isso! Essa é a minha reação quando eu vejo esse buzz na internet agitar as redes sociais.

Tudo isso começou quando o McDonald’s anunciou na terça (13), seu mais polêmico lançamento: O MC SHAKE, milk-shake de Ovomaltine, que durante 57 anos foi um dos principais produtos do seu rival Bob´s.

Em seguida o Bob´s provocou o Mc, dizendo que o produto deles era um “Milk Fake”. (A provocação foi com a #milkfake)

Segundo o portal G1 e O Estado de S. Paulo, no que diz respeito à exclusividade do uso da marca, essa bebida será comercializada apenas no McDonald’s. (Entendam isso como a utilização do logotipo da Ovomaltine)

O Bob´s continuará vendendo o produto, a grande diferença é que a marca não poderá mais utilizar o Logo, já que não renovou a licença.

Esse post reforça que o Bob´s não vai deixar de vender a bebida, muitas pessoas entenderam que a marca deixaria de comercializá-lo.

O Bob´s não deveria dar essa “brecha” para um concorrente tão direto como o McDonald’s. O produto ajudou a marca ganhar relevância durante todos esses anos e as pessoas já estavam acostumadas com a associação das duas marcas.

A marca alegou que foi tudo planejado, já que suas pesquisas apontaram que os consumidores já conheciam a rede e também o seu famoso milk-shake. Ok, como eu não tenho acesso aos números, mantenho a minha opinião no que diz respeito a estratégia da marca: “Se eu fosse o Bob´s jamais deixaria essa brecha”

Analisando o primeiro post feito pelo Mc, conseguimos ter uma noção da agilidade na resposta e como as outras marcas se comportaram durante essas 24hs. Vale reforçar o alcance + engajamento das postagens, não vou colar aqui todos os comentários, vale investir 5 minutos de leitura para ver como as marcas interagiram com os fãs. 😉

As duas marcas estavam preparadas para interagir com cada um dos seus seguidores.

Existem milhares de comentários positivos e negativos, eu gosto mais das piadinhas que fazem disso uma grande brincadeira.

A grande questão é que as marcas que não estão na “briga”, sempre serão beneficiadas se souberem se comportar nesse situação. Se avaliarmos pelo alcance + engajamento, todas as páginas tiveram aumento de interação nas suas postagens.

 

“Chega de briga” disse a Philips na postagem de ontem. Percebam como esse buzz impacta positivamente na imagem da marca, eu estou aqui escrevendo sobre ela nesse momento. (Não estou recebendo nenhum jaba pra isso! rs)

Esse é o melhor exemplo que uma marca sem nenhuma relação com o setor pode aproveitar a onda para se beneficiar, parabéns social media da conta!

Com esse post encerramos o artigo e acredito que o principal momento já passou, agora quero saber como será a opinião no balcão de venda das duas marcas, ainda teremos um reflexo nas redes sociais sobre o gosto e aceitação de cada bebida.

Fala aí a sua opinião sobre o sabor do milk-shake e também sobre a estratégia das marcas, agora vou almoçar e tomar uma coca mesmo. 😉



Aandre-correa-2ndré Luis Corrêa: 
Sócio/Fundador e diretor de branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, estrategista de marca, pós-graduando em comunicação empresarial pela universidade metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, busca democratizar o branding para pequenas e médias empresas. A sua palestra atual: “Penso, logo não existo sem uma marca” já passou por alguns estados brasileiros e o seu último workshop: “Descoberta ao branding”, continua sendo aplicado para empreendedores, profissionais de comunicação, marketing e alunos das universidades.

Blog / InstagramAZ das Marcas

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Há mais de um mês, estava andando pela rua e de repente reparei que a loja do O Boticário não tinha mais aquelas pastilhas verdes na fachada, era cinza e vermelha. Causou-me um certo estranhamento (sou designer!), mas já tinha visto algo sobre o novo conceito de loja (em abril) com maior experimentação tecnológica e storytelling de produtos. Só não achava que aquele verde que remetia o conceito sustentável da marca iria sumir da fachada e dar lugar a um vermelho batom e cinza sóbrio.

loja

Pensei bem sobre essas mudanças nas marcas. Uma ousadia, visto que o consumidor já está acostumado e consegue identificar uma marca apenas pelas cores da fachada. O que seria o Itaú sem o laranja ou as Casas Bahia sem o azul e vermelho?

Então lembrei que até as Casas Bahia andou ousando e mudando as cores do próprio logo (lembre o caso). Mas por que as marcas mudam sem respeitar nossa memória ou herança de marca?

logo-uniaoPor que mudanças, mesmo que pequenas nos causam desconforto?

Me esqueço que sou designer e penso no meu lado de comum consumidora. Existe razão para que o logo do açúcar União ter mudado para caixa-baixa? Por que os Correios trocaram o logo se todos já o reconheciam? E qual a razão da Hering trocar a fonte?

É difícil aceitar mudanças.

Mas as marcas são como pessoas, precisam evoluir e se renovar. Elas podem ter conquistado e ganhado a sua fidelidade, mas podem te perder para um concorrente mais novo ou também morrer com a próxima geração de consumidores.

A novidade faz parte da dinâmica do mercado. Os clientes têm quase as mesmas necessidades e são guiados pela mente habitual (piloto automático), mas o que consegue despertar a mente executiva (onde ocorre o processamento cognitivo) pode ser o diferencial que as marcas precisam para serem adquiridas. Isso pode ser na forma de algum sinal visual ou discursivo, redesenho de logo, nova campanha, reformulação da marca ou novos produtos.

No caso do Boticário, a marca evoluiu. Fiquei incomodada com uma fachada, mas todo o conceito da marca garantiu que ficasse mais ousada e destacasse a ideia de beleza transformadora do seu DNA. O plano de reformulação iniciado em abril com algumas lojas conceito, parece estar se consolidando com a rápida mudança nas várias franqueadas. Estrategicamente no final do ano, próximo ao Natal, época de maior faturamento.

As mudanças não vem por acaso…

Referências

http://youtu.be/W1sf6-FfysU

http://www.infobranding.com.br/heranca-de-marca/

http://www.infobranding.com.br/o-design-e-os-habitos-do-consumidor/

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O padrão masculino já não segue mais o mesmo roteiro. Já não é de hoje que eles expressam emoções, executam tarefas domésticas sem receio, integram a cor de rosa ao guarda-roupas, mas dentre as diversas preferências e características que delineiam o perfil do homem contemporâneo, uma delas é fato: os homens estão mais vaidosos.

A pesquisa “ELES – Um estudo sobre homens”, apresentada pela revista VIP, realizada pela editora Abril e VOX com apoio da Quatro Rodas e Playboy, mostra o perfil do homem brasileiro de hoje construído por consultores em um grande estudo que abordou perspectivas em Sociologia, Antropologia, História e Comportamento.

Eduardo Bueno, escritor e historiador, defende: “o homem brasileiro de hoje é mais vaidoso graças à influência indígena. É considerado um dos mais asseados do mundo e o segundo maior consumidor mundial de produtos de higiene”.

Mudanças de comportamento, anseios e preferências são fatores de extrema importância para aqueles que estudam ou trabalham com marcas, principalmente quando falamos em consumo e tendências.

Apesar do preconceito, machismo e conservadorismo ainda serem conceitos arraigados em nossa cultura, o mundo em constante movimento e transformação vai se adaptando, ajustando, e refletindo em mudanças de comportamento e atitude.

Carolina Sangiovanni, da Choco la Design, fez uma análise da pesquisa ELES e afirma: “as mudanças sócio-econômicas definem o mundo em que vivemos, além de guiarem estratégias das marcas que fazem parte das vidas dos indivíduos que estão inseridos em nossa sociedade”.

AFINAL, COMO AS MARCAS DO MUNDO DA BELEZA ESTÃO TRABALHANDO ESTE SEGMENTO?

Para muitos e muitas, o cuidado com a aparência e estética não mais prejudica a ideia de masculinidade. Cuidado com os cabelos, pele, e até depilação vão se tornando assuntos de interesse do público masculino.

A gama de produtos e serviços oferecidos hoje neste segmento vão além dos tradicionais pós-barba, gel capilar, desodorantes e perfumes. A lista de produtos cosméticos masculinos, além de buscar atender às necessidades básicas de desempenho e praticidade – características priorizadas pelos homens, passam a trabalhar cada vez mais a segmentação para atender um público cada vez mais adepto aos cuidados pessoais.

A Natura, por exemplo, trabalha desde 1979 a linha masculina Natura Sr N, direcionada aos 35+ com produtos e fragrâncias desenvolvidas ao homem maduro, mas oferece também a linha Natura Homem, com uma identidade mais ousada, além das demais fragrâncias (Kaiak, Biografia, Sintonia, Horus e outras) com suas variações. E em 2011 lançou a linha Natura VôVó – com o conceito de produtos que cuidam e celebram a relação entre avós e netos – que inclui, é claro, produtos voltados aos vovôs.

homem-natura“Os homens brasileiros estão mais conscientes de si mesmos do que nunca, e este segmento de mercado deverá ter um crescimento dinâmico em vendas, impulsionado em grande parte pela introdução de produtos sofisticados de valor agregado”, diz a Gerente de Exposições Cathy Laporte para a In-Cosmetics (2014).

Com o mercado de cosméticos em constante expansão no Brasil, além das vendas de grandes companhias globais, como Unilever e Procter & Gamble, estarem crescendo rapidamente no país, marcas de luxo, como L’Occitane, já se acumulam (The Economist, 2014). E não só elas, mas muitas outras marcas enxergam esse nicho de mercado e procuram atender suas necessidades específicas que são diferentes das femininas em perfil, preferências e também fisiologia. Afinal, cuidar de si faz bem e não é privilégio apenas das mulheres.

PARA SABER MAIS:

ELES – Um estudo sobre homens:
http://www.estudoeles.com.br

Choco la Design:
http://chocoladesign.com/eles-um-estudo-sobre-homens

In-Cosmetics, 2014:
http://www.cosmeticosbr.com.br/conteudo/materias/materia.asp?id=3479

The Economist. HSBC Global Connections, 2014:
https://globalconnections.hsbc.com/brazil/pt/articles/mercado-de-cosmeticos-no-brasil-um-setor-em-expansao

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Creio que assim como eu, muitos adeptos do sistema liberal, conhecido como capitalismo, estão felizes com a maturidade do mercado ao ponto de empresas tradicionais pontuarem o branding como ferramenta essencial para o mundo dos negócios.

bolsas-principais-paises-continuam-estaveis_ACRIMA20120517_0015_15O sistema capitalista viveu o auge de sua crise depois de o Prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, apresentar a importância do lucro em prol dos acionistas. Então, foram criadas estratégias agressivas de comunicação e marketing por parte das corporações visando vender mais e mais, o que importava, acima de tudo, era o dinheiro. Com isso, o mercado foi se deteriorando, pessoas consumindo sem necessidade real, produções em larga escala, empresas poluindo, agredindo o meio ambiente e a comunidade. Marcas como a Nike tiveram sua imagem desgastada após escândalos de abuso de mão de obra na sua cadeia produtiva.

Após um consumismo fora de controle e sociedades pontuadas em “ter” ao invés de “ser”, facilidades de crédito, mercado financeiro em alta, grandes especulações econômicas; Estourou a crise, gigantes como o Citigroup e a Chrysler “quebraram”.

Atualmente, com o consumidor bem mais sensato e exigente, muito pela facilidade de comunicação e obtenção de informações que a internet trouxe, passou a priorizar marcas com responsabilidade social, com valores reais e com propósito. Surge então a gestão da marca, e empresas que antes pontuavam suas ações em lucro, se voltam a valorizar todo o ambiente que está condicionada.

David Aaker e outros grandes nomes começaram a estudar a marca e o valor que ela agrega para a empresa, surgiu o Brand Equity, que é o valor adicional de um produto/serviço, ele influencia na forma como o consumidor pensa, sente e age em relação à marca; nos preços; em sua parcela de mercado e no lucro gerado pela marca à empresa.

A marca passou a ser um ativo importantíssimo da organização, hoje existem inúmeros rankings de avaliação de seu valor. O valor de marca já é pontuado em suas ações no mercado financeiro, relevante  influenciador na hora da decisão de compra; Estamos na era em que as empresas contam histórias e envolvem pessoas, passou da relação de troca de produto/serviço por capital, o consumidor virou parte da organização, assim como os colaboradores, fornecedores e todos os envolvidos na comunidade de uma determinada marca, seja ela local ou global.

1Chamei de capitalismo sustentável, pois, na era do branding, o liberalismo está sendo exercido da forma que John Locke, Adam Smith, entre outros o imaginaram. Um sistema correto e livre, no qual as empresas são economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas, onde o lucro é resultado de trabalho duro, digno, com ética e propósito.

Estamos na época em que as marcas, como a Coca-Cola, que orienta seus consumidores sobre o consumo correto e saudável de sua bebida, empresas como o Google, que privilegia  e valoriza seus colaboradores e como a Nike, que se redimiu  investindo no esporte em comunidades carentes como no Capão Redondo, bairro da cidade de São Paulo.

“Se quiser ter uma vida plena, prenda-a a um objetivo, não às pessoas nem às coisas…” 

Albert Einstein

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Você já se sentiu confuso ao fazer uma compra? Já comprou algo e, mesmo assim, não saiu satisfeito? Pois é, eu também.

Nos dias atuais, novos produtos com várias versões e milhares de funcionalidades surgem quase que exponencialmente. Olhando para qualquer empresa, segmento, tipo de produto, serviço e até possibilidade de entretenimento é perceptível o mundo de opções e isso nem sempre é bom.

Print Depicting Workers at a Textile FactoryA faísca desse boom aconteceu na revolução industrial e se potencializou desde então. Diversos acontecimentos suportaram, apoiaram ou nos trouxeram até aqui, entre eles, alguns tiveram papel importante como: criação do design, o fim da segunda-guerra mundial, a solução de Victor Lebow para o mercado americano, o boom econômico mundial que resultou numa revolução social e daí em diante, mudanças de hábitos, opções culturais, novos estilos de vida e a nova família onde as mulheres são influenciadoras.

Desde então as pessoas têm a sensação de que quanto mais opções melhor, no entanto, como diria Ludwig Mies van der Rohe, menos é mais. As pessoas só não têm noção disso, eu mesmo não tinham noção disso. Quando fui apresentado ao estudo de Sheena Iyengar (onde ela descobriu que as pessoas quase sempre se arrependiam da decisão de escolha entre trinta variedades de geleia, e que a maioria se sentia satisfeita ao fazer escolhas entre cinco) e, depois, assisti ao vídeo do TED Talks em que Barry Schwartz explica o seu estudo sobre O Paradoxo da Escolha comecei a analisar algumas ações de compra que tive, a rever lançamentos e acontecimentos a minha volta e percebi tudo de uma nova maneira, inclusive contestando algumas ações tomadas por grandes empresas.

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Por exemplo, quando fui apresentado ao mundo da computação, não tinha condições de ter uma máquina. Na época a Intel reinava absoluta e poucas empresas montavam computadores, o que tornava o produto inacessível. Pouco tempo depois o reinado da Intel caiu e a AMD trouxe um mundo de possibilidades para as pessoas, eu incluso.

Após esse marco, do início dos anos 2000 até pouco tempo atrás montei computadores personalizados, quase que como eu queria. Notem o “quase”, as opções eram tantas e atingiam um grau tão alto de sofisticação, desempenho e mais um monte de atributos que podem ser traduzidos para alto custo, que meu orçamento limitado não me permitia comprar, fazendo com que eu voltasse pra casa com um bom computador, mas sonhando com um melhor.

Muitos não achariam uma má estratégia, comprei um produto, sonhei com outro e muito provavelmente numa próxima compra, mais maduro e com mais dinheiro, compre o produto top de linha.

Acontece que a personalização perdeu espaço para a simplificação, que fez muitos fabricantes de componentes de computador sumirem e trouxe para nós, no caso eu, cliente novas marcas, novos produtos e um mundo de possibilidades bem mais simples, desse ponto em diante a coisa só se simplificou, de computadores pessoais para notebook, desses para netbooks e desses últimos para tablets. Sem falar em sistemas operacionais.

Mais velho, só para citar um segundo exemplo, decidi comprar um carro. Na época a Fiat estava lançando o novo Uno com o apelo de personalização, talvez embalada pela onda do tuning, o carro tinha seis versões e milhares de itens personalizáveis, um hotsite onde você montava “o seu”, imprimia as configurações, levava numa concessionária para comprar como você queria e… não conseguia.

Os concessionários encomendavam apenas algumas versões do carro e já com os itens de personalização que achavam que teriam mais demanda, em outras palavras, você ia comprar um carro personalizado e comprava um carro normal só que com as configurações que a concessionaria “escolheu” pra você!

Pior, o Uno começou a ter problemas de revenda, se a pessoa não quer um carro personalizado por outra pessoa quando ele é zero quilômetro, imagine um usado? A Fiat mudou um pouco o posicionamento do carro e não aposta tanto na personalização. E eu, bem, acabei comprando um Sandero Stepway da Renault, que na época só tinha duas versões e dois pacotes de personalização: conforto e segurança.

Comecei a analisar a onda da simplificação e percebi que já tem muita gente trabalhando nessa corrente. Ainda bem!

Num mergulho raso, pelo mundo digital, sites como Buscapé, Decolar, Rentacar e Booking são bons exemplos de simplificação, um reúne melhores preços de produtos, outro companhias aéreas, outros empresas de locação de carro e, por fim, hotéis. Esses sites são hubs que facilitam a vida do consumidor, verdadeiros tiradores de teima que fazem você ter a sensação da melhor escolha, sistemas simples onde você imputa dados e variáveis, e eles retornam as melhores ou “todas” opções.

De olho nisso, outras grandes companhias que trabalham com catálogos imensos, como Amazon estão passando a sugerir “o melhor” para seus clientes, a fim de não tornar a experiência um tanto chata, confusa e muito cheia de opções. Não à toa a Netflix lançou, nos EUA, um prêmio de US$ 1 milhão para quem desenvolvesse o sistema de recomendação mais avançado do mundo, pois é mesmo ruim você selecionar um filme tendo tantas opções.

Com isso, é necessário “desenhar” bem a liberdade de escolha que você vai dar a seus clientes, a fim de simplificar a oferta e fazer realmente que menos seja mais.

Barry Schwartz: The paradox of choice

 

eric mirandaEric Miranda

É Designer Gráfico formado pela Oswaldo Cruz, especializado em comunicação para o mercado. Analista de comunicação na Serasa Experian. Desenvolve materiais para campanhas de incentivo, eventos, feiras e convenções, além de material gráfico para apoio a vendas. Faz gestão de clientes e fornecedores e atendimento. Interessado por consumo de alto padrão, design da mobilidade, cultura, gastronomia e música.

 

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