Tag

Copa do Mundo

Browsing

Pela primeira vez, o patrocínio de marcas à Copa do Mundo caiu – após o escândalo de corrupção da Fifa.

“Um levantamento da Sports Value (empresa especializada em marketing esportivo), mostrou que a Fifa arrecadou US$ 1,33 bilhão de seus patrocinadores em 2018 – 18% menos que na Copa do Mundo do Brasil (2014), quando de marcas veio US$ 1,63 bilhão.

O motivo da queda? A saída de algumas marcas grandes, que cortaram seus patrocínios antes da Copa, como Johnson & Johnson, Castrol e Continental, além da pisada no freio de outras marcas que mantiveram o apoio.” (Exame, 2018)

“É caro para as marcas. Se elas não conseguem ativar (promover ações durante o evento e dentro dos estádios, montar estandes, promover mídia durante os jogos), só sai caro e não há retorno. Marcas mais populares conseguem ativar bem, como Coca-Cola e Adidas. Outras, não”, explica Amir Somoggi, sócio-diretor da Sports Value, para a Exame.

E não foi apenas a Fifa que perdeu patrocinadores. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), também envolvida em denúncias de corrupção, perdeu o apoio da Chevrolet, que lhe dava, antes, 54 milhões de reais.


Fonte: https://exame.abril.com.br/marketing/pela-1a-vez-patrocinio-de-marcas-a-copa-do-mundo-cai/

Imagem: Exame, 2018.

Compartilhe!
error0

Ao invés de só falar sobre as marcas comerciais que consumimos todos os dias, resolvi fazer um infográfico para analisar também as outras “marcas” deixadas pelo mundo.

A notícia do Google como a marca mais valiosa do mundo não é deste mês, mas reforça que as pessoas e o mercado parecem olhar para as empresas preocupadas em inovar e criar novas alternativas. As companhias do Vale do Silício têm a inovação em seu DNA, mas também tem altos índices de fracassos. Arriscar é uma rotina para empreendedores que disputam os consumidores com novos dispositivos tecnológicos e aplicativos. Mas, só o tempo e o mercado indicarão se, por exemplo, o Fire Phone da Amazon será um sucesso.

As marcas pelo mundo incluem os acidentes aéreos e os conflitos recentes que marcaram com tristeza e perplexidade pessoas em todo o planeta. O acidente aéreo na Ucrânia expôs perigo além da disputa com a Rússia, afetou holandeses, australianos, malaios e até a companhia aérea… Isso demonstra que qualquer um pode ser afetado por um acontecimento há milhares de quilômetros, uma gota que reverbera no lago calmo.

As tragédias da Malasya Airlines nos mostram que um raio pode cair no mesmo lugar duas vezes. E, como gerir duas crises seguidas? Será que mudar o nome da companhia será o suficiente para apagar as lembranças? Esperamos as cenas dos próximos capítulos.

E a marca Brasil?

Antes da Copa o cenário era de passeatas e conflitos entre movimentos populares, os black blocs e o governo. As incertezas sobre a organização do Mundial abalaram a confiança da Fifa. Mas durante o torneio, nada de grave aconteceu, apenas a moral dos brasileiros foi abalada pela má campanha da seleção. Contudo, conquistamos os estrangeiros e a marca Brasil saiu fortalecida.

A política, assim como as disputas territoriais, mostram uma tendência de bipolaridade. Os dois principais partidos do Brasil tentam atrair outros partidos e os eleitores. Os ataques rivais podem acontecer nas mídias sociais e as empresas que “parecem não ter nada a ver” com as eleições, precisam ter cuidado. Vejam o caso do Santander.

Infografico---As-marcas-do-mundo-jul2014

 

Obs: as referências de informações estão destacadas no texto, é só clicar para acessar o link.

Compartilhe!
error0

copa do mundoA cada 4 anos acontece uma conjunção astral onde a maioria dos criativos e gerentes de marketing  do Brasil são atingidos pelo mesmo insight: a Copa do Mundo. Em 1998 e 2002 eu trabalhava em um grande veículo de comunicação e fiz tabelas dos jogos, camisetas e outros brindes para serem distribuídos para os anunciantes. Na Copa de 2006 eu trabalhava em uma agência onde todos os clientes, desde concessionárias de motos, automóveis de luxo como BMW e Volvo, até fabricantes de aparelhos médicos solicitaram ações para a Copa do Mundo. Na de 2010, atuando no marketing em uma grande indústria da Construção Civil, também tive que desenvolver ações com o tema Copa do Mundo para arquitetos, marceneiros e pintores.

Agora pense. Quantas vezes, em ano de Copa, você já viu e recebeu algum material com as cores verde e amarelo? De loja de sapatos, açougues, supermercados, farmácias, mecânicas, laboratórios de diagnósticos, pizzarias. Fora que as empresas sempre fazem alguma ação “motivacional” para seus colaboradores usando o “sentimento de time” que a Copa proporciona?

Mas a questão é: sua marca precisa da Copa do Mundo?

Se levarmos em consideração o histórico do Pan-07 e da Copa das Confederações de 2013, o patrocínio destes grandes eventos não garante retorno. Muito pelo contrário. Segundo dados da Nielsen, das 10 marcas mais lembradas destes dois eventos, apenas 4 eram patrocinadoras.

Os gestores de marketing dos patrocinadores justificam que a visibilidade que estes eventos proporcionam vale o investimento. Segundo o gráfico abaixo não é o que parece:

copa do mundo

As marcas investem pesado para fazer parte destes eventos, mas só tiram proveito deste fato, uma vez que o público associe sua marca à competição. E para isso, só existe um caminho: investir forte em comunicação.

Em minha opinião, o fato de o tema estar presente não justifica que, obrigatoriamente, tem que ser desenvolvida alguma ação. Tem que ser avaliado o quanto a Copa ou as Olimpíadas e o que estes eventos representam, estão alinhados ao propósito da marca e ao perfil dos consumidores. Como a maioria das empresas estarão com ações com este tema, sua campanha pode ser apenas mais uma.

E nesta Copa, em especial, existe a preocupação de associar sua marca com as manifestações, como ocorreu com o Itaú durante as Copas das Confederações, onde suas agências foram depredadas por patrocinar o evento. Sem contar com o risco de uma desclassificação precoce da Seleção Brasileira, o que pode encurtar ainda mais o tempo de efetividade da campanha.

Mas pode também ser uma oportunidade para se diferenciar ou estreitar o relacionamento com seu público. O mais importante é analisar quais as oportunidades estes eventos trazem para o mercado e como sua marca pode se diferenciar neste período. E, principalmente, se o seu negócio se associa com o tema. Como coloquei no início deste artigo, colocar um splash verde-amarelo em um anúncio de microprocessador mitocondrial ou mandar uma tabelinha com os jogos para arquitetos, não vai fazer você ser lembrado.

Compartilhe!
error0