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A recessão chegou forte. Basta dar uma olhada nos portais de notícias e jornais para encontrar inúmeras reportagens sobre o aumento do desemprego, alta dos preços, impostos atingindo a casa de dois dígitos e muitas empresas e marcas desaparecendo.

A situação está tão feia que as empresas já começaram a demitir funcionários mais qualificados. Para termos uma ideia de como a coisa está preta, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram fechadas mais de 115 mil vagas com carteira assinada para os profissionais com curso superior completo ou incompleto em 2015. Se levarmos em consideração que este tipo de profissional normalmente é o último a ser desligado, devido à falta de mão de obra qualificada no país, esta crise só tente a piorar.

Com isso, muitos destes profissionais vão buscar o empreendedorismo como uma maneira de continuar ativos economicamente.  Entretanto, muitos destes profissionais nunca pensaram em investir em suas marcas profissionais fora do ambiente corporativo e, tornando-se donos de uma marca, tendem a levar tudo para o lado pessoal.

Mas a verdade é que, quando se trata de ser um empresário e proprietário de uma pequena empresa, é impossível não a levar pessoalmente. Na verdade, é isso mesmo: é tudo sobre você. É a sua visão, sua paixão, sua equipe – é o seu negócio, e é impossível separar o material negócio das emoções pessoais.

O posicionamento da marca da sua recém-criada empresa deve refletir quem você é como pessoa e como um empreendedor. Você realmente não pode separar como você posicionou o seu negócio com a forma como você se posiciona como pessoa.

Sua marca pessoal é também a sua marca de negócio quando você é um empreendedor ou microempresário, e o seu posicionamento de marca deve estar presente em ambos. Você não pode criar um posicionamento para a sua marca que é inconsistente com quem você é como pessoa. Aqui mora o perigo, pois muitos empreendedores buscam separar os dois e não consegue desenvolver nenhuma das duas, fazendo com que tenha uma reação emocional forte quando deveria ser racional em uma negociação ou racionalizando decisões que deveriam ser mais emocionais, principalmente com sua família, por exemplo.

Por isso que você também deve refletir pessoalmente o seu posicionamento como marca. Pois este posicionamento deverá guiar suas decisões nos negócios, bem como orientar os seus comportamentos pessoais. Seu estilo de vida deve incorporar o seu posicionamento de marca, tanto quanto o seu posicionamento de marca incorpora quem você é.

Celebridades, com suas marcas, na maioria das vezes sabem fazer isso muito bem. Suas vidas pessoais se tornam abertas, o que acaba por conduzir as percepções públicas e influenciam as oportunidades em suas carreiras. Celebridades inteligentes entendem que eles têm que equilibrar suas escolhas pessoais com decisões de carreira com um lado influenciando o outro.

Portanto, ambos devem trabalhar em conjunto para você também.

Com este posicionamento bem definido, você terá o poder de motivar. Você vai ser capaz de motivar suas equipes e levá-los a compartilhar a sua visão de negócio e ser capaz de motivá-los a compartilhar o seu sucesso. Seus amigos e familiares vão se envolver a tal ponto que se tornarão seus maiores embaixadores de marca.

Por fim, antes de entrar de cabeça em um novo negócio, invista um tempo para posicionar-se como marca, pois esta é a coisa mais inteligente a se fazer para guiar o seu negócio e orientar sua vida, pessoalmente e profissionalmente.

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Em tempos de crise econômica, os empresários agem como camaleões no mundo corporativo, adaptando-se ao que for preciso para manter seu negócio de pé. Uma das primeiras ações que estes fazem é cortar o investimento em marketing e comunicação. Por outro lado, muitos “acham” que o momento é de diversificar sua linha de produtos em mercados que não são a sua especialidade, esquecendo que sua marca já pode ter atingido uma massa crítica de reconhecimento por parte dos consumidores. É aí que mora o perigo.

Na mente do consumidor, você tem que ser uma coisa. Uma. Isso é muito importante porque é na mente do consumidor que vive a sua marca. Não no seu cartão de visita. Não em seu site ou no seu perfil do Facebook. Não na sua embalagem na gôndola do supermercado.

Sua marca não chega a ser cinco coisas. Não chega a ser três. Se sua marca diz que são três coisas para o consumidor, está dizendo que não é nada. Se sua marca diz que são três coisas que seus concorrentes já dizem que são, você está dizendo que sua marca é menos do que nada.

Ser uma coisa é o único valor relevante que a sua marca oferece. A Volvo mantém você seguro. A IBM está construindo um planeta mais inteligente. A Natura deixa você bem. A Apple faz você ser diferente.

Na verdade, o consumidor não se importa com o que sua marca quer ser. Eles simplesmente caminham pela vida e percebem as coisas. Eles estão fazendo isso porque são seres humanos e é isso que as pessoas fazem. Assim como as pessoas fazem impressões sobre outras pessoas, imagina com as marcas.

Quando o mercado não está muito favorável, é muito tentador para uma marca tentar ser tudo para todos. Ao fazer isso, sua marca até pode fazer algumas vendas no curto prazo. Mas no longo prazo, sacrifica a impressão que sua marca faz na consciência coletiva de sua base de consumidores potenciais. Como exemplo, cito algumas marcas de paletas mexicanas que já estão vendendo tacos, chillis e até café!

 Neste sentido, considero o posicionamento de marca como a arte do sacrifício: sacrificar as coisas que sua marca poderia ser para descobrir A COISA que ela DEVE ser.

É nesta hora que os empresários vão dizer: “Mas nós fazemos mais de uma coisa e temos mais de um tipo de cliente!”

 Você acha que a Nívea não?

 Eles estão certos. Entretanto, sua uma coisa é um prisma, não uma caixa. Uma coisa que pode ser traduzida de forma diferente em diferentes linhas de negócios ou consumidores, mas no final do dia, essas mensagens devem levar à um único valor que sua marca fornece.

 

Mas o que torna a coisa de uma marca poderosa?

Em primeiro lugar, a sua mensagem central deve ter um lado emocional e racional. Você precisa se conectar com corações e as mentes das pessoas. Não cometa erros. As pessoas são movidas por ambos. Uma ideia simples como “Volvo faz carros que são seguros” ressoa em ambos os níveis.

Em segundo lugar, ele precisa ser crível. Se sua marca criar uma “estória” bonitinha e depois descobrirem que não é bem assim, sua credibilidade pode ser destruída. Veja exemplos nos meus artigos sobre a Do Bem .

Em terceiro lugar, a mensagem central da marca precisa ser relevante para um grupo de consumidores potenciais. Se não houver oportunidade de mercado, isso não é um bom lugar para estar. Eu poderia possuir o único bar de drinks não alcóolicos da Vila Madalena – uma grande oportunidade de posicionamento – mas não se os consumidores da região preferem tomar uma cerveja.

Por fim, em quarto lugar, a sua mensagem central deve ser simples. Se as pessoas não conseguem entender, lembrar ou repetir o seu uma coisa, é muito complicado. Se ele é muito complicado, não vai encontrar uma casa na mente do seu consumidor.

 E lembre-se: é aí que vive a sua marca.

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