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Design Gráfico

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O design é uma disciplina abrangente que se caracteriza por meio de projetos que solucionam problemas, atendem necessidades e despertam desejos, sempre com foco no usuário ou, como é mais comum se dizer, no público-alvo.

Como diria Brigite Borja de Mozota, o Design mescla aspectos científicos e artísticos em seu processo, que atendem tanto funções práticas quanto aspirações psicológicas e sociais:

 

“As técnicas do design combinam o caráter lógico da abordagem científica e as dimensões intuitivas e artísticas do trabalho criativo.”

MOZOTA, Brigitte (2011, p.17)

 

Assim como o Design o Branding também é uma disciplina abrangente que, por meio da análise do ambiente e do público, entrega valor que diferencia a marca trabalhada das demais ofertas semelhantes no mercado.

Uma das maneiras pela qual essa diferenciação acontece é justamente pelo Design, seja ele aplicado no próprio produto ou serviço trabalhado ou, seja ele aplicado na comunicação da marca para o mercado e na consolidação de sua identidade.

De uma maneira ou de outra, Branding e Design andam juntos e, por conta disso, muitos designers acabam ingressando no universo do branding. Mas como isso acontece? Bom, é isso que este artigo busca explorar.

O elo mais marcante entre as duas disciplinas é o fato do design, quando aplicado ao mercado, atender a demandas de marcas, que o incluem como parte fundamental de suas estratégias, participando os designers no processo de elaboração e demandando desses profissionais o entendimento do todo vs. o pontual.

Em outras palavras, desde que inicia sua atuação no mercado o designer sente na pele a necessidade de entender a diferença entre Estratégia e Tática, o que possibilita que ele tire o melhor proveito de seus conhecimentos, desfrutando ao máximo do papel transformador do design para os negócios e sociedade.

Ao desdobrar o planejamento estratégico de uma marca nos deparamos com diversas questões que se relacionam com as áreas do design:

Design Gráfico: presente na criação e gestão do logotipo e identidade visual de uma marca, garantindo que ela se apresente de forma marcante e coordenada, contribuindo para a identificação e diferenciação (dois dos pilares mais importantes da gestão de marcas) e facilitando que o consumidor reconheça aquela marca da forma mais rápida e direta possível.

Design de Embalagens: além de possibilitar o transporte, contribuir para a utilização e conservação do produto, otimizar sua logística, as embalagens também contribuem de forma significativa para a diferenciação e construção de marca pois, no ponto de vendas, a embalagem é o primeiro contato visual do público com a marca e influencia em questões de posicionamento, precificação e percepção de qualidade.

Design de Produtos: um dos Ps do famoso Mix de Marketing o P de Produto é fortemente influenciado pelo design, capaz de reforçar suas características tecnológicas e funcionais, facilitando seu uso, diferenciando pela beleza e sofisticação, agregando valor e despertando desejos.

Design Digital: em uma era marcada pela digitalização das relações e crescente utilização de tecnologia mobile, se apresentar de forma distinta na internet é parte determinante da estratégia das marcas. Seus sites são seu ponto de contato digital para o qual as interações convergem e, muitas vezes, é o primeiro contato do público com a marca.

Design de Serviços e Experiências: áreas discutidas mais recentemente, o design de serviços e experiências tem o usuário como foco e são responsáveis pelo desenvolvimento de processos que facilitem a interação das pessoas com as marcas em seus mais diversos momentos, da pesquisa para conhecer mais sobre a proposta, passando pelo uso do produto e serviço até chegar ao atendimento pós venda e momento de recompra, onde o ciclo recomeça.

Design de Interiores: responsável por tangibilizar o propósito e os conceitos da marca em seus pontos de contato físico, de forma a receber e acolher o consumidor em um universo pensado especificamente para transmitir uma mensagem e entregar o valor proposto de forma direta.

Do processo ao ponto de contato o Design está intimamente ligado ao Branding e contribui para a construção e consolidação de marcas fortes, capazes de impactar o mercado e a sociedade de maneira tão determinante que conquistam nada menos que o reconhecimento e a aspiração do público.

Nessa dinâmica destaca-se o foco nas pessoas e o impacto que o projeto lhes traz, demandando dos profissionais envolvidos reflexões e atualizações constantes que os capacitam para atuar em um cenário no qual tudo se relaciona e se transforma em uma velocidade vertiginosa.

Para as marcas, vale destacar que, muito mais do que um recurso estilístico, o Design é uma disciplina de cunho estritamente estratégico, capaz de desenvolver soluções criativas, inovadoras, que otimizam recursos e impulsionam resultado pelo fato de tangibilizar aspirações em soluções práticas.

Portanto, pense Design e construa Marcas que de fato impactam o público por serem legítimas e inconfundíveis.

 

Referências:

MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação coorporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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No dia 5 de agosto, o Senac Lapa Scipião realiza a palestra Design + Branding: a estratégia na criação de identidades de marca.

Sandra Cameira apresentará como a relação entre a prática do design gráfico e a estratégia de gestão de marcas foi construída nos escritórios brasileiros de design, mostrando as histórias por trás dos projetos de transformação de grandes marcas nacionais.

Sandra Cameira lançou, recentemente, o livro Branding + Design: a estratégia na criação de identidades de marca,cuja dica de leitura você confere aqui!

Saiba mais sobre o evento:

https://goo.gl/T2XoGc

 

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22438_detalheO livro Branding + Design: a estratégia na criação de identidades de marca está organizado em duas partes:

A primeira é composta pela exposição de definições e contextos inerentes aos universos do design, das marcas e do branding. Ainda na primeira parte, os profissionais entrevistados discorrem sobre a inclusão do branding na criação dos sistemas de identidade visual. Esse “olhar do mercado” não apenas embasa o livro como também amplia a percepção de estudantes e profissionais de design gráfico a respeito do campo em que atuam no mercado.

A segunda parte consiste na apresentação dos quatros casos citados e na comparação destes. Um grande quadro-resumo sintetiza os resultados, facilitando a consulta e o entendimento do leitor.

As considerações conclusivas, ao refletir sobre as principais mudanças ocorridas nos escritórios de design com a introdução do branding no escopo do projeto de construção de marca, abordam as competências profissionais que os designers devem possuir para atender às novas demandas.

Como afirma Gilberto Strunk “Este livro registra a evolução dos processos de identidade visual das marcas até os de branding, vivenciados por alguns dos principais escritórios de design brasileiros. É uma leitura indispensável para todos que trabalham com marcas ou se interessam pelo assunto”.

 


 

AAEAAQAAAAAAAAfqAAAAJGRiYzdiMDg1LTk2MGEtNDYzMy05MWRjLTgwNzBjMTkzNzM0OASandra Ribeiro Cameira é mestre em design e arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU_USP) e bacharel em comunicação visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde 2002, leciona em cursos de graduação em design e publicidade e, mais recentemente, de pós-graduação em branding. Trabalhou como designer e diretora de arte em diversas agências no Rio de Janeiro e em São Paulo. Desde de 2001, é sócia do escritório Id Design Planejamento e Projeto Gráfico, onde atua, principalmente, com projetos de construção de marca e comunicação institucional.

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Pensar sobre como executamos determinada atividade é algo interessante e que nos permite criar um ciclo de melhoria constante, aprimorando as boas práticas e buscando novas maneiras de abordar aquilo que não funcionou tão bem.

A essa abordagem, dá-se o nome de metodologia: “parte de uma ciência que estuda os métodos aos quais ela mesma recorre” (Houaiss, 2009, p.1284).

Por meio dela não se buscam receitas a serem seguidas de forma robotizada, mas sim o pleno entendimento do processo em si, de forma a agregar o conhecimento acumulado de quem o executa.

Para a presente abordagem o design gráfico foi escolhido como tema central, uma vez que tem relação direta com projetos relacionados ao universo do branding, bem como com diversos outros tipos de projetos nas mais diversas áreas do conhecimento e segmentos de mercado.

Isso porque o design “é uma atividade de resolução de problemas, um exercício criativo, sistemático e de coordenação” que combina o “caráter lógico da abordagem científica e as dimensões intuitivas e artísticas do trabalho criativo” (Mozota, 2011, p. 17).

Para auxiliar o entendimento dos conceitos a serem abordados, segue o link para uma apresentação desenvolvida com a mesma finalidade: http://pt.slideshare.net/GabrielMeneses/metodologia-do-design?qid=590acacd-f185-422c-84da-ece4af6f961b&v=default&b=&from_search=2

Para pensar, a metodologia do design é necessário refletir sobre a realidade atual. Vivemos hoje um momento de plena expansão tecnológica, o qual anda lado a lado com a crescente conectividade. Nunca tudo foi ao mesmo tempo e agora! Nesse ambiente complexo, somos bombardeados com inúmeras informações, provenientes de fontes cada vez mais diversificadas.

Tal realidade se faz presente tanto na esfera pessoal quanto na profissional, exigindo dos indivíduos uma grande capacidade de adaptabilidade. Até aqui Darwin se faz presente!

Para o designer isso significa ser capaz de lidar com uma grande quantidade de projetos acontecendo ao mesmo tempo com prazos curtos e diversas fontes de referência. Tendo como grande desafio manter a criatividade e a capacidade de inovação.

Difícil não é mesmo? Principalmente se considerarmos que essa desenvoltura não é preparada desde a graduação, sendo conquistada às duras penas do dia a dia profissional.

Portanto, o elemento principal para a boa prática do design é a postura do próprio designer, que precisa ser capaz de orientar seu potencial técnico e criativo para as demandas reais do negócio ao qual atende, otimizando recursos (e tempo conta como recurso) e garantindo a percepção de valor por parte do contratante.

Indo além, esse profissional precisa se dedicar à reciclagem constante, se mantendo atualizado frente ao desenvolvimento do design bem como buscando conhecimentos que ultrapassam suas fronteiras, mas que são essenciais para o seu desenvolvimento profissional e para o incremento da qualidade de seus projetos, como: gestão, inovação, administração bem como aqueles relacionados ao tema ao qual o projeto se destina.

Para tanto o designer pode se valer das mesmas características que tornam o ambiente complexo, a conectividade e diversas fontes de informação.

Com a questão da postura do designer entendida, partimos agora para a abordagem o projeto em si. Conforme mencionado anteriormente o design é uma atividade que visa trazer soluções para alguma necessidade ou “problema”. Para tanto é primordial que esse “problema” seja identificado, para que então ele seja analisado e por fim soluções sejam propostas. Basicamente: identificar + entender + desenvolver.

Tal abordagem é uma síntese de propostas metodológicas como a de Brigitte Borja de Mozota em seu livro “Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa”, que divide o processo de design em seis etapas bem definidas, são elas (Mozota, 2011, p.28 e 29):

     1)      Investigação

     2)      Pesquisa

     3)      Exploração

     4)      Desenvolvimento

     5)      Realização

     6)      Avaliação

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No entanto a necessidade de discussão se dá pelo fato de muitas vezes não ser possível fragmentar o processo de design em tantas etapas bem delimitadas, especialmente por conta de outros profissionais ou departamentos envolvidos no projeto bem como por conta dos prazos cada vez mais curtos.

Isso quer dizer que a metodologia cai por terra e o designer deve sair criando sem uma base fundamentada? Definitivamente não.

Quer dizer que cada vez mais o designer será cobrado pela sua postura proativa e visão multidisciplinar, o que o capacita a acompanhar o projeto do início ao fim, dando suas contribuições e entendendo, bem como relacionando, as considerações das outras áreas envolvidas com o foco na otimização do projeto.

Na impossibilidade de seguir receitas e fórmulas cabe ao designer entender o que se espera e direcionar a criatividade para a melhor solução possível, indo de encontro com a proposta de valor e com as expectativas, possibilidades e necessidades do projeto.

REFERÊNCIAS:

Adaptado de MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação coorporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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Branding
, conceito que pode ser definido como a arte de construir e gerenciar marcas. Torná-las reconhecidas e relevantes para os seus públicos. Fazê-las presentes no mercado e seu imaginário. Elevá-las ao nível das relações emocionais e constituição de verdadeiras culturas.

Imagem Artigo 9

 Abrangente e de cunho estratégico o branding pode ser definido como a prática de “dotar produtos e serviços com o poder de uma marca” (Kotler e Keller, 2006, p.269) com o objetivo de identificá-los, diferenciá-los, posicioná-los e estabelecer vínculos com o seu público.

Essa definição faz necessária a reflexão sobre o termo “produtos”, que de acordo com Kotler e Keller (2006, p.366) abrange tudo aquilo que pode ser oferecido a um mercado, visando satisfazer uma necessidade ou um desejo. Tal abrangência pode ser observada através do próprio InfoBranding, que mostra através de seus artigos e posts que o branding pode ser aplicado a pessoas, ideias, experiências, eventos e organizações e, é claro, produtos e serviços.

Nesse sentido, o branding, mesmo que sem sua denominação atual, acontece desde a antiguidade, período no qual sua função era apenas identificar a origem dos produtos e, ao longo da história, foi agregando funções até chegar à atualidade com a criação de vínculos emocionais entre marcas e consumidores.

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Em linhas gerais o conceito de propósito de marca se sustenta nos valores centrais da empresa, pessoa, ideia; ou seja, daquilo que será dotado com a marca. Trata-se do objetivo existencial da marca, aquilo que define sua essência, que delimita e unifica suas ações e que, por consequência define a maneira como acontece a relação entre a marca e seu público.

Se focarmos na relação entre o Branding e Design Gráfico logo vêm à cabeça dos profissionais e do público em geral a criação de identidades visuais corporativas e embalagens. Mas será que os conceitos de branding podem auxiliar o designer gráfico em outros tipos de projeto? Sem dúvida!!

Isso porque tanto o branding quanto o design são ferramentas poderosas na venda de ideias. E quando digo venda, não me refiro apenas a relações com trocas monetárias, mas também a apresentação de conceitos, defesas de causas e assim por diante. Estratégia, conhecimento, criatividade e técnica são os frutos da união entre Branding e Design.

“Como as marcas estão por toda a parte, os designers gráficos têm que ir além da criação de uma identidade visual: eles promovem uma promessa de valor”. (MOZOTA, 2011, pg. 20)

De acordo com Robert Anders (200, apud Mozota, 2011) “o processo de design é um processo de identidade”, e identidade é aquilo que a marca busca construir com a estratégia de branding, além de ser algo almejado em qualquer projeto de design.

Imagine a área do design editorial. Livros, revistas, jornais e até mesmo projetos mais complexos. Cada material precisa apresentar uma identidade coerente com o conteúdo apresentado e o público final que o utilizará. O designer se relacionará com diversos agentes no processo de desenvolvimento, para os quais vai precisar justificar e defender cada escolha de elemento, de formas e linguagens; sempre de maneiras diferentes, afinal, cada um dos envolvidos é de uma área e entende as coisas de uma maneira: comercial, editorial, autor, jornalista, corretor, produtor gráfico e assim por diante, dependendo do projeto em questão.

Nesse sentido ter noções de estratégias de branding ajuda e muito o designer a definir sua participação no projeto, bem como a forma como os outros agentes percebem a importância de sua participação. Mediante essa relação entra em questão o conceito de marca pessoal (já discutida aqui no InfoBranding nos artigos de nossa colega Amanda Higa – http://www.infobranding.com.br/a-marca-pessoal-como-look-do-dia/ e http://www.infobranding.com.br/o-valor-da-marca-pessoal/), que o designer deve utilizar a seu favor.

Seja um material editorial comercial (como os diversos títulos produzidos por uma editora para diferentes autores e clientes) ou projetos editoriais institucionais, as escolhas do designer precisam se pautar e refletir o tipo de conteúdo característico de cada material, bem como na demanda de cada cliente. Não basta que o designer tenha um excelente senso estético ou ótimas ideias de diagramação, ele precisa adequar sua proposta ao propósito do projeto e articulá-las com todos os envolvidos, para que assim tudo fique justificado e o projeto final apresente uma identidade coerente e cumpra sua função de maneira estratégica, gerando lucro, valorização da imagem e satisfação do cliente.

Por isso é essencial que o designer, assim como o profissional de branding, esteja sempre atento ao que acontece no mercado, tanto no âmbito acadêmico quanto na prática do dia-a-dia. Só assim ele conseguirá se posicionar adequadamente e mostrar sua importância e o valor de suas ideias. Comunicar faz parte dessa profissão, por isso vale lembrar que a comunicação só é bem sucedida quando o receptor entende a mensagem que for passada.

E você designer, têm alguma observação sobre como o branding pode auxiliar a sua prática profissional? Compartilhe com a gente! Nós do InfoBranding estamos abertos ao diálogo!

Referências:

http://www.slideshare.net/GabrielMeneses/gesto-de-marcas-para-micro-e-pequenas-empresas

ANDERS, Robert, 2000, “Defining, Mapping and Designing the Design Process”, Design Management Journal, Summer, 29-37 apud MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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