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Não é nenhuma novidade dizer que vivemos em um mundo em constante mudança. Sabemos que a tecnologia e a conectividade mudaram para sempre as relações humanas impactando tanto os aspectos pessoais quanto profissionais.

Neste cenário, o desafio é reinventar-se constantemente, questionando sempre qual mindset deve ser adotado.

Mindset quando o assunto é Employer Branding?

Sim! MINDSET, e vamos dizer o por quê.

Mindset nada mais é do que um prisma que determina a maneira como percebemos o mundo ao nosso redor e como agimos neste ambiente, justificando a forma como reagimos, respondemos e, consequentemente, colhemos resultados.

As empresas, representadas e percebidas por suas marcas, perceberam que, se antes apenas escolhiam seus funcionários, hoje também são escolhidas pelos profissionais.

O quesito salarial tornou-se apenas um dos fatores analisados, muitas vezes não sendo o decisivo. As pessoas avaliam o propósito, reputação da marca e seus valorescompartilhados para obter retorno financeiro e, além disso, emocional.

Desta forma, os profissionais de RH, responsáveis por selecionar, validar e acompanhar todo o processo de recrutamento, tornam-se ainda fundamentais para transmitir claramente o propósito, a essência da cultura organizacional, a proposta de valor da marca empregadora e trazer para o time pessoas alinhadas aos objetivos da empresa. Ou seja, compreender e aplicar esse mindset torna-se essencial na prática do Employer Branding.

Employer Branding é a parte da estratégia de gestão de marca focada no colaborador: a estratégia da marca em disseminar e consolidar seus valores e diferenciais com foco em atrair, engajar e reter profissionais para se tornarem colaboradores da organização, sustentando a relação com base em valores compartilhados entre as partes.

O elo marca-colaborador, quando bem estabelecido, cria um vínculo mais duradouro e corrobora com o engajamento orgânico dos profissionais, resultando em mais produtividade, qualidade, dedicação e, sobretudo, na propensão dos profissionais disseminarem suas experiências no mercado ao se sentirem corresponsáveis pelo sucesso da marca que representam.

O que devo considerar para estabelecer um projeto de Employer Branding?

  • Propósito e valores da empresa
  • Objetivo e metas claras
  • Foco: o foco do Employer Branding é criar reputação para a marca empregadora para atrair e reter colaboradores. Todas as suas ações devem ser orientadas a este objetivo
  • Plano de cargos e salários para que os colaboradores tenham perspectivas dentro da organização. Transparência neste quesito influencia diretamente a satisfação a médio e longo prazo.
  • Planejamento das ações internas e externas considerando prazos, investimentos, equipe, KPIs
  • Comunicação e Brand Experience

O vestir a camisa tornou-se essencial. De um fator orgânico e agregador para necessário e estratégico no Branding.

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Nós sabemos que as marcas trabalham muito a relação com os seus consumidores e com o mercado, tentando conquistá-los e fidelizá-los. Há também o endobranding, que reforça o propósito e a cultura organizacional, voltado para o público interno (colaboradores e gestores). Mas como trabalhar a marca para transformar o consumidor em colaborador?

 

Os millennials chegam ao mercado de trabalho

Muito se fala sobre a inconstância da geração millennial (nascidos no início dos anos 1980 até final dos 1990), jovens que são impulsivos ou preguiçosos, pulam de emprego em emprego, gostam de inovação e buscam não apenas o sucesso rápido, mas um propósito.

Alguns desses estereótipos são constantemente reforçados pelos meios de comunicação, mas simplificando: os consumidores millennials agem da mesma forma quando são funcionários. Segundo o estudo da Delloite, eles querem saber como as empresas desenvolvem seus produtos, lucros e colaboradores e como contribuem para a sociedade.

“Da mesma forma como eles compram, eles precisam de um propósito para trabalhar. Cerca de 77% dos jovens mais conectados revela que o propósito da empresa em que trabalham foi uma das razões para a terem escolhido como local de trabalho.”

Então não é que eles sejam infiéis ou pouco confiáveis, mas é uma geração desconfiada e cética. Estudados, globalizados e conectados (com fácil acesso à informação), eles não são como seus pais, não acreditam no discurso das empresas. Querem ver a prática aplicada no dia a dia e na sociedade. Desejam a estabilidade financeira, mas com um trabalho que seja flexível, que equilibre a vida profissional com a pessoal.

Eles podem trabalhar de casa, empreender sozinhos ou com colaboração, criar um aplicativo ou a sua própria startup. Então as empresas precisam mudar para conseguir atrair e reter esses talentos que parecem voláteis.

 

Employer branding

A empresa precisa investir nela como marca empregadora. Tornar-se tão interessante que é capaz de atrair os talentos e não disputá-los com o mercado. Salários altos e fazer parte de rankings de melhor empresa para se trabalhar já não são mais suficientes para ser desejada.

Tão importante quanto trabalhar com os gestores ou com a área de Marketing, o Branding precisa ter contato com o RH (Recursos Humanos), que vai atuar no employer branding. Usando amplamente a comunicação e a tecnologia para reforçar os pontos positivos da marca e aumentar a sua visibilidade no mercado.

As ações devem ser trabalhadas tanto internamente quanto externamente, com a interação entre áreas, engajamento de líderes e equipes, aumentando o comprometimento em favor do propósito e objetivos da organização. Em um movimento de dentro para fora.

Se para ser forte uma marca precisa ser diferenciada, gerar relevância e criar familiaridade e assim alcançar os corações dos consumidores, qual é o diferencial da sua empresa para alcançar os melhores colaboradores?

Algumas empresas nem precisam fazer tanto esforço, seus produtos e serviços ajudam na sua reputação, como Google, Facebook e Apple. Elas estão no dia a dia dos millennials e transmitem inovação e confiabilidade. E com certeza também têm um pacote de benefícios atraentes.

Entre as ações que a sua empresa pode investir estão:

  • Tecnologia: para reforçar o propósito (mensagem) de maneira rápida e inovadora e mensurar a resposta.
  • Comunicação clara e constante: para que todos sejam envolvidos e estimulados.
  • Pesquisas de clima e ações direcionadas: para ouvir os funcionários e implementar melhorias.
  • Remuneração compatível e múltiplos benefícios: para que o colaborador se sinta valorizado.
  • Treinamento e capacitação: para estimular a produtividade e a motivação.
  • Flexibilidade da jornada de trabalho: para equilibrar melhor a vida profissional e pessoal.
  • Eventos ou ações para qualidade de vida: para desenvolver profissionais saudáveis e equilibrados (ex: programas de saúde da mulher, antitabagismo, academia de ginástica etc)
  • Políticas transparentes e compliance: para a boa reputação da marca.
  • Ações de sustentabilidade: para ampliar a atuação da empresa em favor do meio ambiente e da sociedade.
  • Estímulo à diversidade: para criar um ambiente que valoriza o melhor das diferenças e propõe a equidade social.
  • Novos processos: para diminuir a burocracia, flexibilizar antigas políticas e criar Instituições menos hierárquicas, mais acessíveis e recompensadoras.

Com todos esses estímulos, os próprios colaboradores passam a ser os promotores da marca, vendendo não apenas o serviço/produto, mas a própria empresa como um lugar ótimo para se trabalhar. Esse orgulho pode ser reforçado nas redes sociais (Facebook e LinkedIn), onde eles compartilham o conteúdo da marca e trocam recomendações para amigos, familiares e profissionais.

Atraindo cada vez mais talentos é possível criar um ambiente de trabalho com equipes altamente qualificadas e mais produtivas, contribuindo para o próprio crescimento da empresa. Mas lembre-se, o trabalho com a marca deve ser constante. Não basta apenas atrair, é preciso reter esses talentos.


Referências

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2016/03/16/sete-coisas-que-voc-precisa-saber-sobre-os-millennials.html

https://exame.abril.com.br/carreira/geracao-y-nao-e-infiel-as-empresas-diz-estudo/

https://www2.deloitte.com/pt/pt/pages/human-capital/articles/geracao-millennial.html#

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