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Como os pequenos negócios podem e devem se aproveitar das vantagens competitivas que uma marca pode proporcionar    

 

A gestão de marca é uma prática que pode ser adotada por negócios de todos os portes, das grandes organizações com presença global, como a Coca-Cola e a Apple, referências em branding, até os pequenos empreendedores locais como o dono da padaria do seu bairro e os microempreendedores individuais (MEI), como o pedreiro que presta serviços pontuais na sua obra. Isso porque todos que tenham algo a oferecer para o mercado possuem uma proposta de valor e, por isso, têm a possibilidade e trabalhar tal proposta de forma diferenciada, criando e gerenciando uma MARCA em seu sentido mais amplo.

Parece ousado para um pequeno negócio, mas na verdade não é!

Se o empreendedor tiver PLENEJAMENTO, GESTÃO e VISÃO INTEGRADA dos processos de seu negócio e DETERMINAÇÃO, ele consegue fazer sua MARCA acontecer e ter sucesso em seu mercado!

Antes de mais nada, MARCA é um conjunto de associações pensadas de forma coordenada para criar, comunicar, entregar e gerenciar valor acerca de um negócio e seus produtos e serviços com FOCO em determinado público, mas, sem esquecer, das relações com o mercado como um todo.

E aí pode vir a pergunta: “Tá bom, mas por que eu, um pequeno empreendedor, devo investir em uma marca? Tenho tanta coisa para me preocupar!”

Bom, pense desta forma: segundo o SEBRAE as micro e pequenas empresas representam 98,5% do total de negócios no Brasil e se concentram predominantemente nos setores de serviço e comércio, o que significa que, você, ao abrir o seu negócio, enfrenta uma concorrência avassaladora e esbarra, logo na largada, na necessidade de se DIFERENCIAR e se COMUNICAR com o seu público.

Frente a essa realidade temos uma notícia boa e uma notícia ruim!

 

Começando pela ruim: NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO!

Por mais que o empreendedor sempre possa fazer um benchmark, isto é, estudar a concorrência em busca das melhores práticas, ele precisa agir de acordo com a realidade do seu negócio e estabelecer objetivos e planos de ação compatíveis com o seu negócio e com o ambiente no qual ele está inserido.

 

Agora lá vai a boa: EXISTEM TÉCNICAS E METODOLOGIAS!

Embora não exista uma receita de bolo que garanta o sucesso de uma marca, existem uma série de ações recomendadas que ajudam no processo de concepção e gerenciamento de marca. Cada uma dessas ações deve ser pensada e adequada segundo as especificidades de cada negócio e serão apresentadas a seguir no formato de perguntas.

Mas antes de mais nada, lembre-se!

Seu NEGÓCIO e sua MARCA são uma coisa só!

São elementos que não se separam nem na gestão

nem no reconhecimento por parte do mercado!

 

Por que você decidiu abrir o seu negócio?

A resposta dessa pergunta te ajuda a definir o PROPÓSITO da sua marca, uma questão fundamental para o desenho da sua estratégia. Uma espécie de ponto de partida.

Saber qual é o seu PROPÓSITO vai fazer você entender qual é a sua motivação e quais são os seus objetivos, ou seja, você será capaz de saber onde você quer chegar com sua MARCA e, a partir daí, será capaz de fazer uma análise interna e externa que te mostrará onde seu negócio está HOJE e quais AÇÕES deve adotar para atingir seus objetivos.

Saiba mais sobre propósito de marca!

Qual é a sua proposta de valor?

A proposta de valor de uma marca é aquilo que destaca sua oferta das demais ofertas do mercado. Pare para pensar o que vai motivar o consumidor a ESCOLHER comprar da sua marca ao invés da marca do seu concorrente? Alguma vantagem ele precisa ter e essa vantagem pode ser um atributo físico do produto, um melhor atendimento, um maior benefício funcional, uma facilidade na hora da compra, entre outros. Algo que diminua a importância do preço e faça o cliente pensar cada vez menos em outras ofertas. Difícil não é mesmo? Mas é preciso refletir sobre, principalmente porque a PROPOSTA DE VALOR da sua marca está vinculada à PROMESSA que seu negócio faz ao existir e sustenta toda a COMUNICAÇÃO bem como interfere em todo o planejamento da gestão. Pense no que faz os olhos do cliente brilharem!

Uma dica: Pratique a empatia e coloque-se no lugar do consumidor. Pense no que você espera das marcas que consome. Sempre funciona!

 

Como você quer ser reconhecido?

Uma outra questão que todo empreendedor precisa refletir no momento de criar e gerenciar a marca do seu negócio é como ele quer ser reconhecido e, para isso, ele precisa construir uma IDENTIDADE.

A IDENTIDADE de uma MARCA reúne elementos que permitam que ela seja facilmente reconhecida entre as diversas ofertas semelhantes no mercado e, mais do que isso, em meio aos diversos estímulos que os consumidores são expostos todos os dias.

OS ELEMENTOS de marca abrangem todos os cinco sentidos e atuam de forma conjunta para compor a IDENTIDADE da marca. Um dos elementos mais famosos e conhecidos pelos empreendedores é o LOGOTIPO, ou seja, a assinatura visual do NOME DA MARCA, que por sua vez também é um elemento. Mas além desses entram na lista de elementos de marca CORES, TEXTURAS, DESIGN DE LOJA, EMBALAGENS, PAPELARIA INSTITUCIONAL, WEBSITE, CHEIRO (sim, sua marca pode ter cheiro!) e assim por diante! A quantidade e complexidade dos elementos de marca dependem da estratégia adotada, mas o importante é: adote um padrão, seja constante e passe a ser reconhecido por isso.

Saiba mais aqui!

Como você se comunica?

Agora que você já refletiu sobre o PROPÓSITO, PROPOSTA DE VALOR e IDENTIDADE é hora de pensar na COMUNICAÇÃO. Afinal, como diria o nosso querido Chacrinha “quem não se comunica se trumbica”.

E nessa hora o empreendedor tem muito o que pensar. Ele precisa ter em mente que se comunicar não é apenas passar uma mensagem, mas fazer essa mensagem ser entendida e hoje, mais do que isso, se comunicar implica em saber lidar com RESPOSTAS, sejam elas positivas ou negativas.

É importante ter em mente que, com o acesso à internet, a popularização dos smartphones e o crescente uso das redes sociais, o consumidor dispõe de uma grande quantidade de informações, as quais ele pode utilizar para fazer pesquisa de preço, tirar dúvidas, validar opiniões e, o mais importante, interagir com outros consumidores que desfrutam de interesses semelhantes. Isso significa que o poder está com o consumidor e que, para interagir com eles, é preciso, cada vez mais, saber jogar o jogo de acordo com as suas regradas. Como? Oferecendo conteúdo que solucione dúvidas e desperte interesse (marketing de conteúdo), estabelecendo diálogos, sendo eficiente, participando de discussões e, principalmente, se posicionar de forma aberta e transparente.

Nesse sentido, estar presente nas redes sociais é uma necessidade, não mais uma opção. E fazer um acompanhamento bem feito é uma obrigação, que determina o sucesso ou o fracasso da empreitada.

Para concluir, pode-se dizer que a gestão de uma MARCA para uma pequena empresa demanda atenção, dedicação, planejamento e informação! É fácil? Não! Mas dá frutos e pode significar a diferença entre o grande sucesso e a simples existência!

Saiba mais sobre a nova dinâmica das marcas na era digital aqui!

Referências:

SEBRAE Notícias. Em cinco anos número de pequenos negócios cresce 43%. Disponível em: <https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/10/em-cinco-anos-numero-de-pequenos-negocios-crescera-43.html> Acesso em: 17ABR18.

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Quando se trabalha no processo de valoração de uma marca, diversos itens são levados em consideração, como qualidade, tradição, custo e benefício. Ter uma marca que é referência faz toda diferença e impacta diretamente nos negócios das empresas. O cuidado com a imagem do negócio ou do produto pode tornar a empresa reconhecida e seus diferenciais em relação à concorrência é o que a torna especial e única.

Se para as empresas estes fatores são decisivos no momento de atrair clientes, realizar vendas ou firmar contratos, com a sua marca pessoal a premissa é a mesma. Já parou para pensar no que Silvio Santos, Xuxa, Neymar Júnior e Ronaldo Fenômeno têm em comum? Nem precisa ir tão longe: sabe aquele colega de trabalho que senta ao seu lado e passa credibilidade e confiança a todos os seus superiores? Todos eles possuem uma marca pessoal forte que os tornam altamente atrativos para empresas contratantes.

“Se você fosse criar uma marca nova no mercado, você gostaria que essa marca fosse somente “mais uma” ou que a sua marca fosse a mais querida, reconhecida, desejada, lembrada, a mais procurada e bem remunerada do mercado? Pois é, isso também acontece com pessoas, devemos construir uma marca pessoal onde o produto é você”, diz o especialista em marketing profissional e pessoal, Frederico Reis Pacheco.

E se esta é a sua meta para 2015, saiba que a construção de uma marca pessoal forte depende de algumas estratégias simples, porém bem definidas e que exigem atenção constante do profissional. Anderson Fernandes, palestrante há mais de 10 anos, escritor e executivo, explica que definir um “norte” é o primeiro passo para obter sucesso. “É muito comum que os profissionais não tenham um foco devidamente definido e com isso tenham uma estratégia dispersa e com poucos resultados. Apostar na internet é o caminho mais curto para disseminar uma marca forte. Tenha um site pessoal ou blog, participe de redes direcionadas, invista em conteúdo e aumente a sua rede de relacionamentos. A relevância e especialidade são altamente valorizadas na internet, por isso apegue-se ao seu foco”, conta.

Mesmo tendo a internet como forte aliada, tenha cuidado. Ela também pode colocar tudo a perder. Passar o dia conectado e achar que isso por si só garantirá resultados não é uma estratégia válida. “As redes são um apoio à marca pessoal, mas não devem ser o único canal. Pense e repense antes de fazer uma postagem evitando denegrir o seu marketing pessoal”, diz Fernandes. Vale ressaltar sempre: rede social não deve ser encarada como um livro aberto da vida particular e pessoal. Nada de fotos vulgares que exponham demais o corpo ou mensagens sobre a empresa onde trabalha. Escrever banalidades, frases com erros gramaticais ou postar fotos com bebidas alcoólicas também são ações proibidas nas redes. As empresas e empregadores olham os perfis de redes sociais antes das contratações.

O especialista também acredita ser importante a contratação de um personal branding ou coaching para avaliar suas ações de marca pessoal. “Avaliar o feedback de outras pessoas pode ajudar muito a compreensão de como você está conduzindo suas ações de marketing pessoal”, comenta. Vale ressaltar que todos estão sujeitos a cometer erros que poderiam manchar a própria marca, mas o maior deles é não fazer nada rapidamente. “Na maior parte dos casos um reconhecimento formal e um sincero pedido de desculpas seguido de ações que minimizem o fato ocorrido serão determinantes para manter a sua credibilidade”, diz.

Não importa que você seja um médico, um engenheiro, um analista de sistemas, uma secretária ou um terapeuta. Todos, de alguma forma, podem ser as melhores marcas pessoais para determinados nichos de mercado. E o mais importante, bem mais do que todas as dicas acima citadas, é escolher uma atividade que você tenha prazer em realizar, que vai de encontro com os seus princípios e valores de vida. Se você tiver paixão pelo faz, você certamente já terá percorrido mais da metade do caminho.

CONSULTAS:

www.melhorandopessoas.com.br

www.administradores.com.br

 

fotocamilaCamila Garcia

Formada em Jornalismo pela Universidade Guarulhos (UnG) e pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trabalhou em jornais e revistas cobrindo editorias de economia, política, esportes, cidades, saúde e entretenimento.  Migrou para o segmento da comunicação empresarial e atualmente é Assessora de Comunicação da Universidade Guarulhos (UnG), sendo responsável pelos trabalhos de assessoria de imprensa, comunicação digital e conteúdos editoriais. Em 2012, teve duas produções laureadas pelo Selo Ambiental de Guarulhos.

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História, segundo o dicionário, narração ordenada, escrita dos acontecimentos e atividades humanas ocorridas no passado. Pode ser também um obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos de fantasia e/ou imaginação.

Nós seres humanos somos construídos pelas histórias que vivemos e por aquelas que nos foram contadas, que chamamos de referências.

A importância de contar uma boa história é essencial para o desenvolvimento do indivíduo e consequentemente de uma marca, um conto envolvente transforma meros coadjuvantes em gênios atemporais, um dos melhores exemplos é Walt Disney, que construiu seu nome, fez dele uma das marcas mais admiradas do mundo contando histórias.

Outras “marcas” que se propagam há milênios são as religiões, com contos de seus profetas super poderosos, conteúdo pra lá de hollywoodiano, guerra entre céu e inferno, anjos, demônios, santos, pragas e maldições, roteiros de dar inveja em qualquer fã de Senhor dos Anéis ou Star Wars.

Pois bem, o mercado viu que uma boa narrativa agrega valor para a marca e encanta consumidores, surge então uma estratégia chamada Storytelling, uma forma de dialogar com os clientes usando a história da empresa ou de seus produtos, explorando fatos interessantes que fizeram a marca ser o que é, de acordo com o seu propósito e usando uma linguagem pertinente ao seu público-alvo.

Este é um belo exemplo:
http://youtu.be/MnSIp76CvUI

Apesar de ser uma estratégia nova, já foram criadas outras vertentes, como o Transmídia Storytelling, que é utilizar de todas as mídias disponíveis para se relacionar com o público, adaptando a história para o ambiente que está sendo utilizada afim de propagar a ideia da melhor forma possível.

bossUm conto é uma forma de aflorar a imaginação das pessoas, aproveitando da interatividade atual de um mundo conectado, as marcas têm muito para contar, fazem parte da vida e do ambiente dos cidadãos, por exemplo, você sabia que a grife alemã Hugo Boss vestia a alta cúpula do exercito de Hitler? É! Seu criador, o alfaiate que dá nome à marca era nazista ferrenho e usou mão de obra escrava na confecção de suas vestimentas, aliás, durante o período da segunda guerra mundial, estima-se que 90% das marcas alemãs usaram desse vergonhoso artifício, entre elas a badalada BMW.

Mas existem bons contos envolvendo as marcas, uso como referência a cafeteria americana Starbucks, seu logo, uma sereia de 2 caldas foi inspirado em  Moby Dick, assim como seu nome, Starbuck é um personagem do romance.

Uma dica, se vai contar uma história, que seja verdadeira, que realmente envolva o público e que acrescente conteúdo para ele, pois não adianta entrar na “onda” da moda e inventar, que a narrativa case com o propósito de sua marca. Busque referências em livros, filmes, museus, mas cuidado, quem conta um conto aumenta um ponto!

Nós vivemos dentro de um grande conto de fadas, do qual ninguém faz realmente ideia”. Jostein Gaarder

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