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Branding não é apenas um logotipo. Branding não é apenas uma propaganda. Branding não é apenas a declaração e missão, visão e valores da empresa.

Mais do que isso, branding é GESTÃO! A gestão de uma ou mais MARCAS.

E, enquanto gestão, o BRANDING engloba e integra diversas ações coordenadas por um PROPÓSITO rumo a um objetivo maior: POSICIONAR a marca no mercado e GERAR VALOR através dela. Por isso, BRANDING é ESTRATÉGICO para os negócios.

Mas vamos por partes…

Antes de aprofundar nossa discussão sobre o impacto do branding nos negócios, vamos entender algumas definições teóricas que alinharão os conceitos e serão as bases para a construção estratégica:

BRANDING, segundo Kotler e Keller (2006, p. 269) é o “ato de dotar produtos e serviços com o poder de uma marca”, identificando-o e diferenciando-o das demais ofertas disponíveis no mercado, de forma a organizar as informações na mente do consumidor, ajudando-o e influenciando-o no processo de escolha e decisão sobre o que consumir, de forma a conquistar sua fidelidade e gerar valor para a marca.

Ok. Já entendemos que BRANDING, de forma resumida, significa pegar um produto ou um serviço, vinculá-lo a uma marca e trabalhar essa união para que ela se destaque no mercado e traga resultados a seus detentores.

MARCA, por sua vez, é um conjunto de associações coordenadas para estabelecer relações, passar uma mensagem, atender necessidades e desejos, diferenciando-se no mercado e conquistando um espaço na mente e no coração das pessoas, agregando valor e trazendo retorno financeiro. Portanto MARCAS são verdadeiros ATIVOS para as organizações.

Essas associações coordenadas de uma MARCA podem ser feitas com PRODUTOS, SERVIÇOS, NEGÓCIOS, PESSOAS, IDEIAS e até mesmo LUGARES.

Ou seja, se você detém uma oferta para o mercado e deseja destacá-la das ofertas semelhantes, evidenciando suas qualidades e vantagens de forma a convencer o consumidor a escolhê-la em meio a tantas opções, então você pode criar uma MARCA.

Dito isso, quando as associações são estabelecidas, elas reforçam a qualidade e constroem a IDENTIDADE, estabelecendo pontes entre a maneira como quer ser reconhecida e a maneira como os consumidores a percebem. Aqui dois conceitos merecem a nossa atenção, o de IDENTIDADE e IMAGEM de MARCA:

Identidade de marca:

Identidade de marca é aquilo que se constrói de forma consciente através da escolha de elementos que, em conjunto, garantam o reconhecimento da marca em diferentes situações, integrando gatilhos visuais, sonoros, olfativos, táteis e até mesmo gustativos.

Imagem de marca:

A imagem da marca por sua vez é o resultado que se conquista na mente do consumidor, ou seja, depois de todos os esforços despendidos na construção da identidade da marca, como de fato as pessoas a percebem? Essa é a imagem que a marca tem na prática e, para conhecê-la, é preciso estar em contato constante com o público.

Nesse sentido identidade e imagem de marca são conceitos que andam juntos e sustentam a definição de outro conceito importante e que, embora amplamente conhecido, é pouco explorado: o conceito de POSICIONAMENTO.

De acordo com Al Ries e Jack Trout (2003, p. 4-7) POSICIONAR uma marca significa “manipular” o que já existe na mente e criar novas conexões por meio da simplificação máxima da mensagem para que ela “corte a mente” do receptor em meio a avalanche de comunicação existente.

Portanto, POSICIONAR é um ato de COMUNICAÇÃO constante, que precisa ser praticada de maneira contínua para todos os públicos que se envolvem com as marcas e em todos os seus pontos de contato, ou seja, em todos os momentos de interação entre público e marca, por exemplo: e-mail, website, loja, perfil em rede social, anúncio, gôndola de grandes distribuidores, embalagem, SAC, recepção, atuação dos vendedores e representantes, membros da equipe e assim por diante. Lembrando que comunicação não é apenas o que eu digo, mas também e, principalmente, o que o outro entende!

Com o que foi apresentado é possível concluir que:

. Marca tem a ver com uma mensagem que se quer passar;

. Essa mensagem precisa ser coordenada e constante, para que seja assimilada pelo público em todos os seus pontos de contato;

. Marcas podem ser: produtos, serviços, pessoas, ideias e lugares, ou seja, marcas são ofertas para o mercado;

. Marcas são ativos, requerem investimento, acompanhamento e geram retorno financeiro;

E talvez o mais importante, MARCAS não são uma exclusividade de grandes empresas ou celebridades, pelo contrário, elas têm o poder de trazer benefícios para negócios e todos os tamanhos, demandando principalmente CONHECIMENTO, DEDICAÇÃO e PERSEVERANÇA de seus gestores pois, com isso, os investimentos monetários são otimizados e adequados com a possibilidade do empreendedor.

No próximo artigo vamos apresentar a integração de MARCA e NEGÓCIO e explicar por onde o empreendedor deve começar para construir uma marca para seu negócio. Acompanhe!

Bibliografia:

KOTLER, Philip e KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 12ª edição. São Paulo: Prentice Hall, 2006.

RIES, Al e TROUT, Jack. Posicionamento: A batalha pela sua mente. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

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Um novo ano acaba de começar e, com ele, diversas oportunidades surgem. Uma delas, a oportunidade de construir e gerenciar uma marca a partir de seu propósito, tornando-a relevante e capaz de conquistar seu público, seja você um empreendedor individual ou uma empresa. Mas como agarrar essa oportunidade e fazer com que ela dê frutos?

 Investindo! Não apenas dinheiro, mas sobretudo, tempo, dedicação e conhecimento.

Antes de mais nada, vamos relembrar quais são as principais funções de uma marca:

1) Identificar

2) Diferenciar

3) Gerar valor

Reunindo em si um conjunto de características que destaca sua oferta dentre as diversas opções que concorrem direta e indiretamente com ela no mercado.

Sem essas funções uma marca não exerce plenamente o seu papel de ATIVO, ou seja, um recurso que possui valor econômico e que é capaz de gerar ganhos financeiros. Afinal, se bem gerenciada, a marca aumenta a relevância do negócio e o seu grau de preferência por parte do consumidor, o que, por sua vez, se traduz em transações contínuas entre as partes.

Tal processo é de LONGO PRAZO, demandando atenção, gerenciamento e acompanhamento constantes, de forma a manter nos trilhos a estratégia desenhada, garantido resultados esperados e otimizando investimentos.

Mas onde começa a gestão de uma marca?

Do seu PROPÓSITO, ou seja, aquilo que a marca tem de mais valioso, uma vez que é:

  • Exclusivo;
  • Legítimo;
  • Autêntico e;
  • Difícil de ser reproduzido.

O PROPÓSITO, como o próprio nome já diz, é uma proposição, algo que se espera alcançar. Mas além disso, seu significado carrega um aspecto ESTRATÉGICO importante, na medida em que clarifica onde se quer chegar e alinha as ações para que seja possível. Saiba mais.

Contudo, não existe receita para aplicar o PROPÓSITO de sua marca na prática, mas é possível seguir cinco passos capazes de te ajudar a chegar lá:

# Passo 1: Autorreflexão – Achar o seu Propósito

O primeiro passo é olhar para si, ou para dentro do negócio e buscar entender o que motiva sua atuação. Parece algo simples, no entanto, é complexo e se relaciona diretamente com a questão da AUTENTICIDADE e LEGITIMIDADE apontadas acima.

# Passo 2: Definição do Propósito

O segundo passo consiste em compilar as descobertas do estágio anterior em uma frase curta e de caráter INSPIRADOR, capaz de traduzir as motivações da alta gestão para todos aqueles que, de alguma forma, fazem a marca acontecer e, também, para aqueles que desejam se relacionar com ela. Um exemplo desta etapa é o que o Disney Institute chama de TEMA DE ATENDIMENTO:

“ Um tema vivo, não apenas uma frase em uma placa, e satisfaz três necessidades críticas: define com clareza o propósito da organização; transmite internamente uma mensagem; e cria uma imagem para a organização. ”

# Passo 3: Separar o Propósito em Objetivos

Uma vez que você tem a definição do seu PROPÓSITO em mãos você pode penar: “Certo, mas e agora, o que eu faço com essa frase bonita que eu montei?”. É natural. No primeiro momento esta é a sensação, afinal, quem não se lembra de ver frases inspiradoras e motivacionais que, por sua vez, não passam de simples frases na parede.

Mas é aqui que se encontra o Ponto da Virada do PROPÓSITO, que deixa de ser apenas um conceito e passa a ser aplicado NA PRÁTICA. Para tanto você deve dividir sua declaração de PROPÓSITO em OBJETIVOS menores.

Uma DICA para validar esses OBJETIVOS é pensar na sigla:

S – Specific (específico);

M – Measureable (mensurável);

A – Achievable (alcançável);

R – Realistic (realístico);

T – Timely (definido no tempo = prazo).

# Passo 4: Definir Planos de Ação

Cada objetivo permite que você defina, com clareza, PLANOS DE AÇÃO. Ou seja, permite que você identifique onde está, onde quer chegar e o quê você deve fazer para chegar lá. Como os OBJETIVOS derivaram de uma declaração única, as ações serão alinhadas e transmitirão a percepção de coerência, orientando as decisões dos envolvidos na GESTÃO DA MARCA e facilitando sua aplicação ao longo da cadeia de valor do negócio ou no dia a dia do profissional representado por ela.

São os PLANOS DE AÇÃO que traduzem o aspecto ESTRATÉGICO, trazendo a tona a necessidade de se analisar suas forças e fraquezas, bem como ameaças e oportunidades existente no ambiente, bem como levar em conta a dinâmica dos outros players. Saiba mais!

# Passo 5: Medir o resultado do Propósito

 Após executar as ações que você definiu é chegada a hora de mensurar seu resultado. Neste momento a capacidade analítica do GESTOR DA MARCA é colocada à prova, uma vez que os resultados podem ser objetivos, como as métricas de uma campanha executada em uma rede social, ou subjetiva, como o grau de satisfação do consumidor em relação ao que a marca entrega.

Seja como for é importante que o GESTOR DA MARCA tenha em mente que ele precisa encarar os resultados de frente, comemorando os positivos e aprendendo com os negativos pois, dessa forma, ele consegue identificar onde a ESTRATÉGIA apresentou falhas e realocar esforços para corrigi-las e incrementar os resultados.

Agora que você já sabe como trazer o PROPÓSITO da sua marca do PLANO DAS IDEIAS para a PRÁTICA do dia-a-dia, chegou a hora de arregaçar as mangas e colocar em prática: identificar, gerenciar e valorizar aquilo que torna a sua marca especial para o mercado.

Referências:

INSTITUTE, Disney. O jeito Disney de encantar os clientes: do atendimento excepcional ao nunca parar de crescer e acreditar. São Paulo: Editora Saraiva, 2011.

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Toda marca tem uma história para contar. Uma história que tem início em sua concepção, ainda na fase de ideias e que, com o tempo ganha força e passa a ser contada no mercado dia após dia, conquista após conquista.

A história do InfoBranding começou no início de 2013, quando um grupo de especialistas em branding se reuniu para dar vida a um propósito: descomplicar o branding e gerar conteúdo de qualidade, para ser compartilhado com o mercado, difundindo boas práticas.

Não foi fácil, diversos desafios apareceram, mas nunca nenhum deles foi uma barreira. Nosso propósito era cristalino e estava difundido em nossa equipe, que transformam cada desafio em uma oportunidade de colocar o propósito da marca em prática.

Começamos com a ideia de criar um portal para que pudéssemos reunir e compartilhar bons conteúdos. Depois de muita discussão é um fervoroso brainstorming surgiu o nome InfoBranding, que une Informações e Branding e, a partir dele surgiu o “brroba”, símbolo que sustenta nosso logotipo é que logo despertou simpatia e passou a transmitir nosso conceito.

O portal se estabeleceu como centro de nossa ações pelo fato da internet facilitar e impulsionar o alcance e o acesso a marca. Mas queríamos mais, queríamos discussões é um contato mais próximo das pessoas que, assim como nos, tem paixão pelo branding e sede por conhecimento.

Criamos então os Diálogos InfoBranding, uma oportunidade de juntar em um só lugar especialistas referência no mercado com profissionais em desenvolvimento, para trocar ideias e experiências.

Nesses encontros buscamos sempre definir uma temática central para guiar a definição dos programas e a escolha dos palestrantes. Ao longo dos anos já abordamos diversos temas: inovação e design, gestão de marcas esportivas, marcas brasileiras, empreendedorismo feminino, brand experience, design thinking, estratégia de negócios entre outros, entendo a multidisciplinariedade que envolve o mundo da gestão de marcas e atestando nossa assinatura: Marcas, ideias e afins!

Nossa linguagem é descomplicada é só pode ser assim porque entemos do assunto é não negamos nossas raízes acadêmicas, por isso também participamos de todos os Congressos Internacionais de Branding, passando por Leiria(Portugal), Lajeado (Rio Grande do Sul) e São Paulo. Também lançamos um livro que reúne as pesquisas de nossos fundadores!

Em 2017 aumentamos nossa equipe, agregando o pessoal de Goiânia responsável pelo lançamento do AlfaBranding, intensificando nossas atividades e expandindo nossa atuação pelo Brasil.

E acha que estamos satisfeitos? Claro que não! Somos eternos inquietos e queremos sempre ir mais longe!

Quer fazer parte da nossa história? Então acompanhe nosso portal, siga-nos nas redes sociais, participe de nossos eventos, mandem conteúdos e nos ajudem a levar o InfoBranding para a sua região

Participe de nosso próximo evento:

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Para se inscrever, selecione a quantidade de ingressos desejada e em seguida clique em “comprar ingressos”. Você será direcionado para uma página de cadastro e, em seguida, receberá uma confirmação por e-mail.EMKT_Evento SJC-09

 

O EVENTO abordará o potencial que as marcas, quando gerenciadas de forma estratégica, sendo encaradas como verdadeiros ativos, têm de agregar valor, gerar diferenciação e alavancar negócios rumo a vantagens competitivas em relação a seus concorrentes.

Com esta visão, os palestrantes têm a missão de apresentar práticas de gestão de marcas que possam fazer a diferença na consistência do propósito e gerar relevância no mercado.

Palestras:

O desafio de Branding na Gestão dos Negócios

Marcia Auriani

Gestora Executiva do InfoBranding. Atua no mercado corporativo como executiva de branding e de gestão do design, atuando no mercado corporativo como palestrante e consultora e no acadêmico como coordenadora e professora de pós-graduação. Coordenadora de cursos de pós-graduação na Belas Artes/São Paulo e na Unialfa/Goiânia. Mestra em Engenharia de Produção com foco em Gestão do Design e Branding pela Universidade Paulista, pós-graduada em Administração de Marketing e graduada em Administração de Empresas pela Fundação Álvares Penteado. Acumula também os títulos de extensão internacional em Negócios na EOI (Madrid) e na Andrés Bello (Chile), Marketing Digital pela HSM Educação, Ensino Superior pela Laureate International Universities, Propaganda e Marketing pela ESPM e Design Management pela LBDI. Autora e organizadora dos livros “Design Digital e Novas Mídias”, “InfoBranding – Práticas de Gestão de Marcas”, “Marketing e Gestão Comercial” e “Gestão do Design”. Assina diversos artigos publicados em congressos e revistas no Brasil e exterior; além disso, representou o Brasil como jurada do concurso internacional Best Brand Awards 2015 e trouxe para São Paulo o III Congresso Internacional de Branding em 2016.

Conheça mais: www.marciaauriani.com.br

 

Marcas orientadas pelo Propósito

Gabriel Meneses

Gestor Executivo de Branding e Design no InfoBranding. Profissional de Branding e Design com foco na construção e gestão de marcas. Possui experiência na criação de marcas e identidades visuais para micro e pequenas empresas, eventos bem como em variados projetos editoriais. Autor de diversos artigos sobre branding, design, propósito e estratégia de marca, para o Portal InfoBranding e congressos. Atua como gerente de desenvolvimento em uma editora científica focada em projetos para a indústria farmacêutica. Possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, Pós-graduação em Branding/Gestão de Marcas pela Business School São Paulo-BSP e Bacharelado em Design com Habilitação em Comunicação Visual pelo Centro Universitário Senac.

Linkedin: www.linkedin.com/in/menesesgabriel

 

Apresentação de case

A Mentorii Comunicação, empresa de São José dos Campos, tem a missão de apresentar o case de sucesso da Marca INVOZ – Integrando Vozes Para O Futuro, com Daniel Borges e Marcos Nogueira.

 

 

Fotos Site-06Daniel Borges

Entrou para o universo da comunicação quando estudou Técnico em Publicidade e Propaganda na Etep. Seguiu esse caminho formando-se em Desenho Industrial pela Unip. Durante esse tempo, construiu um know-how de mais de 10 anos na área de design e propaganda em diversos segmentos. Entre elas, empresas especializadas em desenvolver produtos aeronáuticos e para pessoas com deficiência e, também, agências de propaganda da região. Ainda na faculdade foi contagiado pelo empreendedorismo, mesmo período em que conheceu a Vera. Mais tarde, foi o responsável em apresentar os sócios. Conheceu o sócio, Marcos Nogueira, no trabalho da Pastoral da Comunicação em que, hoje, realiza trabalhos de design, além de fazer parte da Comissão Diocesana da Pascom e coordenar a Escola Diocesana de Design.

 

Fotos Site-07Marcos Almeida

É formado em Administração de Empresas pela Anhanguera. Se apaixonou por comunicação quando fez teatro e entrou na área quando se graduou em Propaganda e Marketing na Unip. A comunicação o levou a se especializar em Design pela ESPM, Marketing pela UFRJ e Marketing Político pela FGV-RJ. E, com esses conhecimentos, já trabalhou no setor público na articulação de campanhas políticas. É fotógrafo profissional com diversos trabalhos, entre eles, na Câmara Municipal de São José dos Campos. Já foi diretor de criação e fez parte do marketing de agências da região.

 

Local e Horário:

25 de maio | quinta-feira
Das 19h às 23h
Auditório ETEP – São José dos Campos
Av. Barão do Rio Branco, 882 , Jd. Esplanada

Investimento:

R$50,00 + 1 KG de alimento não perecível

EMKT_Evento SJC-08

 

 

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o-estrategista-1Na obra “O Estrategista-Seja o líder de que sua empresa precisa” Cynthia A. Montgomery convida líderes de organizações a refletirem sobre o propósito de suas empresas e sua importância na construção de valor.

Utilizando-se de cases e exemplos reais relatados e discutidos em suas aulas na seção de estratégia do curso OPM (Owner/President Management) também da Harvard Business School, a autora defende que a estratégia não deve ser encarada como algo fixo, ou um problema a ser resolvido e depois abandonado, mas sim como um sistema de criação de valor e singularidade a ser tratado como algo dinâmico e que, portanto, evolui com a organização.

Uma obra rica, de fácil leitura e que traz insights valiosos para gestores de marcas e estudantes de branding, marketing, gestão e de outras áreas correlatas o mundo dos negócios.

Merece destaque a percepção de que o propósito é algo valioso e que gera o desempenho diferenciado e, portanto, valor e vantagem competitiva. Para a autora o propósito é a primeira grande questão que o estrategista deve saber responder, para que então, através da estratégia, seja transformado em realidade.

“O propósito é onde nasce um desempenho diferenciado. Nada é mais importante para a sobrevivência e o sucesso de uma empresa do que sua razão de existir e o conhecimento de quais necessidades ela pode suprir. Essa é a primeira e mais importante questão que um estrategista deve saber responder. Todos os conceitos de estratégia que fazem parte do jargão dos administradores – vantagem competitiva sustentável, posicionamento, diferenciação, valor agregado e até mesmo efeito empresa – derivam do propósito”. Montegomery (2012, p.60)

Cynthia A. Montgomery é professora de administração e ex-diretora da Unidade de Estratégia da Harvard Business School, onde lecionou por mais de 20 anos. Por seis anos lecionou estratégia no programa Owner/President Management da Harvard Business School, além de ter participado do conselho diretor de duas empresas listadas na Fortune 500, organizações não governamentais e de fundos geridos pela BlackRock.

Saiba mais: http://cynthiamontgomery.com/

A obra:

MONTGOMERY, Cynthia A. O Estrategista-Seja o líder de que sua empresa precisa. Rio de Janeiro: Sextante,  2012. 208 p.

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Ultimamente o termo “estratégia” tem sido amplamente utilizado nas empresas e no meio acadêmico: estratégia de mídias sociais, estratégia de implementação, estratégia de vendas, design estratégico, estratégia de marketing e assim por diante. Mas será que o seu significado é amplamente compreendido e, principalmente, aplicado no dia a dia das áreas relacionadas e de seus profissionais? Seja como for, essa tendência evidencia a importância da estratégia para o funcionamento do mercado, seja pelo reconhecimento de sua aplicação bem-sucedida ou pela expectativa que gera para aqueles que aspiram modificar a forma de executar as tarefas relativas a seu trabalho.

Ao pegar o dicionário e buscar esse termo, você vai se deparar com definições que fazem referência a incursões militares e busca por vantagens em cenários de guerra e, de maneira mais próxima da nossa realidade, meios que permitem explorar certas condições para alcançar objetivos específicos. E é deste segundo caminho que vamos falar a seguir, pois é ele que conduz a ampla abordagem da estratégia em instituições de referência no mundo dos negócios, seja na área acadêmica ou no mundo empresarial.

Estratégia é a maneira pela qual podemos traçar linhas de ação para conquistar objetivos pré-determinados. Não é o fim, é o meio, envolvendo as capacidades de quem a executa bem como as ações que são tomadas.

Para que a estratégia aconteça, é necessário que haja um entendimento do contexto, mais especificamente o reconhecimento de “onde se está” e de “aonde se quer chegar”, uma vez que, para que planos de ações sejam traçados e coordenados, a necessidade de direcionamento é implícita.

Nesse sentido a estratégia é um elemento comum para o branding e para o design, atividades que andam juntas para gerar diferenciação e vantagens competitivas e cuja execução demanda:

Contextualização:

Entender o ambiente interno e externo à empresa, bem como a maneira como esses dois mundos se relacionam, considerando seus agentes, suas demandas e suas entregas.

Planejamento:

Definição do passo a passo para alcançar o objetivo, definindo prioridades, possibilidades, prazo, orçamento e alternativas para possíveis problemas de percurso.

Pensamento lógico:

Entender quis atividades são envolvidas no processo de execução e qual a relação de interdependência entre elas, buscando organizá-las e executá-las de maneira a otimizar recursos e evitar retrabalhos.

Capacidade analítica constante:

Pensar sobre o processo e repercussão que o projeto gera no ambiente, reconhecendo o que foi bem-sucedido, entendendo e desenvolvendo aquilo que precisa ser aperfeiçoado e aprendendo com o erro, de forma a perseguir a melhoria constante.

O branding enquanto atividade de construção e gestão de marcas traz o entendimento de todas as atividades que se relacionam para que a empresa entregue valor para seus consumidores e as direciona em uma única direção, de modo a construir uma identidade e posicionar a marca no mercado com eficiência, possibilitando a identificação das vantagens que ela proporciona e diferenciando-a de propostas que, à primeira vista, podem parecer semelhantes.

A sustentação do branding encontra-se no propósito, conceito que reúne tudo o que a marca é, representa e almeja, proporcionando uma linha condutora de ações capaz de otimizar decisões e garantir a percepção de integridade e coerência, consolidando a identidade da marca em longo prazo.

Assim como o branding, o design também se relaciona com o conceito de estratégia, no sentido em que sua existência atende a objetivos traçados. Em sua análise sobre a etimologia da palavra “Design”, Mozota (2001, p. 15-16) ressalta que dois significados podem coexistir, o de intenção e o de desenho, o que sugere duas frentes: a de planejamento e a de execução.

Assim, o design, seja de produto, visual, de moda ou de ambientes, incorpora em si a percepção de uma necessidade e a execução de um projeto que a atenda plenamente, transmitindo uma mensagem e consolidando uma ideia.

Juntos, branding e design são atividades que exercem grande impacto em um mercado em que produzir um produto ou oferecer um serviço já não é mais suficiente para atender a demanda dos consumidores.

Uma empresa que se oriente pela visão do branding somada ao design tem em suas mãos grandes chances de se posicionar de maneira diferenciada da sua concorrência, podendo construir e gerenciar uma imagem que desperte no consumidor a vontade de pertencer e se relacionar, uma vez que cada ação é pensada para entregar uma promessa, e afastar a empresa da ideia de “apenas mais uma exercendo o mesmo papel”.

Ao falar de branding e design relacionados à gestão de uma empresa é inevitável abordar o tema da inovação, conceito que demanda uma estratégia orientada para a desconstrução e reordenação do que já se faz e daquilo que já se domina, de forma a sair da zona de conforto e possibilitar o novo.

O conceito de inovação vai além de oferecer algo puramente novo, embora isso também seja inovação, mas com a ideia de olhar as coisas de outra maneira, estabelecer relações e reordená-las para gerar novas ideias, aplicando-as e possibilitando resultados.

É por isso que junto com branding e design se relaciona com estratégia, na perspectiva em que define o modelo de gestão da empresa, alinhando se ao seu propósito e sustentando a construção da marca, que traduzirá para o mercado o posicionamento que a empresa busca estabelecer no mercado, processo no qual o design exerce importante papel ao organizar, padronizar e tornar o conceito atrativo e pregnante para os olhos, mentes e corações.

Sem essa percepção não existe diferenciação e consolidação de conceitos que atraiam a atenção e preferência dos consumidores que, frente ao avalanche de ofertas, buscam aquelas que mais agregam valor e facilitam suas vidas, o que vai na direção inversa da acomodação.

Por isso, quem busca empreender uma ideia, seja dentro ou fora de uma organização, precisa se dedicar a conhecer o conceito e aplicação da estratégia que, relacionando-se com os parâmetros do branding, design e inovação possibilita que a marca seja “A” marca e não apenas “UMA” marca.

Referência:

MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

 

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Muito se fala sobre marcas e seu papel para negócios e consumidores, especialmente no que tange à construção de relacionamentos duráveis pautados no compartilhamento de valores comuns, trazendo satisfação de um lado (consumidores) e vantagens competitivas do outro (negócios). Mas como nascem e se desenvolvem essas marcas até a consolidação das relações e da fidelidade?

Com base na prerrogativa de marca e negócio sendo uma entidade única e indissociável, meu artigo busca abordar branding como uma estratégia global do negócio, não sendo restringida ou mal interpretada como algo ligado somente à comunicação a ser externada, e sim como algo que sustenta o negócio em seus diversos âmbitos.

 

A marca confere personalidade, representando não apenas uma forma do negócio ser reconhecido em meio ao mercado, mas também proporcionando a ele uma linha de ação a ser seguida na sua própria estruturação. Possibilitando a coordenação dos diferentes departamentos e direcionando forças para a conquista de um objetivo comum: o seu propósito.  

 

Neste sentido, a marca funciona como um forte elo entre pessoas, processos e estratégia, unindo-os de forma perene e possibilitando a consolidação do valor organizacional, reconhecido interna e externamente, sobre o qual são pautadas as relações com pessoas e outros negócios e a partir do qual se sustenta a vantagem competitiva.

Portanto, busca-se demonstrar, por meio da relação de conceitos, experiências e estudos de caso, como a marca influencia a estruturação, desenvolvimento e consolidação de um negócio, de forma a alinhar suas ações e determinar seus passos rumo à excelência.

Se você se interessou por esse assunto, não deixe de acompanhar a apresentação desse e outros artigos do InfoBranding  no II Congresso Internacional de Branding em Lajeado/RS, nos dia 1, 2 e 3 de outubro.  Para mais informações, clique aqui 
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Num mundo onde as fronteiras estão cada vez mais diluídas, percebemos que muitas organizações buscam orientação além dos cálculos e das análises financeiras. Estamos em um contexto onde elas anseiam por algo diferente. Além disso, percebemos um consumidor atordoado por inúmeras opções de escolha e dentro de um mercado gigantesco, onde buscam por produtos e marcas não apenas diferentes, mas que venham de encontro com os seus valores e desejos pessoais.

Nesta atmosfera de mudanças, as organizações estão percebendo o design como ferramenta estratégica para incorporar técnicas mais modernas, inovadoras e que trazem esperança de insights e novas ideias.

O grande desafio é alinhar esta ferramenta aos processos organizacionais pré-estabelecidos.

Segundo a *CEO Heather Fraser Se grandes ideias não forem traduzidas em estratégia clara para orientar esforços e investimentos, elas nunca serão realizadas. Mas, se centralizarmos o foco somente em processos pré-estabelecidos, nada de criativo poderá surgir e influenciar a estratégia de negócios.

Vemos a Gestão do Design como uma grande ferramenta para os negócios. Se você já sabe o que quer para a sua empresa, a pergunta é: Como pretende fazer isso acontecer?

Considere incluir o design como parte dessa estratégia de negócios.

Como empresários, podemos estar em busca de novos clientes, novos mercados, produtos melhores a custo baixo, vender mais sem precisar reduzir preço de produto, ser melhor percebido no mercado, lucrar mais… enfim, são inúmeros os desejos a serem alcançados.

A Gestão do Design tem por objetivo trazer uma visão macro para o negócio.  Ela possibilita o monitoramento e coordenação de todos os departamentos e etapas fundamentais para o próximo passo ou processo acontecer, pois uma empresa é uma grande engrenagem: se um dos mecanismos falha, seja na escolha das matérias primas ou no relacionamento com seus fornecedores, ou seja em qualquer momento do longo caminho percorrido pelo produto até chegar no consumidor final, todos os insights e inovações podem sofrer com a má gestão.

Design é desenvolver produtos competitivos, focados nas necessidades do usuário, e sua aplicação possibilita determinar o desempenho, o apelo, os processos, os custos de fabricação e até mesmo o posicionamento do produto. As empresas que usam o design de maneira eficaz, com certeza serão mais competitivas e lucrativas. Esta nova visão e a experiência acumulada, levam ao uso estratégico do design, e isso ajuda a desenvolver novos produtos e descobrir melhores formas de sistematizá-los.

Neste processo é fundamental o papel do designer como profissional multi disciplinar, pois o profissional tem que estar apto à construir um planejamento bem elaborado, onde é observado quais objetivos o projeto de design quer alcançar, quais são os objetivos estratégicos da empresa, que competências são necessárias, como o produto será fabricado, entre outras inúmeras observações.

Dentro deste processo de design, conhecer as etapas é fundamental para uma boa gestão, afim de obter melhores resultados. E o processo não pode ser definitivo, pois as etapas variam de acordo com cada tipo de projeto. Mas, de maneira ou de outra, é importante ter os pontos de tomada de decisões muito bem alinhados e no controle, pois o quanto antes os problemas de projeto forem identificados, o impacto negativo no financeiro ou até mesmo na imagem corporativa da empresa poderá ser minimizado ou anulado.

Uma boa gestão de design contempla a liderança, onde as decisões tomadas sobre o projeto impactam diretamente nos produtos e serviços oferecidos pela empresa. Pelo briefing, para que o projeto seja bem orientado. Pela criatividade, para impulsionar o projeto e ele ser uma fonte ideias originais. Pela flexibilidade, pois as empresas estão inseridas em um ambiente multi facetado e, por isso a gestão precisa ser flexível, mas sem perder o foco no objetivo estabelecido. Pelo próprio designer, para o processo de desenvolvimento de produto não ficar limitado apenas em atividades estéticas e de acabamento, pois design não é maquiagem. Pela inovação, para que as ideias originais sejam transformadas em produtos e serviços prontos para o mercado. E, não podemos deixar de falar da sustentabilidade, pois agrega valor e, ao reduzir o impacto sobre o meio ambiente, é possível também reduzir custos de produção e na distribuição de produtos.

Inovação diferencia os líderes de mercado dos seguidores”  Steve Jobs

Estudos realizados pela CNI indicam que 75% das empresas que investiram recentemente em design registraram aumentos em suas vendas. Dessas, 41% também conseguiram reduzir seus custos(A importância do design para sua empresa – Confederação Nacional da Indústria – CNI)

*Fundadora e CEO – Vuka Innovation, Cofundadora da Rotman DesignWorks, professora de  Business Design da Rotman School of Management, University of Toronto.

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Tati Souza

Designer Executiva na Ouïe Consultoria, Ideias & Design. Consultora especializada em gestão do design em empresas do segmento têxtil e calçadista. Graduada em Desenho Industrial pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Especialização em Desenvolvimento de Produto para Moda no PoliTecnico di Milano e Moda Pelle Academy, Master em Gestão de Marcas – Branding na BSP e Business Mangement no IEDE Chile.

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Captura de Tela 2014-06-13 às 14.17.14Para quem ama e acredita que o Marketing de Conteúdo é atualmente a estratégia mais forte e efetiva para uma marca se promover e atrair seu público, este e-book é dos deuses.

Como sabemos, dentro das estratégias da gestão de marcas, o conteúdo é um grande aliado, pois envolve, estreita a relação e faz com que o consumidor (ou potencial cliente) se aproxime da marca. O trabalho para engajar e envolver é ainda mais fácil quando trabalhamos com profundidade e por isso um bom conteúdo é primordial.

Curtiu? Baixe o conteúdo aqui! Aprenda com quem já faz o marketing de conteúdo com excelência.

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