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gestão de marca

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Mito, lenda, rei, fantástico, divino, atributos positivos não faltam para descrever Michael Jordan.

Mas como um garoto pobre,  nascido no Brooklyn/NY e criado na Carolina do Norte se transformou numa marca de sucesso?

Primeiro, com trabalho duro! Existe uma história de que Michael foi cortado do time do colégio onde estudou, o seu treinador da época disse a ele que não teria futuro no basquetebol, Jordan se trancou em seu quarto e chorou durante horas. Esse foi o start para ele trabalhar duro, apesar do talento, ele nunca escondeu que sem esforço e dedicação o sucesso não vem. “Eu jogo para ganhar, seja durante o treino ou num jogo real. E eu não vou deixar que nada fique no caminho de mim e do meu entusiasmo competitivo para ganhar”. Realmente, dedicação, esforço, persistência e trabalho duro são fundamentais para uma marca se torne forte e reconhecida.Michael Jordan

Michael Jordan desenvolveu também sua identidade visual, fator que faz com que uma organização se diferencie das outras. Seus símbolos eram: jogar com a língua para fora da boca, seu bigode ralo e seu salto que se transformou no logotipo da Air Jordan, marca que possui em conjunto com a Nike.

Outro fator presente em Jordan, essencial para uma empresa, é o foco, ele sabia muito bem o que queria, sempre demonstrou competitividade, seu sonho era jogar basquete, se preparou para isso e fazia com alegria. Tanto que quando resolveu se aventurar no baseball não deu certo e foi motivo de chacota, desviou o foco, mas até mesmo uma grande marca pode falhar, se redimiu do erro e voltou para NBA no ano seguinte. “Eu posso aceitar a falha, todos falham em alguma coisa. Mas eu não posso aceitar não tentar”. Uma instituição deve definir seu campo de atuação, seu público-alvo e focar neles.

Por último, a importância do trabalho em equipe e Michael Jordan nunca escondeu de ninguém a influência dos seus companheiros na sua maneira de jogar, principalmente demonstrando gratidão a seu eterno parceiro Scottie Pippen. “O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos”. Seja no esporte, no mundo corporativo ou na vida pessoal, a equipe com quem você trabalha e/ou as pessoas com quem convive são o alicerce para o seu sucesso, “uma andorinha só não faz verão”. Talvez o Chicago Bulls e a seleção dos Estados Unidos não teriam sido campeões sem Michael Jordan, mas certamente não seriam campeões somente com ele. Grandes talentos brilham com o apoio de uma grande equipe.

Com uma bela gestão da sua carreira e marca, que transpira inovação e determinação, Michael Jordan reinventou a forma de jogar basquetebol, popularizou por todo o planeta a NBA e o Chicago Bulls, além de ser considerado por muitos, inclusive eu, o maior atleta da história.

Michael Jeffrey Jordan:

– Está no hall da fama do basquetebol desde o ano de 2009;

– Campeão universitário pela Universidade da Carolina do Norte;

– Bicampeão olímpico pela seleção Norte-americana;

– Seis vezes campeão da NBA pelo Chicago Bulls;

– Eleito o jogador mais valioso da NBA (MVP) em 5 temporadas.

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Qual é a diferença entre marca e reputação?

Muitas vezes ouvimos estes dois conceitos usados ​​como sinônimos, quando na verdade, eles são completamente diferentes.

Ambos são ativos intangíveis de extrema importância para uma empresa, porém a composição de cada um é totalmente distinta, mesmo que ambos se complementem, pois  uma marca forte pode auxiliar na construção de uma boa reputação, assim como uma boa reputação ajuda na construção de uma marca.

Um exemplo que podemos citar é o da Procter & Gamble, empresa de produtos de higiene e limpeza que possui em seu portfolio marcas como Ariel, Pantene  e Always. A presença destas marcas e o trabalho desenvolvido por elas certamente auxilia a reputação da P&G, porém a reputação desta empresa, desenvolvida durante os anos de sua existência também ajuda na construção de suas marcas de sucesso.

 

Sabendo disso vamos as principais diferenças:

Marca:

# é a soma de percepções, desenvolvida principalmente por clientes atuais e potenciais de uma empresa, acerca de seus produtos ou serviços;
# trabalha com a promessa que a empresa, produto ou serviço realiza para seus consumidores;
# trata da relevância e diferenciação da empresa, produto e serviço;
# sua força depende de como a promessa realizada por ela foi entregue;
# é  algo emocional;
# é amor;
# faz com que as pessoas procurem por sua empresa, produto ou serviço;
# é a história que uma empresa, produto ou serviço constrói sobre si mesmo;
# é o que a empresa faz.

Reputação:

# é a soma de percepções sobre ações corporativas da empresa;
# é o grau em que as promessas são entregues e percebidas pelos públicos de interesse;
# trata da legitimidade da empresa perante seus públicos;
# sua força vem de uma série de fatores como desempenho financeiro, responsabilidade social, inovação das empresas e também da imagem de sua marca;
# é construída por meio de experiências e formada racionalmente;
# é respeito;
# faz as pessoas serem fiéis a sua empresa, produto ou serviço;
# é a história que todo mundo conta sobre a empresa, produto e serviço;
# é o que a empresa é.

Para que isso fique claro de uma forma prática, tente responder as seguintes perguntas:

A marca Coca-Cola é forte? E a empresa The Coca-Cola Company, tem uma boa reputação?

Big Mac é uma marca lembrada e reconhecida por todos? E o McDonald’s, possui hoje uma reputação positiva com todos os seus públicos?

A marca TIM é conhecida? E como é a reputação da empresa TIM?

Possivelmente as respostas serão distintas quando falamos, nos casos apresentados, das marcas e das empresas, o que deixa claro as diferenças apresentadas. Isso demonstra o desafio que é gerenciar uma marca e a reputação de uma empresa de forma que ambas sejam positivas. Será difícil conciliar uma boa marca com uma excelente reputação?

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1098418_513159022093414_744480818_aMarcelo V. P. Toledo
É atualmente sócio da 3.0 Marketing & Inteligência e professor nas áreas de Marketing e Comunicação na BSP e ESPM. Mestrando em Administração de Empresas pela ESPM, com um MBA em Marketing pelo Insper, Pós-Graduação em Marketing pela ESPM e Graduação em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru, atuou como executivo em empresas como CPM, Nokia, IBM e Brahma. Atualmente em sua consultoria atua em projetos de marketing, comportamento do consumidor e reputação corporativa de empresas B2C e B2B.

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Talvez ela não seja tão popular quanto uma Coca-Cola ou Apple, mas possui grande sucesso em seu meio. No triathlon, esporte que reune três modalidades na sequência (nataçao, ciclismo e corrida), ela é um sonho, uma meta, um objetivo e mais que isso, um estilo de vida!

Como pode uma marca ter tanto sucesso assim? Transforma pessoas, muda o estilo de vidas e instiga a superação pessoal.

O Ironman surgiu no Hawaii, em 1978 em uma aposta entre amigos: juntar as 3 provas mais desafiadoras da ilha, em apenas um dia. 3,8km de natação, 180km de ciclismo, e 42km de corrida, que foi completado pela primeira vez em 11 horas e 46 minutos.

A prova tornou-se uma marca e hoje em dia são mais de 31 provas de Ironman espalhadas pelo mundo todo, que dão direito à disputa por uma vaga no campeonato mundial em Kona, no Hawaii, é claro, apenas para os melhores amadores e profissionais.

E não é apenas o sonho passar pela linha de chegada e concluir o desafio atrás de uma medalha de participação, o Ironman também tem seus produtos, uniformes de competição, camisetas, equipamentos esportivos e até tatuagem. Quem não se lembra do famoso relógio Timex Ironman?

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Um estilo de vida, pessoas ativas que acordam de madrugada todos os dias, de segunda a segunda para treinar antes e depois do trabalho, levam uma alimentação saudável, regrada, com muita dedicação e foco para auto-superação.

O sucesso da marca chegou a um ponto tão extremo que para se increver em uma prova, você precisa tomar a decisão um ano antes, quando abrem as inscrições, e ainda torcer para conseguir, pois se esgotam em 15 minutos, quase que 2000 vagas por prova, com um valor em média de 500 dólares, um esporte voltado para uma classe mais privilegiada, pois exige muito investimento financeiro e de tempo.

Mas para quem sonha em concluir esse desafio e poder dizer ao final da linha de chegada, EU SOU UM IRONMAN não há nada que não possa ser ultrapassado.

Ford Ironman World Championship 13 October 2007

E você, topa esse desafio?

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Bike
O trânsito na cidade de São Paulo está cada vez mais caótico, o governo e os especialistas já não conseguem encontrar soluções para tantos carros na rua, não existe mais horário de pico, toda hora encontramos tráfego intenso em diversos pontos da cidade, ruas esburacadas, pontes e viadutos em construção e muita, muita poluição no ar.

Nos últimos tempos o gorverno optou por finalmente colocar em prática as construções dos metrôs, uma ótima alternativa! Porém o que vem se destacando e crescendo, ainda que timidamente, é o uso da bicicleta como meio de transporte. Além de ser usada como atividade física e lazer, método sustentável, as bikes vêm ganhando espaço nessa cidade de 11 milhões de habitantes. 204 kms de ciclovias fixas e ciclorotas foram implantadas nos últimos anos, a famosa ciclofaixa aos domingos e feriados levam milhares de pessoas as ruas, é importante também educar os motoristas a darem preferência e espaço aos ciclistas nas ruas e avenidas. Com isso, houve um forte aquecimento no mercado de bicicletas e acessórios.

E o que o Branding tem a ver com isso? Diversas empresas estão exergando isso como uma oportunidade para geração de valor. O Banco Bradesco é um exemplo, que patrocina a ciclofaixa aos domingos, o Itaú não ficou para trás e trouxe o Bike Sampa, um aluguel de bicicletas que promove a mobilidade com quase 100 pontos espalhados pela cidade. A Caloi recentemente lançou uma campanha nomeada de <3, onde incentiva pessoas que moram a menos de 3 kilometros de seu trabalho a ir de bike para se locomover e deixar o carro em casa.

Comparando com grandes metrópoles como Amsterdam, Paris e Londres, estamos longe de ser uma cidade bike amigável, porém nos ultimos anos notei uma grande e rápida evolução, espero que as autoridades e empresas continuem promovendo e incentivando esta prática, mas é claro, precisamos de sua conscientização!

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red-bullOlá, como primeiro artigo no portal InfoBranding que estou escrevendo, escolhi logo de “prima” falar sobre a famosa Red Bull e seu sucesso no marketing e nos esportes, de dar inveja a qualquer outra marca.
Fundada por um austríaco e inspirada em uma bebida tailandesa, essa latinha de energético faz sucesso no mundo todo, além de ser o mais vendido com 70% do mercado mundial.
Chegou ao Brasil em 1999 e de lá pra cá só obteve crescimento tanto em reconhecimento de marca com seu público alvo, como em vendas. E qual o segredo de tudo isso?
O forte investimento em marketing (30% dos quais 60% em eventos), através de eventos esportivos (e outros nem tanto esportivos), musicais e culturais e também patrocínios a atletas do mundo todo e de diferentes modalidades. Tudo isso pensando em longo prazo, na construção da marca com amor e atenção aos detalhes.
A Red Bull possui como características de marca, dinamismo, auto ironia, festividade e com mente aberta para novidades, que aplicadas aos eventos esportivos fazem com que o público se aproxime de experiências jamais vividas anteriormente, resultando no sucesso dessa inovadora estratégia de marketing com forte apelo emocional.
Eventos como Red Bull Flugtag, onde as pessoas constroem aviões temáticos de mentira que tentam realizar um voo através de uma rampa que cai na água, fazendo com que a plateia entre ao delírio de tão engraçado. Tem também o Red Bull Air Race World Championship, que é uma corrida de aviões acrobatas, além de 2 equipes vitoriosas na Formula 1, Stock Car e até time de futebol.
Há uma gama de produtos? Apenas 2 versões: a tradicional e a versão sugar free. Recentemente lançaram mais 3 novos sabores: cranberry, lime e blueberry.
O segredo está no posicionamento da marca, completamente fora dos padrões: “Nós não levamos o produto para o consumidor, nós trazemos o consumidor para o produto” diz o austríaco.
E ai, Red Bull realmente te dá asas?

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