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Identidade visual

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BRANDING NA PRÁTICA

A rede Óticas Precisão é hoje uma cadeia com mais de 80 lojas localizada principalmente no interior do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Seguindo a decisão da rede de estabelecer novo posicionamento para a marca, a Design Novarejo foi a responsável pelo desenvolvimento de um novo projeto de branding que incluiu o redesign da identidade visual e a criação de um novo conceito ambiental e arquitetônico para as lojas.

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Marca já bem estabelecida nas cidades onde opera, o desafio do projeto era não perder aquilo que a marca tinha de recall, mas transmitir de forma clara novos valores que, com a evolução do negócio, passaram a ser importantes. Com um público cada vez mais conectado e bem informado, era fundamental que a marca se mostrasse contemporânea e focada nas melhores tecnologias e práticas do segmento ótico.

Aproveitando o laranja da identidade anterior, uma cor viva e marcante, a identidade recebeu um visual vibrante que se destaca e a diferencia da concorrência. O logo, um par de óculos estilizado que é também um símbolo de infinito, simboliza as infinitas possibilidade que temos ao enxergar bem. A identidade visual padronizou também toda paleta de cores, tipografia e criou novos moods fotográficos e de ilustração.

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No conceito das lojas, a experiência do usuário no ambiente foi melhorado. Um espaço de espera para clientes acompanhados com filhos ou amigos foi criado, garantindo que a estadia vá além da simples aquisição do produto. Mesas mais altas ajudam no atendimento em lojas compactas, uma característica das lojas da rede, facilitando a circulação e dando um tom próximo e informal ao atendimento. Pontos para recarga de celular, wi-fi, e alguns brinquedos reforçam e agregam valor emocional à experiência.

Os mobiliários desenvolvidos são modulares e de fabricação simplificada, garantindo uma linha de produção eficiente e com custo semelhante ao que a rede já gastava, porém, com vantagens produtivas e operacionais.

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Os espaços de comunicação seguem o mesmo padrão, simples e de fácil manuseio, utilizando mecanismos que permitem uma fácil troca de campanhas em espaços pré-definidos. A vitrine, por exemplo, recebeu um trabalho específico de visual merchandising – nichos com um bom volume de produtos expostos não perdem o viés promocional, a organização e a boa visibilidade.

A primeira loja com o novo padrão já foi inaugurada na cidade de Macaé, litoral do Rio de Janeiro, e a rede segue em expansão: mais duas lojas  com o novo conceito estão por vir, uma em Juiz de Fora (MG) e outra em Itaperuna (RJ), cidade que também é sede do Grupo Bukovski, detentor da marca.

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Enrique Fernandes:
Designer pós-graduado em marketing. Atuou nos mais variados segmentos do design e há mais de 10 anos trabalha no desenvolvimento de projetos de design e experiência de marcas focadas no varejo. Atualmente é gerente de projetos na Design Novarejo, empresa com mais de 25 anos de atuação no mercado de design especializado em espaços comerciais, onde desenvolve os mais variados projetos focados em experiência de marca.

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O logotipo da marca paulistana Cavalera, empresa que atua no segmento de moda, é uma águia bicéfala negra. Ele foi inspirado na bandeira da República da Albânia, um país localizado no sudeste europeu.

A águia bicéfala é um símbolo iconográfico da cultura indo-europeia e mesoamericana, é usada em brasões de vários países e representa o poder e a nobreza de grandes impérios. Já a Cavalera, fundada em 1995, representa o poder do rock ‘n’ roll e a nobreza do humor na moda.

Confira o logo da Cavalera e a bandeira da Albânia:

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albania

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A Revista Época da Editora Globo tem seu layout, formato e até logotipo inspirados na revista alemã Focus?

A Focus, de circulação semanal, foi lançada em 1993 e é considerada conservadora e com opiniões que tendem para o liberalismo econômico. Já a Época foi lançada em 1998 e segundo a ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) tem uma circulação de média estimada em 420 mil exemplares.

Confira o logotipo das duas revistas e notem a semelhança:

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propositoO logotipo e o sinal gráfico, e muitas vezes a combinação dos dois, são os elementos de marca mais facilmente reconhecíveis pelo grande público, uma vez que são tangíveis e encontram-se presentes nos diversos pontos de contato da marca com o consumidor.

De forma visual, e portanto rápida de ser interpretada, transmitem conceitos importantes acerca da marca e estabelecem aquele gatilho para lembranças e crenças na mente das pessoas.

No entanto é comum que empresários, principalmente os que administram empresas menores,  encarem a marca de suas empresas como logos e sinais gráficos, limitando sua gestão à aplicação constante destes elementos em diversos materiais de suas empresas.

O logo é apenas um dos elementos ou, como se costuma dizer, é apenas a ponta do iceberg. Sustentando a aplicação do logotipo existe toda uma estratégia de branding estabelecida com base na relação de empresa, consumidor e mercado, que alinha as diversas ações da empresa e visa, sobretudo, a identificação, a diferenciação, o reconhecimento, o estabelecimento de vínculos e, por conseqüência, as vantagens competitivas.

Por isso o logo não deve simplesmente ser criado as pressas e em com base no gosto pessoal dos gestores da empresa, o que é comum em empresas menores. Não. Ele deve ser concebido de forma estratégica. Primeiro de tudo é necessário que a empresa entenda sua essência, o seu propósito, ou seja, é preciso que ela olhe para dentro de si e perceba, entenda e assuma a razão pela qual ela existe e atua no mercado. Com o propósito reconhecido a empresa pode identificar melhor o seu público com base nos valores compartilhados e assim entender o que ele aprecia, definindo que tipo de imagem ela quer gravar em sua mente, o que, em poucas palavras, define o conceito de posicionamento. Em paralelo acontece o reconhecimento do mercado, das práticas dos concorrentes e a identificação de características da categoria na qual atuará, possibilitando a percepção dos pontos de paridade, ou seja, aqueles nos quais haverá semelhanças e os pontos de diferenciação, que possibilitam o reconhecimento da marca como única.

A partir dai começa o desenvolvimento do desenho da marca propriamente dito. Nesse processo são identificadas as necessidades da empresa no que diz respeito à aplicação de sua marca. Além das aplicações básicas como cartão de visitas, fachadas, papelaria institucional, brindes, website, elementos identificadores para redes sociais como “cover image” e “perfil image” são analisados aplicações específicas que a empresa possa demandar. No caso de uma loja de roupas, as tags e sacolas; no caso de uma padaria ou restaurantes, os guardanapos louças e embalagens; no caso de uma clínica médica, os receituários, aventais, pasta para exames e assim por diante. É importante que esse estudo prévio seja realizado para que a marca funcione de forma legível, pregnante e sem distorções nos mais diversos meios, mantendo uma unidade através da combinação de cores e elementos que acompanham o logo, como imagens e padrões gráficos. Isso sem falar no processo de criação do nome, conhecido como naming, e de registro da marca junto ao INPI; etapas importantes no processo de criação de uma marca.

Tudo isso alinhado cria e sustenta a identidade da marca, o que por sua vez garante seu reconhecimento como entidade. Com base na identidade as pessoas identificam a marca em meio a tantas outras e isso facilita sua escolha.

A marca de uma empresa não é algo pontual, não é resumida a uma elemento específico, não é dissociável da empresa. É um conjunto, uma soma de várias pequenas ações e elementos que juntos constituem o que a empresa tem de mais valioso, sua imagem e reputação na mente de seu público.

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