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Nós sabemos que as marcas trabalham muito a relação com os seus consumidores e com o mercado, tentando conquistá-los e fidelizá-los. Há também o endobranding, que reforça o propósito e a cultura organizacional, voltado para o público interno (colaboradores e gestores). Mas como trabalhar a marca para transformar o consumidor em colaborador?

 

Os millennials chegam ao mercado de trabalho

Muito se fala sobre a inconstância da geração millennial (nascidos no início dos anos 1980 até final dos 1990), jovens que são impulsivos ou preguiçosos, pulam de emprego em emprego, gostam de inovação e buscam não apenas o sucesso rápido, mas um propósito.

Alguns desses estereótipos são constantemente reforçados pelos meios de comunicação, mas simplificando: os consumidores millennials agem da mesma forma quando são funcionários. Segundo o estudo da Delloite, eles querem saber como as empresas desenvolvem seus produtos, lucros e colaboradores e como contribuem para a sociedade.

“Da mesma forma como eles compram, eles precisam de um propósito para trabalhar. Cerca de 77% dos jovens mais conectados revela que o propósito da empresa em que trabalham foi uma das razões para a terem escolhido como local de trabalho.”

Então não é que eles sejam infiéis ou pouco confiáveis, mas é uma geração desconfiada e cética. Estudados, globalizados e conectados (com fácil acesso à informação), eles não são como seus pais, não acreditam no discurso das empresas. Querem ver a prática aplicada no dia a dia e na sociedade. Desejam a estabilidade financeira, mas com um trabalho que seja flexível, que equilibre a vida profissional com a pessoal.

Eles podem trabalhar de casa, empreender sozinhos ou com colaboração, criar um aplicativo ou a sua própria startup. Então as empresas precisam mudar para conseguir atrair e reter esses talentos que parecem voláteis.

 

Employer branding

A empresa precisa investir nela como marca empregadora. Tornar-se tão interessante que é capaz de atrair os talentos e não disputá-los com o mercado. Salários altos e fazer parte de rankings de melhor empresa para se trabalhar já não são mais suficientes para ser desejada.

Tão importante quanto trabalhar com os gestores ou com a área de Marketing, o Branding precisa ter contato com o RH (Recursos Humanos), que vai atuar no employer branding. Usando amplamente a comunicação e a tecnologia para reforçar os pontos positivos da marca e aumentar a sua visibilidade no mercado.

As ações devem ser trabalhadas tanto internamente quanto externamente, com a interação entre áreas, engajamento de líderes e equipes, aumentando o comprometimento em favor do propósito e objetivos da organização. Em um movimento de dentro para fora.

Se para ser forte uma marca precisa ser diferenciada, gerar relevância e criar familiaridade e assim alcançar os corações dos consumidores, qual é o diferencial da sua empresa para alcançar os melhores colaboradores?

Algumas empresas nem precisam fazer tanto esforço, seus produtos e serviços ajudam na sua reputação, como Google, Facebook e Apple. Elas estão no dia a dia dos millennials e transmitem inovação e confiabilidade. E com certeza também têm um pacote de benefícios atraentes.

Entre as ações que a sua empresa pode investir estão:

  • Tecnologia: para reforçar o propósito (mensagem) de maneira rápida e inovadora e mensurar a resposta.
  • Comunicação clara e constante: para que todos sejam envolvidos e estimulados.
  • Pesquisas de clima e ações direcionadas: para ouvir os funcionários e implementar melhorias.
  • Remuneração compatível e múltiplos benefícios: para que o colaborador se sinta valorizado.
  • Treinamento e capacitação: para estimular a produtividade e a motivação.
  • Flexibilidade da jornada de trabalho: para equilibrar melhor a vida profissional e pessoal.
  • Eventos ou ações para qualidade de vida: para desenvolver profissionais saudáveis e equilibrados (ex: programas de saúde da mulher, antitabagismo, academia de ginástica etc)
  • Políticas transparentes e compliance: para a boa reputação da marca.
  • Ações de sustentabilidade: para ampliar a atuação da empresa em favor do meio ambiente e da sociedade.
  • Estímulo à diversidade: para criar um ambiente que valoriza o melhor das diferenças e propõe a equidade social.
  • Novos processos: para diminuir a burocracia, flexibilizar antigas políticas e criar Instituições menos hierárquicas, mais acessíveis e recompensadoras.

Com todos esses estímulos, os próprios colaboradores passam a ser os promotores da marca, vendendo não apenas o serviço/produto, mas a própria empresa como um lugar ótimo para se trabalhar. Esse orgulho pode ser reforçado nas redes sociais (Facebook e LinkedIn), onde eles compartilham o conteúdo da marca e trocam recomendações para amigos, familiares e profissionais.

Atraindo cada vez mais talentos é possível criar um ambiente de trabalho com equipes altamente qualificadas e mais produtivas, contribuindo para o próprio crescimento da empresa. Mas lembre-se, o trabalho com a marca deve ser constante. Não basta apenas atrair, é preciso reter esses talentos.


Referências

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2016/03/16/sete-coisas-que-voc-precisa-saber-sobre-os-millennials.html

https://exame.abril.com.br/carreira/geracao-y-nao-e-infiel-as-empresas-diz-estudo/

https://www2.deloitte.com/pt/pt/pages/human-capital/articles/geracao-millennial.html#

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Imagem é a forma como somos percebidos pelos outros. Nossa identidade e nossa essência são transmitidas através de sinais que compõem nossa comunicação não verbal, ou seja, tudo que comunicamos a nosso respeito que não envolva o mecanismo da fala. Você já parou para pensar que tipo de sinais tem emitido? Que mensagens tem passado sem que você mesmo perceba, seja através de seu gestual e comportamento, seu tom de voz, suas expressões faciais ou sua aparência?

Nossa aparência é parte relevante do pacote que afeta as impressões das pessoas a nosso respeito, sobretudo quando se encontra alguém pela primeira vez. Gostando ou não, a maior parcela da primeira impressão pode vir do impacto visual que causamos. Não seria esta uma ferramenta muito importante para ser deixada de lado, especialmente em ambientes corporativos? Em tempos de comoditização de profissionais, não seria a imagem um grande diferencial competitivo?

Ao contrário de nossa comunicação verbal, que tem princípio, meio e fim, a comunicação não verbal é intermitente, e, muitas vezes, invasiva e involuntária. Ela nos denuncia, podendo ajudar ou dificultar nosso esforço de venda.

A credibilidade, fator fundamental em ambiente corporativo, também encontra suporte em nossa própria imagem. Ela é o conjunto que você apresenta, do qual sua vestimenta faz parte e, de acordo com os conceitos da imagem, as pessoas sempre fazem algum tipo de declaração, eficaz ou deficiente, pela maneira como se vestem.

As pessoas relacionam-se conosco a partir da forma como nos percebem; mais do que isso: fazem negócios com quem elas confiam. Obviamente a confiança envolve valores como competência, reputação, entrega, dentre outros; mas nossa imagem exerce grande influência ao inspirar (ou não) confiança em nossos contatos e amigos.

O universo corporativo está cada vez mais informal e, embora os códigos de vestimenta nestes ambientes estejam mudando, existem algumas recomendações simples que podem fazer com que cada um encontre seu equilíbrio.

A imagem não deve ser a característica mais determinante, mas sim cumprir com louvor seu papel em nossa venda silenciosa, dando suporte aos nossos atos e afirmações. Quanto mais alta nossa posição ou aonde queremos chegar, maior deve ser a preocupação com nossa imagem.

Não permita que os outros o avaliem de forma diferente do que você é. Você tem o poder em suas mãos. Seja seu trabalho formal ou mais informal, para criar uma imagem de profissionalismo e sucesso, sua imagem pessoal deve ser coerente com a mensagem que seus outros atributos projetam.

Para gerenciar sua marca pessoal através de sua imagem:
  1. Conheça seu corpo e tudo que o favorece, desde modelos de roupas a melhores cores. Use peças adequadas ao seu tamanho, ou seja, nem muito justas, nem soltas;
  2. Minimalismo é uma palavra-chave nos dias atuais! Invista em qualidade, e não quantidade;
  3. Tenha algo marcante e torne isto parte de sua marca. Pode ser um relógio, um acessório, seus óculos, um corte de cabelo, algo que faça com que as pessoas vejam e imediatamente se lembrem de você;
  4. Esteja sempre adequado às situações. Se for convidado para um evento e tiver dúvidas, não hesite em perguntar o dress-code;
  5. O sorriso é seu principal acessório sempre!

Jaqueline Araujo e Silvia Beraldo são consultoras de imagem pessoal e corporativa há 10 anos e sócias na Olhar Estratégia de Imagem. Além de executarem processos individuais, ministram palestras e facilitam treinamentos para empresas como Bradesco, Carrefour, Sanofi, Novartis, Cisco, Mattos Filho, Net, dentre outras. Para mais informações e opções de contato, por favor acesse www.oeimagem.com.br

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