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Quando se trabalha no processo de valoração de uma marca, diversos itens são levados em consideração, como qualidade, tradição, custo e benefício. Ter uma marca que é referência faz toda diferença e impacta diretamente nos negócios das empresas. O cuidado com a imagem do negócio ou do produto pode tornar a empresa reconhecida e seus diferenciais em relação à concorrência é o que a torna especial e única.

Se para as empresas estes fatores são decisivos no momento de atrair clientes, realizar vendas ou firmar contratos, com a sua marca pessoal a premissa é a mesma. Já parou para pensar no que Silvio Santos, Xuxa, Neymar Júnior e Ronaldo Fenômeno têm em comum? Nem precisa ir tão longe: sabe aquele colega de trabalho que senta ao seu lado e passa credibilidade e confiança a todos os seus superiores? Todos eles possuem uma marca pessoal forte que os tornam altamente atrativos para empresas contratantes.

“Se você fosse criar uma marca nova no mercado, você gostaria que essa marca fosse somente “mais uma” ou que a sua marca fosse a mais querida, reconhecida, desejada, lembrada, a mais procurada e bem remunerada do mercado? Pois é, isso também acontece com pessoas, devemos construir uma marca pessoal onde o produto é você”, diz o especialista em marketing profissional e pessoal, Frederico Reis Pacheco.

E se esta é a sua meta para 2015, saiba que a construção de uma marca pessoal forte depende de algumas estratégias simples, porém bem definidas e que exigem atenção constante do profissional. Anderson Fernandes, palestrante há mais de 10 anos, escritor e executivo, explica que definir um “norte” é o primeiro passo para obter sucesso. “É muito comum que os profissionais não tenham um foco devidamente definido e com isso tenham uma estratégia dispersa e com poucos resultados. Apostar na internet é o caminho mais curto para disseminar uma marca forte. Tenha um site pessoal ou blog, participe de redes direcionadas, invista em conteúdo e aumente a sua rede de relacionamentos. A relevância e especialidade são altamente valorizadas na internet, por isso apegue-se ao seu foco”, conta.

Mesmo tendo a internet como forte aliada, tenha cuidado. Ela também pode colocar tudo a perder. Passar o dia conectado e achar que isso por si só garantirá resultados não é uma estratégia válida. “As redes são um apoio à marca pessoal, mas não devem ser o único canal. Pense e repense antes de fazer uma postagem evitando denegrir o seu marketing pessoal”, diz Fernandes. Vale ressaltar sempre: rede social não deve ser encarada como um livro aberto da vida particular e pessoal. Nada de fotos vulgares que exponham demais o corpo ou mensagens sobre a empresa onde trabalha. Escrever banalidades, frases com erros gramaticais ou postar fotos com bebidas alcoólicas também são ações proibidas nas redes. As empresas e empregadores olham os perfis de redes sociais antes das contratações.

O especialista também acredita ser importante a contratação de um personal branding ou coaching para avaliar suas ações de marca pessoal. “Avaliar o feedback de outras pessoas pode ajudar muito a compreensão de como você está conduzindo suas ações de marketing pessoal”, comenta. Vale ressaltar que todos estão sujeitos a cometer erros que poderiam manchar a própria marca, mas o maior deles é não fazer nada rapidamente. “Na maior parte dos casos um reconhecimento formal e um sincero pedido de desculpas seguido de ações que minimizem o fato ocorrido serão determinantes para manter a sua credibilidade”, diz.

Não importa que você seja um médico, um engenheiro, um analista de sistemas, uma secretária ou um terapeuta. Todos, de alguma forma, podem ser as melhores marcas pessoais para determinados nichos de mercado. E o mais importante, bem mais do que todas as dicas acima citadas, é escolher uma atividade que você tenha prazer em realizar, que vai de encontro com os seus princípios e valores de vida. Se você tiver paixão pelo faz, você certamente já terá percorrido mais da metade do caminho.

CONSULTAS:

www.melhorandopessoas.com.br

www.administradores.com.br

 

fotocamilaCamila Garcia

Formada em Jornalismo pela Universidade Guarulhos (UnG) e pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trabalhou em jornais e revistas cobrindo editorias de economia, política, esportes, cidades, saúde e entretenimento.  Migrou para o segmento da comunicação empresarial e atualmente é Assessora de Comunicação da Universidade Guarulhos (UnG), sendo responsável pelos trabalhos de assessoria de imprensa, comunicação digital e conteúdos editoriais. Em 2012, teve duas produções laureadas pelo Selo Ambiental de Guarulhos.

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Felicidade é uma palavra intrigante. Qual o real significado dela?

Para muitos ser feliz é ter dinheiro, bens materiais, fama, poder; para outros, saúde, amor, paz de espírito, prestígio, família, amigos e assim por diante. Concordo que todas essas qualidades tragam felicidade, porém e antes de tudo é preciso que esteja claro qual é o propósito da sua marca pessoal. Definir qual a razão de ser de sua marca e como quer fazer diferença no seu dia a dia é o principal motivo para uma marca entender qual o seu papel no mundo.

Para ser feliz é preciso ter um propósito, algo que  conduz a marca pessoal, é pensar mais além, de uma forma mais abrangente, é a motivação que alimenta um sonho, é a força que move a pessoa em relação à sua vida profissional e pessoal. A determinação do propósito é o ponto de partida, pois a determinação assume a vida e quando apoiada por um desejo ardente de transformar o objetivo, com certeza o resultado é alcançado.

Grande vontade de realizar e/ou alcançar alguma coisa; desígnio: este é meu propósito de vida.

 Dicionário online de  português.

A maioria das pessoas vivem numa corrida insana com suas responsabilidades, compromissos, metas profissionais, questões financeiras e esquece que a felicidade é resultado deste propósito.

É por isso que muitas pessoas são incapazes de conceber suas vidas sem o trabalho formal. Muita gente sonha com a aposentadoria para não ter mais que trabalhar e serem felizes, mas quando conquistam esse objetivo, não conseguem encontrar mais nada para fazer além de assistir televisão, pois nunca foram atrás do propósito da sua marca pessoal e no final ficam sem rumo. E aquela felicidade tão almejada não acontece. Por que será?

Um propósito de vida muito bem definido e planejado ajuda a encontrar ou concretizar a felicidade. Quando a marca pessoal sabe o que quer, fica mais fácil para definir a sua missão de vida, definir a sua visão no longo prazo e definir os valores governantes que irão conduzir qual o melhor caminho a seguir e assim atingir suas metas e objetivos e como consequência encontram a  felicidade.

 

ibAcredito que cada um de nós tenha uma missão especial tão singular quanto uma impressão digital e que a melhor maneira de ser bem-sucedido seja descobrir o que se ama e, então, encontrar uma  maneira de oferecer isso aos outros na forma de serviços, trabalhando árduo e também permitindo que a energia do  Universo seja um guia.”

(Winfrey, opud Rampersad, 2008:14)

 A questão é que, por falta de propósito, a maioria das pessoas não tem mais nada a fazer além de trabalhar e descansar no momento da folga desse trabalho. Toda a correria que cerca a vida da marca pessoal comum ocupa tanto espaço e faz tanto barulho que o indivíduo não consegue enxergar além do salário do final do mês.

Por essa busca insana de não saber o que quer, as pessoas se esquecem  de curtir a vida com suas belezas diárias. Quais seriam?

O resultado de um trabalho que faça diferença a você e as pessoas ao seu redor, a vontade em querer fazer sempre o melhor, dar mais valor as pequenas e grandes coisas, como por exemplo: sentir e ouvir o barulho da chuva, a caminhada no parque, um café com leite quentinho com um pão francês torradinho (hummm..que delícia), um papo gostoso com o amigo, o sorriso da sua filha, o pôr do sol, a lua e as estrelas, assistir uma peça de teatro ou um filme no cinema….e junto uma taça de vinho para brindar a cada momento e a cada emoção.

A felicidade é um reflexo das decisões tomadas pela marca pessoal. Se a marca pessoal sabe qual é a sua contribuição no mundo, a felicidade estará sempre junto, pois a vontade em querer realizar é algo que transcende a sua vida e com certeza a última coisa que vai querer é a aposentadoria.

 

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A gestão corporativa chega à Política para profissionalizar perfis, serviços públicos e mudar a forma atual de se fazer política. A ideia de desenvolver os conceitos do branding nesse cenário surgiu a partir do MBA em Gestão de Marcas (branding) da Universidade Anhembi Morumbi, cursado pelo diretor +Branding da H+D Ateliê Branding Design, João Hilgert. “Os insights durante o MBA sinalizavam que uma nova Era estava chegando ao Brasil: a Era das Marcas e, consequentemente, quebra de paradigmas. Os conhecimentos acadêmicos sinalizavam macro universos, porém demarcados. Constante era a inquietação de, ancorado na Academia, estabelecer estratégias que desvendassem, ainda mais, esse universo”, destaca João Hilgert.

E é com essa proposta que a H+D mergulha em busca do novo. Não o novo como significando apenas de algo diferente (inovador), mas sim por entender que o branding é um portal de infinitas percepções: plataforma T(co-branding + deeper); convicta de que o limite está na proporção da capacidade de criação. No Rio Grande do Sul, realiza um trabalho pioneiro com dois deputados, um em nível estadual (Jurandir Maciel) e outro em federal (Ronaldo Nogueira). Em seis meses de gestão, o Ateliê já contabilizou um crescimento de 44% no número de agendas oficiais do case estadual.

A Gestão Branding é focada na Marca: detecção do DNA, formatação, alinhamento com os stakeholders internos (endobranding), identificação de nichos pela estratégia x resultados (SWOT), comunicação e relacionamento da Marca com o Mercado. Esse ferramental possibilita à profissionalização da Marca, que consiste no engajamento dos colaboradores, na melhor percepção do desempenho do produto (perfil político ou serviço público), menor vulnerabilidade às ações de marketing da concorrência, maior eficácia de programas de comunicação, oportunidade de extensão da própria Marca e fidelidade com o público externo (relacionamento com os eleitores).

Marca Jurandir MacielNo case Jurandir Maciel, as estratégias desenvolvidas utilizando os conceitos do branding impulsionaram o número de compromissos nacionais (16) e internacionais (05) do parlamentar e fizeram com que a Marca começasse a se relacionar com o universo federal, através de projetos de interesse nacional, e a se projetar, inclusive, para países integrantes do Mercosul. Esse trabalho também fez com que entidades civis do Rio Grande do Sul passassem a interagir com a “Marca deputado estadual Jurandir Maciel”. Devido ao novo posicionamento da “Marca” foram necessários alguns ajustes estratégicos em todo o processo de endobranding.

Para que a metodologia inovadora aconteça, os colaboradores (verdadeiros embaixadores da Marca) devem estar integrados e apoderados para construir o diferencial. Um exemplo disso é que as assessorias de comunicação, tanto na gestão do deputado estadual, quanto na do federal, tiveram que modificar a linguagem dos textos, informativos e notícias; desenvolver novas modalidades de relacionamentos nas redes sociais; e criar peças publicitárias conforme os manuais das Marcas. Outros departamentos também tiveram que se adequar as mudanças: o setor de Relacionamento (banco de dados) passou a contar com perfis psicográficos, a Agenda passou a ser integrada, a Logística a ser elaborada com estratégia, e o Jurídico a fazer parte da gestão, que é sistêmica. A máquina pública é analógica e as pessoas estão digitais.

“A gestão corporativa norteia os princípios da administração pública, que são a legalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência”, a constatação é do deputado federal Ronaldo Nogueira. Em sua avaliação, “o branding trouxe conhecimento inovador que quebrou paradigmas promovendo o engajamento e a percepção de toda a estrutura do sistema político, com metas estabelecidas e comprometimento, principalmente, com a missão da Marca”.  Para Jurandir Maciel, o branding  reflete na excelência da prestação de serviços. “Hoje estou colhendo os resultados desse trabalho, com projetos em diferentes frentes e com um volume significativo de demandas não podendo, inclusive, atender a todas como gostaria”, conclui.

Joao HilgertJoão Carlos Hilgert do Amarante

Branding & Endobranding Especialist, sócio-fundador (+Branding) da H+D Ateliê Branding Design, autor do projeto de Branding “Pioneirismo da Gestão Corporativa na Política”. Apaixonado por gestão de pessoas e movido a desafios.

 

Daniela1Daniela da Silva Cenci

Coordenadora (+Rede) da Comunicação Social da H+D Ateliê Branding Design, jornalista com estilo de construção de texto pragmático, criativo e, principalmente, objetivo. Sólida experiência no Jornalismo Político.

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Hoje vou falar sobre os hábitos de consumo e o relacionamento com as marcas de um público que vem crescendo, tem alto poder aquisitivo, mas ainda sente algum receio por parte das empresas em trabalhar a comunicação dirigida para eles. Lembrando que o termo gay é usado para designar um indivíduo homossexual do sexo masculino ou do sexo feminino e por ser muito amplo esse tema, nesse artigo falarei apenas do gay masculino e num artigo futuro, os hábitos de consumo do público gay do sexo feminino.

Para entender melhor os anseios e tendências de compra do gay, fiz uma pesquisa, uma conversa informal de mesa de bar com alguns amigos que são homossexuais; aproveito para agradecê-los pela oportunidade e informações passadas.

lady-gaga-bandeira-gay-e5939Começo pontuando os empecilhos e preconceitos que esse público sofre.
Infelizmente muitas pessoas e até empresas tratam o tema de forma pejorativa, ou até mesmo discriminatória. Algumas marcas têm receio, outras até medo, de criar uma comunicação específica para os gays. Isso acontece, pois o Brasil segue dogmas estabelecidos pelas religiões, muitas pessoas e várias regiões do país ainda são conservadoras, até por parte de alguns políticos há uma grande discriminação contra os homossexuais.

Um bom exemplo é o futebol, esporte extremamente popular em terras tupiniquins. Esse ambiente costuma ser extremamente hostil e machista por parte dos clubes, adeptos e até mesmo pela imprensa. Uma grande miopia de mercado, orientada pelo preconceito, afinal, os gays têm todo direito de consumir o esporte sem serem agredidos e desrespeitados. São fortemente dotados financeiramente, ocupam cargos importantes no mundo dos negócios, mas ao invés de fidelizá-los, o mercado do futebol excluí eles.

Outra reclamação do público é a respeito de produtos personalizados, cartões de natal, aniversário, dia dos namorados, são um problema para eles, não encontram mensagens específicas, sempre uma troca de “carinho” para um relacionamento heterossexual.

Querem também exclusividade, eles sabem que muitas marcas criam coleções específicas e dirigidas para o segmento, mas na hora de comunicar elas não traduzem esse “espírito”. Vale lembrar que o mercado gay é pouco explorado, com um gigantesco potencial, mas muitas organizações esquecem que o preconceito é o maior inimigo da oportunidade e acabam evitando uma aproximação maior com o consumidor homossexual.

303461053_55f23c890aEntretanto tem marcas que aceitaram o desafio e estão criando elementos para tocar o coração desse consumidor. A Diesel, por exemplo, publicou nos Estados Unidos da América um anúncio para chamar a atenção desse público e em prol da diversidade, afinal  “Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar.”  Carlos Drummond de Andrade.

São pessoas extremamente musicais e consomem muito conteúdo cultural, adeptos de teatro, museus, cinema, shows, moda e gastronomia. Preocupados com a aparência, usam bastante cosméticos, gostam de roupas que realcem o corpo, são fãs de marcas como Calvin Klein e Zara; baladeiros, lembram com carinho de casas noturnas como The Week e Bubu Lounge, situadas na cidade de São Paulo, município que tem aberto as portas para os gays e colhendo os frutos desse investimento.

São Paulo possui um dos maiores eventos gay do mundo, a popularmente conhecida como “Parada Gay”, dispõe de locais como a Rua Frei Caneca e o Largo do Arouche, que são muito frequentados e bem quistos por esses consumidores. Outra cidade que vale ser citada é Miami, que também possui grande variedade de entretenimento para o público homossexual.

Cabe uma observação, entre os gays do sexo masculino temos os transexuais, onde seus hábitos de consumo se assemelham ao das mulheres, principalmente em relação às vestimentas.

A oportunidade está ai, um público cada vez mais exigente, consumista, bem-sucedido e inteligente, cabe as marcas aceitarem a diversidade e o desafio, ou deixarem a oportunidade passar diante de seus olhos.

CONSULTAS

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/5534_O+PODEROSO+MERCADO+GAY

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/06/01/internas_economia,369065/publico-gay-consome-em-media-30-mais-que-consumidor-hetero.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1345492-publicidade-gay-ainda-nao-saiu-do-armario-no-brasil.shtml

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Qual é a diferença entre marca e reputação?

Muitas vezes ouvimos estes dois conceitos usados ​​como sinônimos, quando na verdade, eles são completamente diferentes.

Ambos são ativos intangíveis de extrema importância para uma empresa, porém a composição de cada um é totalmente distinta, mesmo que ambos se complementem, pois  uma marca forte pode auxiliar na construção de uma boa reputação, assim como uma boa reputação ajuda na construção de uma marca.

Um exemplo que podemos citar é o da Procter & Gamble, empresa de produtos de higiene e limpeza que possui em seu portfolio marcas como Ariel, Pantene  e Always. A presença destas marcas e o trabalho desenvolvido por elas certamente auxilia a reputação da P&G, porém a reputação desta empresa, desenvolvida durante os anos de sua existência também ajuda na construção de suas marcas de sucesso.

 

Sabendo disso vamos as principais diferenças:

Marca:

# é a soma de percepções, desenvolvida principalmente por clientes atuais e potenciais de uma empresa, acerca de seus produtos ou serviços;
# trabalha com a promessa que a empresa, produto ou serviço realiza para seus consumidores;
# trata da relevância e diferenciação da empresa, produto e serviço;
# sua força depende de como a promessa realizada por ela foi entregue;
# é  algo emocional;
# é amor;
# faz com que as pessoas procurem por sua empresa, produto ou serviço;
# é a história que uma empresa, produto ou serviço constrói sobre si mesmo;
# é o que a empresa faz.

Reputação:

# é a soma de percepções sobre ações corporativas da empresa;
# é o grau em que as promessas são entregues e percebidas pelos públicos de interesse;
# trata da legitimidade da empresa perante seus públicos;
# sua força vem de uma série de fatores como desempenho financeiro, responsabilidade social, inovação das empresas e também da imagem de sua marca;
# é construída por meio de experiências e formada racionalmente;
# é respeito;
# faz as pessoas serem fiéis a sua empresa, produto ou serviço;
# é a história que todo mundo conta sobre a empresa, produto e serviço;
# é o que a empresa é.

Para que isso fique claro de uma forma prática, tente responder as seguintes perguntas:

A marca Coca-Cola é forte? E a empresa The Coca-Cola Company, tem uma boa reputação?

Big Mac é uma marca lembrada e reconhecida por todos? E o McDonald’s, possui hoje uma reputação positiva com todos os seus públicos?

A marca TIM é conhecida? E como é a reputação da empresa TIM?

Possivelmente as respostas serão distintas quando falamos, nos casos apresentados, das marcas e das empresas, o que deixa claro as diferenças apresentadas. Isso demonstra o desafio que é gerenciar uma marca e a reputação de uma empresa de forma que ambas sejam positivas. Será difícil conciliar uma boa marca com uma excelente reputação?

[divider scroll_text=] 

1098418_513159022093414_744480818_aMarcelo V. P. Toledo
É atualmente sócio da 3.0 Marketing & Inteligência e professor nas áreas de Marketing e Comunicação na BSP e ESPM. Mestrando em Administração de Empresas pela ESPM, com um MBA em Marketing pelo Insper, Pós-Graduação em Marketing pela ESPM e Graduação em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru, atuou como executivo em empresas como CPM, Nokia, IBM e Brahma. Atualmente em sua consultoria atua em projetos de marketing, comportamento do consumidor e reputação corporativa de empresas B2C e B2B.

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Pode reparar, algumas marcas não saem das nossas vidas com facilidade e dizem muito sobre você. Elas também podem simbolizar o que você gostaria de ser!

Uma pessoa que usa roupas das marcas NBA e Jordan provavelmente ama basquete. Quem ama carros superesportivos, pode até não ter dinheiro pra comprar uma Ferrari, mas pode para comprar produtos que estão ao seu alcance financeiro como óculos escuros e perfumes da marca.

E o que dizer dos homens que fumam seu Marlboro e imaginam estar em cima de um cavalo selvagem dominado? Ou aqueles que pilotam sua Harley-Davidson no meio do transito de São Paulo, mas imaginam que estão naquelas longas e retas estradas do deserto texano? Essas marcas de produtos de consumo transmitem a imagem de uma pessoa imaginária, o que é chamado de personificação, ou seja, transformam a marca em uma pessoa com hábitos, costumes e personalidade. Essa imagem transmitida é o que o consumidor se inspira, adora e gostaria de ser, mas para isso precisam consumir esses produtos.

E como nos prendemos tanto a uma marca? A resposta está no branding da empresa.

Toda instituição nasce com um propósito, mas nem sempre com foco e alvo definido, pode demorar anos para que esses pontos sejam determinados e isso é um grande diferencial no mercado. A empresa que possui uma estratégia de marca bem definida e trabalha sobre esses trilhos cria valores e diferenciais de seus concorrentes e consequentemente, agradam o público alvo.

David Aaker separou cinco níveis de atitude do consumidor em relação à escolha de uma marca:

1-      O consumidor trocará de marcas, principalmente por razões de preço. Não há nenhuma lealdade de marca;

2-      O consumidor está satisfeito. Não há razão para mudar de marca;

3-      O consumidor está satisfeito e teria algum custo para mudar de marca;

4-      O consumidor valoriza a marca e a vê como uma amiga;

5-      O consumidor é devotado à marca.

Quanto mais consumidores nos níveis 3, 4 e 5 uma marca tiver, maior o seu valor patrimonial. Segundo Aaker, esse valor também está relacionado ao grau de conhecimento, à qualidade percebida, às fortes associações mentais e emocionais e a outros ativos, como patentes, marcas registradas e relacionamentos de canais.

Então não se culpe por não conseguir deixar de lado uma marca, isso foi pensado, direcionado e criado pela empresa para conquistar um público. São por esses motivos que vimos o mesmo tipo de pessoas usando determinadas marcas.

As redes sociais fortaleceram a troca de informações entre pessoas que gostam da mesma marca. Curtir a fan page da sua cerveja favorita para buscar informações de outros amantes dela é um bom exemplo, essa “curtida” também pode servir (inconscientemente) para mostrar a todos os seus amigos que ela simboliza o seu gosto, o seu ideal. Será uma atitude cada vez mais frequente das pessoas, com diversas marcas.

E você? Se considera no nível 5 para qual marca?

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Existem diversas definições para o termo cultura. Ela tanto pode ser vista como o modo de viver e agir de um povo, como também é encarada como a soma de valores, vivências e ideias.

Para Kessing, culturas “são sistemas (de padrões de comportamento socialmente transmitidos) que servem para adaptar as comunidades humanas aos seus embasamentos biológicos. Esse modo de vida das comunidades inclui tecnologias e modos de organização, econômica, padrões de estabelecimento, de agrupamento social e organização política, crenças e práticas religiosas, e assim por diante”.

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Que existem diversas definições para o termo todo mundo sabe, mas a verdade é que a cultura se desdobra além de uma descrição. Ela é a junção de valores ideológicos, que são representados na música, na dança, na poesia, no modo de se vestir, dos locais que frequentamos e até da nossa fala.

Uma pessoa ou uma cidade com cultura é aquela que possui danças e artesanatos típicos, que dá valor as expressões e intervenções urbanas, que respira arte!

Aí é onde entram as marcas! Elas se apropriam dessas expressões culturais para melhorar sua imagem com seu consumidor. Aproveitam o estilo e a proposta presente dentro daquela expressão e fazem a associação da sua marca ou do seu produto.

Um exemplo de empresa que trabalha isso muito bem em grandes eventos é a Claro. Uma companhia de telecomunicações, que respira varejo 24 horas por dia, mas sempre participa, apoia ou patrocina eventos de música com ações específicas para o público presente. Assim, ela mostra que mesmo tendo um DNA total de vendas, também “dá valor” e é próxima da cultura.

Rock in Rio, LollaPalooza, Festival Planeta Terra são exemplos de festivais que a marca participa!

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(Presença da Claro no Festival Planeta Terra 2012, com um stand em que o público do evento podia jogar Angry Birds)

Citando Ries (1998), que destaca como principal função do marketing, “desenvolver uma estratégia diferenciada de posicionamento capaz de penetrar e ocupar a lembrança do público-alvo como a marca número um na sua mente, de forma exclusiva e singular”.

Sabemos que uma das dimensões do valor da marca é a imagem, no qual é representada e definida através das suas atribuições e associações.  Com essa estratégia de aproximação do seu público-alvo, através da cultura, deixa a marca ainda mais perto do seu consumidor e com uma imagem fortalecida. É como se o público pensasse (mesmo que inconscientemente): “essa marca gosta do que eu gosto”.

Assim, mesmo o processo de compra não sendo feito naquele momento, a marca deixa sua lembrança presente no inconsciente e com certeza, terá influencia no momento de decisão da compra.

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Em 2013 um mito está completando 110 anos de fundação. Nós do InfoBranding decidimos prestar homenagens para essa lendária marca. Confesso que fiquei entusiasmado em poder falar dela, pois sou um de seus milhares de fãs.

Primeiro, vou começar contando a história de como me tornei apaixonado por essa marca, história no qual ajuda a entender o quão perfeita é a gestão dela.

No ano de 1994, esse que vós escreve era apenas um garoto de 8 anos de idade e numa dessas tardes de garoa em São Paulo resolvera assistir o filme O Exterminador do Futuro 2. Nele uma cena que jamais esquecerei, Arnold Schwarzenegger, ator principal da trama, está em sua motocicleta carregando John Connor (garoto personagem central do filme). Eles são perseguidos pelo vilão que seguia em um caminhão enorme. Nessa cena nota-se a força, robustez e velocidade da motocicleta guiada por Arnold Schwarzenegger.

Encantado, fui procurar saber mais a respeito daquele imponente veículo de duas rodas. Descobri que não era uma simples motocicleta, era uma Harley-Davidson. Desde então, sonho cruzar a Route 66 sobre uma Harley-Davidson Fat Boy ao som de Born To Be Wild.

Por esse conto demonstro a força de marca exercida pela Harley perante seu público-alvo. Assim como eu, cada consumidor em potencial não sonha apenas com o veículo, deseja toda a experiência de liberdade que envolve a marca.

A Harley-Davidson foi criada em Milwaukee, no estado norte-americano do Wisconsin. A partir de sua fundação vem realizando importantes feitos no cenário global. Inicialmente substituiu os cavalos nas guerras e aos poucos foi se tornando um símbolo do American Way of Life. Passou por uma crise financeira e, depois de contorná-la, se tornou definitivamente um ícone.

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A empresa conhece muito bem seus consumidores e seu público-alvo. Criou até um clube, o H.O.G, para os proprietários de uma Harley. Em suas lojas existem todo tipo de material para os apaixonados pela marca, desde adesivos até vestimenta. Comprar uma de suas máquinas não é apenas um ato, é uma experiência, muito bem criada pelos gestores da marca.

Todos esses fatos e fatores a tornaram uma das marcas mais estudadas no cenário global, é referência em branding. Por exemplo, nunca vi uma pesquisa do tipo, mas creio que o logotipo da Harley é o mais tatuado dentre todas as marcas do mundo. Um apaixonado pela marca não admite que chamem uma Harley-Davidson de motocicleta, jamais, não ousem, uma Harley é uma Harley. Se quiser definição do produto, o propósito da marca entra em ação, uma Harley-Davidson é um veículo motorizado de duas rodas que inspira a liberdade e ousadia.

Sim, isso é branding. Fatores emocionais que criam um vínculo da marca com seu consumidor, vínculo esse que perdura desde 1903. E em comemoração aos 110 anos da organização, a empresa criará mais uma experiência marca-consumidor: serão realizados doze eventos ao redor do mundo e uma das cidades privilegiadas será São Paulo.

Assim sendo, eu gostaria de desejar meus parabéns para a Harley-Davidson, excelência como produto, uma lenda como marca.

 

 

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Marca BrasilSim, esse artigo discutirá o país pela ótica do Branding. Afinal países já não são apenas regiões geográficas, hoje são marcas, com atributos, propósito, posicionamento, missão, visão e valores. Isso tudo visando atrair turistas, capital e empresas de todo o globo.

Mas como tem sido administrada a marca Brasil?

Analisando o cenário global e a “empresa” República Federativa do Brasil, temos como oportunidade de visibilidade os grandes eventos como a Copa do Mundo de Futebol FIFA e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Mas da mesma forma que nossa marca está exposta, nossos pontos fracos começam a interferir na imagem dela.

Pontos fracos que já se tornam eminentes na organização desses eventos. Ao longo das obras, o país tem demonstrado imaturidade, péssima gestão organizacional, financeira e de marca. Partimos para o propósito da nossa marca, ponto imprescindível para o sucesso da mesma, mas que não está claro quando falamos da marca Brasil. Seus administradores não pontuam até onde queremos chegar e como faremos para atingir esse objetivo. Pecamos também pela da falta de transparência, atributo negativo, mas que é visto em abundância em nossos “gestores”.

Partimos para análise dos nossos conceitos de comunicação, sempre apoiados na alegria de um povo hospitaleiro e em nossas belezas naturais. Porém, recentemente uma turista norte-americana foi estuprada numa van na cidade do Rio de Janeiro. E como podemos falar de natureza como atributo positivo de marca sendo que devastamos a Mata Atlântica, já desmatamos grande parte da Floresta Amazônica e muitos de nossos rios estão poluídos. Estas contradições acabam negativando nossa credibilidade e o valor de nossa marca.

Outro ponto essencial para a competitividade no mercado é o investimento em pesquisas, novas tecnologias, inovação e na capacitação da sua mão-de-obra. Os talentos brasileiros sofrem pela falta de investimento, falta de centros de qualificação profissional, falta de verba para realização de pesquisas, remuneração baixa e excesso de burocracia. Dessa forma a criatividade nata do povo brasileiro se perde por falhas de uma gestão pública arcaica. Esses problemas organizacionais fazem com que o país perca força competitiva. Hoje, seus concorrentes diretos, China e Índia, têm demonstrado melhor capacidade de gestão e apresentado inovações relevantes para o cenário mercadológico global.

Infelizmente o mercado já pontua os aspectos negativos da imagem de nossa marca, como retratado na matéria do site Time World, da revista Time, Brazil’s No-Blame Game: How Impunity Imperils the Country’s Image (O jogo de “deixa quieto” do Brasil: Como a impunidade põe em risco a imagem do país).

“O mundo irá para o Brasil e, sem dúvida, se deliciará com o clima quente e simpáticos anfitriões. Mas eles não estarão suscetíveis a ficarem impressionados com a infraestrutura ao seu redor. Se os jogos não vão de acordo com o plano, os brasileiros não terão ninguém para culpar além de si próprios. Só não esperem que alguém seja responsabilizado.” Trecho retirado da matéria citada acima.

É nítido o descaso e forma de gestão retrograda dos administradores do Brasil, porém nessa “empresa” somos nós “funcionários” que temos o poder de escolher nossos líderes. Essa marca tem potencial, a brasilidade é um atributo admirável no cenário global, temos capacidade para sermos competitivos. A Embraer e a Havaianas são exemplos positivos da competência do brasileiro, cabe a nós zelarmos pela imagem de nossa marca.

 

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