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o-estrategista-1Na obra “O Estrategista-Seja o líder de que sua empresa precisa” Cynthia A. Montgomery convida líderes de organizações a refletirem sobre o propósito de suas empresas e sua importância na construção de valor.

Utilizando-se de cases e exemplos reais relatados e discutidos em suas aulas na seção de estratégia do curso OPM (Owner/President Management) também da Harvard Business School, a autora defende que a estratégia não deve ser encarada como algo fixo, ou um problema a ser resolvido e depois abandonado, mas sim como um sistema de criação de valor e singularidade a ser tratado como algo dinâmico e que, portanto, evolui com a organização.

Uma obra rica, de fácil leitura e que traz insights valiosos para gestores de marcas e estudantes de branding, marketing, gestão e de outras áreas correlatas o mundo dos negócios.

Merece destaque a percepção de que o propósito é algo valioso e que gera o desempenho diferenciado e, portanto, valor e vantagem competitiva. Para a autora o propósito é a primeira grande questão que o estrategista deve saber responder, para que então, através da estratégia, seja transformado em realidade.

“O propósito é onde nasce um desempenho diferenciado. Nada é mais importante para a sobrevivência e o sucesso de uma empresa do que sua razão de existir e o conhecimento de quais necessidades ela pode suprir. Essa é a primeira e mais importante questão que um estrategista deve saber responder. Todos os conceitos de estratégia que fazem parte do jargão dos administradores – vantagem competitiva sustentável, posicionamento, diferenciação, valor agregado e até mesmo efeito empresa – derivam do propósito”. Montegomery (2012, p.60)

Cynthia A. Montgomery é professora de administração e ex-diretora da Unidade de Estratégia da Harvard Business School, onde lecionou por mais de 20 anos. Por seis anos lecionou estratégia no programa Owner/President Management da Harvard Business School, além de ter participado do conselho diretor de duas empresas listadas na Fortune 500, organizações não governamentais e de fundos geridos pela BlackRock.

Saiba mais: http://cynthiamontgomery.com/

A obra:

MONTGOMERY, Cynthia A. O Estrategista-Seja o líder de que sua empresa precisa. Rio de Janeiro: Sextante,  2012. 208 p.

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A Nextview People publicou a pesquisa Os Líderes dos Sonhos dos Jovens, em parceria com a Cia de Talentos, entrevistando 67.896 jovens de 17 a 26 anos (48% entre 21 e 24 anos) de janeiro a março de 2015 nas cinco regiões brasileiras.

Praticamente metade dos entrevistados (49%) dizem não admirar nenhum líder, “eles confiam mais em pessoas cujas histórias conhecem de perto e se sentem inspirados por empreendedores e visionários” (HSM, 2015).

Segundo Danilca Galdini, sócia-diretora da Nextview People, alguns resultados são esperados devido ao ano de crise: os jovens ficam mais céticos, há mais admiração pela paixão empreendedora, de pessoas que começaram do nada e hoje têm estabilidade financeira e reconhecimento.

Confira o ranking dos líderes admirados pelos jovens brasileiros segundo a pesquisa:

Líderes Mundiais:

1. Barack Obama
2. Flávio Augusto da Silva
3. Bill Gates
4. Papa Francisco
5. Jorge Paulo Lemann
6. Steve Jobs
7. Silvio Santos
8. Mark Zuckerberg
9. Roberto Justus
10. Bel Pesce

Líderes Nacionais:

1. Flávio Augusto da Silva
2. Jorge Paulo Lemann
3. Silvio Santos
4. Roberto Justus
5. Bel Pesce
6. Joaquim Barbosa
7. Pai ou mãe
8. Dilma Rousseff
9. Abilio Diniz
10. Gestor ou ex-gestor

Fonte: Canal Cia de Talentos
Fonte: Canal Cia de Talentos

 

Alguns líderes, não só como gestores de sua imagem pessoal, são também responsáveis pelo sucesso de marcas que se tornaram conhecidas no boom das startups. É o caso de Bel Pesce (FazINOVA) e Flávio Augusto da Silva (Wise Up e Geração de Valor), que utilizam as redes sociais para amplificar o engajamento às suas marcas, compartilhando experiências e encorajando as novas gerações.

Obs.: Talvez esteja se perguntando o que faz Dilma Rousseff, que surpreendeu após ter deixado o ranking em 2014 e voltado este ano, entre os “líderes inspiradores”. A HSM apresenta duas hipóteses: o voto de confiança de eleitores e o fato de a Operação Lava-Jato estar em curso. Será?

CONSULTAS:

Cia de Talentos
ANGELO, Maurício. O líder dos sonhos dos jovens. HSM Management. nº 112. Pg.70-77.  Set./Out. 2015.

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As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.” Philip Kotler

Recentemente li um artigo de Carmen Migueles, especializada em gestão de ativos intangíveis e coordenadora do núcleo de estudos de sustentabilidade em gestão da FGV, com o título “É preciso falar sério sobre produtividade”. E realmente precisamos.

Migueles expõe seu temor pela saúde das empresas e das pessoas dentro delas em 2015, um ano que promete ser difícil. E neste contexto, o valor para as organizações brasileiras tem sido a redução de custos: O conceito de excelência em gestão está ancorado em corte de custos fixos e em ganho financeiro de curto prazo“.

A autora também afirma termos esquecido a lição central de Taylor, pai da administração científica e responsável por aumentar em 300 vezes a produtividade do trabalho humano: “quando perdemos o foco na inteligência aplicada à gestão, perdemos muito em produtividade”.

De fato, na década de 1990, era possível fazer mais com menos. Só que hoje estamos fazendo muito menos com menos.,diz a especialista. E não devemos apenas cobrar educação do governo, usar o discurso da meritocracia ou de senso de dono, a gestão precisa ser repensada:

“Vemos grandes quantidades de pessoas sobrecarregadas de tarefas competindo por tempo escasso. Mas foi exatamente isso que Taylor provou que reduz a produtividade. Os gargalos organizacionais são enormes por falta de investimento e inteligência em gestão. Há foco excessivo em cortes de custos, mas não costuma haver quem se dedique a analisar o impacto sistêmico que esses cortes causam. Não à toa, na maioria das empresas que visito, vejo processos rígidos, burocráticos, controles distantes e centralizados e sem nenhum mecanismo de desenvolvimento organizacional. Gestão do conhecimento, inovação e aprimoramento de processos aparecem em discursos vagos, descolados da prática.” (MIGUELES, 2014)


MAS O QUE A PRODUTIVIDADE TEM A VER COM BRANDING?

Simplesmente a produtividade está diretamente ligada ao branding em todos os sentidos, envolvendo desde a cadeia produtiva até aspectos internos como propostas de endobranding ou até o branding pessoal.

Além disso, ações relacionadas à gestão podem impactar diretamente na produtividade, por consequência, na entrega de produtos ou serviços e estes, por sua vez, na percepção de marca.

Ouve-se muito sobre a importância da gestão de marca e empreendedorismo, que o tempo tem sido um fator cada vez mais valorizado pelas pessoas e é possível notar que o próprio tema produtividade tem sido abordado com frequência em portais, cursos e redes sociais.

Em contrapartida, fala-se muito sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro, como apresentado nesta matéria da BBC Brasil, e não precisamos ir muito longe para perceber uma queda contínua de qualidade em produtos e atendimento no país.

Fica então alguns pontos que valem ser analisados e que podem poupar sua marca neste cenário de risco:

  • Não pense que os pequenos problemas internos não podem afetar a imagem da marca;
  • Verifique a efetividade da comunicação. Peter Drucker já dizia que 60% de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação;
  • Analise se existem gargalos organizacionais por falta de investimento e inteligência em gestão;
  • Cortes de custos devem ser feitos de forma criteriosa, pensando nas possíveis consequências no brand equity;
  • Tenha cuidado ao gastar mais tempo com as ferramentas de produtividade em vez de colocar as ações em prática;
  • Ações táticas e estratégicas se complementam. Não pense apenas na construção de longo prazo, pois constantemente os consumidores exigem respostas rápidas e o mercado ações momentâneas;
  • Troque desorganização, retrabalho e falta de planejamento por objetivo, foco, responsabilidade e ação.

 

CONSULTAS:

BBC BRASIL: “Entenda por que a produtividade no Brasil nao cresce”

E-COMMERCE BRASIL: “Pesquisa revela queda na qualidade dos serviços prestados aos consumidores no Brasil”

ESTADÃO ECONOMIA: “Produtividade baixa impede que Brasil cresça mais”

EXAME.com: “O futuro é dos serviços, e o Brasil está muito atrasado”

INTERBRAND

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Sabemos que gerir a marca pessoal e se atentar a todas as ações que refletem na imagem da marca são de extrema importância. E hoje, ao pensarmos em líderes – que não só conduzem, mas motivam e inspiram as pessoas – podemos entender como características e ações interferem de forma significativa nessa percepção.

Com base no estudo Nextview People/DMRH com 4.599 executivos, existem cinco características essenciais para um líder empresarial no Brasil:

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Danilca Rodrigues Galdini, diretora da Nextview People, observa que esse resultado confirma que o século 21 trouxe uma mudança de paradigma no modelo de gestão dos negócios, onde o foco deixou de ser em custo e passou a ser em pessoas (público interno e externo), embora muitos ainda duvidem (2014).

A exemplo desta mudança, gerar resultados apareceu apenas em 6º lugar (36%) e estabelecer metas desafiadoras em 12º (19%).

Confira o ranking dos líderes admirados pelos brasileiros segundo a pesquisa:

Líderes Mundiais:

  1. Steve Jobs;
  2. Nelson Mandela;
  3. Líder ou ex-líder direto;
  4. Pai ou mãe;
  5. Bill Gates;
  6. Jorge Paulo Lemann;
  7. Jack Welch;
  8. Fernando Henrique Cardoso;
  9. Papa Francisco;
  10. Antônio Ermírio de Moraes.

Líderes Nacionais:

  1. Líder ou ex-líder direto;
  2. Pai ou mãe;
  3. Jorge Paulo Lemann;
  4. Fernando Henrique Cardoso;
  5. Antônio Ermírio de Moraes;
  6. Abilio Diniz;
  7. Fábio Barbosa;
  8. Roberto Justus;
  9. Bernardinho;
  10. Silvio Santos / Ayrton Senna.

Os entrevistados justificaram sua admiração pelos líderes citados em ambos os rankings por sete atributos principais: foco em pessoas, capacidade de dar o exemplo, conduta ética, bom estilo de gestão, inovação, poder de fazer a diferença e foco em resultados.

REFERÊNCIA

GALDINI, Danilca Rodrigues. Que líderes inspiram nossos executivos? HSM Management. nº 105. Pg.18-pg.19.  Jul./Ago. 2014.

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Antes de iniciar esse artigo, tentei identificar qual seria o melhor termo para o líder de uma marca e pesquisando cheguei ao termo CBO ( Chief Branding Officer). Não sei se é o melhor termo, porém resolvi escrever esse artigo com foco no líder, discutindo mais o seu papel na gestão de uma marca. E sabe por quê? Porque sinto que precisamos ter mais lideres com propósitos nos negócios para que o propósito da marca seja perene de maneira eficaz e transparente.

Como as marcas precisam ter o seu propósito, ou melhor, a razão de ser, os líderes precisam também ter o propósito de sua liderança. Entender que o sucesso de sua gestão é resultado da felicidade de seus liderados. E ai me vem outra perguntinha…O que é felicidade para os colaboradores de uma empresa? Resposta: Admiração.

2 (1)Isso mesmo, admiração é o que move os colaboradores. Veja, o que de fato motiva alguém a permanecer ou sair de uma empresa, tem menos a ver com dinheiro ou com a função, mas tem tudo a ver com a relação que ele mantém com seu líder imediato. Não tem nada mais prazeroso se no ambiente de trabalho há uma gestão que motiva as pessoas para oferecerem o que sabem fazer de melhor numa relação de respeito e transparência, onde os valores são compartilhados. Isso mesmo, valores compartilhados.

Os gestores de marcas precisam, hoje, demonstrar o seu comprometimento não só com os resultados, mas também com valores empresarias, tais como honestidade, integridade, transparência e preocupação com a sociedade. A missão, visão e valores da empresa não devem estar nos quadros e pendurado nos elevadores, mas antes de tudo ser compartilhada por todos e mais, percebida por todos os agendes da sociedade.

Não precisamos de discursos fervorosos, mas sim de ações de nossos líderes. Cumprir sua missão de valor e riqueza genuína gerando lucro admirável e merecido, onde todos possam se beneficiar para uma sociedade melhor. Entender que o propósito faz valer a sua vocação e atende, por antecipação os desejos de seus colaboradores, inspirando-os e proporcionando a liberdade para que possam construir algo de valor e que os faça sentirem realizados.

Tolera-se trabalhar para uma empresa menor, fazendo não necessariamente o que se gosta, quando se está seguindo alguém que se respeita e em quem se confia. É muito mais difícil, contudo, trabalhar em uma bela companhia, mesmo naquilo que gosta, quando seu líder é uma pessoa sem propósito. Quem é bom sabe o quão difícil é trabalhar para alguém que não admira.
Líderes poderosos fazem com que as coisas aconteçam, e eles obtém alto desempenho de uma forma satisfatória das pessoas responsáveis por esse desempenho. Eles são bem-sucedidos e, na prática, “vencem”, seja qual for a definição de sucesso e vitória escolhida por sua organização.

É fato que todo negócio necessita de uma boa gestão e liderança, com o objetivo de atingir o patamar da excelência das pessoas e suas conquistas. Um bom líder é aquele que consegue bons resultados, através do desempenho de sua equipe, incentivando o crescimento e preservando a harmonia e o bem-estar do grupo.

Sempre digo que atrás de grandes marcas, sempre há grandes líderes. Líderes sem propósito são líderes que ainda não entenderem que o sucesso de uma marca são as pessoas. O maior patrimônio de uma empresa são os seus colaboradores e se eles não estão felizes, dificilmente farão parte de uma equipe vencedora.

E se não há equipe vencedora, não há marca vitoriosa!!!

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Marcas feitas para vencer. Esse título é uma brincadeira que faz referência ao aclamado livro escrito por Jim Collins, intitulado “Empresas feitas para vencer”.

“Empresas feitas para vencer” é resultado de uma pesquisa realizada por Jim Collins e sua equipe ao longo de cinco anos, com o objetivo de entender como empresas passam a ser “ótimas”. Como resultado, diversos conceitos foram identificados e apresentados ao longo dos capítulos, quase de forma a representar os degraus de uma escada que leva ao status de “ótimas”, embora essa idéia não se encontre expressa dessa forma no texto.


Capa_Empresas Feitas Para VencerMas o que esses conceitos têm a ver com branding?

Através de paralelos é possível perceber que os conceitos de Jim Collins podem sim ser relacionados e utilizados pela gestão de marcas. Afinal, administração e branding têm muito em comum.

A relação entre os conceitos de Jim Collins e os conceitos de branding se sustenta sobre a prerrogativa de que marcas e empresas são indissociáveis, no sentido em que são percebidas como algo único pelo público. Segundo essa prerrogativa, quando é feita uma referência a empresa é feita uma referência a marca, mesmo que o empreendedor ou aquele que faz a analogia não se deem conta disso. Isso porque mesmo sem perceber quando falamos de uma empresa, estamos falando o tempo todo de sua marca, estamos falando o seu nome e lembrando de diversas associações que temos com ela.

Logo no início do livro Jim Collins fala sobre a dificuldade de sair da inércia. Segundo ele ser bom é relativamente fácil e, por isso, é muito fácil se acomodar, buscando receitas prontas e se esquecendo de ver o que realmente pode ser explorado como diferencial. Agora pense no branding. É a mesma questão. Muitas empresas buscam receitas prontas para gerir suas marcas e se esquecem de que cada marca é única e precisa ser sustentada por alicerces firmes e particulares, se esquecem de seu propósito de marca, de explorar sua base de valores próprios e exclusivos. Não podemos esquecer que as grandes marcas que hoje são idolatradas e gozam de uma posição de prestígio na mente das pessoas, um dia, decidiram explorar seus propósitos.

Essa decisão e processo de gestão requer, sem dúvida alguma, uma boa liderança. Essa liderança precisa focar no desenvolvimento da empresa e não temer mudanças tão pouco se abster diante de dificuldades. É preciso foco para tomar as decisões certas e explorar o propósito como algo primordial. É isso que Jim Collins aborda quando fala de Liderança Nível 5, ideia segundo a qual o líder precisa afastar de si questões relativas ao seu ego, focar no benefício da empresa e saber, reconhecer os sucessos conquistados pela sua equipe e se predispor a enfrentar de frente os eventuais erros cometidos, Não se colocando em um patamar elevado, mas siam como parte do time.

É o líder que é responsável por alinhar os valores da empresa, e conseqüentemente da marca, aos valores de sua equipe, eliminando dissonâncias e colocando as pessoas certas para fazer parte do time. Nesse ponto os conceitos de Collins se assemelham, e muito, ao conceito de endobranding.

Outro pensamento interessante na obra de Jim Collins é o conceito dos “Três Círculos”, cuja intersecção caracteriza um conceito simples e cristalino que guia todos os esforços da empresa, denominado como “Conceito do Porco Espinho”. Cada um dos círculos representa respectivamente a percepção daquilo em que a empresa pode ser a melhor, daquilo que movimenta o seu motor econômico e daquilo que desperta sua paixão; com tal percepção a empresa define seu conceito unificador que guia a suas ações, permitindo que um cenário complexo possa ser simplificado e mantendo uma linha de ação.

Mas por que “Conceito Porco Espinho”? Por conta do ensaio de Isaiah Berlin sobre o porco espinho e a raposa, na qual a raposa sempre ataca o porco espinho de diversas maneiras, que gastam sua energia e não trazem resultados, enquanto que o porco espinho age sempre de forma focada, se defendendo da raposa apenas se posicionando como uma bola cheia de espinhos. Segundo essa metáfora a raposa é aquela marca que atua em várias frentes, que faz diversas ações e se posiciona de diversas maneiras, sem foco, em geral seguindo modismos e perdendo eficácia. O porco espinho por sua vez, seria a marca que entende toda a complexidade a sua volta e tem a capacidade de se focar, se basear no seu propósito e valores e construir ações certeiras, focadas e com maior eficácia.

Raposa e Porco Espinho

Esses dois somados se relacionam ao conceito do Círculo de Ouro de Simon Sinek apresentado no meu artigo anterior (http://www.infobranding.com.br/as-pessoas-nao-compram-o-que-voce-faz-elas-compram-porque-voce-faz-isso/), que aborda o propósito como algo central a estratégia da empresa e por conseqüência, a estratégia de marca.

A existência e prática de um propósito, paralelamente a uma boa liderança, possibilita o desenvolvimento e manutenção de uma verdadeira cultura organizacional que permite, dentre outras coisas, a diminuição da burocracia e o real engajamento da equipe, que através do alinhamento de valores e clima organizacional se sente valorizada e trabalha melhor. Possibilita que a equipe de colaboradores compre as idéias defendidas pela marca e transmita para o público externo a percepção de legitimidade em relação ao que é comunicado pela marca.

Outro conceito apresentado por Jim Collins e que pode ser relacionado ao branding é o “Volante de Ruptura”, segundo o qual não existe apenas uma ação que marca a passagem de uma empresa do status de boa para o status de ótima, mas sim um conjunto de ações coordenadas e constantes que juntas vão ganhado força e impulsionando as práticas organizacionais de maneira a gerar a ruptura, que nada mais é que o momento em que a força gerada pelo conjunto de ações faz o volante girar sozinho. Ou seja, quando há a prática constante de ações alinhadas pelo propósito da empresa, chega uma hora em que tudo se mantém de forma natural, chega uma hora em que a cultura organizacional está plenamente instaurada.

O “Volante da Ruptura” é, na minha humilde opinião, o conceito de Jim Collins que melhor se relaciona com o processo de branding, principalmente quando somado aos outros conceitos apresentados. Isso porque ele mostra que, não é apenas uma ação que vai levar a marca ao sucesso e reconhecimento, mas sim um conjunto de ações alinhadas a um propósito. Tal entendimento é muito importante para o empreendedor e gestor da marca, pois possibilita uma visão holística da estratégia e conseqüentemente torna as decisões de investimento mais acertadas.

O livro de Jim Collins apresenta diversos conceitos que podem ser adotados pelos profissionais de branding, não apenas esses apresentados nesse artigo. Reforço à importância de o profissional de branding relacionar diversas informações e conceitos para direcionar sua atuação, pois isso a torna mais embasada e assertiva, valorizando sua atividade e melhorando a percepção e entendimento que o mercado tem do branding.

Para terminar esse artigo, convido você leitor, a mostrar sua opinião para que, junto com a equipe do InfoBranding, possamos construir um diálogo multidisciplinar e enriquecedor.

Referência:

COLLINS, Jim. Empresas feitas para vencer. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

 

 

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