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YOU – Marca Pessoal e Marketing Pessoal | quando marca e marketing se conectam é o título do livro recém lançado por Paulo Moreti e Dulcce Migliorini, diretores da SimpleYou Desenvolvimento, consultoria que apoia pessoas para que realizem mudanças em suas vidas e criem fortes conexões entre a Marca Pessoal e o Marketing Pessoal.

Com o objetivo de estimular o autoconhecimento e o uso de ferramentas para a gestão da vida profissional e pessoal, os autores ressaltam: “o Ciclo de Vida independe da atividade que a pessoa  exerça, daquilo que acredita, dos valores  que a motivam, das competências adquiridas ou a serem desenvolvidas, do quanto a vida financeira está compatível com o estilo de vida que possui, da idade que tem, dos objetivos que deseja alcançar e dos sonhos que quer realizar. Quando um Ciclo de Vida termina, existe, imediatamente, outro começando… Toda hora é hora para mudar e iniciar um novo Ciclo.”

O livro é destinado a qualquer pessoa que queria se desenvolver, em qualquer momento da vida. De fácil compreensão e transformando conceitos em ações práticas, Moreti e Migliorini desenvolveram as seguintes metodologias:

Personal Branding l StepbyStep: desenvolvido por Paulo Moreti, leva o leitor a sair da zona dos profissionais “comoditizados” e se posicionar como a melhor opção do mercado em sua área de atuação.

O objetivo é a construção de uma plataforma de marca pessoal alinhada, com diferenciais competitivos, posicionamento claro e conhecimento dos públicos de interesse para que se estabeleça, de maneira sustentável, a conexão da marca pessoal às estratégias de marketing pessoal.

Segundo Paulo Moreti , a Marca Pessoal é um processo de desenvolvimento para expressar, habilidades, valores de uma pessoa com o objetivo de construir reputação e aumentar a rede de contatos para seja escolhida pelo conhecimento e expertise. É mostrar de forma clara, quem a pessoa é, o que faz, como e porque o faz. “Isso é ser real, único e profundo, não dá para fingir”, relata.

Personal Marketing Cycle: desenvolvido por Dulce Regina Migliorini depois de observar muitas situações nas quais constatou que pessoas de diferentes profissões se referiam ao marketing pessoal de maneira muito negativa; decidiu, então, tratá-lo com a relevância que tem e a partir disso criou uma metodologia que leva o leitor a revisitar conceitos, rever preconceitos, avaliar o mercado, perceber tendências, reexaminar competências necessárias para atuar no mundo em constante transformação, exercitar como comunicar, promover o que é e o que faz, enfim, refletir sobre a verdadeira essência do marketing de maneira ética, respeitosa e totalmente alinhada a Marca Pessoal.

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Desenvolver uma marca pessoal envolve cultivar e tornar perceptível diferentes atributos de personalidade. Um dos atributos mais úteis profissionalmente e que você deve considerar adicioná-lo ao seu perfil é o da assertividade.

Assertividade é uma forma de se comunicar clara, simples e direta. É o meio do caminho entre a comunicação passiva e a comunicação agressiva.

Algumas pessoas são caracterizadas pela sua passividade. Recebem o rótulo de “Maria vai com as outras”, um atributo não muito legal de fazer parte da sua marca pessoal. O comportamento passivo é aquele em que a pessoa prefere não se posicionar nas discussões. Baixa a cabeça e deixa que os outros decidam o rumo das coisas. Claro, eventualmente fará sentido deixar a discussão. Especialmente quando não se domina o assunto. O problema é quando isso se torna uma regra.

Por outro lado existe a comunicação agressiva. Aquela em que a pessoa tenta forçar sua vontade sobre as outras. Utiliza vocabulário e tom de voz intimidador. Em alguns casos chega até mesmo a praticar bullying como forma de auto-afirmação. Esta também não é uma forma de se comunicar adequadamente no ambiente profissional. Mais provavelmente o que você irá conseguir é que as pessoas se afastem de você e não aceitem as ideias impostas.

A assertividade é uma solução alternativa mais adequada. Significa abandonar a passividade e participar. Se posicionar a respeito dos temas em discussão. Ao mesmo tempo fazer isso de forma respeitosa e disposta a ouvir a opinião dos demais. O comportamento assertivo é muito mais colaborativo. Ajuda você a conquistar respeito dos colegas pela sua capacidade de colaboração.

A seguir algumas dicas de como você pode desenvolver um comportamento mais assertivo tornando-o parte da sua marca pessoal.

Por Juan O’Keeffe: bacharel e mestre em Administração de Empresas e tem vasta experiência atuando em empresas multinacionais de grande porte. Escreve sobre desenvolvimento pessoal no blog Evolução Pessoal.com.br.

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Ter uma marca pessoal forte é essencial para quem deseja passar uma determinada percepção sobre si. Entretanto, é preciso trabalhar o personal branding, ou seja, a forma como gerenciará a sua marca. Afinal, de que adianta se esforçar para construir uma imagem se ela não for divulgada ou conhecida?

Quando você investe no seu personal branding, as oportunidades de negócio aparecem e sua rede de relacionamentos se amplia. Seu trabalho começa a ser reconhecido por profissionais da sua empresa e de outras e se torna uma referência no seu segmento.

Se está no início desse processo, precisa saber qual a melhor forma de investir no seu personal branding para não errar. Se começar fazendo o certo, no futuro terá muito menos desgaste para arrumar os pontos falhos e sua marca estará muito mais forte.

Como sei que o começo de tudo é sempre mais difícil, separei algumas dicas para te ajudar. Confira!

Cause uma boa impressão

Não importa se presencialmente ou online, sempre deixe uma boa impressão sobre a sua marca pessoal. Pense qual imagem deseja transmitir e invista nela.

Nos encontros presenciais deixe que as pessoas percebam a sua simpatia e demonstre todo o conhecimento que possui sem ser arrogante. Nas redes sociais e mundo online, tome muito cuidado com o que publica, nada de futilidades! Invista em conteúdo que agregue valor e atraia as pessoas.

Estabeleça a sua marca pessoal

Quem é você? Como quer ser vista? Quem é o seu público? Quais são os seus pontos fortes e habilidades? Por que deseja se tornar uma referência? Qual o seu diferencial?

Essas são algumas das perguntas que deve responder para começar a criar a sua marca pessoal e investir no personal branding. É preciso que haja alinhamento entre o que você pensa e suas atitudes, por isso é fundamental ter essas respostas bem claras a todo o momento.

Defina os seus objetivos

É muito importante saber onde quer chegar e o motivo. Comece listando quais são as suas metas, mas cuidado para não pensar em nada inviável nesse momento para não desanimar depois.

Feito isso, estabeleça um plano para alcançar os objetivos e estipule um prazo para que cada um dos itens se concretize. Cuidado para não desviar dos seus objetivos, sempre os tenha em mente e foque neles.

Não vincule a sua marca a uma empresa

A sua marca pessoal, como o nome diz é sua, por isso não crie um rótulo vinculado a uma organização que não seja sua. Não se deixe conhecer como o gerente da empresa X, o presidente da empresa Y. Se um dia sair da empresa ou for mandado embora, junto irá a marca que demorou para construir.

Faça com que as pessoas conheçam o profissional que, independentemente da empresa em que atua, será uma referência e chamará a atenção positivamente. Tenha um nome forte e talvez até uma função, mas que seja vinculada apenas com o seu nome.

Escute os outros

O seu público é quem lhe dará o feedback do trabalho que você está construindo com o seu personal branding. Esteja aberto para ouvir opiniões e, quando elas não forem dadas espontaneamente, peça para que as pessoas digam o que acham da sua marca.

Tenha um canal de relacionamento próximo para que possa trocar informações, ouça e reflita sobre o que é dito. Pode ser que em um primeiro momento o comentário não agrade, mas a pessoa pode ter um ponto de vista diferente do seu e estar certa.

Invista no personal branding

Não crie a sua marca pessoal para que ela fique escondida do mundo, mostre quem você é e atraia cada vez mais seguidores e fãs. Investir na divulgação é fundamental, tanto no mundo virtual como no capital relacional.

Acompanhe os resultados

O personal branding exige que você acompanhe os resultados do que está sendo feito, pois somente assim poderá saber se os efeitos estão sendo os esperados. Verifique o quanto cada um dos objetivos foi alcançado e os analise.

O efeito produzido é importante, mas saber o que fazer com o diagnóstico é mais ainda. Veja o que não saiu como o planejado ou que não teve o impacto que esperava e reveja o planejamento. Faça ações corretivas a fim de melhorar a sua marca.  

Agora que já conhece os passos iniciais, faça o planejamento do seu personal branding no papel antes de colocá-lo em prática. Seguindo esses passos, conforme for concretizando cada etapa, colherá os frutos e perceberá que sua marca pode chegar longe.


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.


Gostou do texto? Não deixe de me seguir no FacebookLinkedin e Instagram. Estou sempre postando conteúdos exclusivos nesses canais.

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Será que somente as empresas devem fazer o planejamento estratégico? E a marca pessoal neste contexto? Assim como todo e qualquer produto ou serviço no mercado, o branding pessoal também precisa de estratégia. O seu principal produto é você, no entanto, uma grande parte dos profissionais passa a vida sem traçar um planejamento de carreira consciente e consistente buscando alcançar metas pessoais. Mesmo que você tenha um objetivo bem definido para a sua carreira profissional, sem um plano, ele tem poucas chances de se realizar.

Planejamento é pensar detalhadamente antes de fazer alguma coisa. A finalidade é criar um guia de ações para direcionar a administração da marca pessoal, visando atingir resultados com o máximo de eficiência dentro de um tempo pré-determinado. É fundamental que o profissional tenha sempre em mente que ele é o gestor da sua marca e que o plano é essencial e representa o caminho a perseguir para atingir as suas metas anuais e, no longo prazo, o objetivo estratégico da marca pessoal.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA MARCA PESSOAL 

“As empresas são como navios que, se não traçarem uma rota para sua viagem, certamente não chegarão ao seu destino” (ANÔNIMO)

Então, esse é o momento para traçar a sua rota e seguir o seu caminho em busca do seu objetivo estratégico profissional e pessoal. Então aqui vão as dicas para desenvolver o seu plano:

1 Propósito da marca: Definir a missão (razão de ser da sua marca, o motivo da sua existência), a visão (como você quer ser lembrado, o ponto de partida para conquistar o seu sonho) e os valores da sua marca pessoal (valores éticos que irão nortear a marca, para nunca perder o foco).

2 Definição do posicionamento: Qual é a imagem que você quer passar da sua identidade no mercado? Como estabelecer uma presença única para a sua marca pessoal? De duas formas distintas: com visão interna e visão externa. Visão interna é você quem define, é a sua identidade, é a imagem que revela a sua marca, o seu DNA. Já a visão externa é definida pelo mercado, ou melhor, é a percepção que o público tem da sua imagem nos seus diversos pontos de contato. O planejamento estratégico, por meio do marketing e da comunicação, aproxima essas duas visões, identificando o posicionamento na mente e no coração do mercado alvo. Agora, pergunte a si mesmo: e a minha marca? Que palavra define a minha identidade? O DNA da sua marca pessoal. Veja esses exemplos: Madre Teresa de Calcutá traz à mente a ajuda aos pobres e um comportamento santificado. Quando pensamos em Oprah Winfrey, nos lembramos de sua simpatia e no empowerment das mulheres.

3 Pesquisa do mercado: Como nas empresas o profissional precisa conhecer seu mercado de atuação, analisar e entender o que seus concorrentes estão fazendo de diferente, identificar como capitalizar forças, superar pontos fracos, além de buscar as oportunidades do mercado.

4 Análise SWOT
(Strengths (Forças), Weaknesses(Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças)

Depois da pesquisa de mercado, é preciso fazer a análise SWOT. É pessoal e imprescindível, pois forma a base de sua marca e de seus objetivos pessoais. Nela são examinadas as oportunidades e ameaças no ambiente externo (mercado) e os pontos fortes e fracos da sua marca no ambiente interno (concorrentes).  Essa análise o ajudará a identificar, também, as áreas nas quais você poderá produzir melhorias e assim encontrar diferenciais competitivos.

5 Objetivos estratégicos: é o planejamento estratégico, longo prazo. Pense na sua marca no longo prazo. Imagine como quer que sua marca esteja daqui a 10 anos no mercado. Um exemplo: Executivo de Marketing reconhecido no Brasil. Ótimo. Então o próximo passo é focar neste objetivo. Se você quer construir uma imagem consistente na área de marketing, ser diferente, com valor no mercado e impulsionar sua carreira, seus investimentos de tempo e de esforços terão de ser estrategicamente voltados para o máximo de otimização.

6 Metas Anuais: é o planejamento tático, curto prazo, mais especificamente as ações estratégicas para um ano. A marca pessoal precisa estabelecer quais ações estratégias irá fixar para os próximos 12 meses. Lembre-se que as metas anuais são importantes para o atingimento do objetivo estratégico. A cada ano é preciso analisar o que foi feito ou não. Se as metas foram atingidas, novas metas devem ser estabelecidas para o ano seguinte. O plano tático precisa ser realizado a cada ano, caso contrário o plano estratégico não terá resultado. Como metas anuais e pensando no exemplo estratégico pode-se propor: buscar uma promoção na empresa de analista de marketing para gerente júnior, um aumento de salário de 20%, ou ainda entrar para o departamento de marketing de uma empresa. Definidas as metas é hora de seguir para as ações estratégicas, a fim de alcançá-las ao final de mais um ano.

7 Ações estratégicas: Nesse item a pergunta é: como fazer? Quais são as ações estratégicas que a marca precisa para atingir as metas anuais e o objetivo estratégico do longo prazo. As ações estão embasadas nos famosos 4Ps do marketing: produto, preço, ponto de venda e promoção.

Por último, é importante verificar se o mercado está percebendo o posicionamento da sua marca frente ao plano estratégico de sua marca pessoal. Como foi dito anteriormente, para ter a marca reconhecida no mercado, torna-se necessário estabelecer a visão interna e verificar se a visão externa, ou seja, se todos os seus pontos de contato estão percebendo o seu posicionamento estratégico: o seu DNA!

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Quando você sai de um emprego e mesmo depois de muitos anos é lembrado pelos colegas de trabalho, significa que a sua marca pessoal foi trabalhada muito bem a ponto de não ser esquecida. Mas não basta apenas ser notado, é preciso que você seja uma referência.

Na sua empresa, você já deve ter ouvido alguém falar: “Fulano que trabalhava aqui fazia assim e sempre dava muito certo”. A pessoa continua sendo lembrada e não apenas o seu modo de trabalho, e isso é o que você deve buscar.

Ter colegas de trabalho todos nós temos, e podemos ser vistos como referência ou simplesmente como o profissional mediano que só faz o seu trabalho. À partir do momento em que você se torna uma referência, deixa de ser o parceiro, passa a ser uma “celebridade”.

Quero deixar claro que nesse caso ser uma celebridade não é aparecer na TV ou sair na rua e ter pessoas pedindo para tirar selfies com você. É ser o profissional que sabe trabalhar, que todos procuram e querem se espelhar. Se conseguir isso já terá os seus primeiros fãs.

Jac, quero ser uma celebridade, ter a minha marca pessoal lembrada! Se pensou nisso, então, está dando o primeiro passo para ter os seus colegas transformados em fãs.

Conquistando os fãs de sua marca pessoal

Para conquistar os seus fãs é preciso que haja alguma identificação com eles ou que eles recebam a sua atenção. Se for uma excelente profissional e não souber lidar com as pessoas será a chata, arrogante, a metida, mas nunca a que é bem-vista.

Por isso, separei algumas dicas para que possa colocar em prática e conquistar os fãs de sua marca pessoal. Todas são bem simples e vão fazer com que a sua imagem seja cada vez mais positiva e relacionada com de uma pessoa atenciosa.

Não julgue os outros

Sabe aquela pessoa que sempre está reclamando dos outros, critica o tempo todo e acaba ferindo os sentimentos dos outros? Você não deve ser ela!

Todos nós erramos e não devemos ficar apontando os erros de uma forma agressiva ou exagerada. Busque sempre entender o motivo do outro, mas sem julgar. Essa é uma forma de trabalhar o seu capital relacional e fortalecer o seu networking.

Evite discutir

A discussão pode ser positiva quando se troca ideias e as pessoas apresentam ponto de vistas diferentes, mas, normalmente, não acaba nesse limite. Ela costuma ir mais longe, fazendo com que haja uma disputa por quem está certo e quem é o errado.

Portanto, se começar uma discussão não insista em levá-la a frente. Busque ouvir o outro, reflita e admita que você pode estar errada.

Preste atenção no objetivo do outro

Cada um pode ter um objetivo diferente e nem sempre eles são os mesmos que os seus. Nesse caso, é preciso usar a empatia para entender o que o outro espera e assim poder ajudá-lo a chegar onde quer.

É muito importante que você ouça o outro atentamente, por isso faça perguntas e interaja durante a conversa. Chamar a pessoa pelo nome pode fazer uma grande diferença em como ela te verá.

Sorria

Essa é uma dica simples e que faz toda a diferença. O seu sorriso pode contagiar os demais e fazer com que se sintam mais felizes, essa tem que ser uma característica de sua marca pessoal.

E para conseguir sorrir sempre, tem uma frase do Dale Carnegie que gosto muito: “Você nunca alcança o sucesso verdadeiro a menos que você goste do que está fazendo.”

Se fizer o que você gosta o sorriso será natural, pois as suas metas serão atingidas.

Seja líder

Não é preciso ter um cargo de gestão para ser líder. A liderança deve fazer parte da sua marca pessoal, por isso, reúna as características necessárias para isso: elogie, critique sutilmente, respeite o próximo, não se imponha, atue como parceira e incentive o crescimento.

Para transformar colegas de trabalho em fãs é preciso que você tenha uma marca pessoal forte e que entenda que está lidando com pessoas que tem sentimentos e objetivos diversos. Quando conseguir realizar um bom trabalho e ainda manter um clima harmonioso, atingirá os seus objetivos rapidamente.

Espero que, assim como eu, você consiga ter uma marca pessoal forte que transforme os outros em seus fãs e sirva como fonte de inspiração.


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.


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A empatia é uma palavra bastante falada e não importa onde você esteja, não é raro ouvir: você precisa ser empático.

Por muito tempo, a empatia foi explicada como sendo a arte se colocar no lugar do outro, porém, ela vai muito além.

Mas, você sabe o que é empatia?

Costumo dizer que a empatia não é se colocar no lugar do outro, até porque você não pode ser a outra pessoa. Mas, isso não quer dizer que você não deva tentar entender como o outro pensa, ouvindo o que ele tem a dizer e sendo curiosa em aprender, sem fazer julgamentos.

A empatia é uma maneira de ampliar os seus limites e criar conexões. É conhecer o próximo, vivenciar as mesmas experiências e descobrir pontos em comum. Assim, você compreenderá os sentimentos de quem está próximo e orientará melhor as suas ações.

Como a empatia pode contribuir para a sua marca pessoal?

Agora, quando ouvir falar de empatia saberá que ela tem um significado muito mais amplo do que apenas se colocar no lugar do outro e, isso pode ajudar muito com a sua marca pessoal.

Os cientistas dizem que criamos empatia principalmente nos primeiros meses de vida, mas que ela está sendo desenvolvida a todo o momento. E fazer com que ela seja sempre nutrida ajuda você a se aproximar das pessoas, fazer com que elas se identifiquem com você de alguma forma e se torne uma referência. Eu sempre pratiquei empatia, desde bem pequena, vejo o quanto isso contribuiu positivamente para minha carreira.

Você conhece alguém que possui uma marca pessoal forte e que não é empática? Provavelmente não, e posso dizer isso pela minha experiência e observando que quanto mais empática eu sou, mais minha marca pessoal se torna mais forte.

Por isso, faça um teste! Faça da empatia um hábito e veja as mudanças que começaram a acontecer na sua vida.

Dicas para ser mais empática no seu dia a dia

Aprenda sobre pessoas desconhecidas

Conversar com as pessoas na fila, no ônibus ou em outros lugares improváveis, nada mais é do que alimentar a sua curiosidade pelo outro. Ao fazer isso se consegue uma aproximação, mas, para que haja a empatia é preciso respeitar.

Mais, do que ouvir você deve ser neutro, não julgue a opinião ou pensamento do outro, faça com que esse bate papo seja agradável. Sempre que possível converse com desconhecidos, eu acho muito bom poder conhecer pessoas nos lugares menos prováveis.

Descubra pontos em comum

Um grande erro que cometemos é olhar para as pessoas e querermos julgar, sem nem ao menos conhecer. Já pensou que em vez de fazer isso você poder ser mais empática, quebrando esse pré-conceito e tentando achar pontos em comum?

Vivencie a sua empatia

Se você realmente quer entender o outro, se colocando no lugar dele, que tal fazer as mesmas coisas? A empatia experimental consiste em compreender o outro de uma maneira prática.

Você pode fazer isso de diversas maneiras como, frequentando a igreja do outro, praticando um esporte radical que ele goste ou simplesmente indo a um restaurante que ele costuma frequentar.

Saiba ouvir e compartilhar

Se realmente quiser ser empática e entender o outro, antes de tudo aprenda a ouvir. Tudo o que for dito você deve prestar atenção e tentar entender o que a outra pessoa está sentindo. Porém, não fique somente como um ouvinte, demonstre os seus sentimentos e compartilhe as experiências.  

Lembre-se que a empatia só ocorre se ela for uma via de mão dupla, por isso, a importância de ouvir para entender o outro e trocar experiência.

Pratique a empatia em massa

Se está trabalhando a sua marca pessoal essa é uma dica fundamental. Já pensou que você pode ser empática com um grupo grande e não apenas com um indivíduo?

Se você busca entender a sua audiência e troca experiências com ela, pode ser empática com um grande grupo e promover mudanças sociais. Já parou para pensar no poder das redes sociais e o impacto que tem sobre as pessoas?

Tenha empatia com seus “inimigos”

Quando uso a palavra “inimigos” nesse caso, quero me referir a quem pensa diferente você. Pode ser uma colega de trabalho que nunca concorda com as suas ideias, uma empresa concorrente ou até mesmo uma vizinha.

Se você criar empatia conseguirá entender os motivos que a levaram a ser tão diferente de você e poderá entendê-la melhor. Dessa forma, se cria uma maneira de aproximação e de empatia. Se conseguir fazer isso, terá um inimigo a menos e fortalecerá a sua marca pessoal.


Jac Lopes: Especialista em Branding de produtos e de pessoas. Expert Top2YOU. Palestrante do tema: Sua Marca é Você! Carioca, marqueteira, mãe de um único filho e seu maior orgulho o Rafael. Curiosa e muito agregadora, amante de novas culturas e da inovação. Conhece o Brasil como ninguém, por dentro, pelas pessoas, já morou em 19 estados diferentes, de Norte a Sul do país.

Executiva com profundo conhecimento do varejo nacional e da cultura brasileira, morando em todas as regiões, desde o Sul ao Extremo Norte do país. “Posso afirmar poucos conhecem o Brasil sua gente e sua diversidade como eu conheço”.

Com grande talento para o networking tem experiência profissional em diversos segmentos como: farmacêutico, shopping center, moda, educação, franquias e serviços.

A habilidade para o capital relacional adquirido ao longo da carreira profissional fez com que mudasse 9 vezes de empresas em segmentos bem diferentes.

Especialista   em marketing tem cases de sucesso em branding no segmento farmacêutico com a NEOSALDINA, sabe aquele sorriso da Neosa? Aquele branding sensacional que está no produto até hoje? Nasceu em 1997 com uma equipe fantástica e a agência Artplan. Foi com esse primeiro case premiado, que o branding se tornou algo muito prazeroso.

Outros cases de sucesso em outros segmentos de mercado foram, por exemplo, a mudança da marca do Spoleto, rede de franquias de alimentação brasileira. Refazendo todo o branding da rede nasceu a frigideira como símbolo trazendo mais design e mais modernidade. No branding do Beleza Natural, maior rede de salões de beleza para mulheres negras e cacheadas no Brasil, os cachos tornaram-se referência para apresentar o design vibrante da marca.

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE – FGV RJ, pós-graduada em Marketing pela ESPM e MBA pelo IBMEC é formada em Farmácia pela UFRJ – RJ.

Na área acadêmica é professora dos cursos de Pós-Graduação Online e presencial da FGV.

Muitas histórias de sucesso, muitos desafios, alguns bons fracassos, que levaram a bons aprendizados, muitos amigos e uma certeza:  você sempre pode fazer diferente e a diferença onde estiver.

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Personal Branding é a sua promessa.

E esse simples fato faz com que muitos prefiram continuar onde estão. Prometer é assustador.

Alguns admitem que é algo que sai muito de suas zonas de conforto. Outros dizem que não é a prioridade para o momento. Quaisquer que sejam as justificativas, sempre encontro alguns motivos em comum, não tão óbvios para nós mesmos por vezes, por trás dos discursos:

1) Não quero me expor nas redes sociais: Essa é uma preocupação frequente. E sim, a exposição online tem suas vantagens e desvantagens e atrai mais a uns do que outros.

Entretanto, a exposição online não é requisito e como já mencionei antes, não é sinônimo de um trabalho de gestão da sua marca pessoal. A sua marca é a sua promessa para o mercado (ou para o mundo) e o marketing é a forma como você comunica essa promessa. E a sua comunicação pode ou não ser online.

O que tenho percebido é uma certa ansiedade por parte de empreendedores/profissionais ao sentirem que precisam estar online para terem sucesso. Ao menos que você tenha como o objetivo alcançar o mercado de massa, esse não é um pré requisito. Além disso, a exposição online não necessariamente envolve você, suas selfies e frases de motivação. A sua opinião por meio de um artigo, o seu conhecimento compartilhado por podcasts ou a sua história por meio de registro do que está ao seu redor, pode ser uma alternativa para aqueles que não se sentem atraídos pela câmera. Mas novamente, a estratégia online não é um ultimato. O show ainda só acontece por causa dos bastidores.

Nota: Atualmente eu acho difícil não estar online. Isso porque o nosso comportamento de consumo envolve invariavelmente o meio digital e você também é procurado, validado e encontrado (ou não) de maneira online. Então em vez de evitar a todo custo, você provavelmente consegue se adaptar à demanda de alguma forma que seja mais confortável e sutil para você.

2) Não sou a favor de transformar uma pessoa em uma embalagem: O Personal Branding não é um trabalho de criação de uma marca e, sim, da descoberta e da conexão dela com os seus objetivos. É a expressão de forma autêntica, profunda dos seus valores, propósito e contribuição, suportados por nada mais nada menos que a ação/execução (fator indispensável).

Ou seja, esqueça a ideia de que é apenas uma maquiagem ou a valorização de algo não relevante ou credível. Pelo contrário. Eu trabalho com empreendedores e pessoas capacitadíssimas em suas áreas, genuínos e autênticos, mas que precisam entender melhor como seu posicionam e se comunicam para o mercado, para terem mais foco, tempo, energia e direção para colocarem o pé no acelerador e então atrairem mais oportunidades. E trabalhar apenas a imagem não é a resposta.

3) Não é o momento certo, porque estou em fase de transição

A sua promessa de contribuição para o outro não é uma fase. A forma como você a está entregando, sim. E sempre será. Mudaremos de trabalho, projeto, área e posição diversas vezes. E cada vez mais rápido. E esse é o novo padrão da mundo do trabalho. Trabalhar na gestão da sua marca fará com que essas mudanças sejam mais fluidas e estratégicas, já que você estará carregando com você a sua identidade, reputação e a sua visão, que te darão a solidez necessária para você se sentir cada vez mais seguro com as incertezas das transições.

4) Eu não gosto de me autopromover

Aqui são duas as considerações:

Todos nós nos autopromovemos de alguma forma, seja ao conquistar o seu business partner, o seu investidor, o seu chefe em uma entrevista de emprego ou um cliente na sua primeira venda. A forma como você o faz demonstra a sua intenção, que pode ser genuína ou prepotente e é ela que vai determinar a reação do outro a você.

Mas o que quero destacar é o segundo ponto: Quanto mais relevante a sua marca pessoal, menor a necessidade de se autopromover. Como disse Bezos uma vez: Branding é o que os outros falam de você quando não está presente.

5) Eu acredito que o que faz a diferença é a ação, a execução e não apenas falar e fazer promessas

Eu também. E é por isso que a gestão da sua marca pessoal envolve ambos, prometer (o que faz com que você aumente o compromisso com a entrega e estenda os seus limites e zona de conforto) e entregar (o que envolve ação, execução).

Nem sempre o mais esforçado é o que tem mais oportunidades. E nem sempre o que fala mais tem a melhor reputação. Você precisa dos dois.

Em geral, o grande fantasma e pergunta que passa pelas nossas cabeças e nos impede de seguir esse trabalho é: O que acontece se eu não tiver a capacidade de entregar? O que acontece se eu me expor e receber críticas? O que acontece se ninguém quiser o que eu ofereço?

O que faz a diferença é ir em frente.

Personal Branding é uma promessa. E a capacidade de você entregá-la ao outro, consistentemente.

E, acredite, entregar a sua promessa para o mundo é a melhor coisa que você pode fazer. Mesmo sendo assustador (sempre será).



Juliana-SaldanhaJuliana Saldanha
Estrategista em Personal Branding. Possui 5 anos de experiência em ativação de marcas, primeiro para empresas e projetos relacionados à inovação e agora para empreendedores, políticos, acadêmicos e influenciadores com desenvolvimento de metodologia própria. Fundadora do Techmall, aceleradora de startups de BH. Responsável pela ativação e expansão da ioasys do Brasil para Londres. www.julianasaldanha.com.br

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Vivemos em um momento em que as marcas estão tentando agir como pessoas e as pessoas estão tentando se tornar marcas.

Basta olhar a enorme quantidade de Youtubers sendo tratados como “experts” ou “superstars”. Por outro lado, muitas empresas estão personificando suas marcas, humanizando-as a tal ponto que esta expressa até sentimentos.

Neste ponto, cria-se um paradoxo. As marcas corporativas não se encaixam bem na personalidade das pessoas – e as pessoas se sentem confinadas no posicionamento que criaram para si mesmas para serem reconhecidas.

Mas ambos buscam a mesma coisa: autenticidade.

Nesta busca, as marcas corporativas se utilizam do design, da publicidade e das mídias digitais para incorporar personalidade às suas marcas. A ideia era que as marcas poderiam se tornar grandes amigas de seus públicos.

Por outro lado, o consumidor tem livre acesso à informação e não acredita mais em tudo o que as marcas dizem. Seu próprio comportamento mudou ao longo dos anos, tornando-o mais ativo e consumindo produtos e serviços mais próximos do seu jeito de ser.

Para complicar ainda mais as coisas, a internet atingiu as marcas como um furacão, pois esta permitiu acesso à informação e a qualquer pessoa expressar sua opinião sobre tudo e todos – dando a possibilidade para qualquer um inovar e reinventar produtos e serviços antes dominados pelas empresas. Mas esta mesma tecnologia criou a necessidade de se expressar e criar uma “personalidade” digital.

Penso que as mídias sociais forneceram um novo fórum para que as marcas pessoais e corporativas se expressassem. No início, havia uma crença de que as mídias sociais resultariam em uma nova era de autenticidade pessoal. Em minha opinião, o contrário aconteceu, pois as mídias sociais inibem a autenticidade uma vez que todos podem assistir, criticar e contestar o que você diz. E pior, a maioria acredita que a sua “autenticidade” é melhor que a do outro, gerando conflitos e intolerância.

No entanto, é muito mais fácil para as pessoas reais serem percebidas como autênticas. Diferente da tela, que aceita tudo, podemos perceber expressões, interpretar o tom de voz e a intenção de sentido. Por outro lado, é difícil para uma embalagem em uma gôndola ou uma land page expressarem autenticidade.

Vejamos a Apple. Sua personalidade está intimamente ligada à personalidade de seu fundador, Steve Jobs.

Afinal, “dar a cara a tapa” na busca pelo bem comum é o melhor caminho para as marcas transmitirem autenticidade, ou seja, ações falam mais alto do que palavras ou imagens bonitas. Ter uma missão e valores bem definidos e sinceros geram crenças. E crenças vendem. Mas isso é mais fácil de dizer do que fazer. Por isso temos tão poucas marcas que não possuem apenas consumidores, mas verdadeiros seguidores.

Um paradoxo final é que as marcas devem continuar tentando ser como as pessoas, sem atingir esse objetivo. E as pessoas usarão técnicas de Branding para se consolidarem como marcas, mesmo que essas técnicas coloquem sua autenticidade pessoal em risco.

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Enquanto eu pensava em próximos temas para escrever, parei para me questionar em quais áreas ou para quais pessoas a gestão de marca pessoal, ou Personal Branding, pode trazer maiores impactos. Se eu for pensar em ações disruptivas, que podem até causar burburinho pela audácia, uma dessas áreas com certeza é o cenário político.

Nos EUA, o Personal Branding na área política já acontece há anos, país onde os eleitores normalmente elegem pessoas em vez de partidos. Como exemplo de boas práticas, Barack Obama pode ser considerado um mestre – vide seus discursos sempre alinhados com seus valores, consistente com suas ações, seu posicionamento claro e enfático e, claro, o momento em que soube transformar seus sonhos em uma das mais marcantes campanhas políticas de todos os tempos – “Yes we can”.

Ao contrário do que acontece por lá, aqui no Brasil ainda observamos a obsolescência quanto ao tema. Discursos vazios, com mensagens impessoais, sem embasamento ou posicionamento. A não ser, claro, o posicionamento contra o partido concorrente (não vou nem entrar no mérito de entender a lógica em focar o discurso no concorrente em vez de focar em sua própria marca e proposta de valor).

A atual política gera desconfiança e rejeição em vários aspectos. E as campanhas atualmente são mais pano de fundo para memes e piadas do que para informar. As mensagens são as mesmas de sempre, enquanto o cidadão (ou o consumidor) está em outra era, mais exigente, mais informado, mais questionador e também mais cansado. Se hoje os consumidores questionam grandes marcas sobre a veracidade de suas informações e autenticidade, porque não fariam o mesmo com os políticos?

Pode ser que o pensamento do candidato aqui no país seja “em time que está ganhando não se mexe” e ele prefira ir conforme a maré, já que não quer correr o risco de perder eleitores. Bom seria se a lógica do mercado atual fosse aplicada na política, a de que não queremos ser tratados como um mercado de massa, mas sim como indivíduos, e que não queremos ser agradados a qualquer custo e, sim, ir junto e levantar a bandeira daquelas marcas com as quais nos identificamos. E para que consigamos nos identificar com alguém, as opções devem ser diferentes entre si, certo?

Assim como as empresas, os políticos deveriam investir na construção de suas identidades próprias, em que cada um tenha a “permissão” dos partidos e a “audácia” de se posicionar como referência ou expert no assunto x ou y, de se renovar constantemente, de ouvir o seu público-alvo, de dizer não, de ser autêntico. E não só em período eleitoral.

Nós devemos construir nossas marcas baseadas em nossos valores, habilidades e diferenciais e não só usá-las para promoção, mas sim para ganhar credibilidade e confiança do nosso público por meio de ações consistentes e condizentes com o que pregamos.

Será que não é esse investimento em Personal Branding – o investimento em suas marcas e o cumprimento dessas promessas – que estamos esperando dos políticos?

Bom, um passo à frente, ao menos comparado à maioria dos nossos políticos, Donald segue à risca o que o mercado pede e investe em seu Personal Branding (alinhamento de sua marca a partir de quem você é e do que os outros pensam de você, o que lhe dá a diferenciação emocional no mercado) em vez do tradicional Marketing Político (o que você diz sobre si mesmo).

Trump já deve saber que ninguém suporta marcas que são forçadas e querem apenas agradar a todo custo (ele mesmo desagradou muitos candidatos ao dizer sua famosa frase: “You’re fired!” ou “Você está demitido!”).

Se eu pudesse dar um conselho aos nossos futuros candidatos seria: siga o caminho de Trump. Ou seja, seja verdadeiro e assuma quem você é. Seja autêntico em sua comunicação, em suas interações e relacionamentos e condizente com a sua essência e seus valores. Investir em sua marca pessoal não é você agir como um robô com falas decoradas. Não é você só falar sobre você e seu trabalho. Não é você vestir uma máscara e atuar como um personagem. Não é você ser alguém que você não é.

E, por último: deixe transparecer essa identidade não só em suas campanhas, mas em sua vida. Posso até não votar em você dependendo do seu posicionamento, mas com certeza terá o meu respeito. E o respeito de muitos eleitores, sejam eles do seu partido ou não.

Juliana SaldanhaJuliana Saldanha
Estrategista em Personal Branding e sócia-fundadora da aceleradora de startups Techmall. Experiência no desenvolvimento de novos negócios no meio digital, de empreendedorismo e inovação. Tenho como missão ajudar novos projetos e pessoas a alcançar resultados, tornando-os mais atraentes e críveis. Isso por meio da comunicação, inovação, gestão de marca e relacionamento com stakeholders. www.julianasaldanha.com.br

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A recessão chegou forte. Basta dar uma olhada nos portais de notícias e jornais para encontrar inúmeras reportagens sobre o aumento do desemprego, alta dos preços, impostos atingindo a casa de dois dígitos e muitas empresas e marcas desaparecendo.

A situação está tão feia que as empresas já começaram a demitir funcionários mais qualificados. Para termos uma ideia de como a coisa está preta, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram fechadas mais de 115 mil vagas com carteira assinada para os profissionais com curso superior completo ou incompleto em 2015. Se levarmos em consideração que este tipo de profissional normalmente é o último a ser desligado, devido à falta de mão de obra qualificada no país, esta crise só tente a piorar.

Com isso, muitos destes profissionais vão buscar o empreendedorismo como uma maneira de continuar ativos economicamente.  Entretanto, muitos destes profissionais nunca pensaram em investir em suas marcas profissionais fora do ambiente corporativo e, tornando-se donos de uma marca, tendem a levar tudo para o lado pessoal.

Mas a verdade é que, quando se trata de ser um empresário e proprietário de uma pequena empresa, é impossível não a levar pessoalmente. Na verdade, é isso mesmo: é tudo sobre você. É a sua visão, sua paixão, sua equipe – é o seu negócio, e é impossível separar o material negócio das emoções pessoais.

O posicionamento da marca da sua recém-criada empresa deve refletir quem você é como pessoa e como um empreendedor. Você realmente não pode separar como você posicionou o seu negócio com a forma como você se posiciona como pessoa.

Sua marca pessoal é também a sua marca de negócio quando você é um empreendedor ou microempresário, e o seu posicionamento de marca deve estar presente em ambos. Você não pode criar um posicionamento para a sua marca que é inconsistente com quem você é como pessoa. Aqui mora o perigo, pois muitos empreendedores buscam separar os dois e não consegue desenvolver nenhuma das duas, fazendo com que tenha uma reação emocional forte quando deveria ser racional em uma negociação ou racionalizando decisões que deveriam ser mais emocionais, principalmente com sua família, por exemplo.

Por isso que você também deve refletir pessoalmente o seu posicionamento como marca. Pois este posicionamento deverá guiar suas decisões nos negócios, bem como orientar os seus comportamentos pessoais. Seu estilo de vida deve incorporar o seu posicionamento de marca, tanto quanto o seu posicionamento de marca incorpora quem você é.

Celebridades, com suas marcas, na maioria das vezes sabem fazer isso muito bem. Suas vidas pessoais se tornam abertas, o que acaba por conduzir as percepções públicas e influenciam as oportunidades em suas carreiras. Celebridades inteligentes entendem que eles têm que equilibrar suas escolhas pessoais com decisões de carreira com um lado influenciando o outro.

Portanto, ambos devem trabalhar em conjunto para você também.

Com este posicionamento bem definido, você terá o poder de motivar. Você vai ser capaz de motivar suas equipes e levá-los a compartilhar a sua visão de negócio e ser capaz de motivá-los a compartilhar o seu sucesso. Seus amigos e familiares vão se envolver a tal ponto que se tornarão seus maiores embaixadores de marca.

Por fim, antes de entrar de cabeça em um novo negócio, invista um tempo para posicionar-se como marca, pois esta é a coisa mais inteligente a se fazer para guiar o seu negócio e orientar sua vida, pessoalmente e profissionalmente.

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