Tag

marcas para pequenos negócios

Browsing
Empreendedora francesa fala sobre como construir uma marca apaixonante valorizando o propósito, experiência do consumidor e storytelling

O resultado de uma marca está atrelado à capacidade de envolver o consumidor em sua proposta de valor, proporcionando experiências memoráveis que se convertam em relacionamento e, potencialmente, no tão esperado fator “Wow”.

Simples de se descrever, porém muito difícil de se conquistar, esta situação de sucesso é fruto de muito planejamento, gestão, foco e, é claro, trabalho duro.

Foi exatamente o que encontrei conversando com Sandrine Billard, fundadora e gestora da marca Petit Louarth, cuja proposta você vai conhecer neste artigo.

Sandrine não começou a conversa me contando sobre sua trajetória ou origem de seu empreendimento como o esperado. Ao invés disso, ela me apresentou uma caixa, me incentivou a explorá-la e começou a analisar minha reação.

Começava ali a EXPERIÊNCIA com a marca. Não por acaso, um dos seus pilares mais importantes.

O que eu tinha em mãos era o Coffret, produto principal da Petit Louarth. Uma pequena caixa de preciosidades, feita para guardar objetos de valor, que na cultura francesa pode ser usado para joias, perfumes e pequenas recordações. Sandrine adaptou este conceito para a realidade brasileira e o projetou de maneira minuciosa, pensando nas principais e mais importantes recordações que os pais guardam durante o crescimento de seus filhos, oferecendo uma opção organizada, lúdica e repleta de gatilhos para despertar emoções profundas nos pais, filhos e familiares.


Vídeo de apresentação do produto com ênfase na experiência do usuário.

Com este gatilho Sandrine me envolveu na proposta e, mesmo sem ter filhos, percebi ali o valor do benefício ampliado que seu Coffret apresentava.  Mais do que um simples organizador, a Petit Louarth traz a possibilidade de construir uma história colaborativa em família, resultando em uma lembrança que se configura como uma plataforma para eternizar momentos especiais.

Itens como a primeira chupeta, os dentinhos, a naninha, fotos de maternidade, pelúcias e até mesmo uma régua de crescimento foram contemplados. Tudo para ajudar os pais e/ou familiares a construir a história de seus pequenos.

A partir desses conceitos e com base na paixão pela infância, nasceu a Petit Louarth que, além de encantar, configura-se como uma verdadeira aula de branding e empreendedorismo.

Já envolvido pela marca e o que ela representa, começamos a conversar sobre os aspectos técnicos que marcam a trajetória de Sandrine e sua marca.

Como muitos empreendedores, Sandrine começou sua marca com o objetivo de dedicar tempo a algo em que acreditava, mas fez isso de maneira consciente, analisando o ambiente e planejando cada passo.

Percebendo uma demanda pouco explorada, desenvolveu um produto, criou uma marca e buscou implementar a proposta de forma ágil e consciente.

Direcionou sua experiência em grandes multinacionais para estruturar um plano de negócios, definindo seus objetivos de curto, médio e longo prazo bem como elencando os principais KPIs que precisariam ser atingidos para validar ou não suas expectativas.

Neste processo, firmeza e rigidez com seu propósito a ajudaram a estruturar um compliance que clarificou e direcionou a escolha de fornecedores, com os quais alinhou suas expectativas e definiu critérios para a parceria. Visitou cada um deles para garantir que não exploravam trabalho infantil e que respeitavam a legislação trabalhista vigente no país, bem como verificou se atenderiam seu padrão de qualidade. Assim, sua trajetória nos deixa uma lição importante: por mais que o envolvimento emocional do empreendedor com sua marca seja importante para trazer aquele “brilho nos olhos” e “paixão” capazes de motivá-lo, é estritamente necessário manter certo grau de frieza para a tomada de decisão e acompanhamento essenciais para o sucesso.

A criação da marca:

No que diz respeito à criação da marca, Sandrine, assim como muitos empreendedores, não teve consultoria especializada, por outro lado, seguiu uma linha de raciocínio para transmitir toda sua proposta por meio do nome e identidade. Ela sabia que a marca precisaria remeter ao universo infantil de forma espontânea ao mesmo tempo que refletisse sua origem francesa. Por isso, escolher o nome “Petit” foi relativamente fácil. No entanto, Sandrine sabia que para o processo de registro e proteção da marca ela precisaria de algum diferencial que reforçasse a exclusividade e, para a segunda parte do nome, decidiu usar as iniciais dos seus filhos para formara a palavra “Louarth”. E aqui está uma sacada muito legal.

Logotipo da Petit Louarth, no qual a tipografia de aspecto mais manual se destaca e tem como suporte, a forma circular da lua com aplicação de textura que se alinha com os traços das ilustrações que dão vida ao produto.

Louarth” é a junção dos nomes Louise e Arthur, mas também se aproxima foneticamente da palavra “Lua” e “Arte” remetendo à ideia de sonho e do momento em que os pais colocam os filhos para dormir, contando histórias e fazendo carinho; ao mesmo tempo que remete ao esmero e atenção de um artista no seu processo de criação.

Como tagline, Sandrine definiu “A infância no fundo do coração”, amarrando todos os conceitos que representam sua marca e os valores que ela defende. Com o nome definido Sandrine alinhou suas ideias com um designer, responsável a dar vida à marca e ao produto.  Em um processo de cocriação refinou as propostas até chegar à uma identidade limpa, sem muitos elementos, que valorizasse o produto e utilizasse o logotipo como uma assinatura discreta. Afinal, para a Petit Louarth , a apresentação do conjunto do produto é mais importante do que colocar o logotipo em um local de grande destaque de forma a trazer um “ar muito comercial”.

Versões do Coffret em azul, rosa e amarelo. A marca aparece de forma discreta na lateral do produto, deixando destaque para as cores, ilustrações e mascotes da marca.

Ao falarmos da parceria com o designer, perguntei à Sandrine qual sua percepção em relação a escolha desse fornecedor com o objetivo de entender quais aspectos os designers devem levar em conta no momento de se posicionar. Sandrine então elencou compromisso e confiança como sendo as características principais, uma vez que por estar focado em desenvolver seu negócio, o empreendedor precisa ter a tranquilidade de que seus prazos serão cumpridos e de que terá uma solução e não mais uma dor de cabeça.

Storytelling, o gatilho para a propagação da marca:

Com a ideia concretizada, o storytelling ganha papel de destaque na estratégia da Petit Louarth, uma vez que transmite a mensagem da marca de forma a evolver o consumidor em sua experiência. Toda a ideia de guardar as lembranças para deixar um legado envolve e encoraja as pessoas a agirem em torno do uso do produto, elevando a marca a um papel central na construção de seu legado familiar.

Quando aplicado de maneira bem estruturada, o storytelling contribui para o posicionamento da marca, ajudando com que ela se propague via recomendação de um para muitos, explorando as conexões entre as pessoas.

Tal conexão é fundamental na jornada do consumidor de hoje em dia, que busca em seus pares a validação de suas percepções, por meio de indicações e reviews. Além de ser determinante para a construção de conhecimento de marca (brand awareness) por meio da advocacia de marca.

Padrão ideal para a jornada do consumidor, apresentada por Kotler no livro Marketing 4.0. Destacamos a terceira etapa, referente a validação com a rede de contatos e a quinta etapa, referente à advocacia após a experiência com a marca. Ou seja, de um cenário no qual o consumidor identifica a marca dentre tantas outras opções, ele refina a percepção, decide experimentar a marca e, se a percepção final for positiva, ele tende a passar a mensagem adiante e ajuda a influenciar potenciais consumidores.

O MVP e os planos para o futuro:

Hoje a Petit Louarth ainda é uma marca nova, com menos de dois anos de existência desde sua concepção. Ciente desta realidade, Sandrine encara seu Coffret como um MVP – Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Víavel, que testa e valida a proposta conforme mediante sua aceitação.

Por conta do foco na qualidade e pouca escala, o produto da Petit Louarth tem um alto custo de produção e, por consequência, um preço um pouco elevado que o direciona à classe A. Além disso, por se tratar de um produto novo, a marca ainda está na fase de apresentá-lo ao mercado, o que exige grande esforço e atenção; tanto para feedbacks positivos quanto, e principalmente, para feedbacks negativos, com os quais a marca poderá aprender.

Para esse processo Sandrine conta com a expertise da Midiaria.com, também parceira do InfoBranding, para posicionar a marca no ambiente digital e difundir sua proposta para a mídia especializada, utilizando-se da estratégia de relações públicas, mídias sociais e pequenos eventos para influencers.

Exemplo da comunicação da marca em redes sociais e encontro com influencers, no qual a Sandrine apresenta a marca e discute assuntos relacionados ao seu universo.

A ideia da Petit Louarth é aumentar sua escala e levar fazer com que cada vez mais famílias construam suas histórias de forma organizada e lúdica!

Conheça um pouco mais sobre a Petit Louarth aqui.

Sandrine Billard possui formação em administração e gestão de empresas, com atuação em grandes multinacionais com foco em varejo. Veio para o Brasil para implementar negócios de origem Francesa, 13 anos depois, apaixonada por nosso país, decidiu ficar e empreender.

Gostou do case da Petit Louarth? Comente aqui e compartilhe!

Compartilhe!
error0

Como os pequenos negócios podem e devem se aproveitar das vantagens competitivas que uma marca pode proporcionar    

 

A gestão de marca é uma prática que pode ser adotada por negócios de todos os portes, das grandes organizações com presença global, como a Coca-Cola e a Apple, referências em branding, até os pequenos empreendedores locais como o dono da padaria do seu bairro e os microempreendedores individuais (MEI), como o pedreiro que presta serviços pontuais na sua obra. Isso porque todos que tenham algo a oferecer para o mercado possuem uma proposta de valor e, por isso, têm a possibilidade e trabalhar tal proposta de forma diferenciada, criando e gerenciando uma MARCA em seu sentido mais amplo.

Parece ousado para um pequeno negócio, mas na verdade não é!

Se o empreendedor tiver PLENEJAMENTO, GESTÃO e VISÃO INTEGRADA dos processos de seu negócio e DETERMINAÇÃO, ele consegue fazer sua MARCA acontecer e ter sucesso em seu mercado!

Antes de mais nada, MARCA é um conjunto de associações pensadas de forma coordenada para criar, comunicar, entregar e gerenciar valor acerca de um negócio e seus produtos e serviços com FOCO em determinado público, mas, sem esquecer, das relações com o mercado como um todo.

E aí pode vir a pergunta: “Tá bom, mas por que eu, um pequeno empreendedor, devo investir em uma marca? Tenho tanta coisa para me preocupar!”

Bom, pense desta forma: segundo o SEBRAE as micro e pequenas empresas representam 98,5% do total de negócios no Brasil e se concentram predominantemente nos setores de serviço e comércio, o que significa que, você, ao abrir o seu negócio, enfrenta uma concorrência avassaladora e esbarra, logo na largada, na necessidade de se DIFERENCIAR e se COMUNICAR com o seu público.

Frente a essa realidade temos uma notícia boa e uma notícia ruim!

 

Começando pela ruim: NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO!

Por mais que o empreendedor sempre possa fazer um benchmark, isto é, estudar a concorrência em busca das melhores práticas, ele precisa agir de acordo com a realidade do seu negócio e estabelecer objetivos e planos de ação compatíveis com o seu negócio e com o ambiente no qual ele está inserido.

 

Agora lá vai a boa: EXISTEM TÉCNICAS E METODOLOGIAS!

Embora não exista uma receita de bolo que garanta o sucesso de uma marca, existem uma série de ações recomendadas que ajudam no processo de concepção e gerenciamento de marca. Cada uma dessas ações deve ser pensada e adequada segundo as especificidades de cada negócio e serão apresentadas a seguir no formato de perguntas.

Mas antes de mais nada, lembre-se!

Seu NEGÓCIO e sua MARCA são uma coisa só!

São elementos que não se separam nem na gestão

nem no reconhecimento por parte do mercado!

 

Por que você decidiu abrir o seu negócio?

A resposta dessa pergunta te ajuda a definir o PROPÓSITO da sua marca, uma questão fundamental para o desenho da sua estratégia. Uma espécie de ponto de partida.

Saber qual é o seu PROPÓSITO vai fazer você entender qual é a sua motivação e quais são os seus objetivos, ou seja, você será capaz de saber onde você quer chegar com sua MARCA e, a partir daí, será capaz de fazer uma análise interna e externa que te mostrará onde seu negócio está HOJE e quais AÇÕES deve adotar para atingir seus objetivos.

Saiba mais sobre propósito de marca!

Qual é a sua proposta de valor?

A proposta de valor de uma marca é aquilo que destaca sua oferta das demais ofertas do mercado. Pare para pensar o que vai motivar o consumidor a ESCOLHER comprar da sua marca ao invés da marca do seu concorrente? Alguma vantagem ele precisa ter e essa vantagem pode ser um atributo físico do produto, um melhor atendimento, um maior benefício funcional, uma facilidade na hora da compra, entre outros. Algo que diminua a importância do preço e faça o cliente pensar cada vez menos em outras ofertas. Difícil não é mesmo? Mas é preciso refletir sobre, principalmente porque a PROPOSTA DE VALOR da sua marca está vinculada à PROMESSA que seu negócio faz ao existir e sustenta toda a COMUNICAÇÃO bem como interfere em todo o planejamento da gestão. Pense no que faz os olhos do cliente brilharem!

Uma dica: Pratique a empatia e coloque-se no lugar do consumidor. Pense no que você espera das marcas que consome. Sempre funciona!

 

Como você quer ser reconhecido?

Uma outra questão que todo empreendedor precisa refletir no momento de criar e gerenciar a marca do seu negócio é como ele quer ser reconhecido e, para isso, ele precisa construir uma IDENTIDADE.

A IDENTIDADE de uma MARCA reúne elementos que permitam que ela seja facilmente reconhecida entre as diversas ofertas semelhantes no mercado e, mais do que isso, em meio aos diversos estímulos que os consumidores são expostos todos os dias.

OS ELEMENTOS de marca abrangem todos os cinco sentidos e atuam de forma conjunta para compor a IDENTIDADE da marca. Um dos elementos mais famosos e conhecidos pelos empreendedores é o LOGOTIPO, ou seja, a assinatura visual do NOME DA MARCA, que por sua vez também é um elemento. Mas além desses entram na lista de elementos de marca CORES, TEXTURAS, DESIGN DE LOJA, EMBALAGENS, PAPELARIA INSTITUCIONAL, WEBSITE, CHEIRO (sim, sua marca pode ter cheiro!) e assim por diante! A quantidade e complexidade dos elementos de marca dependem da estratégia adotada, mas o importante é: adote um padrão, seja constante e passe a ser reconhecido por isso.

Saiba mais aqui!

Como você se comunica?

Agora que você já refletiu sobre o PROPÓSITO, PROPOSTA DE VALOR e IDENTIDADE é hora de pensar na COMUNICAÇÃO. Afinal, como diria o nosso querido Chacrinha “quem não se comunica se trumbica”.

E nessa hora o empreendedor tem muito o que pensar. Ele precisa ter em mente que se comunicar não é apenas passar uma mensagem, mas fazer essa mensagem ser entendida e hoje, mais do que isso, se comunicar implica em saber lidar com RESPOSTAS, sejam elas positivas ou negativas.

É importante ter em mente que, com o acesso à internet, a popularização dos smartphones e o crescente uso das redes sociais, o consumidor dispõe de uma grande quantidade de informações, as quais ele pode utilizar para fazer pesquisa de preço, tirar dúvidas, validar opiniões e, o mais importante, interagir com outros consumidores que desfrutam de interesses semelhantes. Isso significa que o poder está com o consumidor e que, para interagir com eles, é preciso, cada vez mais, saber jogar o jogo de acordo com as suas regradas. Como? Oferecendo conteúdo que solucione dúvidas e desperte interesse (marketing de conteúdo), estabelecendo diálogos, sendo eficiente, participando de discussões e, principalmente, se posicionar de forma aberta e transparente.

Nesse sentido, estar presente nas redes sociais é uma necessidade, não mais uma opção. E fazer um acompanhamento bem feito é uma obrigação, que determina o sucesso ou o fracasso da empreitada.

Para concluir, pode-se dizer que a gestão de uma MARCA para uma pequena empresa demanda atenção, dedicação, planejamento e informação! É fácil? Não! Mas dá frutos e pode significar a diferença entre o grande sucesso e a simples existência!

Saiba mais sobre a nova dinâmica das marcas na era digital aqui!

Referências:

SEBRAE Notícias. Em cinco anos número de pequenos negócios cresce 43%. Disponível em: <https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/10/em-cinco-anos-numero-de-pequenos-negocios-crescera-43.html> Acesso em: 17ABR18.

Compartilhe!
error0

Quando um pequeno empreendedor pensa em criar um negócio, a marca normalmente não é a sua prioridade. Mas quando ele vai pensar nisso, logo pensa em marcas como o inconfundível lettering vermelho e branco da Coca-Cola, o Just do It da Nike ou até mesmo o “Quer pagar quanto” da Casas Bahia. Mas, como uma pequena empresa, este empreendedor imagina o nível de investimento e o trabalho que é feito para que essas marcas se tornem icônicas e logo se desanima em investir na construção de sua marca.

Na verdade, construir uma marca é mais fácil do que a maioria imagina. O mais importante, neste ponto, é certificar-se de evitar algumas armadilhas comuns e erros de branding ao construir uma marca. Listei 7 desses erros:

1. Não entender o poder de uma marca.

Da perspectiva do cliente-relacionamento, ter uma marca forte é obviamente vantajoso. Por exemplo, quando as pessoas pensam em comprar material esportivo online, elas pensam logo em Netshoes. Logo, você vai querer ter esse tipo de relação imediata e definitiva com os seus compradores também.

Como estamos cada vez mais digitais, definir uma marca clara é essencial do ponto de vista de SEO. O Google gosta de priorizar anúncios de marca em seus resultados de busca orgânica, uma vez que os visitantes são mais propensos a clicar sobre eles. Mais cliques tende a conquistar mais clientes, o que significa que o foco na construção da marca pode levar a inesperados benefícios de tráfego ao seu website e, consequentemente, maiores vendas.

2. Esquecer de estabelecer diretrizes de marca bem definidos.

Então, você sabe que a sua empresa pode desenvolver uma marca, mas o que exatamente significa isso? Ao criar uma identidade de marca, você vai querer estabelecer diretrizes bem definidas que cobrem todos os pontos de contato com sua marca, fazendo com que ela seja reconhecida. Entretanto, é muito comum encontrarmos marcas aplicadas de um mesmo negócio completamente diferentes. Basta você parar em um barzinho para tomar um café ou almoçar para perceber que o logo é um, o cardápio é outro e até o uniforme dos funcionários é diferente do resto.

Aqui estão alguns pontos a considerar.

Logo – quando pensar no seu logo, imagine todas as aplicações que este terá no seu negócio. Se você fabricará produtos, as marcas destes precisam lembrar a marca da empresa, seja no conceito, ou na forma. Ele tem que ser claro, de fácil leitura e refletir o seu negócio/produto.

Cores da Marca – aqui mora um grande perigo. Muitos empreendedores levam em consideração o seu gosto pessoal para definir as cores da marca do seu negócio. Mas será que elas refletem tudo o que a sua marca representa? Mas você pode pensar que, “se eu usar uma cor totalmente diferente do que meus concorrentes usam vou me destacar…” Será? É importante sim ter uma identidade colormétrica, mas se o mercado em que você atua tem uma prática comum em relação ao uso de cores, é necessário que você leve isso em consideração. Invista um tempo para ver a aplicabilidade da cor que você escolheu nos diversos substratos em que sua marca será aplicada. Dependendo do material da embalagem de um produto, por exemplo, a diferença de Pantone® e de seu correspondente em CMYK é gritante.

Fontes e tipografia – novamente o “gosto pessoal” do empreendedor pode pôr tudo a perder na construção de uma marca. A fonte utilizada precisa ser clara e refletir o conceito da marca. Tem que ser legível, de fácil compreensão e leitura. Observe as fontes utilizadas em alguns cardápios de alguns restaurantes. Não dá para ler! Além disso o uso de diversas tipologias além de confundir o leitor, não transmite os valores da marca.

Imagens – hoje em dia é cada vez mais comum o uso de bancos de imagens para a criação de diversos materiais para representar a sua marca. Além disso, muitos empreendedores buscam no Google imagens para colocar em seus panfletos, websites e diversos outros materiais. Levando em consideração que o investimento na contratação de um fotógrafo é muito alto, esta escolha tem que ser bem direcionada e o risco de outra empresa usar a mesma imagem que você é muito alto.

Mascotes e porta-vozes – quando você pensa em uma mascote que representa uma marca o que vem à sua mente? Dolinho. A escolha de uma mascote ou porta-voz é extremamente importante para vários negócios, mas você tem que ter claro em sua estratégia que ele será a “cara” da sua marca.

Claramente, esta lista não é exaustiva. Se há alguma outra característica de marca que você sente que é necessário para definir o seu negócio, vá em frente para adicioná-lo ao seu manual de identidade da marca. A pior coisa que poderia fazer é evitar a criação desses documentos importantes por completo. Sem eles, seus esforços de branding não terá a consistência e a direção necessária para o sucesso.

3. Complicar a sua marca.

Dê uma olhada em como o logotipo clássico de Coca Cola mudou desde a sua primeira utilização em 1887. Enquanto as fontes usadas variaram ligeiramente, a aparência original ainda é em grande parte intacta após mais de 127 anos de serviço.

erros-de-branding-01

Pequenas empresas podem aprender uma lição com este gigante do setor de bebidas. Ao iniciar o processo de branding, pode ser tentador adicionar mais variáveis ​​do que você realmente precisa. Mas o seu logotipo não precisa possuir seis cores diferentes, e ele não precisa ter seis elementos gráficos individuais para representar os diferentes braços de sua empresa. Elementos simples e claros são mais propensos a ser reconhecidos e lembrados pelos consumidores, então evite complicar os elementos da sua marca.

4. Caindo na armadilha da marca indecisa.

Novamente, desenvolver diretrizes de marca e elementos que nada revelam sobre sua empresa e sua proposta de valor. Provavelmente, você já viu isso antes em logotipos genéricos ou na linguagem de marketing que é absolutamente repetitiva. Por exemplo, “best-seller” para livros, “O melhor alguma coisa” da região e tantos outros adjetivos superlativos que realmente não significa nada.

Podemos chamar es tipo preguiçoso de marca de “marca papel de parede”, ou seja, pega-se tudo que tem sido repetido tantas vezes que perdeu todo o significado.

Então, qual é a solução? Linguagem clara, logos e imagens. Para um grande exemplo, dê uma olhada na seguinte captura de tela da home page do processador móvel de pagamento da empresa americana Square de 2013. Não só o logotipo da empresa imita o produto de uma forma que é inconfundível, a proposta de valor indicado no slogan da empresa “começar a aceitar cartões de crédito hoje” é clara.

erros-de-branding-02

5. “Enganar” suas diretrizes de marca.

Você já sentou e trabalhou nas suas diretrizes da marca com todo cuidado, criou um manual de identidade com todas as diretrizes para a aplicação de sua marca e começou a implementá-los em todos os materiais de marketing de sua empresa. Mas, dois meses depois, você precisa criar um novo anúncio para uma linha de produtos que irá lançar, e seria ótimo se você pudesse usar algumas cores fora da paleta especificada na documentação de branding.

Você pode fazer? Claro que você pode. Mas lembre-se, cada vez que você desviar suas diretrizes de marca, você dilui o seu poder por uma pequena situação. Ao fazer isso, você está introduzindo essencialmente uma nova imagem de marca para seus clientes, diminuindo a força da associação que teriam de uma campanha da marca mais unificada.

6. Não policiar o uso da sua marca.

Desenvolvimento e implementação de diretrizes de marca da sua pequena empresa é apenas metade da batalha. Além disso, você tem que ser pró-ativo sobre o monitoramento de onde e como os outros estão usando seus elementos de marca em seu nome. Se não, você poderá ter concorrentes que criarão um logotipo que se parece com o seu ou um parceiro que pode publicar um anúncio com o seu logotipo, mas com as cores erradas.

Alguns desses problemas podem ser menores, mas em outras situações, pode ser necessário tomar medidas legais se você sentir que seus elementos de marca estão sendo desrespeitados.

7. Mudar constantemente a sua marca.

Não há nada de errado com rebranding. Isto é, a menos que você o fizer sem critérios. Tenha em mente que todas as alterações feitas em sua marca já estabelecida reduz a conexão que você construiu com seus clientes. Portanto, é importante apenas fazer alterações quando os benefícios verdadeiramente superam os riscos de perder o negócio. Se você decidir fazer uma alteração, você precisa informar com clareza os seus seguidores sobre as mudanças que você está fazendo.

Enquanto o branding é, certamente, uma das principais estratégias de marketing, ela não precisa ser complicada. Basta ter em mente seus valores e propósitos bem definidos, evitar ao máximo estes pequenos erros e esta estratégia será um ótimo caminho para criar conexões vitais entre o seu pequeno negócio e seus clientes.

Compartilhe!
error0