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paixão

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Paixão… aquele sentimento intenso que nos enche de entusiasmo e nos mantém vidrados no objeto que a desperta. Geralmente utilizada para designar a sensação compartilhada entre duas pessoas, a palavra paixão também pode ser empregada com propriedade para fazer referência à maneira como os profissionais encaram seu trabalho.

Agir com intensidade e entusiasmo, ou seja, de maneira apaixonada, traz à tona os benefícios inquestionáveis da dedicação e da realização pessoal; benefícios tão ou até mesmo mais importantes que a remuneração monetária propriamente dita.

“Quando o objeto de trabalho é uma marca que precisa ser gerenciada a paixão é um aspecto que ganha ainda mais importância e configura um desafio muito maior, afinal, além de sermos apaixonados por aquela marca, precisamos garantir que todos aqueles que entram em contato com ela compartilhem do mesmo sentimento.”

Mas como fazer isso? Como engajar toda a equipe e colaboradores externos a agirem com a mesma paixão em relação a marca? Embora o processo de aplicação seja árduo e complexo, a resposta a essa pergunta é extremamente simples: criando identificação e desenvolvendo vínculos emocionais e relacionamentos entre as pessoas e a marca.

É nesse ponto que o propósito de marca revela toda a sua importância e potencial estratégico. É ele que garante que o objetivo principal da marca seja vivenciado e experimentado todos os dias, em todas as ações, pontos de contato e por todos os colaboradores e pessoas que se relacionam com a marca.

Segundo os conceitos apresentados por Nikos Mourkogiannis1 em seu livro “Purpose: The Starting Point of Great Companies” o propósito é a linha condutora central, pautada em valores, a partir das quais todas as estratégias e táticas são desdobradas e estruturadas.

Por ser pautado em valores, o propósito é algo exclusivo e autêntico de cada marca. São esses valores que garantem os vínculos emocionais com as pessoas que entram em contato com a marca, garantindo que o processo não seja forçado, mas sim trabalhado e incentivado sobre bases sólidas e autênticas.

Uma marca que se preocupa em construir sua equipe através do compartilhamento dos mesmos valores, tem maiores chances de manter engajamento, auto-estima, comprometimento e satisfação; formando uma equipe com maiores chances de atuar com paixão. E por consequência tem maiores chances de ser autêntica e construir vínculos com seus clientes, obtendo vantagens competitivas.

ACADEMIA DISNEY - AF.aiUm excelente exemplo é a Disney com seus programas de treinamento da Disney University, relatados de maneira inspiradora no livro “Academia Disney: O programa de treinamento de uma das mais poderosas marcas do mundo”2 de Doug Lipp. Ao longo de suas páginas fica claro a importância de relacionar os valores da marca em todos os momentos da gestão de equipes.

Foi lendo este livro que me inspirei a refletir sobre o próprio InfoBranding, marca cujos 12 gestores fazem “das tripas coração” para realizar um bom trabalho e cumprir o propósito de descomplicar o branding e torná-lo acessível.

Toda a paixão que a equipe deposita em sua atuação é canalizada pelo propósito da marca e direcionada de forma a entregar o melhor resultado possível. Processo que não é nada fácil, que desgasta, gera desentendimentos pontuais e discussões, mas, que no final, é extremamente gratificante.

No InfoBranding cada membro tem sua função e seu valor, todos colaboram para entregar os melhores artigos possíveis, realizar os eventos mais satisfatórios e disponibilizar o conteúdo que agrade aos que acreditam na marca da melhor maneira possível.

Durante os eventos, cada integrante está lá com o objetivo maior de “fazer o evento acontecer”, ajudando na recepção, na organização do coffee, na limpeza, nos testes de som, na disponibilização do microfone na hora das perguntas, enfim, cada integrante está lá atuando com paixão, fazendo o propósito do InfoBranding acontecer.

É por isso que o título do artigo faz referência a tradicional expressão popular “das tripas coração”. Ela representa muito bem o engajamento que as marcas procuram e precisam encontrar em sua equipe de colaboradores. Pois é esse sentimento, pautado em valores e orientado pelo propósito, que permite que as práticas de liderança e endobranding sejam bem aplicadas.

Ao pensar nesses pontos é quase impossível deixar de estabelecer paralelos com os lugares onde trabalhamos, com as marcas que representamos, afinal, marca e empresa são uma coisa só, e conhecer bem seu propósito, posicionamento, valores e personalidade, garante, em todos os momentos, uma percepção satisfatória por parte do público, tanto externo quanto interno.

Fazer esse tipo de paralelo é saudável, pois permite detectar possíveis problemas, oportunidades e, acima de tudo, essa prática permite que a marca sempre esteja ciente de si mesma e evolua de forma alinhada ao seu público.

Lembre-se: manter o foco no propósito e disseminar os valores da marca desenvolve uma cultura positiva, na qual a marca só tem a ganhar e se valorizar.

E você, já fez esse tipo de relação com a marca que representa? Vale a pena!

Referências:

1MOURKOGIANNIS, Nikos. Purpose: The starting point of great companies. New York: Palgrave Macmillan, 2006.

2LIPP, Doug. Academia Disney: O programa de treinamento de uma das mais poderosas marcas do mundo. São Paulo: Saraiva, 2014.

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Dia dos namorados… Presentes, agrados, declarações, suspiros, sentimentos e promessas de amor eterno. Casais apaixonados e envolvidos em seus sentimentos e na crença de que tudo será para sempre. Ai ai… (suspiros).

Parem! O que será para sempre? O amor? O envolvimento? A paixão? A promessa? Qual promessa?

Muito bem, no mundo das marcas também fazemos nossas declarações de amor.
Há aquelas marcas que o consumidor “se derrete” e admira ao ponto de serem apaixonados por elas e estão dispostos a tudo, ou pelo menos a quase tudo por elas.

O amor esta no arVejam os admiradores da Harley-Davidson, vivem sua proposta de liberdade e se sentem parte de sua história e de sua missão. Fazem questão de ter uma jaqueta de couro, o estilo motoqueiro, tatuam a marca, cantam “Born to be wild” desbravando as estradas. Paixão pela marca, pois pelo produto já superou.

Keller e Machado dizem: “as emoções despertadas por uma marca podem ficar tão fortemente associadas a ela que continuarão acessíveis durante o uso ou consumo do produto” (2006, pg. 55).
Eu, modesta, sou apaixonada pela a marca Nescau… Energia que dá gosto! Me recordo que chorei quando vi que a embalagem mudou e estava no mercado o Nescau 2.0. Pensei comigo… Como assim, fui abandonada? Fui traída, sim… Confesso, chorei!

Quando voltou, me preveni e comprei em torno de 6 latas para garantir que eu não ficaria sem o meu Nescau que me acompanhou ao longo de toda a minha vida, e faço questão de que faça parte da vida dos meus filhos.

Amor pela marca em diversas vezes vai além da simples proposta de atender uma necessidade e, até um desejo. Este amor envolve o sentimento e a proposta intangível que ela transmite. Voltando ao meu exemplo, tinha certeza que o Nescau me daria energia para enfrentar tudo e qualquer coisa na minha vida (caso de terapia?).

O fato é que quando se admira uma marca, isso leva a uma paixão, realmente o consumidor estará disposto a fazer muito por ela, desde a consumir sem questionar, até defendê-la custe o que custar. Isso é bom para uma organização, clientes conquistados e leais.

Por isso Branding é pautado em atributos emocionais, afinal, “a consciência de amar e ser amado traz um conforto e riqueza à vida que nada mais consegue trazer”, Oscar Wilde.

Mas, se eles se sentirem traídos por elas… Se tornam representantes vorazes do grupo “Odeio a marca X”… Também faço parte deste grupo em relação de uma determinada marca.

O consumidor não compra e não defende a marca. Independente das diversas qualidades que ela possua, ele só se recordará da “traição” que ela cometeu. Vocês se recordam de algum ponto positivo do seu/sua ex?

De qualquer forma, essas comparações nos permitem a refletir sobre esse importante papel que as marcas desempenham em nossas vidas: se diferenciar dentre as demais, ser o ponto de contato com o consumir, transmitir atributos e valores, e acima de tudo conquistar e apaixonar os consumidores.

 


Referência:

KELLER, Kevin Lane. MACHADO, Marcos. Gestão estratégica de marcas. Tradução Arlete Simille Marques. – São Paulo: Person Prentice Hall, 2006.

 

 

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