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Você já parou pra se perguntar porque escolhe uma cidade ao invés de outra para morar? e para viajar de férias? Você usa os mesmos critérios para as duas situações? provavelmente não, mas por que?

Para morar, você provavelmente irá pensar em oportunidades de trabalho, se tiver filhos, pensará na qualidade de vida deles, na qualidade das escolas e assim por diante. Perceba que quase todos esses critérios são racionais.

Quando a escolha envolve uma viagem, como férias, por exemplo, as escolhas são muito mais emocionais. Dificilmente alguém escolhe um destino pensando na qualidade dos hospitais, caso sofra um acidente, ou  as cidades com melhor pavimentação nas estradas para evitar danos no carro alugado. Quando se trata de prazer a escolha sempre envolve elementos emocionais.

Mas, supondo que se trate da sua primeira visita a um determinado lugar, quais as características emocionais envolvidas? você não lembra de um cheiro específico, nem de uma cor específica e muito menos de um barulho marcante. Você pode estar sendo levado pela imagem que temos de um lugar. Afinal épra isso que serviam os antigos cartões postais e atualmente é pra isso que serve o Google Imagens ( ou o Google Street View se você for o cúmulo do detalhista).

Com o passar dos anos, nós, seres humanos, aprendemos que nem sempre, na verdade quase nunca, as imagens correspondem a realidade. Ficamos mais cuidadosos, ligados, vacinados e não nos deixamos mais enganar por aquela imagem feita exatamente pra fisgar você.  Isso é uma verdade para as marcas de consumo, e é igualmente verdade quando falamos de lugares.

Mas o que são os lugares afinal? podemos dizer que lugares são espaços com significado atribuído pelo homem, portanto só existem lugares quando existem pessoas. Para Tuan,“O espaço transforma-se em lugar à medida que adquire definição e significado , Quando o espaço nos é inteiramente familiar, torna-se lugar”.

É nessa altura do campeonato que entram as marcas-lugar, ou place branding. Essa vertente do branding atua sobre as duas perspectivas do lugar citadas no começo do texto: a do morador e a do visitante.

Muito mais do que belas imagens, o place branding trabalha com o conceito, a ideia central que move ( e perpetua) um lugar.

o place branding potencializa o que o lugar tem de melhor e trabalha a comunicação desses diferenciais para dentro e para fora. Mas a grande pergunta que não quer calar é: e quando não temos o que comunicar? e quem não tem um Coliseu, Empire State ou Cristo Redentor? como faz?

Pois bem, muito mais do que vender boas imagens o place branding é uma ferramenta bastante poderosa para unir indivíduos em torno de uma ideia comum, logo, o place branding também é uma forma de engajamento. Sua construção colaborativa, e atualmente eu acho que não existe outra forma de fazer o que quer que seja, pode ser capaz de reunir pessoas diferentes, de perfis diferentes em torno da mesma ideia. Nesse momento, comunidade, empresários e poder-público se juntam para discutir e construir um modelo de marca-lugar desejado. Mas sabe o que é mais positivo nesse processo todo? para discutir uma marca-lugar épreciso discutir o próprio lugar. Portanto, pensar no place branding é pensar na qualificação dos espaços públicos. Se os espaços públicos são a materialização da qualidade de um lugar, só é possível trabalhar seus diferenciais se eles estiverem presentes e forem potencialmente capazes de gerar boas experiências e com isso boas histórias. cada vez mais viajamos tentando “viver”as cidades. Alugamos apartamentos, casas, quartos e até sofás para fugir da impessoalidade dos hotéis, que podem, muitos deles, serem considerados não-lugares. É fácil, pergunte a alguém que viaja muito a trabalho, principalmente se esse infeliz ficar sempre na mesma cadeia de hotéis, Ele certamente lhe dirá, que mais de um par de vezes, ao acordar, não sabia exatamente em qual cidade estava, dada a similaridade promovida pelo “padrão”das redes hoteleiras.

Essa ideia de se infiltrar numa comunidade, tentar passar despercebido, é um prato cheio e ao mesmo tempo um terror para o place branding ( na verdade um terror para o place marketing ou destination marketing, que trabalha os aspectos mais turísticos, por assim dizer). Uma marca-lugar é forte na medida que cria uma experiência memorável para o visitante e mantém o interesse do morador.

Tem uma citação que me persegue desde que comecei com essa história de place branding, ela éde servius, gramático do sec. iv D.C, e apareceu no “comentário a eneida de virgílio”

nullus locus sine genio

ou, não existe lugar sem espírito. referindo-se ao genius loci,  o “espírito do lugar”, cultuado na mitologia grega.

Ao place branding cabe, encontrar e potencializar esse espírito, transformando um lugar em algo muito além de uma imagem num cartão postal.

 

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Caio Esteves

Formado em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduado em Branding.
Começou sua carreira como gestor de marca na Indústria moveleira, após participar do processo internacionalização da marca, partiu para novos desafios e abriu sua primeira agência de branding e design, que atuava principalmente com varejo de moda. Após uma temporada trabalhando em Portugal, construindo e gerenciando marcas para clientes dos países lusófonos, voltou ao Brasil para montar a CEB+D, em sociedade com a jornalista Mariane Broc.
Como professor lecionou em diversas disciplinas, de cursos de extensão em branding, passando por design gráfico e empreendedorismo, e recentemente passou a integrar o time de professores de MBA em Branding.
Como membro do Design Possível, teve a oportunidade de se envolver com a construção e gestão de marcas no 3º setor, tendo desenvolvido, junto ao D.P, os primeiros ensaios para uma metodologia colaborativa de construção de marcas.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7963732261364315
Linkedin : http://www.linkedin.com/in/caioesteves
Site: www.caioesteves.com.br
FB: facebook.com/caioesteves

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Essa tem sido uma pergunta constante em minhas aulas, palestras e discussões, e entender essa diferença é importante para a carreira profissional. Branding Pessoal é o mesmo que gestão da marca pessoal e tem por objetivo construir uma marca que se destaque no mercado. Já marketing pessoal vai ajudar a construir essa marca, definindo quais são as estratégias ideias para o sucesso profissional e pessoal.

Então já começo com a pergunta: “qual é o seu plano de marketing?”  Ou melhor, você tem um plano estratégico de marketing para construção da sua marca pessoal?

Marketing é a ciência que estuda as necessidades e desejos de uma determinada demanda no mercado, com o objetivo de oferecer produtos e serviços que os atendam.

As estratégias de marketing focam em otimizar as ofertas para que sejam o mais bem sucedidas possível em determinado mercado. Assim, estratégias de marketing bem planejadas alavancam o sucesso de produtos, serviços, empresas. Quanto mais consistente e alinhado com o mercado, maiores as chances de sucesso de um plano. Não basta apenas que o produto seja bom, ele precisa estar alinhado com as necessidades de mercado para ter sucesso.

Assim como no marketing de qualquer produto ou serviço no mercado, o marketing pessoal também precisa de estratégia.  O seu principal produto é você, no entanto, uma grande parte dos profissionais passa a vida sem  traçar um planejamento de carreira consciente e consistente buscando alcançar metas pessoais. Mesmo que você tenha um objetivo bem definido para a sua carreira profissional, sem um plano, ele tem poucas chances de se realizar.

O planejamento de marketing pessoal é equivalente a qualquer planejamento de marketing, aplicando-se a mesma metodologia ao produto “você”. Você conhece o seu ambiente? Mercado? Clientes? Concorrentes? Todo produto é composto de conteúdo (produto ou serviço em si), embalagem e marca. Você conhece bem o seu produto? Você tem marca pessoal? Como é a sua “embalagem”? Quais são as suas características principais?

Após analisarmos o ambiente e produto, precisamos avaliar as nossas competências e os cenários possíveis para podermos escolher as melhores estratégias de atuação. O instrumento que nos auxilia a fazer isso nos planos de marketing é a matriz SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades) – ela é essencial para compreendermos o contexto estratégico do seu produto. Você sabe quais são as suas forças pessoais? E fraquezas? Você já fez uma análise de cenários avaliando ameaças e oportunidades? Qual é a sua situação? Como você pode usar as suas forças para aproveitar as oportunidades do mercado e se defender das ameaças? O que você pode fazer para amenizar as suas fraquezas?

Combinando-se o produto com o seu preço, praça e comunicação (promoção) obtemos as estratégias variadas para se alcançar objetivos distintos. Qual a melhor combinação de produto, preço, praça e promoção para você? Como você se apresenta? Qual é o seu conteúdo? Que plataformas você usa para se promover? Você tira proveito do ambiente digital?

Essas são apenas algumas das questões que precisam ser respondidas para traçar um plano de marketing pessoal. Desenvolver esse planejamento e cuidar da marca pessoal são ações essenciais, pois da mesma forma que os produtos e serviços produzidos e oferecidos por empresas podem ser lançados, substituídos ou descontinuados, o mesmo pode acontecer com você!

Lembre que você é o gestor nesse processo, portanto as estratégias de  marketing pessoal bem feito fará a diferença na construção de uma marca pessoal diferenciada no mercado.

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Sim, um dos mais aguardados filmes do ano está em cartaz, baseado no Best-seller de John Green, o longa, assim como o livro, é uma grande lição de vida.

Mas quais são as lições que podemos aplicar para a nossa marca pessoal?

– Determinação é uma delas. Apesar dos personagens principais da trama terem câncer em estado terminal, eles, principalmente Augustus, sabem muito bem o que querem da vida, têm metas, objetivos e lutam para atingi-los. Foi com determinação e propósito que conseguiram ir até Amsterdã encontrar o escritor, por exemplo.

” Quando um homem tem força de vontade, os deuses dão uma ajuda.” Ésquilo

– Foco! Fator fundamental para direcionarmos nossa vida.

Apesar da doença, os personagens são focados naquilo que propõe fazer, desde o tratamento, até mesmo no relacionamento entre eles.

Se repararmos, milhões ou até bilhões de pessoas têm mania de dizer ” viva o momento” ou “o amanhã pertence a Deus” e não planejam suas vidas, as pessoas agem dessa forma por acreditarem que viverão 100 anos, que a vida é muito longa, mas não é preciso ter a certeza da morte breve para planejar e viver aquilo que realmente importa.

Por incrível que pareça, a vida é muito curta para desperdiçarmos cada segundo, muita gente vive intensamente determinados momentos e os outros mais reclamando de tédio.

Vou citar um exemplo que aconteceu comigo, há pouco tempo atrás, uma amiga ficou surpresa ao saber que eu tinha uma lista de 50 coisas para fazer antes de morrer, ficou ainda mais surpresa quando soube que essa já era a segunda lista, pois as 50 primeiras já havia realizado com apenas 27 anos de vida.

Digo isso pois, sei bem o que quero da minha vida, não precisei de uma doença terminal para me esforçar e focar naquilo que realmente importa para mim e sim porque  respeito a oportunidade de estar vivo, com isso gosto de fazer coisas produtivas para mim e quem sabe até para outras pessoas.

Por último e mais importante!

– O amor, para qualquer situação esse sentimento é fundamental, motivou Hazel Grace a continuar viva, motivou Augustus a seguir alegre e divertido até seu último suspiro.

Vivemos numa época em que o amor foi banalizado, o respeito ao próximo está cada vez mais escasso. Falta sinceridade, amor verdadeiro e a degradação do amor é reflexo de uma sociedade gananciosa, egoísta e de caráter duvidoso.

As pessoas têm trabalhado por obrigação ao invés de fazerem o que gostam e amar o que fazem, estão se relacionando por conveniência ou pelo simples fato de não quererem ficar só.

Mas, a falta de amor está diretamente ligada a falta de foco e consequentemente  pouca determinação para atingir os objetivos pertinentes. Se você não sabe o que quer da vida, qualquer coisa serve e é impossível amar qualquer coisa!

a-culpa-e-das-estrelas-livro-2Muita gente “empurra com a barriga” a vida, o trabalho, relacionamentos interpessoais e vivem numa eterna busca da felicidade e diversão, que nunca chegam.

Faça o que gosta, corra atrás de seus sonhos, seja sincero com o próximo e consigo mesmo, seja autêntico, autenticidade é uma grande virtude para uma marca e busque um amor verdadeiro, nas pessoas, no trabalho, naquilo que você se propõe a fazer. Afinal, o verdadeiro amor é aquele que nos inspira, um sentimento que nos move e faz a gente acreditar que, acima de tudo, podemos ser pessoas melhores.

“Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo.” Carlos Drummond de Andrade

Essas são as lições do filme, viva aquilo que realmente importa, com quem realmente importa, tenha fé, foco e lute pelos seus objetivos, o sucesso virá, a felicidade virá e no final você terá o prazer de ter vivido!

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