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Branding não é apenas um logotipo. Branding não é apenas uma propaganda. Branding não é apenas a declaração e missão, visão e valores da empresa.

Mais do que isso, branding é GESTÃO! A gestão de uma ou mais MARCAS.

E, enquanto gestão, o BRANDING engloba e integra diversas ações coordenadas por um PROPÓSITO rumo a um objetivo maior: POSICIONAR a marca no mercado e GERAR VALOR através dela. Por isso, BRANDING é ESTRATÉGICO para os negócios.

Mas vamos por partes…

Antes de aprofundar nossa discussão sobre o impacto do branding nos negócios, vamos entender algumas definições teóricas que alinharão os conceitos e serão as bases para a construção estratégica:

BRANDING, segundo Kotler e Keller (2006, p. 269) é o “ato de dotar produtos e serviços com o poder de uma marca”, identificando-o e diferenciando-o das demais ofertas disponíveis no mercado, de forma a organizar as informações na mente do consumidor, ajudando-o e influenciando-o no processo de escolha e decisão sobre o que consumir, de forma a conquistar sua fidelidade e gerar valor para a marca.

Ok. Já entendemos que BRANDING, de forma resumida, significa pegar um produto ou um serviço, vinculá-lo a uma marca e trabalhar essa união para que ela se destaque no mercado e traga resultados a seus detentores.

MARCA, por sua vez, é um conjunto de associações coordenadas para estabelecer relações, passar uma mensagem, atender necessidades e desejos, diferenciando-se no mercado e conquistando um espaço na mente e no coração das pessoas, agregando valor e trazendo retorno financeiro. Portanto MARCAS são verdadeiros ATIVOS para as organizações.

Essas associações coordenadas de uma MARCA podem ser feitas com PRODUTOS, SERVIÇOS, NEGÓCIOS, PESSOAS, IDEIAS e até mesmo LUGARES.

Ou seja, se você detém uma oferta para o mercado e deseja destacá-la das ofertas semelhantes, evidenciando suas qualidades e vantagens de forma a convencer o consumidor a escolhê-la em meio a tantas opções, então você pode criar uma MARCA.

Dito isso, quando as associações são estabelecidas, elas reforçam a qualidade e constroem a IDENTIDADE, estabelecendo pontes entre a maneira como quer ser reconhecida e a maneira como os consumidores a percebem. Aqui dois conceitos merecem a nossa atenção, o de IDENTIDADE e IMAGEM de MARCA:

Identidade de marca:

Identidade de marca é aquilo que se constrói de forma consciente através da escolha de elementos que, em conjunto, garantam o reconhecimento da marca em diferentes situações, integrando gatilhos visuais, sonoros, olfativos, táteis e até mesmo gustativos.

Imagem de marca:

A imagem da marca por sua vez é o resultado que se conquista na mente do consumidor, ou seja, depois de todos os esforços despendidos na construção da identidade da marca, como de fato as pessoas a percebem? Essa é a imagem que a marca tem na prática e, para conhecê-la, é preciso estar em contato constante com o público.

Nesse sentido identidade e imagem de marca são conceitos que andam juntos e sustentam a definição de outro conceito importante e que, embora amplamente conhecido, é pouco explorado: o conceito de POSICIONAMENTO.

De acordo com Al Ries e Jack Trout (2003, p. 4-7) POSICIONAR uma marca significa “manipular” o que já existe na mente e criar novas conexões por meio da simplificação máxima da mensagem para que ela “corte a mente” do receptor em meio a avalanche de comunicação existente.

Portanto, POSICIONAR é um ato de COMUNICAÇÃO constante, que precisa ser praticada de maneira contínua para todos os públicos que se envolvem com as marcas e em todos os seus pontos de contato, ou seja, em todos os momentos de interação entre público e marca, por exemplo: e-mail, website, loja, perfil em rede social, anúncio, gôndola de grandes distribuidores, embalagem, SAC, recepção, atuação dos vendedores e representantes, membros da equipe e assim por diante. Lembrando que comunicação não é apenas o que eu digo, mas também e, principalmente, o que o outro entende!

Com o que foi apresentado é possível concluir que:

. Marca tem a ver com uma mensagem que se quer passar;

. Essa mensagem precisa ser coordenada e constante, para que seja assimilada pelo público em todos os seus pontos de contato;

. Marcas podem ser: produtos, serviços, pessoas, ideias e lugares, ou seja, marcas são ofertas para o mercado;

. Marcas são ativos, requerem investimento, acompanhamento e geram retorno financeiro;

E talvez o mais importante, MARCAS não são uma exclusividade de grandes empresas ou celebridades, pelo contrário, elas têm o poder de trazer benefícios para negócios e todos os tamanhos, demandando principalmente CONHECIMENTO, DEDICAÇÃO e PERSEVERANÇA de seus gestores pois, com isso, os investimentos monetários são otimizados e adequados com a possibilidade do empreendedor.

No próximo artigo vamos apresentar a integração de MARCA e NEGÓCIO e explicar por onde o empreendedor deve começar para construir uma marca para seu negócio. Acompanhe!

Bibliografia:

KOTLER, Philip e KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 12ª edição. São Paulo: Prentice Hall, 2006.

RIES, Al e TROUT, Jack. Posicionamento: A batalha pela sua mente. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

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“Ética”, construção de marca e empreendedorismo

Vou começar esse bate-papo reforçando que esse filme foi lançado em março desse ano, mas eu só fui assistir essa semana depois da minha querida amiga e parceira de trabalho indicar.

Se você ainda não assistiu, desculpe, mas vou dar spoiler. Eu não consigo dar minha opinião sem resumir o filme ou contar alguns detalhes. Por esse motivo, não leia esse artigo agora, assista primeiro e depois volte aqui para acrescentar a sua opinião. Eu quero saber!

Resumão do filme

Baseado em fatos reais, o filme mostra a história de um vendedor de máquinas de Milk Shake que virou o “fundador” do McDonald’s, o nome dele é Ray Croc (interpretado pelo ator Michael Keaton). Um cara de 52 anos, que sempre tentou encontrar uma grande oportunidade empreendedora e nunca desistiu. A sua vida mudou no dia que ele encontrou os irmãos McDonald, os caras que criaram o conceito de fast-food no mundo.

Assista o trailer abaixo:

https://youtu.be/hpSRzLUFkN4

Eu achei muito foda esse filme por 3 motivos: Ética, construção de marca e empreendedorismo. Abaixo eu vou pontuar em detalhes cada item.

1) ÉTICA:

Esse é uma das premissas básica da minha vida, eu aprendi com meus pais e nunca abrirei mão disso. A ética não pode ser confundida com as leis, mas ela está relacionada com o sentimento de justiça social, tudo depende do grupo que vivemos ou fomos criados.

“A ética é a moral de uma pessoa, ela é construída por uma sociedade com base nos valores culturais e históricos.”

Irmãos McDonald. Imagem: http://veja.abril.com.br/blog

O filme conta como o Ray Croc passou a perna nos irmãos McDonald (imagem acima).

O Ray não inventou o modelo de fast-food, mas em determinado momento do filme, ele falava que tinha sido o criador desse conceito.

Sacou onde está a falta de ética e caráter nesse caso?

Além disso, ele também registrou a marca “McDonald’s” antes dos irmãos, que inventaram o negócio e tinham, inclusive, o sobrenome McDonald.

O cara foi tão “fdp” que, no final da história, os verdadeiros idealizadores tiveram que mudar o nome da sua primeira lanchonete.

Abaixo eu vou comentar um pouco mais sobre o REGISTRO DE MARCA e a sua devida importância.

“A ÉTICA SEMPRE ANDOU DO MEU LADO”

Eu já errei e aprendi muito na minha vida profissional, por diversos motivos: alinhamento de expectativas, falha de gestão e processos… mas na minha concepção, eu nunca errei quando o assunto foi ética ou caráter. Eu já deixei de ganhar dinheiro, atender grandes projetos e não me arrependo dessas decisões que foram baseadas nas minhas crenças e convicções.

Se você colocar a ética na frente de tudo, sempre tomará decisões com base nos seus valores, não na grana ou poder. Pense nisso!


2) CONSTRUÇÃO DE MARCA:

Chegou o tema que eu mais gosto! Primeiro de tudo vamos alinhar as expectativas com relação ao tema: A maioria das pessoas pensa que branding é apenas criar um logotipo. Tenho outro artigo que explica isso, clique aqui pra ler.

No filme, ficou claro o pensamento de MARCA que o Ray Croc sempre teve. Ele enxergou o McDonald’s de outra maneira, abaixo alguns exemplos que mostram claramente a construção de marca alinhada com a visão de negócio que ele tinha.

“O MCDONALD’S PODE SER A NOVA IGREJA AMERICANA E NÃO VAI ABRIR SÓ AOS DOMINGOS”: Essa frase resume o pensamento de marca, o Ray já estava projetando o McDonald’s no futuro e na vida das pessoas.

“QUERÍAMOS ALGO DIFERENTE”

Nessa frase dos irmãos, estamos falando de POSICIONAMENTO. Como aquela marca poderia se diferenciar das outras lanchonetes que já existiam? (O posicionamento faz parte da plataforma de marca)

Qual é a primeira marca que vem na sua cabeça quando você pensa em fast-food de hambúrgueres?

Você e a maioria das pessoas responderia McDonald’s, depois Burger King. Isso acontece porque o Mc criou um posicionamento de marca eficiente na sua mente, a partir de várias estratégias de Branding e Marketing.

ÚNICO E ORIGINAL:

Quando o Ray conheceu os irmãos e o novo modelo de negócio, ele percebeu algo muito poderoso que todas as grandes marcas tem: ORIGINALIDADE. O nome tinha força e o negócio era diferente de tudo que ele já tinha visto.

A marca McDonald’s era o maior ativo que os irmão tinham… O Ray poderia copiar o modelo de negócio, mas aquela verdadeira essência ele tinha certeza que não.

OS ARCOS DOURADOS:

Em determinado momento do filme, ele conheceu os “arcos dourados”, criação de 1 dos irmãos que não tinha saído do papel. Nesse caso, estamos falando de outro ponto importante para a construção de uma marca, a sua identidade:

O símbolo e as cores do Mc Donald’s são facilmente reconhecidos, isso faz parte da identidade visual.

A identidade visual não é só estética. Se analisarmos a psicologia das cores, estamos falando das sensações que cada cor pode nos causar.O vermelho por exemplo desperta o desejo, o consumo. O amarelo é considerado chamativo, temos aqui uma eficiente estratégia para o ramo de fast food, não acha?

Sem contar o símbolo, que podemos chamar de um ícone nacional!

Franqueada distribuindo sorriso na fila da nova loja do McDonald’s.

No momento de expansão da rede, Ray começou a vender a franquia de forma acelerada. Teve uma cena, que uma das novas franqueadas ficava distribuindo pirulitos com a marca e recepcionando todas as famílias que estavam na fila .

Esse caso foi isolado e não fazia parte “ainda” de nenhum treinamento para os franqueados. Mas, todas as boas ideias que surgiam eram aplicadas por Ray como melhoria e isso era uma constante no crescimento da rede.

O alinhamento de discurso é um ponto extremamente importante. Lembre-se que uma marca é construída sempre de dentro para fora. 😉

Aqui na Insane, nós sempre acreditamos muito no treinamento e aprendemos muito com um cliente que atendemos: A IDEALE, que também é nossa grande parceira prestando serviço para outros clientes.

NÃO PENSARAM NO REGISTRO DA MARCA:

O registro da sua marca é um ponto muito importante, que a maioria dos “novos” empreendedores não entendem, não valorizam ou não foram instruídos por algum profissional. No final do filme, os verdadeiros idealizadores tiveram que mudar o nome da sua primeira lanchonete.

Não deixe para depois, registre a sua marca se você acredita no seu negócio! Além de garantir os direitos de uso, você terá segurança para suas decisões estratégicas no futuro.


3) EMPREENDEDORISMO:

São várias lições que o filme ensinou, vou começar pela palavra em destaque no começo do trailer:

SEJA PERSISTENTE:

Esse cara, o Ray Croc, sempre tentou encontrar uma grande oportunidade empreendedora e nunca desistiu. (Na foto ao lado, ele estava mais uma vez saindo de uma lanchonete SEM VENDER a sua máquina)

Todo empreendedor precisa persistir se ele realmente acredita e ama aquilo que faz. Desde que eu fundei a YEP em 2009, que hoje é a INSANE, eu estou persistindo nas minhas convicções e vou continuar! Não é fácil, várias vezes eu já tive vontade de jogar tudo pra cima… Dica: Quando acontece isso, eu paro, respiro e penso em tudo que já passei para conquistar aquela humilde trajetória, até hoje deu certo rs.

ESTUDE MUITO:

O Ray era um cara muito observador, curioso, ele não tinha medo de perguntar e sempre teve muita vontade de aprender. Foi assim quando ele entrou pela primeira vez na cozinha do McDonald’s, ele parecia uma esponja absorvendo tudo e analisando cada detalhe.

No mundo de hoje, não existe espaço para aventureiros, estude muito o mercado que você pretende atuar, estude o comportamento das pessoas até as mudanças que estão rolando no mundo…pesquise e só tome as decisões quando tiver alguma base.

SEJA CORAJOSO:

O Ray foi o grande responsável pela expansão da rede nos Estados Unidos. Os irmãos tiveram a oportunidade antes dele, mas não tiveram coragem. O nome já diz tudo, sem coragem você não vai conquistar nada! Sim, você pode e deve ser arrojado, mas a sua chance de errar será menor se tiver analisado o cenário com calma.

A INSANE só nasceu porque nós tivemos coragem de encarar esse desafio de unir as 03 agências, eu tive coragem quando aceitei fazer uma fusão com 07 sócios e foi muito difícil tomar essa decisão, mas acreditem, está sendo um tesão!

PREPARE-SE PARA ABRIR MÃO DE ALGUMAS COISAS:

O Ray e os irmão abriram mão de algumas coisas para realizar aquele sonho. Em algum momento você vai deixar de jantar com a sua esposa, ir num bar com os amigos, deixar de assistir aquele jogo de futebol… mas calma! Eu não estou dizendo que você deve fazer isso, empreender não significa perder todas essas coisas, mas você precisa estar pronto para lidar com essas situações. Por exemplo antecipando e alinhando as expectativas do momento que está você está vivendo.

ESCOLHA PESSOAS COMPETENTES E ENGAJADAS PARA TRABALHAR COM VOCÊ:

O Ray sempre teve um braço direito ou encontrou alguém para ajudá-lo durante a sua trajetória. Nós não sabemos tudo e precisamos nos cercar de pessoas capacitadas para realizarmos os nossos sonhos. Acrescentei aqui um comentário de um amigo/leitor: “escolha bem os seus sócios”.

Escolha com cautela, crie bons processos e confie nas pessoas que você escolheu! Os sócios da INSANE são pessoas que me complementam, cada um com a sua expertise e responsabilidade. Além deles, temos diversas pessoas que nos ajudam até hoje a conquistar cada etapa da nossa jornada.

Resumindo, esse cara não foi ético, mas precisamos admitir que ele é um PUTA empreendedor! Vamos separar os temas e só avaliar esse perfil visionário, arrojado e persistente que ele teve.

Seria perfeito se ele não tivesse passado por cima dos irmãos e construído junto com eles esse legado.

O artigo foi longo, mas fiquei tão empolgado que precisava dividir com vocês todos esses detalhes. Espero que levem daqui pelo menos um aprendizado para vida de vocês.



Aandre-correa-2ndré Luis Corrêa: 
Sócio-Fundador e Diretor de Branding da INSANE Estratégia e Comunicação, idealizador do projeto Marcaz. (@marcaz_oficial). Publicitário, Estrategista-Designer de Marcas, Pós-graduando em Comunicação Empresarial pela Universidade Metodista. Atual vice-presidente de Comunicação da AACP (Associação das Agências de Comunicação e Publicidade do ABC). Amante e estudioso pela construção/gestão de marcas, André possui diversos cursos de especialização focados em Branding e Design pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e Belas Artes.

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Em seu novo livro intitulado “Marketing 4.0“, o guru do marketing moderno Philip Kotler dá continuidade a abordagem centrada no ser humano iniciada na obra Marketing 3.0 mas, dessa vez, focando nas relações entre o tradicional e o digital; o off-line e o on-line, como complementares e interdependentes.

O livro é dividido em três partes e onze capítulos, que vão se complementando de forma didática, contribuindo para que o leitor questione sua realidade e estabeleça relações diretas entre o conteúdo, repleto de exemplos práticos, e o dia a dia da marca que gerencia.

A primeira parte do livro é dedicada a apresentar tendências que estão moldando o marketing, de forma a contextualizar sua aplicação e promover uma reflexão interessante sobre os dias de hoje e a maneira como nossa forma de se relacionar com o mundo evolui junto com a tecnologia.

Dentre as tendências, destacam-se a da inclusão, a da horizontalização e a do processo de compra cada vez mais pessoal.

Inclusão no sentido de a conectividade diminuir distâncias e eliminar barreiras, de forma a permitir que as pessoas se comuniquem, criem comunidades e troquem experiências de forma abrangente.

Horizontalização da dinâmica de mercado, no que diz respeito a forma como as marcas inovam e se relacionam com as pessoas, cenário no qual os consumidores passam a fornecer insights, cocriar e relacionar-se de maneira mais próxima das marcas que, em contrapartida, precisam agir como seus pares e amigas;

Processo de compra mais pessoal na medida em que cada vez mais as pessoas estabelecem relações de confiança entre seus pares, buscando neles referências no momento da aquisição de um bem ou serviço.

Essa primeira parte segue adiante apresentando paradoxos que a conectividade trouxe ao marketing, com destaque especial a interação on-line x interação off-line que, por coexistirem e serem complementares, dão o tom para a continuidade dos conceitos abordados no livro.

Aprofundando no cenário digital e no impacto que ele traz para as empresas, Kotler aborda segmentos-chave que desfrutam de grande influência, os jovens, as mulheres e os nascidos na realidade da internet, denominados pela sigla em inglês YWN – Youth, Women and Netzens.

Para concluir a contextualização a qual se dedica a primeira parte do livro, são abordados conceitos que definem o papel do Marketing 4.0 na economia digital, de forma a completar a leitura de que a realidade mudou e com a mudança vieram novas estruturas com as quais profissionais precisam se adaptar. Dentre estes conceitos, há o aprofundamento do encontro do on-line com o off-line, abordado anteriormente, e que, agora, enfatiza os impactos que traz para a construção de significado para as marcas e como as relações máquina-para-máquina não se sustentam sem que coexistam com relações que integrem humanos com humanos, deixando clara a valorização das pessoas no centro das estratégias e reforçando a continuidade em relação à obra anterior, Marketing 3.0.

Após se contextualizar, o leitor encontra na segunda parte do livro um aprofundamento teórico acerca de das estruturas do marketing na economia digital.

O primeiro ponto abordado é a maneira como o consumidor se comporta diante de multicanais e da grande quantidade de ofertas e informações com as quais são bombardeados diariamente o que, acaba por confundir o consumidor, levando-o cada vez mais a dar preferência às informações que colhe de sua rede de amigos e familiares.

Nesse sentido, cabe às marcas entender tal dinâmica e perceber que múltiplos canais e múltiplas mensagens não necessariamente significam que sua comunicação aconteça de maneira eficiente e que, para melhor atingir seus objetivos, devem se concentrar no caminho de compra percorrido pelos consumidores, identificar os potenciais pontos de contato e reforçar, de maneira estratégica, os canais e as mensagens de modo pontual.

Com esse entendimento, o autor apresenta então um novo caminho do consumidor nesse cenário digital e multicanal, que vai do conhecimento à advocacia, isto é, a defesa voluntária da marca. Trata-se dos 5As, do inglês aware (consciência/conhecimento), appeal (apelo), ask (pergunta/questionamento), act (ação) e advocate (advocacia). Uma a uma cada fase vai sendo esmiuçada e explicada por meio de exemplos e análises específicas, proporcionando não apenas seu entendimento, mas também a reflexão do leitor ao aplicar tal conceito à sua realidade.

Foi nesse ponto do livro que a leitura revelou novos subsídios para o estudo e aprimoramento da gestão prática de marcas, pelo fato de apresentar aspectos que influenciam diretamente o desenho da estratégia de gestão. Por exemplo, ao apresentar cada fase do caminho do consumidor, o autor deixa claro que ele não necessariamente é linear, podendo inclusive ser espiral ou ter fases que são puladas pelo consumidor, dependendo das características do mercado no qual a marca atua.

Adiante com os conceitos, são apresentadas e explicadas métricas para o acompanhamento do conhecimento e advocacia de marca, permitindo medir os resultados obtidos com o consumidor ao percorrer o caminho de compra apresentado anteriormente. Essas métricas são o PAR (Purchase Awareness Ratio) e o BAR (Brand Advocacy Ratio) e seu entendimento e acompanhamento permitem medir a produtividade das ações da marca, além de indicarem melhores formas de analisar os resultados do processo.

Também são apresentados arquétipos da indústria em relação ao caminho de compra do consumidor e, em seguida, são sugeridas as melhores práticas para cada caso, em que são identificados qual fase, quais canais e que tipo de ação devem ser tomados para conduzir o consumidor do conhecimento para a advocacia de marca da forma mais eficiente possível.

A terceira e última parte do livro apresenta aplicações táticas de marketing na economia digital.

Primeiro é apresentado como marcas centradas no ser humano podem aumentar sua atratividade ao entender o comportamento das pessoas e adotar atributos que promovam sua aproximação como aspectos físicos atrativos, aspectos intelectuais que promovam a inovação e a solução dos problemas das pessoas, aspectos sociais que alavanquem engajamento, aspectos emocionais que impulsionem sua conexão com as pessoas, personalidade para defender seu propósito e posicionamento, e moralidade, de forma a serem guiadas por seus valores e buscarem sempre as melhores práticas para o seu sucesso sem ignorar os impactos causados na sociedade.

O storytelling e o marketing de conteúdo são abordados como formas de aguçar a curiosidade acerca das marcas, mostrando que aquilo que antes era vigente, como a veiculação de anúncios e peças publicitárias, deu lugar a conteúdos relevantes e dignos de serem compartilhados que, além de agregar valor ao público, ajuda a contar estórias envolventes sobre as marcas. A abordagem do conceito de marketing digital conta ainda com um passo a passo composto por oito etapas, ajudando o leitor a organizar suas ideias e planejar suas ações.

Esse ponto é especialmente relevante pois toca numa questão importante para o branding, uma vez que representa a necessidade de mudança do mindset das marcas, para se manterem em constante relacionamento com os consumidores, colocando em prática todos os conceitos apresentados anteriormente de forma simultânea e constante, em um caminho sem volta rumo à realidade conectada, transparência e queda de barreiras entre as marcas e seu público.

Essa mudança de mindset também se mostra necessária para o assunto que o livro aborda na sequência, o Omnichannel Marketing, ou marketing multicanal, como forma de impulsionar o comprometimento de marcas. A integração do tradicional com o on-line, tema que guia o conteúdo por todo o livro, ganha destaque como fator determinante para a construção de experiências completas para os consumidores e valorização das marcas.

A multiplicidade de canais implica ainda em comportamentos que geram a demanda constante por análise de dados (big data) e leitura comportamental, coroando as pessoas e as informações que geram como centrais em qualquer estratégia de marca.

Para finalizar o livro, são abordadas, com direito a apresentação de passo a passo, estratégias de marketing de engajamento para gerar afinidade com as marcas, destacando o uso de aplicativos mobile, gamification e social CRM para alavancar experiências e estimular conversas entre marcas e seu público.

Como bônus, o autor aborda o Momento do WOW, no qual o consumidor se surpreende com a experiência vivenciada e leva consigo a lembrança da marca que proporcionou tal momento, com grande propensão a se tornar seu defensor. O interessante nesse momento é o fato do livro deixar claro que o WOW pode ser projetado por meio do entendimento do caminho percorrido pelo consumidor, mostrando que marcas que buscam exceder os limites do bom serviço e atendimento podem se aproveitar da leitura de dados, das ferramentas digitais e da integração do tradicional e do digital para se tornarem inesquecíveis.

Tentando apresentar cada detalhe importante presente em Marketing 4.0, acabei por escrever muito, isso porque esta leitura me trouxe muitos insights e incentivos para considerar diversos aspectos do meu dia a dia como gestor de marca, percebendo que o cenário complexo no qual estamos inseridos –  marcado pela constante interação com múltiplos canais de comunicação que coexistem e, às vezes, se sobrepõe, e pela enorme quantidade de informações e exposição a demandas cada vez mais aceleradas – traz grandes desafios, mas também grandes possibilidades.

Espero que o conteúdo que apresentei tenha despertado seu interesse pela leitura de Marketing 4.0, a qual contribuiu muito com o meu conhecimento e vontade de sempre aprender mais! Me senti na obrigação de compartilhar com vocês.

Dados do livro:

KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan e SETIAWAN, Iwan. Marketing 4.0: Moving from Traditional to Digital. New Jersey: Wiley, 2017.

PPhilip_Kotlerhilp Kotler é uma das maiores autoridades mundiais do Marketing. É mestre e doutor em economia pela Universidade de Chicago e pelo MIT respectivamente, além de possuir um pós-doutorado em matemática pela Universidade e Harvard e em Ciência Comportamental pela Universidade de Chicago. Autor do best-seller Administração de Marketing, Kotler contribui constantemente com o estudo e aplicação do Marketing, tendo escrito mais de cinquenta livros e contribuído com a trajetória de grandes empresas como General Eletric, IBM, Ford, Motorola, Merck, Disney, Intel, At&T e Nike.

 

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Você está em um coquetel e conversa com um antigo colega de trabalho, que agora abriu uma empresa e com muita empolgação conta sobre sua nova rotina, seus novos desafios. De repente, um grande amigo chega à roda para cumprimentá-lo.  Naturalmente você quer apresentá-lo ao seu colega, mas as únicas palavras que vem à sua mente sobre ele são ligadas à época em que saíam na faculdade e assim você o referencia. Do outro lado, apesar de estar conversando há 15 minutos com o seu ex-colega de trabalho, você mal consegue falar sobre o que a sua nova empresa faz e sendo assim o cita como um querido ex-colega mesmo.

Deixando de lado de que você pudesse estar desatento ou tenha uma memória ruim (más notícias caso você queira construir e manter boas relações profissionais), o problema pode não estar em você.

Um amigo pede a você que indique alguém que domine o assunto “Comunicação Corporativa” para uma grande oportunidade. Qual é a primeira pessoa que vem à sua mente? Será que é necessariamente aquele colega que um diate pediu ajuda para indicar alguma oportunidade na área? Ou será que é quem diariamente aparece em seu feed postando notícias sobre o tema, te envia e-mails com novidades e quando o encontra fala sobre o assunto com paixão e confiança?

É claro que não há como controlarmos o que os outros fazem, pensam ou falam sobre nós. Afinal, você não tem controle da sua rede, assim como as marcas do mundo corporativo não tem controle sobre o que a sua base de clientes fala na rede.

Poderíamos então colocar a culpa em nossa falta de sorte em ser referenciado para aquele trabalho ou em conseguir transformar um novo contato em uma oportunidade. Afinal, o que posso fazer?Não dá para obrigar os meus contatos a se lembrarem ou a gostarem de mim.

Tem razão, não dá para obrigar. Mas o poder que você tem em mãos faz bastante diferença: Trabalhar a gestão da sua marca pessoal.

Sua marca pessoal é a sua reputação. Ela é composta de tudo sobre você: sua experiência, personalidade, ética de trabalho, a maneira de vestir, sua maneira de se comunicar. Basicamente, é tudo o que você coloca para fora no mundo. No entanto, isso é apenas metade da equação. A outra metade é a percepção que os outros têm de você.

Você não quer ser apenas mais um na multidão e passar despercebido. Quer ser reconhecido pelo seu trabalho, pelos seus pontos fortes e pela sua personalidade. O ponto aqui é cada um de nós somos únicos, mas muitas vezes por medo ou pressão externa, agimos como a maioria e não potencializamos o que temos de singular.

Os dois casos acima são exemplos que acontecem em nosso dia a dia. Você a todo o momento é definido por alguém em algum lugar. Por que não começar a influenciar o que os outros têm a dizer sobre você? Por que não começar a ouvir o que você quer ouvir quando for apresentado a alguém? Por que não começar a receber mensagens pedindo conselhos ou recebendo indicações sobre o que você faz de melhor?

Se você quer ter uma marca forte e memorável:

Posicione-se: Tenha conhecimento do que acontece no seu mercado. Exponha argumentos e opiniões sólidas sobre os temas. Assim você começa a ser visto como alguém que entende do assunto.

Comunique-se e seja claro: Repita a mesma mensagem. De várias formas e em vários momentos. Temos a tendência em achar que estamos em evidência para todos os nossos contatos e, por isso, eles sabem exatamente o que fazemos e qual valor oferecemos. Sendo assim, poupamos os nossos esforços. Lembre-se: vivemos em um mundo com excesso de informações e muito barulho. Você precisa sim enviar sinais e mensagens claros ao seu público e de forma constante.

Não tenha medo de ser diferente: esqueça o seu trauma de adolescente, época em que odiava ser visto como o diferente da turma, por causa de seus óculos, do seu nariz avantajado ou por gostar de ler livros de poesia em latim. E fique feliz. Essas características ajudam e muito a você não passar despercebido. Por isso, enfatize-as.

Seja autêntico: Ninguém suporta marcas que são forçadas e querem apenas agradar a todo custo. Seja verdadeiro e assuma quem você é. Seja autêntico em sua comunicação, em suas interações e relacionamentos e condizente com a sua essência e seus valores. Investir em sua marca pessoal não é você agir como um robô com falas decoradas. Não é você falar apenas sobre você. Não é você vestir uma máscara e atuar como um personagem. É você ser e agir conforme quem você realmente é.

Juliana SaldanhaJuliana Saldanha
Estrategista em Personal Branding e sócia-fundadora da aceleradora de startups Techmall. Experiência no desenvolvimento de novos negócios no meio digital, de empreendedorismo e inovação. Tenho como missão ajudar novos projetos e pessoas a alcançar resultados, tornando-os mais atraentes e críveis. Isso por meio da comunicação, inovação, gestão de marca e relacionamento com stakeholders. www.julianasaldanha.com.br

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A Red Bull com suas campanhas criativas e ousadas, cativa e estimula as pessoas a se permitirem e a arriscarem. Suas ações são voltadas, na maioria dos casos, aos esportes radicais, grandes desafios (veja vídeo abaixo) pautados em um slogan bem diferente e bem humorado: “Red Bull te dá aaasas”.

O energético é forte como alternativa de bebida noturna e não para uso diurno. Apesar do bom humor, a marca tem como proposta dar mais vigor no dia a dia do consumidor, ajudá-lo na concentração e no desempenho diário. No entanto a marca, apesar de buscar atender essas necessidades, ainda está muito associada com ambientes de festas, baladas e eventos.

Pensando em seu posicionamento e proposta , de maneira muito geral, a Red Bull tem em um dos elementos característicos dessa proposta o seu slogan: “Red Bull te dá aaasas”, mas considerando branding, será que essa mensagem realmente traduz o seu objetivo?

CARTOONS DA RED BULL

Busco essa reflexão considerando uma notícia recente informando que a marca perdeu um processo por não cumprir a sua promessa, por ela não “dar asas” ao consumidor, por não atender a expectativa de fornecer mais energia e disposição. O detalhe da reportagem você pode ver clicando aqui!

Apesar da marca apresentar sua proposta de maneira lúdica e simples, deixa, aparentemente clara o seu objetivo e a funcionalidade do produto, mas o grande problema é: Não Cumprir a Sua Promessa.

Particularmente, não tenho queixas em relação a funcionalidade à bebida enérgica, mas é importante se atentar que todos os elementos da marca devem estar alinhados e cumprir e atender as expectativas dos consumidores.

Se a Red Bull “te dá asas”, este “voo” deve ser efetivo e permitir que a marca se fortaleça com isso, e que não corra o risco de “derrapar na pista” e deixar de entregar o que prometeu.

Veja mais campanhas no site oficial da Red Bull

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Dias de energia, gritos, placas e mobilizações. Em meio a uma intensa movimentação na internet e nas ruas, muitas informações são emitidas tornando-se extremamente importantes, não apenas com relação às atuais exigências, analisar fatos e consequências para criticar ou apoiar conscientemente uma causa.

Tudo aquilo que defendemos refletem nossa conduta que, segundo a sociologia, é o comportamento consciente do indivíduo, influenciado pelas expectativas de outras pessoas. E esta manifestação de comportamento pode ser tanto positiva quanto negativa, expressando sua personalidade, identidade e posicionamento.

A COMPLEXIDADE DOS VINTE CENTAVOS 

A mobilização de milhares de pessoas inicialmente devido ao aumento das passagens pode ser considerada um Cisne Negro que apareceu neste pré-inverno, uma vez que tomou proporções inesperadas.

Os chamados cisnes negros são, segundo a teoria da complexidade, eventos ou situações que parecem improváveis, mas possíveis de acontecer e que podem causar alto impacto.

Ainda referente à gestão da complexidade, vale lembrar a teoria do caos e o efeito borboleta, traduzido pela frase: “O simples bater de asas de uma borboleta pode desencadear um tufão do outro lado do mundo”. Este efeito foi apresentado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz, meteorologista, matemático e filósofo.

Neste contexto complexo que envolve marcas de empresas, marcas pessoais, posicionamentos e acima de tudo o futuro e a marca de uma nação, encontra-se também um cenário delicado e ao mesmo tempo agressivo que pode ser amplamente analisado e dialogado entre os profissionais de branding.

SINAIS DAS MANIFESTAÇÕES 

Felipe Versati levantou a questão acerca de como ficam as marcas no fogo cruzado de uma possível revolução (confira na íntegra: http://ibranding.tk/11tuqcC), uma vez que é notória a condenação de algumas marcas como Veja, Globo, além de marcas pessoais como a de Lula, Dilma, entre outros.

As diversas informações emitidas principalmente por meio das redes sociais, que deram força aos eventos, ultrapassam a fronteira nacional e retornam com posicionamentos notáveis em frases escritas em algum pedaço de papel. Figuras de destaque da mídia, artistas, empresários e políticos internacionais evidenciaram apoio ao movimento com a frase “It’s not 20 cents!”.

As hashtags invadiram as timelines com #PasseLivre, #AnonymousBrasil, #vemprarua, #ogiganteacordou, #BrasilAcordou, #changebrazil.

Em meio a corrente de informações acerca do assunto, é importante lembrar que não só as mídias oficiais podem ser tendenciosas. Em simples postagens ou comentários as pessoas imprimem seu posicionamento e conduta, podendo influenciar mais do que as próprias mídias. Por este motivo muitas marcas procuram investir em blogs, redes sociais e sites com aspecto mais pessoal para atingir seu público em vez da publicidade tradicional.

É preciso desconfiar, filtrar, analisar, refletir e então comprar e apoiar uma causa, um produto, um serviço, uma marca! Afinal, eles refletirão também sua personalidade e seu comportamento.

 

Resumindo os principais pontos apresentados: 

  • Complexidade: evento cisne negro e efeito borboleta;
  • A força das redes sociais para mobilização em massa e disseminação de informações;
  • Muitas marcas acabam direta ou indiretamente envolvidas e até comprometidas;
  • O posicionamento, valores, propósito e a conduta definem a sua marca pessoal.
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imagem_artigoJamesBond_carlos_3105O uso do cinema para ações de merchandising não é novidade. Você deve lembrar-se dos óculos Ray Ban modelo Aviador usado por Tom Cruise em Top Gun (1986) ou da bolsa Motard Firebird da Louis Vuitton usada no filme Sex and The City (2008). Um dos exemplos mais explícitos do uso desta estratégica é da Wilson no filme Náufrago (2001), estrelado por Tom Hanks.

Mas, uma série faz com que o conceito de branding e merchandising adquiram características especiais.

Imagine a cena. Um homem bem vestido desce de um Aston Martin, consulta seu Omega de pulso e, depois que entra no bar, pede ao garçom uma Heineken. Em seguida uma linda mulher vem em sua direção com um olhar misterioso e num segundo ele responde: – My name is Bond, James Bond.

Mas, o que leva tantas marcas a associarem sua imagem ao agente britânico?  Depois de 50 anos e 23 filmes, a marca 007 tornou-se mundialmente conhecida e criou um universo com belas mulheres, aventuras emocionantes, carros potentes, bebidas premium e, principalmente, uma legião de seguidores fiéis, ávidos para fazer parte deste mundo e consumir seus produtos. Por isso muitas empresas buscam vincular seus nomes com a franquia.

Um exemplo bem sucedido de uma ação de merchandising na franquia foi realizada pela BMW. Em 1995, a BMW investiu em torno de 3 milhões de dólares para colocar o modelo Z3 no filme 007 contra Golden Eye. Só o fato de o agente trocar o tradicional Aston Martin pelo Z3 já causou um imenso buzz na mídia. Resultado: um mês após a estreia do filme, foram mais de 9 mil encomendas do veículo e a montadora alemã faturou mais de 240 milhões de dólares apenas com vendas antecipadas.

No último filme da franquia, 007 – Operação Skyfall (2012), a Heineken divide o espaço do bar do nosso agente com o tradicional Dry Martini – drink que James Bond deixou famoso no mundo inteiro – o que causou certa revolta aos mais aficionados.

Apesar disso, a Heineken acertou na estratégia, uma vez que ambas as marcas possuem a internacionalidade como tema comum. Segundo Daniela Cachich, diretora de marketing de marcas premium da Heineken, “a Heineken busca  se conectar com seus consumidores por iniciativas em que eles sintam que podem se apropriar da personalidade da marca para elevar sua própria personalidade. O patrocínio aos filmes reforça este posicionamento.”

A franquia 007 é um mito por si só e qualquer produto relacionado a ela já chega carregado de história, tradição, elegância, aventura e romance. Além disso, seu público é sofisticado e quer consumir o que há de melhor e desde que surgiu, a franquia 007 tem um posicionamento bem definido.

Como o marketing nos filmes da franquia é uma estratégia comum desde o primeiro longa, age como um influenciador para fãs e espectadores em geral e algumas marcas colaboram com o roteiro, ajudando James Bond a se salvar de diversas situações de risco. Em 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997), Bond usa um celular Sony Ericsson como controle remoto para escapar dos vilões em seu BMW 750i.

Afinal, a principal razão do interesse de diversas empresas de diferentes mercados em 007 se dá ao fato do personagem ser atemporal, alcançando mundialmente não apenas um só público-alvo. Telespectadores, fãs ou não, que acompanharam o início da série em 1962 continuam até hoje indo ao cinema para ver os novos filmes. E seus netos também.

Atualmente as marcas que patrocinam a franquia são: Coca-Cola Zero, Land Rover, Bollinger (champanhe), Smirnoff, Sony Eletronics, Swarovski, Aston Martin, Heineken, Omega, Tom Ford, entre outras.

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