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A comunicação é algo que está intrínseco nos animais, cada um se comunica de uma forma, alguns animais utilizam rugido, outros gestos, outros utilizam de expressões e odores, alguns até escrevem e falam… interessante isso, pois os animais buscam maneiras de entender e de se fazer entendido, de expressar ideias, opiniões, necessidades e vontades. Todos desejam ser satisfeitos. No entanto, não é possível agradar a todos.

Refletindo sobre o bicho homem, temos o Marketing que desempenha papel fundamental neste processo de oferecer algo que atenda as necessidades das pessoas, reforçando isso, busco Kotler (2000) que diz: “… o marketing lida com a identificação e o atendimento das necessidades humanas e sociais… é atender a necessidades de maneira lucrativa”. Sendo assim os profissionais de marketing devem reconhecer (para alguns autores, despertar) as necessidades e desejos nas pessoas e criar meios para atendê-las. E saber se comunicar para entender a atender as necessidades das pessoas é fundamental.

Veja o processo básico de comunicação retirado de uma das edições do livro do Kotler (2000):

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Existe basicamente um emissor, uma mensagem e um receptor, e no processo de comunicação há o código, a decodificação, um feedback e uma resposta… e durante todo o processo pode ter ruídos que farão a mensagem ser entendida ou não. Situação simples quando falamos de comunicação com consumidores que possuem diversas ferramentas e plataformas para se comunicar, desde tecnológicas às naturais.

O que chamo de naturais? Ai que chamo a atenção dos leitores… Pessoas que podem e tem a habilidade de falar bem, escrever com clareza e se expressar de maneira que as empresas consigam entender, tem maiores possibilidades de ser atendidas, e as demais que possuem limitações, como por exemplo um surdo? O que as empresas oferecem para atender suas necessidades?

Observo que muitas campanhas possuem elementos que buscam explorar os sentidos, com imagens, som, frases impactantes, mas não sei até que ponto atendem todas as pessoas, pois, muitas das sensações são aguçadas pela audição e resgatando o meu exemplo, o surdo não tem essa habilidade e vejo que não é explorado, ou melhor atendido. E um portador de deficiência visual, será que é melhor atendido? Com a audição ele poder ter melhores experiências com as marcas? A reflexão é importante, uma vez que as empresas têm por objetivo atender as pessoas e que isso lhe gere rentabilidade, será que é rentável?

Acredito que muitas empresas utilizam interpretes para transmitir suas mensagens, e propósitos para assim poder ser mais inclusiva dentro de diversos processos e diminuir essa barreira na comunicação. Há aplicativos e tradutores para sites que permitem a tradução de palavras para Libras, o que ajuda no conhecimento de campanhas e serviços. No entanto, de maneira geral, observo que a comunicação e o marketing ainda não incluem todos os públicos.

Sem a pretensão de fazer qualquer tipo de propaganda, o serviço abaixo busca oferecer soluções para reduzir essa barreira na comunicação, que é bastante interessante no que diz respeito à inclusão, em outras palavras, há um desejo da sociedade e das empresas em poder oferecer o melhor (assim quero acreditar).

Uma empresa mais inclusiva não é somente aquela que contrata e respeita a diversidade dentro dela, respeitando uma cota para pessoas com necessidades especiais, outra para gêneros e raças, com funcionários diferentes, com respeito as suas limitações. Uma empresa também é inclusiva quando ela acolhe também um consumidor com características específicas e especiais. Quando em suas campanhas ela insere um tradutor ou uma legenda para o surdo entender a experiência e a proposta da marca, por exemplo.

Por outro lado, não justifica, mas pode explicar como uma empresa pode ser inclusiva em suas comunicações se as famílias e a sociedade não são tão inclusivas assim? Conversando com uma amiga, que trabalha com educação especial, que disse que o maior desafio do surdo (resgatando mais uma vez meu exemplo) é a família, que muitas vezes não dá oportunidade a ele de se desenvolver. Muitas vezes o surdo não é alfabetizado, o que dificulta qualquer organização fazer algo mais inclusivo e global.

Desta maneira o relacionamento da marca com o público não é algo simples. O desafio em atender diferentes grupos é crescente e as necessidades da sociedade são grandes. Cabe ao gestor de marca refletir suas ações para engajar não somente muitas pessoas, mas diversos públicos, para que a marca e a empresa sejam inclusivas em diversos ambitos, não somente nas exigências legais, mas sim como valor genuíno.

REFERÊNCIAS

Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos de São Paulo. Disponível em http://www.feneissp.org.br/

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

União dos cegos do Brasil. Disponível em http://uniaodoscegosnobrasil.org.br/ledores.htm

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A fabricante alemã lançou recentemente mais um vídeo para promover a estabilidade de seus novos carros. E o astro do comercial não foi o carro, mas sim uma galinha.

Esse novo vídeo passou de 300 mil visualizações em menos de 24 horas e em quatro dias, já passou de 2 milhões, mais um viral de 2013. Apesar de ter sido uma ideia criativa, está dividindo opiniões, mas quando o assunto envolve o posicionamento da marca, não está de acordo com a estratégia que a Mercedes sempre definiu e principalmente com a maneira que a empresa sempre se comunica com seu público-alvo. Um posicionamento voltado a usuários de maior poder aquisitivo, com mais de 30 anos e geralmente empresários requer uma linguagem mais formal e objetiva, onde o centro de atenção é o carro e seus atributos, jamais podendo ser vinculado a uma galinha.

O vídeo pode entregar o que promete, que é mostrar a total estabilidade do carro, mas dessa maneira, não parece que por trás está uma mas maiores montadoras de carros de luxo do mundo. Ficou claro que foi na intenção de lançar um viral na internet.

Assista outro vídeo da Mercedes-Benz explicando o funcionamento do Magic Body Control e veja a diferença da maneira que a empresa se comunica, que estrategicamente falando, é muito mais de acordo com o posicionamento da fabricante.

Outro comercial criado pela Mercedes Benz para divulgar o novo Classe A no Brasil gerou certa polêmica. A empresa alemã abusou de sua imagem e colocou como trilha sonora da campanha a música mais comentada do momento no mundo do funk, o Ah Lelek lek lek. Assista ao vídeo para entender melhor a jogada com a letra A e o passinho do volante que a Mercedes utilizou para promover a nova versão do seu carro.

A Mercedes não divulgou nenhuma justificativa, mas ficam claras algumas estratégias de marca:

– Aproveitando a moda do funk ostentação, a Mercedes tentou popularizar o seu carro para este público. Esperou que o carro fosse desejado pelos MC’s e que depois disso fosse utilizado em novos clipes;

– Oportunidade de fazer um vídeo viral e gerar repercussão;

– Criar lembrança na memória do consumidor. O vídeo do Lelek foi visto mais de 38 milhões de vezes e saiu em diversos canais de tv, se o carro Classe A fosse lembrando cada vez que o vídeo foi visto, seria um sucesso para a Mercedes.

O que leva a crer nessas estratégias foi o comercial do Classe A foi em outros países, totalmente diferente deste divulgado no Brasil e muito mais de acordo com o posicionamento da marca que estamos acostumados a ver. Se quiser assistir ao vídeo, clique aqui.

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