Tag

Propósito

Browsing

Um novo ano acaba de começar e, com ele, diversas oportunidades surgem. Uma delas, a oportunidade de construir e gerenciar uma marca a partir de seu propósito, tornando-a relevante e capaz de conquistar seu público, seja você um empreendedor individual ou uma empresa. Mas como agarrar essa oportunidade e fazer com que ela dê frutos?

 Investindo! Não apenas dinheiro, mas sobretudo, tempo, dedicação e conhecimento.

Antes de mais nada, vamos relembrar quais são as principais funções de uma marca:

1) Identificar

2) Diferenciar

3) Gerar valor

Reunindo em si um conjunto de características que destaca sua oferta dentre as diversas opções que concorrem direta e indiretamente com ela no mercado.

Sem essas funções uma marca não exerce plenamente o seu papel de ATIVO, ou seja, um recurso que possui valor econômico e que é capaz de gerar ganhos financeiros. Afinal, se bem gerenciada, a marca aumenta a relevância do negócio e o seu grau de preferência por parte do consumidor, o que, por sua vez, se traduz em transações contínuas entre as partes.

Tal processo é de LONGO PRAZO, demandando atenção, gerenciamento e acompanhamento constantes, de forma a manter nos trilhos a estratégia desenhada, garantido resultados esperados e otimizando investimentos.

Mas onde começa a gestão de uma marca?

Do seu PROPÓSITO, ou seja, aquilo que a marca tem de mais valioso, uma vez que é:

  • Exclusivo;
  • Legítimo;
  • Autêntico e;
  • Difícil de ser reproduzido.

O PROPÓSITO, como o próprio nome já diz, é uma proposição, algo que se espera alcançar. Mas além disso, seu significado carrega um aspecto ESTRATÉGICO importante, na medida em que clarifica onde se quer chegar e alinha as ações para que seja possível. Saiba mais.

Contudo, não existe receita para aplicar o PROPÓSITO de sua marca na prática, mas é possível seguir cinco passos capazes de te ajudar a chegar lá:

# Passo 1: Autorreflexão – Achar o seu Propósito

O primeiro passo é olhar para si, ou para dentro do negócio e buscar entender o que motiva sua atuação. Parece algo simples, no entanto, é complexo e se relaciona diretamente com a questão da AUTENTICIDADE e LEGITIMIDADE apontadas acima.

# Passo 2: Definição do Propósito

O segundo passo consiste em compilar as descobertas do estágio anterior em uma frase curta e de caráter INSPIRADOR, capaz de traduzir as motivações da alta gestão para todos aqueles que, de alguma forma, fazem a marca acontecer e, também, para aqueles que desejam se relacionar com ela. Um exemplo desta etapa é o que o Disney Institute chama de TEMA DE ATENDIMENTO:

“ Um tema vivo, não apenas uma frase em uma placa, e satisfaz três necessidades críticas: define com clareza o propósito da organização; transmite internamente uma mensagem; e cria uma imagem para a organização. ”

# Passo 3: Separar o Propósito em Objetivos

Uma vez que você tem a definição do seu PROPÓSITO em mãos você pode penar: “Certo, mas e agora, o que eu faço com essa frase bonita que eu montei?”. É natural. No primeiro momento esta é a sensação, afinal, quem não se lembra de ver frases inspiradoras e motivacionais que, por sua vez, não passam de simples frases na parede.

Mas é aqui que se encontra o Ponto da Virada do PROPÓSITO, que deixa de ser apenas um conceito e passa a ser aplicado NA PRÁTICA. Para tanto você deve dividir sua declaração de PROPÓSITO em OBJETIVOS menores.

Uma DICA para validar esses OBJETIVOS é pensar na sigla:

S – Specific (específico);

M – Measureable (mensurável);

A – Achievable (alcançável);

R – Realistic (realístico);

T – Timely (definido no tempo = prazo).

# Passo 4: Definir Planos de Ação

Cada objetivo permite que você defina, com clareza, PLANOS DE AÇÃO. Ou seja, permite que você identifique onde está, onde quer chegar e o quê você deve fazer para chegar lá. Como os OBJETIVOS derivaram de uma declaração única, as ações serão alinhadas e transmitirão a percepção de coerência, orientando as decisões dos envolvidos na GESTÃO DA MARCA e facilitando sua aplicação ao longo da cadeia de valor do negócio ou no dia a dia do profissional representado por ela.

São os PLANOS DE AÇÃO que traduzem o aspecto ESTRATÉGICO, trazendo a tona a necessidade de se analisar suas forças e fraquezas, bem como ameaças e oportunidades existente no ambiente, bem como levar em conta a dinâmica dos outros players. Saiba mais!

# Passo 5: Medir o resultado do Propósito

 Após executar as ações que você definiu é chegada a hora de mensurar seu resultado. Neste momento a capacidade analítica do GESTOR DA MARCA é colocada à prova, uma vez que os resultados podem ser objetivos, como as métricas de uma campanha executada em uma rede social, ou subjetiva, como o grau de satisfação do consumidor em relação ao que a marca entrega.

Seja como for é importante que o GESTOR DA MARCA tenha em mente que ele precisa encarar os resultados de frente, comemorando os positivos e aprendendo com os negativos pois, dessa forma, ele consegue identificar onde a ESTRATÉGIA apresentou falhas e realocar esforços para corrigi-las e incrementar os resultados.

Agora que você já sabe como trazer o PROPÓSITO da sua marca do PLANO DAS IDEIAS para a PRÁTICA do dia-a-dia, chegou a hora de arregaçar as mangas e colocar em prática: identificar, gerenciar e valorizar aquilo que torna a sua marca especial para o mercado.

Referências:

INSTITUTE, Disney. O jeito Disney de encantar os clientes: do atendimento excepcional ao nunca parar de crescer e acreditar. São Paulo: Editora Saraiva, 2011.

Compartilhe!
error0

Por que não aproveitar as últimas semanas do ano e refletir sobre a sua marca? O InfoBranding preparou, em parceria com Maria Brasil, uma semana especial sobre PROPÓSITO. Acompanhe nossas redes sociais e compartilhe conosco as suas ideias!

Toda marca nasce por um propósito. Algumas têm isso consciente, outras não. Mas essa consciência sozinha não tem sentido se não houver uma conexão real e genuína com ele. O desejo íntimo de transformar, de mudar a vida das pessoas de algum jeito, seja por proporcionar um sorriso sincero ou por contribuir ativamente para o futuro de um jovem.

Esse desejo de gerar valor real à vida das pessoas é a verdadeira gênese da alma de uma marca.

Alma tem a ver com amor, cuidado, paixão por servir. E é essa alma que queremos – e devemos – comunicar. Precisamos sair do paradigma de criar uma identidade visual esteticamente bacana, lançar uma campanha criativa com “sacadinhas” inteligentes, e esperar que magicamente seu cliente vá morrer de amores pela sua marca. O que muitos – talvez a maioria – ainda precise descobrir é que as pessoas querem ser vistas e tratadas pelas marcas como pessoas e não consumidores.

É quase como tentar fazer amigos indo a uma festa e distribuindo cartões de visita. Isso é estático, engessado, frio.

E claramente, não é isso que queremos. Queremos amar e ser amados. E marcas com alma, definitivamente, sabem fazer as duas coisas muito bem.

Quer saber mais sobre o assunto? Acesse www.marcascomalma.com.br


Maria Brasil: Curiosa, inquieta e apaixonada por construir marcas com alma, emoção e significado. Especialista em Comunicação Estratégica e Gestão de Marcas pela Universidade Federal da Bahia, com passagem pela Universidad Europea de Madrid, conta ainda com cursos de especialização pela ESPM e New York University. Atuou como Executiva de Planejamento na Invent Live Marketing, atendendo clientes como Coca-Cola Brasil, Heineken, M. Dias Branco, McDonald’s, Itaú e Cacau Show. Nesta trajetória, acumulou prêmios nacionais e internacionais como Colunistas, Ampro Globes Awards e Prêmio Lusos. É co-fundadora da Cazulo, consultoria de transformação de negócios a partir do Propósito, e desde então facilita cursos, palestras e workshops dentro do universo do Capitalismo Consciente, empreendedorismo e Branding com Propósito, além de ser autora do livro “O Discurso do Réu”, obra que trata do tema de forma bem-humorada e com bastante conteúdo. Ativista da causa feminina, atua na coordenação do Grupo de Mulheres Empreendedoras filiado à AJE Bahia (Associação de Jovens Empreendedores), entidade na qual ocupa o cargo de Diretora de Marketing. Na área acadêmica, ministra aulas no MBA de Marketing e Branding da UNIFACS, integra o Grupo de Pesquisa de Marca e Cultura (UFBA) certificado pelo CNPQ, e agrega também experiências de docência internacional, na Varga Martón Iskola, em Budapeste/Hungria.

Compartilhe!
error0

O que torna algumas marcas únicas e excepcionais?

Há décadas a publicidade se desenvolve, se aprimora, encontra novas formas de se conectar com o consumidor.

Em meio a tantos “leads”, “inbounds”, “influencers” e outras new-black-terminologias que vêm ao mercado para ajudar (será? #reflitamosaboutit) os profissionais de marketing a garantirem aquele milésimo de segundo de atenção do prospect, emerge algo, que no fundo sempre existiu, sempre esteve ali, de certa forma adormecido.

Nesse pouco mais de meio século em que se datam as origens da propaganda e do marketing, foi natural essa transformação acontecer: a população inflou, a demanda aumentou, e a saudosa Mercearia do seu Zé deu lugar ao Pão de Açúcar. E de certo modo, que bom! A maior oferta garante competitividade, que reduz os preços e facilita a vida de quem consome. Mas o problema mesmo foi quando Dona Maria, cativa do estabelecimento, que comprava 2 latas de molho de tomate e meio quilo de cebola pro molho do cachorro-quente dos netos, passou a ser representada apenas por um número emitido num cupom fiscal. E daí nasceu a miopia sobre a qual estamos falando.

O que ficou esquecido no meio da história foi que as pessoas querem ser tratadas pelas marcas como pessoas. Não como consumidores. Muito menos números.

Esse é – ao meu ver – o maior de todos os problemas que enfrentamos atualmente: a falta de significado. A falta de alma na comunicação. É preciso resgatar o contato humano, o cuidado e por quê não, o amor no branding.

Enquanto os profissionais de comunicação não despertarem pra esse detalhe, não conseguiremos construir o mercado e a sociedade que desejamos. Sim, porque a publicidade exerce fortíssima influência na sociedade, e isso exige um nível de comprometimento e responsabilidade que necessita ser resgatado.

Estou falando de algo maior, que transcende qualquer estratégia bem desenhada numa sala de reunião cheia de post-its (nada contra eles, importante ressaltar!). Estou falando de propósito.

Marcas com propósito se conectam com as pessoas de formas intensas e memoráveis.

Por isso, selecionei aqui cinco características que acredito que contribuem para tornar estar marcas singulares, únicas, especiais. Vamos lá?

1. Inspiradoras

Marcas com propósito são inspiradoras. Elas nos estimulam a ir a lugares onde nunca fomos (dentro e fora de nós), fazer coisas que nunca imaginamos, nos desafiar e desafiar os outros ao nosso redor. Elas nos tiram da zona de conforto, nos mostram que podemos ir além, pois nos fazem perceber e sentir que existe algo que vai além daquele produto ou serviço. Aquela marca defende algo maior, está ali por algo maior.

A Euzaria, marca de moda consciente lançada em Salvador, atua desde 2015 mostrando ao mercado como a simples compra de uma camiseta pode se tornar um ato de solidariedade. No início, a cada t-shirt vendida, outra igualzinha era doada a uma pessoa em situação de vulnerabilidade social. E o melhor: o cliente poderia escrever uma dedicatória de próprio punho a quem fosse receber, além de entregá-la pessoalmente em ações de rua. Atualmente, a marca trabalha em parceria com o Instituto Aliança, proporcionando um dia de aula a um jovem para cada peça vendida em suas lojas, localizadas nos maiores shoppings da capital baiana.

2. Emocionantes

Sim, marcas com propósito são capazes de tirar o fôlego! Isso porque provocam emoções positivas intensas, seja ao te aproximar de memórias afetivas do passado, seja por te transportar para um mundo de infinitas possibilidades no futuro. E o Airbnb faz isso como ninguém. Com o propósito de gerar senso de pertencimento em qualquer lugar do mundo, uma simples foto publicada pela marca no Instagram pode te levar a qualquer lugar do mundo. Mas não é só isso – ela e leva a qualquer lugar do planeta, se sentindo um local. Pertencendo. Sendo acolhido. E é aí que mora toda a magia.

3. Simples

Keep it simple deve ser sempre o lema das marcas com propósito. E quer saber? Elas realmente não precisam de muito pra mostrar pro mundo tudo que têm a nos oferecer. Sua comunicação é por si só tão recheada de significado, que com poucas palavras/imagens/fotografias já conseguem fazer com que as pessoas se conectem a ela e sintam exatamente o que precisam sentir. Pra mim, um dos melhores exemplos disso é a Apple.

Desafiar o status quo sempre foi a onda de Jobs. E mesmo depois de ter ido, a empresa ainda faz – e nos inspira a fazer – isso todos os dias! Há quem diga que Galaxy é melhor do que iPhone, há quem não se adapte à usabilidade de um MacBook. Mas a Apple é muito mais do que isso. Pra muitos, é quase uma religião. E mesmo com poucas palavras, visual ultra clean e um só botão, conseguiu revolucionar o que conhecemos como tecnologia.

4. Inclusivas

De nada adianta ter propósito se não inclui o ativo mais importante, que são as pessoas, correto? Mas essa inclusão a que me refiro vai muito além do dinheiro. Assim como trabalha o Airbnb, estou falando de pertencimento.

Ora, se meu propósito é contribuir para a redução da obesidade, como posso abrir uma loja composta 100% por alimentos orgânicos-saudáveis-fit se o público que mais precisa de mim passa a quilômetros de distância da minha porta? Se quero ajudá-los de verdade, preciso fazer com que queiram estar junto a mim. Preciso fazer com que se sintam seguros, confortáveis, sem cagação de regra e papinho politicamente correto. E é exatamente isso que o Whole Foods Market faz, lá nos Estados Unidos. É claro que a base do mix é composto por frutas, verduras, proteínas boas e alimentos nutritivos. Porém, as prateleiras de uma das maiores redes de supermercados norte-americana contam ainda com batatas fritas, cerveja e até sorvete. O segredo é: aos poucos, conforme as pessoas forem se educando (e a comunicação da marca tem esse papel ativo na educação alimentar dos clientes) tais produtos deixarão de existir nas gôndolas, gradualmente, como um processo saudável de aprendizado deve ser.

5. Empáticas 

Melhor do que ninguém, as marcas conscientes de seu propósito maior conhecem muito bem seu público. Melhor que isso: elas de fato enxergam pessoas, não consumidores. Se colocam no lugar deles para atender necessidades reais, que fazem total sentido para quem atendem. Mais uma marca gringa se destaca neste cenário: a Southwest Airlines, uma das companhias aéreas com as tarifas mais baixas do país, tem o propósito de democratizar os céus e proporcionar a liberdade de voar. Compreendendo que uma viagem de avião pode ser muito mais simples, prática e barata, a empresa, que tem sede no Texas, oferece não apenas aos seus clientes, mas também aos seus colaboradores um senso de liberdade, possibilitando que pessoas que nunca tiveram essa oportunidade possam enfim, cruzar um país tão extenso quanto os Estados Unidos. E mais: os comissários de bordo podem trocar bilhetes entre si, caso não queiram viajar para esse ou aquele destino, com total liberdade de escolha, além de ser permitido fazer a apresentação de embarque dos jeitos mais inusitados possíveis, a gosto do colaborador, tipo esse aqui! Incrível, né?

E você, já viveu uma situação com uma marca que se conectou fortemente com você e te fez sentir que ali tinha algo além? Conta sua experiência!


Maria Brasil: Curiosa, inquieta e apaixonada por construir marcas com alma, emoção e significado. Especialista em Comunicação Estratégica e Gestão de Marcas pela Universidade Federal da Bahia, com passagem pela Universidad Europea de Madrid, conta ainda com cursos de especialização pela ESPM e New York University. Atuou como Executiva de Planejamento na Invent Live Marketing, atendendo clientes como Coca-Cola Brasil, Heineken, M. Dias Branco, McDonald’s, Itaú e Cacau Show. Nesta trajetória, acumulou prêmios nacionais e internacionais como Colunistas, Ampro Globes Awards e Prêmio Lusos. É co-fundadora da Cazulo, consultoria de transformação de negócios a partir do Propósito, e desde então facilita cursos, palestras e workshops dentro do universo do Capitalismo Consciente, empreendedorismo e Branding com Propósito, além de ser autora do livro “O Discurso do Réu”, obra que trata do tema de forma bem-humorada e com bastante conteúdo. Ativista da causa feminina, atua na coordenação do Grupo de Mulheres Empreendedoras filiado à AJE Bahia (Associação de Jovens Empreendedores), entidade na qual ocupa o cargo de Diretora de Marketing. Na área acadêmica, ministra aulas no MBA de Marketing e Branding da UNIFACS, integra o Grupo de Pesquisa de Marca e Cultura (UFBA) certificado pelo CNPQ, e agrega também experiências de docência internacional, na Varga Martón Iskola, em Budapeste/Hungria.

Compartilhe!
error0

Recentemente, visitei Palo Alto (CA) e o místico Vale do Silício.

Uma região linda, que respira bytes e inovação. Fiquei muito atenta ao clima, às pessoas, ao dia a dia da região e até bebi água dos bebedouros de Stanford para ver se alguma boa ideia brotava na minha cabeça (vai que… ????) .

Dos inúmeros aprendizados que tive por lá, um me chamou muito a atenção: A GARAGEM

Por que uma garagem ? Qual é o poder disruptivo de uma garagem ? Qual a simbologia atrás daqueles portões de madeira ?

Garagem HP | Marco do início do Vale do Silício

Duas palavras resumiram meu aprendizado:

1ª. | SIMPLICIDADE

Não importa o quão complexa seja sua ideia ou a operação que você está criando; você precisa ter como premissa a busca pelo simples.

A GARAGEM É SIMPLES !

É uma metáfora do pensamento vigente e empreendedor da região. As pessoas são simples. Agem de forma simples. Buscam o novo no simples.

A lógica de manter o foco no foco do cliente e entender que nosso papel é simplificar a jornada de compra ou uso do produto ou serviço eleva nosso nível de pensamento e ação.

Google, Uber, Facebook entregam ideias simples por trás de requintados sistemas e desenvolvimento tecnológico.

Em 1977, Steve Jobs disse:

“What we’re trying to do is remove the barrier of having to learn to use a computer.”

Fizeram um produto simples de usar. Isso rompe barreiras.

A tecnologia por trás do simples e o olhar no foco do usuário faz tudo parecer mágica.

As pessoas não querem entender a mágica. Elas querem se encantar com a magia. (Camilla Cusatis)

Simples assim.

 

2º. | PROPÓSITO

O segundo aprendizado é sobre como o poder de transformar o mundo é infinitamente mais atrativo do que o lucro que a sua ideia pode gerar. E aí entra a minha segunda reflexão: Propósito.

Garagem Apple | Antiga Casa do Steve Jobs

As pessoas por lá não querem mudar a rua do seu bairro.

Elas querem (e vão) mudar o mundo.

Mas, por quê ?

E aqui cabe uma reflexão do Simon Sinek, que eu adoro:

“Quando as empresas passam a ser reconhecidas pelos seus “porquês” elas e seus produtos deixam de ser commodities”

O Google não facilita a busca por informação. Ele te dá respostas.

A Apple vende qualquer coisa, menos celular. Outras empresas vendem celular. A Apple não.

Propósito é muito mais que tecnologia, produto ou serviço. Propósito é o PORQUÊ!

É a profunda compreensão de entender por que seu produto ou serviço vai mudar a vida de alguém.

Fácil ? Se fosse, o mundo estaria cheio de “Gates”, “Jobs”, “Zuckerbergs”, “Musks” etc

… e como não estamos cercados por gênios, vale a pena aprender (inspirar-se) com eles.

Por fim, um vídeo muito antigo, mas que eu não me canso de ver:

O quão simples é a vida do seu consumidor pois sua empresa existe e trabalha para ele?? Pense nisso.

Foram dias de pura inspiração – acho que foi a água de Stanford ???? !

Não importa o que aconteça.

Be Simple. Believe in your purpouse. (Camilla Cusatis)


Camilla Cusatis: experiência de aproximadamente 20 anos em marketing e comunicação, com formação acadêmica em reconhecidas universidades, tais como: FGV, PUC e Mackenzie. Recentemente recebeu o título de Mestre em Administração de Empresas pela UNITAU. Capacidade de definir e gerenciar os planos estratégicos da empresa e sua atuação no mercado, por meio de planejamento, organização, execução e controle das ações e ferramentas de marketing e, também, avaliação dos resultados, garantindo atingir as metas propostas com foco na qualidade do trabalho desenvolvido. Alto conhecimento em planejar e elaborar Estudos de Posicionamento de Mercado, Marca e Produtos, com seus desdobramentos operacionais para implementação das novas diretrizes adotadas. Experiência em estudos de inteligência de mercado com destaque para mapeamento para expansão de negócios, avaliação de concorrência e atuação comercial. Hands on, capacidade de execução, dinâmica, com grande capacidade gestão e soluções para busca de resultados. Participação efetiva em alguns premiados projetos de comunicação reconhecidos por instituições no mercado brasileiro e internacional. Docente, coordenou o Curso de Marketing do Centro Universitário Senac, sendo a responsável pela reformulação do curso, esse reconhecido como 3º. Melhor do Estado de São Paulo, pelo Ministério da Educação; e também pela criação do curso em EAD (Ensino a distância). É também palestrante e ministra cursos e treinamentos para empresas.

Compartilhe!
error0

5.000. Exatamente. C I N C O M I L.
Esse é o número aproximado de marcas com as quais temos contato diário, segundo Jay Walker-Smith, especialista em pesquisa de mercado.

Se o número assusta, mais assustador ainda é descobrir que ele dobrou com relação a 2008, antes do boom mobile. Nesse mar saturado de informações (e oportunidades), já parou para pensar em quantas delas realmente nos lembramos?

Faça um exercício rápido: olhe ao seu redor e conte quantas marcas você vê?

Nesse momento, escrevo em um voo da Gol. Ao meu lado, um rapaz com um relógio Fóssil, usando uma camisa Polo Ralph Lauren com um iPhone na mão e fones Beats nos ouvidos. Há poucos minutos se iniciou o serviço de bordo: água mineral Indaiá com snacks Tribos, da Mãe Terra, um produto com selo Orgânico Brasil.

As marcas estão em todos os lugares. Em todos os cantos. Diariamente. E para o desespero dos profissionais de marketing e comunicação, em número crescente.

A verdade é que o volume diário de informação sob as quais estamos expostos é tão absurdo que não nos damos conta, e a reação natural do nosso cérebro é ignorar grande parte do que vemos ou ouvimos. É um mecanismo de defesa: Não estamos preparados para absorver tanta coisa assim. Quanto mais informação, maior a dificuldade para se escolher algo.

Reflexos disso? O crescimento do minimalismo enquanto estilo de vida. O consumo consciente. Menos televisão e rádio. Aumento do número de usuários de Adblocks. Informação demais cansa. No mundo, por exemplo, 11% da população já bloqueia propaganda online (AdblocksReport 2017).

Com tanta gente comunicando e tanta gente sem interesse em absorver essas mensagens, as marcas vivem a era da Disputa pela Atenção. Nessa briga por holofotes ganha, não aquela que se faz presente em todos os lugares, mas aquelas capazes de estabelecer conexões reais com as pessoas. Daí a importância de uma gestão de marcas eficiente do planejamento à execução.

Ok. Mas e na prática?

Na prática, vale pensar em alguns pontos para fazer a diferença no seu mercado:

1. Enxergue o todo.
Desde sempre, percebemos o mundo ao nosso redor através dos sentidos principais: olfato, visão, audição, tato e paladar. Com tantas possibilidades, perde quem ainda só se comunica verbal ou visualmente. Qual o cheiro da sua marca? Ela grita ou dialoga? Ela é Bossa ou Rock? Samba ou Jazz?

2. Criatividade não é opcional; é estratégia e vital.
Há muita competição por atenção e os gestores precisam entender que as receitas que deram certo durante os últimos 20 anos não darão mais certo nas próximas duas semanas. Só a criatividade, aliada a uma estratégia bem desenhada, será capaz de levar o seu negócio a ganhar espaço nos corações, mentes e mercado. Se você não olhar para a estratégia por trás do que está fazendo, todos os esforços serão em vão e sua mensagem vai se perder na multidão.

3. Conheça seu público e se relacione com eles.
Marcas são como pessoas. Quanto melhor conhecemos algo ou alguém, mais profundo serão os nossos relacionamentos. Saiba quem são as pessoas que sustentam, dependem e influenciam o seu negócio e busque relevância no seu relacionamento com elas.

4. Tenha um propósito claro.
Nada é mais poderoso que uma ideia. O que move o seu negócio? Defina claramente quem você é e em que sua marca acredita. Ideias contagiam, engajam e movimentam. Foque grande parte da sua atenção na forma como você gostaria que as pessoas percebessem suas marcas ou produtos.

5. Não entre no jogo para ser mais um.
Se antigamente marcas e pessoas mantinham relacionamentos exclusivos, hoje, lealdade de marca é algo raro. Nenhum negócio está seguro caso seja mais do mesmo. Se a sua marca não importa para as pessoas, o seu negócio passa a ser visto como commodity. Conheça seus diferenciais e construa sua reputação em favor disso.

Lembre-se: Cinco mil marcas por dia.
Dentre tantas opções, por que as pessoas escolherão exatamente a sua?
Se essa resposta não estiver clara para você, provavelmente não estarão claras na mente dos seus consumidores.


Ciro Rocha é Diretor Executivo da Enredo, consultoria de Branding e Inovação. Diretor Regional da ABEDESIGN e Professor de MBA,, é Administrador com extensão em Strategic Marketing pela HEC-ULg, Bélgica, especialista em Branding e Service Designer. Durante sua trajetória, trabalhou em projetos de branding para marcas como Oi, Ipiranga, Ponto Frio e Mitsubishi Corp. À frente da Enredo, levou a empresa a conquistar importantes premiações no Brasil e Mundo, dentre elas o El Ojo de Iberoamerica, a Bienal de Design Gráfico, Lusos e Clap!, além de ter sido jurado do Lisbon Ad Festival e Lusófonos da Criatividade, ambos em Portugal.

Compartilhe!
error0

O branding (gestão de marcas), vem ganhando cada vez mais destaque no mundo corporativo, especialmente por ter como característica primordial a capacidade de trabalhar aspectos que identificam e diferenciam os negócios, proporcionando valor ao consumidor e, consequentemente, alavancando vantagens competitivas.

Tal destaque faz com que diversas abordagens fervilhem, o que, muitas vezes, pode levar a um afastamento em relação aos seus conceitos basilares, podendo até mesmo fazê-lo ser percebido como algo a ser pensado para fins promocionais e estéticos. Nesse sentido, torna-se fundamental olhar para traz e entender o que é e para que serve, enquanto estratégia de negócio.

O uso de marcas para identificar e diferenciar produtos remonta à antiguidade, quando passou a ser necessário comprovar sua origem e qualidade dos produtos. Com o passar do tempo, a marca foi ganhando novos papeis e sua representatividade como ativo foi se consolidando e sua gestão passou a ser reconhecida como estratégica e fundamental frente ao aumento exponencial da concorrência no final do século XX.

No entanto, muitas empresas ainda percebem e administram suas marcas de forma a restringi-las ao logotipo a ser aplicado nos materiais impressos, sites e itens de comunicação que, na verdade, fazem parte de um escopo mais amplo.

Por isso, em tempos em que o empreendedorismo passou a fazer parte do planejamento de carreira, convidar o empresário a pensar o seu negócio enquanto marca pode proporcionar uma mudança de percepção e fazer surgirem novas oportunidades.

A marca reúne em si o significado do negócio, tangibilizando-o para todos os stakeholders, que passam a ter uma percepção alinhada do que o negócio representa e almeja para o seu futuro.

É no propósito que tudo começa; a razão de ser do negócio, vinculada diretamente com o motivo que levou o empresário a empreender. Quando forte, o propósito tem o poder de inspirar as pessoas a “comprar a causa” e dar os eu melhor para que ela se cumpra. A partir dele são desdobrados os objetivos, aproximando-o do plano operacional e trazendo-o para perto das pessoas.

O propósito possibilita também que o empreendedor analise os ambientes externo e interno para identificar as tendências e oportunidades, sempre contextualizando seus objetivos e valorizando as características que o negócio apresenta. Quando se fala desse tipo de análise logo vem à tona modelos como as cinco forças de Michael Porter e a conhecida análise S.W.O.T, importantes para traçar o diagnóstico da situação do negócio.

Nesse momento a marca é evidenciada, pois ela funciona tanto como parte integrante do processo quanto como resultado de toda estratégia, quando passa a ser valorizada enquanto ativo. Por exemplo, no modelo de Michael Porter a marca se relaciona com cada uma das cinco forças do ambiente, podendo representar uma barreira para os novos competidores potenciais, uma vez que deparar-se com um player cuja marca é forte e representativa demanda maiores investimentos iniciais para construção e consolidação da nova marca (novo entrante).

Já na análise S.W.O.T, a qual relaciona as forças, fraquezas, com as oportunidades e ameaças, a marca bem trabalhada pode representar uma força da empresa, ou seja, algo que lhe confere vantagem e pode ser gerenciado para desenvolver os pontos identificados como fracos, enfrentar as ameaças e ser ponto de partida para potencializar e concretizar as oportunidades.

A percepção do negócio como marca permite também o melhor gerenciamento dos recursos que o negócio dispõe, de forma a identificar suas competências essenciais, ou seja, aquilo que o negócio domina e que está estritamente relacionado à entrega do benefício ao consumidor. Conhecer as competências essenciais e os benefícios entregues pelo negócio são aspectos fundamentais para que o mesmo se posicione no mercado em que atua, além de colaborar com outro conceito já conhecido, o de cadeia de valor, segundo o qual a organização é um conjunto de atividades relacionadas que juntas constroem valor. Nela a marca e o significado que carrega funcionam como um elemento norteador, difundindo os valores organizacionais e direcionando a tomada de decisões.

O resultado da integração marca e negócio é a entrega de valor para o consumidor e também para os colaboradores e parceiros, uma vez que a gestão atua para construir e consolidar uma cultura pautada em valores, capaz de integrar os colaboradores internos e de externar uma imagem coesa que, por sua vez, passa a ser trabalhada na comunicação, promoções e eventuais.

Assim, perceber marca e negócio de forma integrada potencializa o seu gerenciamento, facilitando processos, integrando pessoas e direcionando decisões.

Pense seu negocio como marca-img

Este texto é baseado no artigo “Branding: Alavancando Negócios” apresentado no segundo Congresso Internacional de Branding em 2015 e publicado integralmente nos “Anais do II Congresso Internacional de Marcas/Branding: conexões e experiências” na página 659, disponível em: http://www.univates.br/editora-univates/publicacao/167

Compartilhe!
error0

Quando chega essa época do ano começamos a olhar para trás para ver o que deu certo e, ao mesmo tempo, olhar para frente para planejar nosso futuro. Tornam-se destaques as simpatias e tradições que, no imaginário das pessoas, marcam a passagem de um ano para o outro de forma positiva e esperançosa. Tudo isso é válido e evidencia a pluralidade cultural com a qual convivemos todos os dias.

O fato é que a virada de ano marca uma transformação, o fim de um ciclo e o início de outro, fazendo do momento a oportunidade ideal de planejar os próximos passos. Como todo planejamento, este só tem seu valor se quem o fizer tiver disciplina para programá-lo por meio de ações. Mas antes de tudo é preciso ter ideias, afinal, são elas que nos movem.

Do ponto de vista profissional, foco deste portal, essa ideia pode estar vinculada à vontade de empreender, não apenas criando um negócio novo para fugir da crise, mas também se relacionando com a nossa postura no ambiente no qual trabalhamos.

É sabido que estamos vivendo um período de crises política e econômica, que nos fizeram presenciar um aumento latente na taxa de desemprego do país, fazendo necessário mostrarmos nosso valor enquanto profissionais, dia após dia, ação após ação, empreendendo e perseguindo novas ideias.

Do ponto de vista do branding isso significa pensar estrategicamente para nos posicionar por intermédio de atributos e valores que não apenas comunicamos, mas praticamos, tornando-os reais e percebíveis, consolidando uma identidade capaz de nos diferenciar.

Pensar estrategicamente requer a identificação de nossas forças e fraquezas para que saibamos lidar com as oportunidades e ameaças (SWOT), de forma a ter consciência de como estamos em nível de preparo, para dar os passos rumo à diferenciação. Passos estes que têm como terreno o ambiente no qual estamos inseridos e que, por isso, precisam ser dados em meio a outros profissionais, deixando pegadas difíceis de serem sobrepostas.

Nesse processo a vida segue passando, demandando-nos respostas constantes, que uma após a outra formam o nosso histórico e marcam a maneira como vamos ser lembrados. Construir a nossa marca é “trocar o pneu com o carro andando”, como diz a conhecida expressão popular, pois, embora exista a fase do planejamento, que visa resultado em longo prazo, também precisamos estar preparados para fornecer respostas imediatas para situações que nem sempre prevemos.

E como isso é possível? O propósito de marca é o ponto de partida para toda a nossa estratégia. É ele que nos permite traçar uma linha condutora e também uma maneira de filtrar as ideias que perseguiremos até que se realizem, isto é, sejam colocadas em prática.

O propósito dá a marca uma razão de ser. É o responsável pelo filtro que possibilita termos “FOCO”, pois permite que apenas as ideias coerentes passem do “imaginário” ao “real”.

Perceber o cenário, identificar oportunidades que agregam valor, conceber ideias capazes de preencher tais oportunidades e traçar planos de ação que possibilitem execução para gerar resultados é o que vai diferenciar a atuação de um profissional, já que valida tudo aquilo que absorveu em sua formação, mostrando que todos os conceitos e teorias são aplicáveis. Essa postura faz diferença tanto para os que buscam criar seus negócios quanto para os que procuram crescer nas organizações.

Por esses motivos o momento é oportuno para um convite! Isto mesmo, um convite! Entre os inúmeros compromissos deste final de ano, o InfoBranding convida você a reservar um momento para você mesmo! Um momento para pensar na sua marca e em como quer desenvolvê-la em 2016. E, para isso, colabora deixando esse infográfico:

artigo-planejamento-novo-ano_infografico

Compartilhe!
error0

Hoje o tempo parece passar mais rápido, informações vão e vem o tempo todo e a nossa atenção precisa se dividir em várias frentes que parecem se sobrepor. São diversos estímulos que literalmente brigam por um espaço em nossas mentes.

Pegue seu smartphone por cinco minutos, não importa a hora, e você será bombardeado por uma infinidade de anúncios, de diversas marcas, que disputam a sua atenção de igual para igual com seus amigos e interesses particulares. A mesma coisa acontece em um simples passear pelo shopping, mercado ou até mesmo no trânsito: basta abrir os olhos e um milhão de estímulos vai atingir você!

Neste contexto, escolher entre uma marca e outra se tornou uma tarefa complicada e muitas vezes desgastante. Mesmo assim parecemos conseguir simplificar esse processo e manter a preferência por algumas marcas. Mas por quê?

Exatamente pelo “porque” que essas marcas oferecem ao consumidor. Ou seja, por conta do seu propósito, que representa o motivo pelo qual ela se difere da concorrente e, que leva o consumidor a escolhê-la.

Como já abordamos anteriormente aqui no InfoBranding (aqui e aqui), o propósito é a razão de ser de uma marca. É aquilo que alinha e guia todas as ações de comunicação que a marca adota na sua estratégia de gestão. É o propósito que dá liga à estratégia de branding e suas ações.

Grandes marcas agem de acordo com o seu propósito e por isso conquistam o seu espaço na mente e corações dos consumidores, como é o caso da Coca Cola, Starbucks, Nike, Disney entre outras. Nesse sentido, o propósito se relaciona com o conceito de posicionamento, que para Al Ries e Jack Trout (2003, p.4-7) é “manipular”o que já existe na mente e criar novas conexões através da simplificação máxima da mensagem para que ela “corte a mente” do receptor em meio a avalanche de comunicação existente.

Mas isso não é só para as grandes! As pequenas empresas também podem e devem se valer de seus propósitos como alicerce para desenvolver suas marcas. Na verdade, elas têm grandes chances de conseguir bons resultados, afinal, sua gestão é enxuta, o contato com os stakeholders (aqueles que entram em contato com a marca, interna ou externamente à empresa) é mais próximo e o fator humano aparece com maior facilidade.

Trabalhar em torno do propósito requer acima de tudo esforço e comprometimento por parte dos gestores, que precisam ter claras  essas três questões:

1)      Por quê o negócio existe?

2)      Que mensagem queremos passar?

3)      Qual solução oferecemos? 

Respondendo a essas três questões é possível entender o significado da marca e, a partir daí desenhar a sua identidade e preparar suas ações.

Tal abordagem trará coerência e veracidade para a marca e, o vínculo com o consumidor estará pautado sobretudo em valores compartilhados. Com isso a preferência aumenta e as chances de ser trocada diminuem.

Em meios a diversidade de ofertas no mercado, marcas que tem um forte propósito se destacam e criam relações mais fortes com as pessoas, se adaptando as tendências e se mantendo atualizada sem perder sua essência.

A abordagem de propósito não se aplica apenas para marcas corporativas. Ela se encaixa perfeitamente às marcas pessoais, sejam elas atuantes autônomas ou colaboradoras de organizações (outras marcas). Entender o propósito da marca a qual representamos profissionalmente influencia o nosso comportamento de trabalho, nossa visão de carreira além de potencializar o bom aproveitamento de oportunidades.

Termino este post com um convite: pense no propósito das marcas e comece a traçar relação com a forma como elas se comportam, trazendo as boas práticas para o seu dia a dia.

Compartilhe!
error0

11329861_905207112873265_6066766058599450191_nA 4ª Edição de 2015 da revista AC MED comemora aniversário de 10 anos da empresa e traz um artigo do Gabriel Meneses, coordenador de criação da AC Farmacêutica.

Ele reflete a questão de propósito e gestão da marca para a empresa através da história da empresa.

 

Leia o artigo completo: 10 Anos Escrevendo uma História de Sucesso

Acesse a revista completa: http://acfarmaceutica.com.br/revista-acmed/

Compartilhe!
error0

Nem só de bons exemplos vive o mercado:

Se por um lado uma marca que mantém seu propósito vivo em toda a estratégia e em todos os pontos de contato garante uma percepção positiva no consumidor, assim como exemplificado pela KLM e Airfrance no artigo anterior, por outro, uma marca que negligencia certos aspectos pode colaborar para  surgimento de  percepções negativas.

Pense na marca “Louvre”, isso mesmo, o famoso museu de Paris, lar da Mona Lisa e de tantas outras obras de grande relevância na história da humanidade. Sinônimo de cultura, arte e história. Uma marca que gera grandes expectativas nos milhares de turistas que entram em contato com ela todos os dias.

Pessoas do mundo todo formam grandes filas só para experimentar os atributos que o Louvre oferece. No entanto, eu e milhares de pessoas que o visitaram no dia 8 de outubro de 2014, tivemos uma experiência negativa com a marca.

Chovia muito naquele dia e isso, somado aos ventos que sopravam geravam um grande desconforto para quem esperava ansiosamente para a abertura do museu. Mas as portas continuavam fechadas e, sem aviso prévio, o horário de abertura foi adiado em uma hora. Na fila, crianças, adultos e idosos.

A informação era escassa, limitada a uma placa padrão colocada no início da fila. A insatisfação e a indignação começaram a surgir dentre aqueles que ali estavam. Para agravar os seguranças que ficavam na porta da pirâmide de vidro permaneceram no coberto e se limitavam a responder as perguntas dos turistas de maneira ríspida e seca. O que não faz sentido algum, uma vez que é da visitação que a marca Louvre se sustenta.

Louvre

Claro que a chuva não poderia ser controlada. Ok. Mas em volta da praça havia diversas partes cobertas, isso sem contar o próprio saguão que poderia ser utilizado para a organização de filas.  A equipe de seguranças e funcionários poderia ter atuado em prol da reorganização das filas, mas não o fizeram.

A equipe parecia não estar preparada para lidar com as adversidades e não se preocupou com as impressões negativas que deixou em seus convidados naquele dia, não apenas em relação a sua marca, mas também em relação a Paris e ao povo francês, que naquela ocasião estava mal representado. Por sorte, a grandiosidade por trás da marca Louvre ajudou a não comprometer a experiência dos visitantes, mas, a falta de preparo da equipe para propagar o seu propósito contribuíram para o surgimento de uma opinião negativa que, com certeza, acaba sendo passada adiante pelo famoso “boca a boca”.

Por isso que, na gestão de uma marca, todos os detalhes são determinantes para seu sucesso, principalmente na relação direta com as pessoas.

 

Compartilhe!
error0