Tag

relação de consumo

Browsing

Imaginem a seguinte situação: você trabalha na Av. Paulista. Antes de chegar ao seu escritório, você nem percebe que entrou no Starbucks, pediu seu espresso, pegou seu IPhone 6S, ligou o 4G do seu celular Vivo e checou seus grupos no Whatsapp.  O que estas marcas têm em comum? Não é que eles têm o melhor “café” ou os melhores “planos de dados para celular”, mas muitos de nós gostamos de comprar dessas empresas. Muitas vezes, nós até mesmo aceitamos pagar um preço premium por um produto comum.

Mas, se não é o melhor, por que nós amamos nos associar com estas marcas? Certamente não parece lógico pagar mais quando não é o melhor, se há diversos produtos e serviços semelhantes no mercado.

A resposta é: a transparência da marca.

Se há uma coisa em que essas empresas são melhores, é a capacidade de construir uma marca autêntica. É como estas empresas se tornaram um dos líderes em seu mercado em tão curto espaço de tempo.

O aumento contínuo das mídias sociais e plataformas digitais colocaram em evidência a necessidade das marcas para começar a humanizar-se. Os consumidores não estão mais comprando dos grandes conglomerados que estabeleceram uma presença simplesmente por ter um balanço saudável e por existirem a mais de 50 anos.

Hoje em dia, os consumidores querem saber qual é o seu “porquê”.

Eles querem explorar por que sua empresa faz o que você faz, e como eles podem participar de todo o processo com você.

Com a abundância de informações disponíveis on-line, os consumidores tornaram-se também abundantemente inteligentes. Transparência é o novo pretinho básico. Isto significa que se você não for capaz de trazer seus clientes e fãs para dentro do que está acontecendo em seu negócio – seja você um freelancer ou uma empresa de 1.000 funcionários – você já está fora desta tendência.

Mais importante ainda, se seus concorrentes estão construindo a transparência no mercado, você já está perdendo a confiança dos seus clientes. Nós agora vivemos em um mundo onde 140 caracteres pode destruir uma reputação. Nunca se esqueça disso.

Então, o que tudo isso significa? O que você pode fazer para começar a construir uma autêntica relação com o seu público?

Dar um rosto à sua marca.

O futuro do marketing está em plataformas. É por isso que as empresas líderes estão começando a investir em celebridades on-line que construíram um séquito de “fanáticos” em suas respectivas plataformas. Há uma razão pela qual youtubers cobrarem mais de R$ 30.000,00 para fazer um testemunhal de shampoo, por exemplo.

Um dos melhores exemplos em como entrelaçar sua marca pessoal com sua empresa chama-se Richard Branson. Agora, sempre que pensamos em Virgin, pensamos em Branson. Na verdade, uma das muitas razões pelas quais eu escolheria a Virgin sobre os concorrentes é por causa do respeito que tenho por ele. O propósito e os valores para a Virgin são claros, são muito parecidos com os de Branson.

Não se esconda por trás do nome da sua marca, chegue na frente dela.

Pare de falar de números.

Ninguém se importa que o seu software carrega três segundos mais rápido do que seus concorrentes, ou que você tem o preço mais barato no mercado. As pessoas compram emoções. É por isso que muitos consumidores pagam R$ 7,00 para um espresso no  Starbucks, em vez de tomar o mesmo espresso ou até melhor na lanchonete da esquina.

Em vez de falar sobre o que cada uma de suas características faz melhor, exponha o seu “porquê” para tornar-se maior do que o produto ou serviço que você está vendendo. Quais são os seus valores? Como você pode entrar em ressonância com os problemas do seu cliente, a fim de servi-los melhor? Mais importante, como você está fazendo do mundo um lugar melhor?

Você nem sempre precisa ter o melhor produto do mercado para ganhar, mas é melhor ter a melhor história.

Atreva-se a arriscar tudo.

Esteja disposto a colocar tudo na linha de frente para construir a reputação da sua marca e servir aos seus clientes. Isto pode significar sacrificar lucros de curto prazo ou revelar informações exclusivas sobre o seu produto para levar sua marca a outro patamar.

Não estou dizendo que você deve começar a revelar as suas declarações financeiras ou segredos industriais ao público, mas se uma empresa que tenha levado a transparência para o seu pleno potencial é um líder de mercado, por que você não ainda não começou? Como exemplo posso citar a Nestlé. Preste a atenção dos últimos comerciais do leite Ninho e outros produtos com seus próprios funcionários para você entender em que patamar esta empresa centenária quer estar.

Por fim, em um futuro presente haverá dois tipos de empresas. Aquela que vende produtos e serviços e aquelas marcas que criam um verdadeiro exército de “fanáticos” por elas, onde o produto ou serviço é apenas uma parte da relação de consumo.

Compartilhe!
error0