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Transformação digital

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Hoje, de fato, as empresas que não acompanharem e se adaptarem a todas as mudanças que estão ocorrendo, principalmente as tecnológicas e digitais, estão com os dias contados. Já são vários os casos famosos de grandes negócios e marcas que não entenderam esse movimento e foram dizimados por esta transformação.

Mas, tão importante quanto uma empresa buscar inovações e soluções digitais é ela conseguir internalizar este espírito digital e fazer com que as áreas e as pessoas vivenciem e respirem esse movimento. Na verdade, estas ações estão diretamente conectadas. Quanto maior o entendimento, de todas as áreas, de que a tecnologia pode e deve gerar valor para o negócio, maior será a capacidade da empresa em inovar e desenvolver novas soluções digitais. Até porque, apesar de muitas companhias pensarem assim, o digital não está ligado apenas a geração de valor para o mercado, sendo liderado pelo marketing, mas também é uma ferramenta poderosa para otimizar processos internos e potencializar resultados em qualquer área. Ou seja, todas células e pessoas são responsáveis pelo digital.

E, para garantir este aculturamento, seguem algumas dicas que podem ajudar e fazer com que todos se engajem com esta causa:

1. Assuntos digitais, linguagem analógica

Uma grande barreira para as pessoas se engajarem com o tema são os termos técnicos e os neologismos deste mundo digital: Marketing Cloud, Big Data, Chatbot, UX, Growh Hacker, entre milhares de outros. Mas, com certeza, todos são passíveis de serem traduzidos e explicados de forma didática. Assim, garanta que a comunicação, mesmo sobre temas tecnológicos, seja simples, de fácil compreensão e inclusiva.

2. O foco da empresa ainda é o mesmo

A empresa deve entender que o digital é apenas mais uma ferramenta que ajudará a alcançar seus objetivos, e que o foco ainda dever ser o cliente. Em outras palavras, o esforço não deve estar em criar o máximo possível de ferramentas digitais, mas sim em como utilizar a tecnologia para garantir experiências diferenciadas e geração de valor para os clientes.

3. Aculturamento se constrói de cima para baixo

Não adianta o discurso ser bonito e encantador, sendo que este “chip digital” não está instalado na cabeça dos líderes. Na verdade, isso serve para qualquer processo de aculturamento e engajamento dos funcionários com alguma causa.

Desta forma, as lideranças precisam garantir que este tema seja recorrente em suas agendas e promoverem e reconhecerem as boas práticas e funcionários que se destacam.

4. Contra fatos, não há argumento, mas sim engajamento!

A melhor forma de engajar as pessoas, inclusive as mais céticas, é mostrar os benefícios obtidos. Assim, para todas as ações digitais, defina muito bem os KPIs, acompanhe constantemente e, principalmente, dê visibilidade dos resultados positivos. E, com certeza, um dos grandes benefícios do digital é a possibilidade de uma mensuração com bastante acurácia e profundidade.

Por fim, não espere alguma área ou pessoa responsável para que essa transformação aconteça. Como já disse, pensar digital é um dever de todos! Basta estar disposto e começar, mesmo que dentro do seu departamento e time, este aculturamento. Estabeleça e promova a cultura de inovação digital, sem esquecer: o foco sempre deve ser o cliente.


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Gabriel Saul Maialli

Atua como gerente de Estratégia de Marca e Digital Branding na Syngenta. É especialista em Branding pela Business School SP, ministras palestras e aulas sobre Gestão Estratégica de Marcas e é membro do Comitê de Branding da ABA.

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Para quem cresceu, assim como eu, na década de 1980, havia um item importante ao lado do telefone, acionado até então por um disco ou teclas, tão importante que costumava ser guardado em uma gaveta no móvel que dava suporte ao aparelho. A agenda telefônica. Nessa época era comum sabermos “de cabeça” o telefone de um bom número de amigos, familiares, bem como suas datas de aniversário. Éramos mais capazes? Não é essa a questão, o teórico das mídias Marshal McLuhan, criador do aforismos o meio é a mensagem, antecipou em décadas os efeitos da cibercultura ao dizer que os meios de comunicação são extensões do homem e que estes alteram nossa cognição e percepção rumo ao mundo social. Somos produto da nossa cultura e vivemos em uma cultura digital, algumas engrenagens desse sistema são mais visíveis, outras nem tanto, mas o fato é que essa sociedade redesenhou de maneira profunda as mais diversas relações encontradas nela. As relações com quem estão próximos ou pretendemos que um dia estejam, encontram respaldo nos comunicadores instantâneos que possibilitam os grupos de família e os aplicativos de namoro adicionam novas sociabilidades. Novos modelos de negócio surgiram e outros sumiram do mapa. Há no ar uma sensação que é tudo novo agora.

Ainda estamos na era da informação?

A capa da revista da Time de 2006, em seu suplemento personalidade do ano, trazia uma tela de computador e uma única palavra você! Além disso dava as boas vindas a era da informação. Em sua primeira fase a cultura digital viveu a era do upload, ou seja, alimentamos o ciberespaço com informações diversas, os sites, os serviços bancários, institucionais, entre outros, foram preencher um ambiente de 0 e 1 até que a chegássemos na era do download, onde estas informações passam a alimentar não apenas os gadgets, mas diversos outros aparelhos da chamada internet das coisas. Uma nova mídia que alterou profundamente diversas estruturas, a internet, também trouxe dilemas de um novo ecossistema em constante formação, mas foi quando a grande rede mundial dos computadores começou a criar a grande rede social, o Facebook, que esta nova mídia trouxe para o centro da mesa algumas verdades inconvenientes: As bolhas de informação, Fake News, a polarização e  o discurso de ódio. As redes sociais parecem caldeirões prestes a explodir e a comunicação por vezes se torna incomunicação. Que o Facebook não produz conteúdo todos já sabemos, porém também não filtra e literalmente qualquer coisa pode ser propagada e por um breve período, as vezes nem tão breve assim, adquirir status de verdade absoluta. Se está na internet é verdade! Não, não é!

Para tudo aquilo que não podemos racionalizar a respeito, não operamos somente no modo consciente, muito ao contrário, e por isso para um mundo que não compreendemos boa parte do preenchimento desta “realidade” virá de um pacote chamado crenças. Escolhemos rapidamente acreditar em uma determinada postagem, em um determinado conteúdo, porque ele dialoga diretamente com o que acreditamos. E nesse ponto há um desafio para todos nós. Em que devemos acreditar? Enquanto algumas imagens falsas afrontam algumas pessoas, outras se sentem confortadas porque elas reforçam sua visão de mundo. Esse material dirigido cria a tão falada bolha, ou seja, estamos recebendo conteúdos que não sabemos quem redige, se há um alguém de fato ou se está a serviço de uma engrenagem maior, não sabemos qual a linha editorial, se houve uma checagem de fontes, mas há geralmente um endosso de um amigo que compartilhou, de um familiar que colocou no grupo ou do sistema que separa para exibir somente aquilo que ele assume que você gostaria de ver.

É assim que nos separamos em bolhas, em nós contra eles e mentiras se propagam.

Pós-Verdade e as marcas

A pós-verdade se caracteriza com a sobreposição das crenças pessoais, olha elas novamente, acima dos fatos. O que eu acredito ganha o reforço dos algoritmos que mostram aquilo que eu desejo ver e não serei contraditado.

Robôs garantem que esse conteúdo, antigamente chamado de boato ou fofoca, se espalhe de maneira exponencial. Todos podemos ser vítimas de uma informação falsa ou de um ataque de comentários que visam desqualificar uma das riquezas da rede, a possibilidade de diálogos. Se o conteúdo é rei, checar a veracidade antes de compartilhar é uma grande riqueza. Mas há algo além. Em uma época em que as marcas passam a adotar propósitos claros e valores inegociáveis, se torna cada vez mais delicada a vivência digital.

Alguns pontos para atenção:

O tempo

Se antes das redes sociais digitais uma resposta em 24 horas era um gol e tanto, para os nativos digitais parece uma eternidade. A possibilidade de checar respostas o tempo todo, com auxílio dos smartphones, traz a ansiedade e a velocidade dos processadores que não para de aumentar alterando nossa percepção de tempo. Não crie canais de atendimento que não possam ser gerenciados para respostas rápidas. 24 horas já não é ideal, mais que isso é um problema.

Os valores

Por mais que soe atraente “surfar” em tópicos emergentes, a consistência é a mãe da percepção. Não atraia para si uma atenção que pode virar decepção se não há uma estratégia de produto e a comunicação será pontual e descartada rapidamente.

A diversidade

Ter uma equipe com representatividade baseada em diversidade vai proporcionar uma visão adequada de um mundo cada vez mais diverso. Diversidade é rentável, é estratégica e é justa.

O legado

De que forma você contribui com as questões levantadas até aqui. Como pode não depender de uma casa que não é sua? Ainda que você não possa abrir mão do Facebook e do Google, uma leve mudança de algoritmos faz toda a diferença. Os maiores anunciantes globais, P&G e Unilever, tem reduzido seu investimento em digital e pressionado o Facebook para adotar mais transparência com a questão do Fake News e os discursos de ódio. Apesar da redução, suas receitas continuaram a subir. Faz sentido para seus consumidores que de alguma maneira estas marcas cobrem uma melhora no mundo e sejam parte dessa solução, utilizando o poder que possuem.

A rapidez

Errou? Assuma rapidamente e veja como reparar. Detectou o uso de robôs para desqualificar sua posição ou pessoas que estão diametralmente em lado oposto aos seus valores? Responda com os seus valores! Ser claro e honesto fará um grande link com quem de fato acredita no que você acredita. Você não vai agradar todo mundo, porém não desagrade quem de fato comprou seu propósito.


Rodrigo Amorim: mestre em comunicação e pesquisador pela Faculdade Cásper Líbero. Com 15 anos de experiência em projetos de branding e comunicação para empresas nacionais e multinacionais. Professor em cursos de pós-graduação e palestrante.

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Em tempos de cibridismo já não podemos mais separar “estar online” de “estar offline”. O meio digital tem sido palco de atuação das relações humanas cotidianas, tanto profissionais quanto pessoais e a rapidez e praticidade oferecidas pela era digital interferem na nova forma de consumir o mundo contemporâneo.

A efemeridade – principal característica apresentada na filosofia da modernidade líquida, cunhada por Zygmunt Bauman – se faz presente e autêntica nesse contexto e nas vivências diárias de cada um de nós. A obra (Modernidade Líquida)publicada em 2001, traz afirmações sobre um cenário que mesmo depois de mais de 15 anos ainda é familiar, especialmente quando valida o fato de estarmos vivenciando um momento de brevidade em meio a uma sociedade que está rápida e constantemente sofrendo alterações para acompanhar as mudanças à medida que elas acontecem. Essa agilidade dos processos corrobora para que as pessoas cada vez menos se apeguem por muito tempo a coisas, lugares e ideais.

O fluxo de informações intercambiadas e de tecnologias envolvendo a troca tem permitido que cada vez mais pessoas tenham acesso a mais conteúdo. Em contrapartida vivemos um momento de saturação, no qual o usuário tem tantas fontes de onde consumir que é desafiador para quem fornece a informação competir não só pela sua atenção, mas por algo ainda mais importante: sua fidelidade.

A marca, ao perceber esse cenário, vem investindo em meios de entender o comportamento dessa geração de consumidores e propor uma relação mais próxima e de longo prazo. Além de representante de um produto, ela assume agora o papel de criadora de laços a partir das experiências emocionais que proporcionam ao público, reforçando o fato de que atributos anteriormente primordiais na tomada de decisão numa compra – como preço e qualidade – já não são mais a preocupação exclusiva de quem compra.

É importante enfatizar a diferença entre aspectos em torno da construção e fortalecimento da imagem de uma marca, uma vez que estes não necessariamente confirmam o seu sucesso. Reputação e credibilidade dependem de um posicionamento transparente alinhado às expectativas do consumidor e refletem o esforço empregado a longo prazo através do trabalho de marketing e branding.

Agora com suas forças centradas em oferecer ao consumidor valores humanos muito além de simples serviços, culturas ou produtos, o marketing não somente compreendeu a consciência do usuário como também o seu poder, ao percebê-lo dotado de acesso a tecnologias impactantes. O modelo de consumir evoluiu gradativamente à medida que o foco mudava num primeiro momento de produto para consumidor e posteriormente deste consumidor para o ser humano que ele é: dotado de personalidade, ideais e senso de individualidade.

Ao passo que clientes tomaram consciência do seu poder no meio, a comunidade global vem se adequando aos modelos “impostos”, centrando seus esforços em acompanhar a jornada desse consumidor emergente que é conectado e inquieto, numa tentativa de engajar.

Não há mais como negar que as características inerentes ao consumidor do momento são diretamente proporcionais ao aumento de conectividade e mobilidade que constituem agora sua realidade, tornando as relações com coisas e pessoas ainda mais efêmeras.

Do ponto de vista do marketing, o consumidor detém o poder decisivo no cenário atual e, apesar de parecer dicotômico, nesse momento ele tem manifestado muito mais seu lado humano. O desafio agora é então tornar marcas mais humanas: criar um fator de identificação com esse público que é constituído por um sem fim de personalidades que não tem nada em comum além de vulnerabilidade. As marcas vivem um momento em que não podem poupar esforços na aproximação com o público para criar laços de amizade.Ao abordar ansiedades e desejos que tocam o coração do público, as marcas passam a centrar seus esforços na auto realização ao passo que elas próprias se tornam também humanas.

Segundo raciocínio enfatizado por Gobé, é crucial a importância de se conectar com o coração das pessoas tomando como referencial os significados e expressões que revelam como as expectativas dos consumidores estão em constante mudança.

É possível interpretar que existe nesse contexto uma necessidade de constante reinvenção por parte das marcas para sobreviver no “mercado do momento”. Produto, preço, praça e promoção já não são mais os únicos motores que levam uma pessoa a consumir algo. As necessidades funcionais ainda estão presente e sempre existirão, mas as pessoas tem buscado algo mais, às vezes algo quem nem mesmo elas sabem exatamente o quê. E é aí que mora a oportunidade de tornar um cliente em fã: conhecê-lo ao ponto de saber o que oferecer pra ele em determinado momento – saber quem ele é.

Para saber quem é seu consumidor, uma marca precisa em primeiro lugar se conhecer e entender o que quer, para onde e como ir. Ao longo dessa jornada de descobertas, o propósito ganha vida de inúmeras possibilidades e ele nem sempre surge no ato da fundação de uma empresa. Espera-se que a busca pela alma do produto ou serviço oferecido guiem a empresa na solidificação e formalização da sua intenção. A evolução pode se dar de maneira imediata ou levar anos para se erguer; o importante é que aconteça de forma natural e orgânica, independente da sua dimensão: se refletindo em seus produtos, processos internos ou no compartilhamento.

A cultura da internet que hoje fomenta a criação e disseminação de conteúdo de forma massiva e num tempo outrora inimaginável é a mesma responsável pelo afastamento espacial dos seus usuários.

O meio digital revela-se como um grande desafio para o mercado atual: o de conciliar falar muito com conseguir também fazer muito. O alinhamento das expectativas externas ao propósito de marca tem se mostrado a aposta das empresas na conquista de visibilidade e engajamento. O “consumo de identificação”tem oferecido às marcas a oportunidade de passar por um processo desafiador de reinvenção, de reposicionamento, para transformar clientes em admiradores que a longo prazo se tornarão, além de fãs, porta-vozes do seu propósito.

A humanização tem funcionado como ferramenta no equilíbrio de brand equity assim como no aumento da consciência de marca no imaginário popular. A competição no mercado tem dado margem a obtenção de apoiadores aliados à marcas que representamideais que pessoas reais buscam enquanto indivíduos, para si próprias. A valorização da transparência em uma comunicação sem ruídos e sem rodeios tem oferecido às pessoas um relacionamento que elas estimam a ponto de desejarem repetir.

Investir na elaboração de um trabalho de branding com ênfase na humanização pode ser a essência da prática orientada para o desdobramento do propósito de uma marca. A longo prazo, o que uma marca pode vir a proporcionar ao seu consumidor ultrapassa as barreiras do produto em si: torna a experiência emocional e cria um relacionamento com valor agregado.


Samantha Bastos: graduada em Design Gráfico com Habilitação em Comunicação Visual e Ênfase em Meios Digitais pela UNIFACS e Pós-graduada em Design Digital e Novas Mídias pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. UX/UI designer com interesse especial em soluções de tecnologia envolvendo design e comportamento humano no meio digital.

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A contemporaneidade é marcada por uma nova economia digital, transformada por convergências tecnológicas, conectividades e inovações disruptivas, que estão impactando, de maneira coletiva, o comportamento dos consumidores e seu relacionamento com as marcas.

A transição da Era Industrial e da produção de massa, impulsionada pela crise do sistema financeiro em 2008, faz nascer um novo modelo de negócio: a economia compartilhada, que busca responder aos novos anseios de uma sociedade altamente informada, conectada e questionadora.

Em meio a competitividade acirrada, o grande objetivo das marcas é se destacar diante da concorrência. Estudar a fundo o perfil do consumidor e entender suas necessidades tornou-se um fator primordial para obter sucesso nos negócios. Surge então, uma evolução na relação entre marca e usuário, na qual a marca passa a buscar humanização, através da relevância, transparência e autenticidade, criando valor e apelo emocional.

Os conceitos de marketing evoluem frequentemente. O marketing 1.0, focado no produto, precede o marketing 2.0, voltado ao consumidor, seguido pelo marketing 3.0, centrado no ser humano, e chega ao marketing 4.0, defendido por Kotler (2017, p. 71) como uma abordagem que combina interações on-line e off-line entre empresas e clientes. O marketing digital e o tradicional coexistem no Marketing 4.0 com o objetivo de conquistar a defesa dos seus clientes.

Na era da conectividade e convergência, o poder é das pessoas. É o empoderamento dos usuários, e redes de conexões, que torna-os permanentemente ativos. São consumidores e, ao mesmo tempo, produtores de conteúdo.

A confiança virtual é hipersocial e sustenta-se através do compartilhamento de opiniões e comentários dos usuários. A comunicação torna-se horizontal e gera engajamento entre usuários e marcas que partilham das mesmas ideias, crenças e valores. Por isso, é essencial que a marca cumpra as promessas e expectativas desses usuários, com o objetivo de evitar qualquer tipo de desapontamento.

A economia compartilhada pode ser vista como uma forma de conduzir os negócios com consciência acerca dos seus impactos na sociedade e no mundo. É a transformação da propriedade privada em acesso compartilhado, que permite ao usuário pagar apenas pelo que realmente for usar. Ou seja, a oferta certa, para cada cliente, no momento exato em que ele precisa.

Assim, é possível proporcionar uma variedade maior de serviços sob medida para cada usuário, reduzindo o desperdício de recursos, à medida em que estes são utilizados de forma mais eficiente. Essa é a essência da ativação comunitária: aumentar o valor dos bens para o indivíduo, a comunidade e o meio ambiente.

A onda do compartilhamento está ocorrendo em diversos setores da economia, promovendo ações disruptivas e transformando a visão de negócios. Transportes, bens, espaços, comida, dinheiro, serviços, estudos, bem-estar, saúde, beleza, moda, mobilidade, logística e corporações, são algumas das áreas nas quais novas empresas tem emergido. Em maioria, startups visionárias com sede por inovação e conhecimento em tecnologia, dedicadas a trazer soluções e facilidades para o cotidiano com ideias capazes de criar um novo mercado e desestabilizar os concorrentes que antes o dominavam.

A sociedade está em constante evolução. Os negócios, atualmente centrados não só no produto ou usuário, mas sim no conjunto das relações e seu entorno com o ecossistema, buscam relevância e conexão pautadas no consumo colaborativo.

O grande desafio é proporcionar serviços e produtos que facilitem a vida das pessoas, ofereçam autonomia e flexibilidade e sejam financeiramente vantajosos, sustentáveis e criem um vínculo com o usuário, transformando essa jornada em uma experiência positiva e confiável.


Flavia Sawaya Sacamoto Santinon: Graduada em Design Gráfico e especialista em Design Digital e Novas Mídias pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, possui experiência e segmento off-line, mas encantou-se pelo mundo digital, atuando como UX/UI Design. Acredita que o design tem o poder de transformar e por isso é apaixonada pelo que faz.

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A internet chegou com tudo. Com a exceção de poucas pessoas bem reservadas no meio rural, quase todos sentiram e abraçaram (querendo ou não) os impactos dessa nova era, mudando também as dinâmicas do meio comercial. Consumidores e vendedores precisam entender quais artifícios estão ao seu alcance e qual é a relação entre eles. Já estamos tão habituados com essa realidade, que podemos ter adquirido uma visão míope sobre o que é ferramenta e o que é meio. Tamanha transformação e certo cômodo aumentam a necessidade dessa macroanálise. Afinal de contas: Qual é o papel da comunicação digital na economia colaborativa?

Pra começar, vamos definir esse novo modelo econômico. A economia colaborativa (ou compartilhada) é aplicada a todo modelo de negócio que se baseia na capacidade excedente para proporcionar a divisão desse bem, seja ele material ou imaterial, e é intermediado por uma plataforma. Inclusive, tem chamado a atenção a abrangência de objetos que participam desse processo. Entre os bens materiais já estamos falando de carros, roupas, móveis, imóveis, utensílios de fotografia, celulares e muito mais. Já os imateriais contam com tempo, conhecimento e espaço. Qualquer um que tenha uma dessas coisas pontuadas tem a possibilidade de rentabilizar. Basta estar disposto e abrir uma conta no respectivo site ou aplicativo. Agora, de onde surgiu todo esse excesso que está sendo dividido entre peers? A cultura que desenvolvemos aliada às apuradas técnicas de marketing foram umas das principais causas do consumismo, que pode ser definido como o comportamento excessivo de compra que atropela consequências pessoais, ambientais e sociais. Esse hábito pode nos transformar em verdadeiros acumuladores ou nos forçar a descartar produtos que ainda estão em ótimo estado. Difícil dizer qual desses caminhos é pior, sinceramente. Pensando nisso, Robin Chase percebeu que “o compartilhamento, na verdade, é uma questão de descobrir como mobilizar a capacidade em excesso já existente”. Ela, então, definiu 3 teses que fundamentam a economia colaborativa. São eles:

  1. As pessoas estão dispostas a compartilhar em vez de comprar.

Essa parte está muito associada à mudança de comportamento do consumidor, envolvendo um processo de compra mais consciente e com a receptividade à ideia de compartilhar objetos com outras pessoas.

  1. Temos plataformas tecnológicas que alavancam esses compartilhamentos.

Dividir não é uma ação do homem moderno, longe disso. Já sabíamos fazer isso de diversas formas com vizinhos, amigos e parentes. A questão é que a inclusão das redes sociais e aplicativos nos aproximaram de muito mais gente, desconhecida ou conhecida, alavancando bruscamente os compartilhamentos.

  1. As empresas irão confiar sem demasiada supervisão que seus clientes terão cuidado com os bens compartilhados.

Essa atitude permite que a relação do prestador de serviços e o cliente seja muito mais natural, melhorando muito a experiência para os dois lados.

Vamos aproveitar essa última tese e falar sobre confiança. Acredito que a grande maioria das pessoas pense que esse é um dos pilares para qualquer relacionamento. Relacionamento que temos com muita gente, inclusive com quem não gostamos. E com as empresas não tem sido diferente, nos relacionamos com elas e vice-versa, depositando confiança um do outro. O próprio Walter Longo diz que, além da mídia digital, há um componente de envolvimento e engajamento que muda tudo. Isso pode explicar a forte presença de marcas nas redes sociais, assim elas podem ficar entre nós e estabelecer vínculos mais facilmente. A mudança de valor que vemos se reflete na transformação do consumidor em mídia ativa. A relevância do que achamos ou deixamos de achar sobre um determinado serviço ou produto aumentou muito, uma vez que temos redes sociais e grandes sites de avaliações de clientes, como Reclame Aqui ou TripAdvisor. O novo boca-a-boca é muito mais forte principalmente pela escala em que ele tem acontecido, graças à tecnologia, e, se tem alguma empresa que ainda não está atenta a isso, é melhor incluir algumas ações nesse sentido no próximo planejamento de comunicação.

Já temos muitos cases interessantes relacionados a economia colaborativa, tanto os que deram certo e estão consolidados quanto os que se extinguiram. O que pode ser ressaltado que a grande maioria deles tem em comum, principalmente os bem sucedidos, é que devemos valorizar e compartilhar a inteligência gerada por comunidades conectadas e que podemos fazer um melhor aproveitamento dos recursos intangíveis, como capital humano e sócio-cultural. Devemos reforçar que essa mudança de mentalidade com o desenvolvimento tecnológico podem nos aproximar da sustentabilidade próspera.


Murilo Rodrigues Conceição:  formado em publicidade e propaganda e pós-graduado em comunicação organizacional pelo Centro Universitário Belas Artes, de São Paulo. Marketeiro otimista que acredita muito mais no desenvolvimento coletivo. Tem um grande amor pela arte em geral, participando efetivamente de alguns projetos nacionais. Adora papo de elevador e é mais pontual do que gostaria.

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Para muitos a Moda é lançar tendências que inspirem as pessoas seja na área têxtil, de utilitários, do couro na produção de sapatos e bolsas, nos acessórios, entre outros. Para outros, a Moda é: o conjunto de opiniões, gostos, assim como modos de agir, viver, sentir e se expressar. É mostrar a identidade de cada indivíduo através da forma como ele age, se comporta e uma fonte de expiração para muitos.

Estima-se que a Moda deu-se início desde a época que os serem humanos passaram a colorir peles para se protegerem do frio e posteriormente no período bizantino onde aparecem os primeiros tecidos dentre eles a seda na Ásia, tingida em diversas tonalidades e os bordados clássicos Indianos, Chineses e Árabes.

Com o passar do tempo e com o desenvolvimento do trabalho artesão, a Moda passou a fazer parte das pessoas na produção de vestes personalizadas para a nobreza que era visto como símbolo de poder na época. As vestes coloridas e bem trabalhadas de acordo com a cultura de cada país chamava atenção pelas ruas e enxia os olhos de brilho tanto de damas e cavalheiros junto com as jóias e acessórios que davam um complemento.

Com o passar dos anos as vestes foram se transformando de acordo com cada época, os trajes se tornaram mais leves, surgiram saias, vestidos, casacos, conjuntos de tiê, posteriormente as calças até chegar à modernidade que é hoje.

Foram várias transformações e tudo que vai volta com um estilo modernizado trazendo, assim, grande variedade de produtos.

Acompanhar as tendências da indústria fashion faz parte já do cotidiano de muitos curiosos de plantão atualmente.

Mas como é possível a moda hoje estar tão presente na vida das pessoas além do que é mostrado nos desfiles, nos canais de TV e nas lojas?

 

Bom, a partir dos anos 2.000 a internet tomou um rumo diferente da década de 90 e abriu portas para muitos usuários.

As redes deixaram de serem discadas nos computadores o que dificultava o acesso as informações e a internet passou a ser comercializada de forma mais aberta a todos.

Passamos realmente por uma grande revolução no setor de tecnologia, isso não aconteceu somente para os computadores, mas também para os celulares que deixaram de serem básicos e passaram a serem chamados de smartphones com grande capacidade de armazenamento e acesso a diversos aplicativos.

Essa transformação toda influenciou vários setores e impactou muito a indústria da moda no sentido em que abriu portas no mercado de trabalho para novas áreas dentro desse setor como: Gestão de Marcas, Gestão de Marketing Digital, Gestão de TI com foco em produção de aplicativos, Gestão da Comunicação, Gestão de Eventos e muito mais. Apareceram novas ferramentas de trabalho como: SEO, Google Anlystics, CRM, Inbound Marketing, Gestão de Conteúdo, etc.

Essas ferramentas podem atuar em conjunto para melhorar o acesso às informações na internet via digital para: blogs, websites, redes sociais, canais online, vídeos e podcasts.

Atualmente pode-se ter acesso a tudo isso com um click em nossos computadores e smartphones.

A Moda está passando ainda por essa transformação com a necessidade de adaptar-se ao meio digital e saber trabalhar suas marcas e produtos de forma coerente.

Porém, tudo tem seu lado positivo e negativo. Vamos começar pelo positivo: você pode publicar uma coleção de estilista completa seja com fotos no Instagram e Facebook ou, por exemplo, através de um vídeo completo do desfile feito na Fashion Week e muitas pessoas vão ter acesso a este conteúdo e terem a liberdade de expressão de opinarem, mostrarem ou não interesse pela marca ou ainda com um click entrarem na página divulgada e comprarem todos os looks.

O Meio digital é uma boa forma de divulgar os produtos através de um bom trabalho com gestão de conteúdo, feito com as postagens nas redes sociais referentes: a forma como a marca se expressa com seus seguidores, fornecer um bom atendimento nas redes sociais para esclarecer dúvidas, realizar posts diários de mixagem de peças, divulgação de newsletters sobre lançamentos, ações sociais, promoções e muito mais.

É possível criar e propagar muita informação nas redes sociais com essas ferramentas mencionadas. Porém por outro lado as marcas ficam muito expostas e se essas ações não forem trabalhadas com muito cuidado, tudo que foi feito pode cair água abaixo. Por estarem muito expostas. as marcas podem ser alvos de críticas sociais diversas, outro ponto é que a internet é um livro aberto – tudo que é publicado é visualizado por muitas pessoas ao mesmo tempo, de certa forma um conteúdo pode viralizar muito rápido após ser divulgado.

Um bom exemplo disso foi o que aconteceu com a marca Reserva de vestuário masculino. Essa marca carioca achou que colocar os manequins negros de ponta cabeça nas vitrines de suas lojas para anunciar a época de “sales” seria uma boa estratégia. Mas não deu muito certo. Após a Reserva divulgar as fotos das vitrines em sua página do Facebook e Instagram, muitos usuários se manifestaram de forma negativa, informando que a ação foi de mau gosto e preconceituosa. Então a marca se defendeu e disse que não havia intensão de mostrar isso e teve que se justificar publicamente sobre o assunto.

Às vezes pensamos que é uma boa ideia nos arriscarmos mais, produzir algo diferente para atrair o público com nossos produtos e comportamento, mas realizando de forma errônea a ação pode não agradar boa parte do público.

Por isso, hoje em dia tudo que se faz no meio digital deve ser feito com uma atenção devida. Utilizado o meio digital de forma sábia pode agregar muito. O importante é nunca esquecer que toda marca tem sua identidade e essência, por mais que ela não respire com livre espontânea vontade como nós, seres humanos, mas somos nós que damos vida a ela.

Os blogs também são grandes influenciadores no meio digital quando se fala em acompanhar tendências desse setor.

Com as redes sociais surgiram as blogueiras, pessoas que postam sua rotina em uma espécie de diário online. Existem blogueiras e blogueiros de diversas categorias como o fashion, food, desing e arquitetura, triper (viajante) e entre outros.

Essas pessoas impactam e muito a vida de nós seres humanos. Elas chegam a ter milhares de seguidores que interagem com elas, se identificam com os looks, vão atrás das peças e compram. São grandes influenciadores no comportamento de consumo da Moda.

As celebridades que exibem peças de grandes estilistas em novelas, programas de TV e eventos sociais passaram a influenciar menos as pessoas desde 2004 com o surgimento das primeiras blogueiras.

Fique claro que existem blogs tanto para o âmbito feminino que é a maioria no caso e no masculino que vem crescendo cada vez mais e conquistando o seu espaço na internet.

O e-commerce, venda de produtos online na web é uma forma que ganhou o seu espaço com as lojas online com a utilização de provadores virtuais.

As pessoas estão sempre na correria sem tempo para nada e o e-commerce surge com a proposta de entregar produtos na comodidade da sua casa via correios ou transportadores.

A Dafiti, e-commerce online que vende: roupas, sapatos e acessórios para mulheres e homens com diversas marcas nacionais e algumas importadas vieram com essa proposta, se consolidou nesse mercado conquistando uma grande parcela do seu público. O diferencial é a rapidez na entrega e a possibilidade de ser com hora marca, fora o atendimento prestado via chat online.

Cada e-commerce tem a sua essência, existem alguns como o Magic Box, onde mulheres trocam produtos online através de uma caixa. A pessoa pode usar o vestido uma vez em um evento e passar a caixa adiante para outra colega usar, com um custo baixo e tudo isso feito pelos correios. Foi um projeto bem interessante e se consolidou com muita força nos EUA. Garante a forma das mulheres evitarem repetirem roupas nos eventos.

A moda faz parte do comportamento de consumo de cada individuo,abre portas para a cultura e o design também, conseguindo gerar novas tendências e satisfazer seus fiéis seguidores, deixando com aquele gostinho de quero mais.

A Casa Cor é uma mostra de arquitetura, arte e decoração que acontece todo ano entre Maio e Julho geralmente.

Essa mostra acontece praticamente no Brasil inteiro e em São Paulo alguns estilistas de moda já entraram nesse setor.

Martha Medeiros estilista brasileira consagrada pela alta costura em vestidos de festas participou da mostra de 2016, foi possível ver peças clássicas da estilista expostas nos ambientes criados pelos arquitetos da Casa Cor tornando-os bem realistas, como se alguém realmente vivesse ali.

Esse co-branding deixa bem claro como a moda vai além da confecção de roupas, ela faz parte do nosso cotidiano e abraça outras categorias que envolvam design, arquitetura e a arte.

Essa indústria da moda trabalha com todos os cinco sentidos humanos: visão, audição, paladar, tato e olfato.

Visão: o primeiro impacto que se tem quando se visualiza uma peça ou a coleção do estilista por completo e/ou por um clip.

Audição: pela música atrelada à identidade da marca, quando entramos em uma loja, ou visualizamos um clip que possua algo marcante.

Paladar: esse sentido é muito trabalhado em eventos da marca ou em coquetéis de lançamento utilizando comidas e bebidas.

Tato: pelo toque dos tecidos, texturas e bordados.

Olfato: se a marca possui uma essência própria que a identifique de longe. As marcas Loungerie e Le Lis Blanc, por exemplo, trabalham muito com este sentido através do uso de um perfume feito exclusivo e a segunda inclusive o vende como essência para ambiente.

Essa estratégia é conhecida como Brand Sensorial, uma tática que traz vida as marcas.

Existem muitas formas de trabalhar com as marcas, independente do setor que atue, o importante é só saber aplicar a melhor ideia para o seu negócio e a torna-la rentável.

Em momentos de crise o marketing digital ganha mais espaço com a expectativa do corte de gastos com publicidade em TV e mídia impressa.

O digital por um lado alcança uma massa maior, é possível cortar os gastos, investir em e-mail marketing e newsletters para “prospects” e clientes convencionais, é bem maleável, mas ao mesmo tempo catastrófico se não comunicado da maneira correta.


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Priscila Carvalho Ferrari

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e com a pós-graduação em Gestão de Marcas e Branding pela Business School São Paulo. Apaixonada pela área de marketing e branding. Trabalha desde 2008 com marcas e atualmente está em uma agência de licenciamento de marcas. Gosta de viajar, comer em diferentes lugares e aprender novos idiomas. Ela acredita que inovação e criatividade caminham juntas no meio corporativo.

Referências:

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/215633/Marca-de-Luciano-Huck-volta-a-ser-acusada-de-racismo.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_moda

http://www.significados.com.br/moda/

http://modahistorica.blogspot.com.br/

http://historia-da-moda.info/

Portal

http://revistas.udesc.br/index.php/modapalavra/article/view/1982615×08162015116/4643

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A terra gira em torno do sol e em torno de si mesma, translação e rotação, mas será que não ficamos tontos?

No atual momento, somos sobrecarregados de estímulos vindo das mídias tradicionais e digitais, são campanhas, filmes, notícias, produtos, serviços, aplicativos… Uma tempestade de marcas, o que permite a interação constante e imediata com o que acontece por toda parte, em tempo real e em qualquer lugar. Ficou tonto?

Mais do que uma tempestade de marcas, um temporal de escolhas. Estamos expostos a um painel gigantesco de opções que nos obriga a buscar mais informações, mais opiniões, interagir mais nas redes sociais com as pessoas e com as empresas. E ainda não se pode esquecer do trabalho, da família, dos amigos e claro, de você.

Preciso de tempo, quero tudo na mão, comodidade, antecipe-se, surpreenda-me, quero experimentar, me escute… Ué, mas as empresas e marcas não devem só entregar o produto e que ele atenda as necessidades do cliente? Já passou o tempo que o cliente só queria a entrega do produto a um preço justo e que atendesse a sua necessidade… Agora o cliente é ativo e gerador de conteúdo, faz e acontece e as marcas têm que acompanhar toda essa movimentação.

Viver e sobreviver como marca dentro do atual mercado é um grande desafio para as empresas. As marcas devem estar presentes onde seu público está. No entanto, para estar onde e quando o consumidor quer, as organizações devem combinar as plataformas e estratégias tradicionais (ou conhecidas como off-line) com as digitais (as famosas on-line).

Pensando no digital, o mercado disponibiliza diversas tecnologias que combinadas podem trazer o resultado esperado a empresa, mas CUIDADO… As plataformas e estratégias digitais estão a disposição para otimizar e alavancar a marca e o negócio da empresa, no entanto não se deve simplesmente utilizar todas as plataformas disponíveis para criar presença no ambiente digital. É necessário, como Martha Gabriel já mencionou em seus trabalhos, que qualquer estratégia desenvolvida no ambiente digital ou no tradicional esteja ligada ao objetivo de marketing da empresa. É importante atender este objetivo, caso contrário serão ações isoladas e sem significado, que não contribuíram em nada à marca.

Desta forma, entender que em um ambiente de mercado, cheio de informações e estímulos, marcas e empresas atuando com diversas plataformas, se não houver um objetivo claro e ações alinhadas, é dinheiro jogado fora e confiança não conquistada.

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Imaginemos uma marca que não possui presença na internet (apesar de difícil, isso é muito possível, pois não faz ou não fazia parte do negócio dela), queira buscar esta presença para reforço da marca e reconhecimento de seus principais públicos. Ela faz campanhas muito bacanas através das mídias tradicionais como TV, revistas e jornais. Agora pensando no digital, ela deve simplesmente transferir tais campanhas direto no seu site, igualmente nas redes sociais e ainda disponibilizar o conteúdo em plataformas mobile? CUIDADO! É fundamental manter a mesma mensagem, mas a maneira como ela será transmitida é diferente.

Outro fator essencial que se deve observar está ligado às características de cada plataforma, por isso há a necessidade de conhecer todas as possibilidades, tendo em vista a clareza do objetivo de marketing e assim definir o conteúdo e a linguagem específica de cada uma.

O Facebook é específico para relacionamento, portanto é necessário que a empresa e a marca queira se relacionar com o público (como isso fosse inevitável) e tenha uma equipe e conteúdo preparado para isso. O site deve ter conteúdos específicos e detalhados da empresa e do negócio. Se vou disponibilizar conteúdo mobile, que ele seja específico para esta plataforma, ao usar ferramentas de busca, devo criar mecanismos para ser achado, dentro do meu site e redes sociais e, reforçando, alinhados ao objetivo de marketing. O ideal é que as campanhas sejam multiplataformas, atendam e sirvam para todas elas.

Sem o alinhamento de todas as plataformas e conteúdos, a confusão está armada! Confusão na comunicação e nas informações internas, afinal cada um faz de um jeito. Confusão na mente do público que receberá tanta coisa e terá a sua atenção voltada possivelmente à marca que se destaca, e provavelmente (não é regra) será àquela marca que melhor elaborar seu plano de marketing e conseguir fazer com que as plataformas digitais e tradicionais sejam grandes armas a favor da marca e do negócio. Afinal a tecnologia está à disposição de todos, o importante é saber usá-la adequadamente.

E voltando para o inicio de nosso papo, estamos girando. A terra gira em torno do sol e em torno de si mesma, translação e rotação, mas será que não ficamos tontos? Diante das grandes e rápidas transformações que o mundo enfrenta, a dinâmica das mudanças, a quantidade de informações e marcas no mercado… ouso dizer que SIM… ficamos tontos.

Referências

GABRIEL, Martha. Marketing na Era Digital. São Paulo: Novatec Editora, 2010.
O Globo. http://oglobo.globo.com/tecnologia/a-publicidade-que-se-reinventa-pela-internet-11550204
Revista Exame: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/ricardo-eletro-integra-publicidade-online-e-offline

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