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É comum hoje a união de marcas afim de parcerias comerciais e venda de novos produtos, com o objetivo de conquistar novos públicos. Porém, muitas das vezes, as marcas acabam confundindo consumidores com identidades e mensagens diferentes. Algumas das “leis de Aaker” de cada marca acabam ficando de fora na hora de expor. A escolha certa de um co-branding, a união de duas marcas para um objetivo em comum, deve ser vista acima de um acordo comercial a curto prazo, pois pode ser muito vantajoso apenas para um dos lados.A longo prazo, nem sempre a parceria traz os resultados esperados.
A marca brasileira Mormaii entrou no mercado de surf infantil com a Turma do Prancha, criada por Anderlin Junior que possui um elenco rico de personagens. São eles Prancha, Pranchinha, Pranchão e Morie. Todos têm formato de prancha de surf e possuem características relacionadas ao esporte, natureza e saúde. A parceria é interessante para atingir novos pequenos fãs da marca Mormaii, já que necessitam de aprendizado, e é válida também para a Turma do Prancha, que entra no mercado com uma marca reconhecida nacionalmente por atuais compradores adultos. Além disso, as duas empresas compartilham de valores semelhantes. Um caminho para a conquista do público infantil é através de jogos, livros, materiais escolares, esporte, entre outros, como os que já estão no mercado por meio de empresas terceiras que fornecem estes produtos para a Mormaii.
Um conflito que acaba ocorrendo seria no naming de todo este contexto. Como ficaria a parceira com a união de marcas? “Mormaii Turma do Prancha”? “Turma do Prancha Mormaii”? Como força maior de mercado a linha de produtos infantil da Mormaii está ganhando os personagens, porém, sem a marca Turma do Prancha. Em alguns casos ter o nome do fornecedor no produto acaba sendo negativo, por deixar a negociação comercial muito explícita para o consumidor e confundindo a identidade de produto.
Quanto mais personagens, conteúdo, nome de linhas de produtos, maior deve ser o investimento. E quanto menor a quantidade desses itens, mais fácil e rápido o caminho será para “emplacar” uma marca ou mix de produtos.
Por consequência disso, a marca Mormaii escolheu ficar apenas como linha infantil Mormaii com seus personagens,não usando neste momento a nomenclatura da marca Turma do Prancha.
A união de empresas para um fim comercial normalmente é prejudicial para a identidade visual, entre outros fatores, de uma das marcas negociadas. Nesse caso, a Turma do Prancha ficou de fora, mas os seus personagens foram incorporados pela Mormaii, gerando um co-branding positivo para ambas. As duas empresas possuem os mesmos valores e buscam o público infantil, gerando resultados positivos para a parceria.

 

EduardoEduardo do Rosário

Atua na área de branding e marketing, atualmente coordenador de marketing do Grupo Maria’s. Atuou como Gerente de Contas na Mormaii desenvolvendo projetos de branding com a marca. Pós Graduado em Marketing e Gestão de Negócios pela ESIC e graduado em Desenho Industrial pela PUC em Curitiba.

erosario.com.br

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Hoje as marcas estabelecem um importante vínculo entre empresas e consumidores, caracterizadas como o conjunto de associações que representam e diferenciam uma empresa, produto, serviço, pessoa ou ideia de outras com propostas semelhantes, as marcas constituem um ativo de importância ímpar para aqueles que as detém.

Quando orientadas pelo propósito as marcas traçam uma curva de atuação coerente e sustentada por valores compartilhados por todos os seus stakeholders. O que  se reflete na estimada percepção de integridade; transmitindo confiabilidade e segurança para quem opta por se relacionar com a marca em questão.

É nessa relação entre marcas e consumidores que residem conceitos importantes como o de posicionamento, ou seja, “o lugar” almejado na mente do consumidor e o de proposta de valor, tema a ser aprofundado a seguir.

Mas o que é valor? 

Vamos começar a discussão com uma citação atribuída ao investidor americano Warren Buffet, “preço é o quanto você paga, valor é o que você recebe”, que diferencia valor de preço.

Indo além, “valor consiste numa avaliação subjetiva, pelo cliente, de um conjunto de benefícios recebidos em troca dos custos incorridos para escolher, adquirir, utilizar e descartar um produto” (LIMA, pg.87). Tal definição pode ser esquematizada da seguinte forma:

 Valor percebido = benefício percebido/custo percebido 

É um conceito invariavelmente relacionado à ótica do consumidor e por isso sua avaliação e construção se torna algo complexa para as marcas que, com base em seu propósito, precisam estabelecer uma estratégia que possibilite o equilíbrio entre os seus ganhos almejados (lucro, construção de imagem, market share, etc.) e aquilo que é desejado pelo consumidor.

O que é difícil, pois exige a análise sobre a ótica do outro e a construção de uma comunicação consistente sobre a prerrogativa de que ela referencia a compreensão do interlocutor.

Imagine a seguinte situação: uma cliente está à procura de uma bolsa para comprar. Seu objetivo é ter uma necessidade atendida. Funcionalmente essa necessidade consiste em armazenar e transportar objetos de uso pessoal no seu dia a dia. Mas as necessidades vão além disso e se relacionam com benefícios. Essa mesma bolsa pode representar para a cliente estar na moda, ser elegante, reforçar status, pertencer a um grupo seleto, ser reconhecida como uma pessoa séria, profissional, irreverente ou despojada. Ou seja, além da necessidade de uso, materiais e características físicas, a escolha da bolsa consiste em diversas outras questões. Se relaciona com os benefícios que ela proporciona.

E se benefício é tudo aquilo que o cliente recebe além do uso (funcional) e do esperado ele se torna subjetivo, intangível e sofre variações de grupo para grupo.

Nessa relação entre o benefício recebido e o preço pago pela oferta que as marcas estabelecem seus pilares de diferenciação. É isso que faz com que a entrega da Louis Vuitton seja diferente da entrega da loja de departamentos, assim como a variação na ordem de milhares no preço de uma e de outra.

Entender essa dinâmica é essencial para a tomada de decisões por parte do gestor de marca.

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Vamos falar de esporte. Mais precisamente de uma marca mundial muito famosa, que por curiosidade o esporte no qual ela atua não é dos mais praticados do mundo.

tattooEsqueçam Flamengo, Barcelona, Real Madrid, Los Angeles Lakers, essas marcas não chegam aos pés do New York Yankees, o time de baseball que transcendeu o ambiente esportivo e se tornou um dos símbolos mais importantes da moda urbana.

Hoje, em qualquer lugar do mundo é possível encontrar pelo menos uma pessoa ostentando um boné com o logotipo da marca. Os Yankees são uma unanimidade, mesmo atuando num esporte que nem é o mais popular de seu país, perde para o futebol americano.

Um dos símbolos de Nova York, cidade considerada a Capital do Mundo, situado no popular bairro do Bronx, com seu templo Yankee Stadium, o time existe há mais de 100 anos, é o maior campeão da MLB, liga norte-americana de baseball e tem um valor de mercado de US$ 2,5 bilhões, sendo considerada uma das equipes esportivas mais valiosas do mundo*.
http://youtu.be/X03_bNuihLU
A marca dos Yankees define um estilo de vida, é extremamente tradicional, com uma torcida fanática, é parte importante da cultura nova-iorquina, envolve famosos, atletas de outros esportes e países, músicos, pessoas do mundo inteiro, além de representar um bairro tão peculiar que abriga pessoas de diversas origens e classes sociais como o Bronx.

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NY Yankees – Nossa história. Sua tradição!

*fonte: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2014/07/real-madri-e-equipe-mais-valiosa-do-mundo.html

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Após a conquista do time alemão na copa do mundo realizada no Brasil, o que vi nas redes sociais e nas rodas de conversa foi a boa impressão em que a seleção deixou para nós brasileiros. Eles não conquistaram apenas o título maior do futebol, mas sim todo carisma e apoio de muitos cidadãos brasileiros.

A começar pelo lugar escolhido como centro de treinamento, em sua permanência no Brasil, foram recusadas todas as opções oferecidas pela Fifa, e construíram nada mais nada menos que um resort com 65 quartos em uma área de 15 mil metros quadrados em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, com toda infraestrutura necessária para a preparação da equipe, inclusive estradas de acesso.

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Durante os jogos, eles fizeram uma doação para um projeto social, promovendo melhorias a única escola da região e também doaram dinheiro para os índios locais, que será utilizado para comprar uma ambulância para a aldeia.

Não só de boas ações eles impressionaram os brasileiros, a simpatia de toda equipe, a forma com que eles interagiam com todos, vestindo camisetas de times nacionais, cantando e dançando músicas brasileiras, deram um show nas redes sociais com posts em português e incentivando a nossa seleção, e por incrivel que pareça torceram para o Brasil, pois foram flagrados até comemorando a vitória do Brasil contra o Chile. Tudo isso unindo com a contratação de toda mão de obra local, ao invés de trazer do próprio país.

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A amarga derrota que sofremos dos Alemães não deixou nenhum brasileiro com raiva, muito pelo contrario, creio que a grande maioria torceu por eles na final contra nossos rivais argentinos, afinal mostraram total solidariedade para com nossa derrota, não fizeram brincadeiras e ganharam todo respeito dos brasileiros pela humildade apresentada.

O time alemão deixou seu legado com sua marca diferenciada na memória de todos nós.

Os patrocinadores se beneficiaram e muito com esse sucesso alemão, pela Adidas foram vendidas mais de 5 milhões de camisetas oficiais, sem contar a famosa número 2, inspirada no Flamengo, maior torcida brasileira. Melhor retorno de marca que esse, não teria como mensurar, com esse maravilhoso trabalho de marketing.

A solidariedade alemã não terminou após a copa, Ozil, um dos destaques do time, doou seu prêmio recebido a 23 crianças brasileiras que necessitam de uma cirurgia e a cidade de Santa Cruz Cabrália vive um aumento na procura de turistas.

O que aprendemos com isso?

Um belo exemplo de marca com marketing integrado, não apenas nos discursos dos jogadores, mas em um contexto em geral, nas redes sociais, atitudes, solidariedade e carinho. Eu honestamente mudei minha opinão com relação aos alemães, considerava eles pessoas frias, mas depois dessa copa pude ver tamanha bagagem cultural, organização e carisma que eles possuem, realmente foram campeões merecidos em todos os aspectos. Um belo exemplo para nos espelharmos.

Confira o vídeo “Obrigado Brasil“:

http://tv.dfb.de/video/obrigado-brasil/9036/

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pipoca

Você já ouviu falar no pipoqueiro Valdir? Provavelmente, sim. Mas, se não ouviu, irei apresentá-lo agora.

Valdir é um pipoqueiro de Curitiba, bem famoso na região, que agregou diversos “itens” ao seu trabalho e fez com que, o que deveria ser apenas mais um carrinho de pipoca pelas ruas, se transformasse em símbolo de credibilidade, confiança e simpatia.

Se procurarmos pelo nome dele no Google, iremos achar diversos vídeos e matérias sobre o trabalho que faz, destacando, principalmente, o lado empreendedor.

De fato, podemos dizer que ele criou elementos jamais vistos nesse segmento. Porém, o que quero destacar aqui, mais do que o lado empreendedor dele, é a capacidade de agregar valor – e diferenciais – ao seu negócio. Para mim, é um ótimo exemplo do branding na prática – ainda mais pela pouca estrutura e, talvez, pelo pouco conhecimento dele sobre essa área.

Em um dos vídeos, ele, em quase 6 minutos, fala sobre todas as ações implantadas no seu negócio, justificando, com propriedade, a importância de cada uma delas.

Primeiro, destaca a simpatia – receber o cliente com um sorriso no rosto, estar bem-humorado, ter respeito e, inclusive, mimar todo mundo que compra a sua pipoca. Sim, ele sabe que atendimento é um dos pontos cruciais para fazer o cliente pensar em voltar a comprar o produto dele. Nesse quesito, além de demonstrar essa simpatia, todo cliente recebe um “chorinho” da pipoca – você paga por um pacote, mas tem direito a “mais uma porçãozinha” como agrado! E qual cliente não vai gostar disso? Estamos falando de pipoca: aquele alimento que você quer sempre mais. Simples, não é?

Além disso, normalmente, quando compramos algum alimento na rua, tentamos não pensar muito nos cuidados de higiene que o local tem. E é aí que se instala um dos maiores diferenciais do negócio do Valdir. Ele preza, se preocupa e faz questão de mostrar que a higiene do carrinho é impecável. Como? Bom, vamos por partes – além do chorinho, o cliente ganha um kit higiene, embalado, que contém guardanapo, palito de dente e bala de menta, sem esquecer do álcool em gel, sempre à disposição dos fregueses. Mais uma vez, estamos falando de pipoca: aquele alimento que se come com a mão e que sempre deixa uma casquinha de milho no dente. Ou seja, o Valdir pensa no freguês antes, durante e depois de consumir o seu produto.

Para ajudar no processo de transparência, nesse kit há um “manualzinho” que explica todo o procedimento de higiene feito no carrinho.

É, mas não para por aí – todos os utensílios e também, a bancada onde ele armazena a pipoca, são desinfetados diariamente. Bem, ele poderia, simplesmente, falar que faz isso, mas, lembre-se, trata-se de um lugar que funciona ao ar livre, sem cozinha nos fundos – ou seja, está ali, para todo mundo ver. Tudo bem, talvez vocês digam que isso não seja mais do que a obrigação dele – e de qualquer pessoa que trabalhe com comida, mas vamos reconhecer o mérito pensando que, infelizmente, poucos levam essa obrigação a risca. E, se ainda não estiver bom, agora vem a melhor parte: o pipoqueiro Valdir tem um avental por dia de semana. Pensando em como conseguiria comprovar isso aos seus clientes, teve a fantástica ideia de… bordar o dia da semana em cada avental. Segunda-feira no avental de segunda, terça-feira no avental de terça, e assim por diante. Nas palavras dele, isso é feito “para que o cliente tenha a certeza de que o avental é trocado diariamente.”. Simples também, não é? E criativo. Além de necessário para o negócio.

E, como se não bastasse, os clientes recebem um cartão fidelidade, a cada cinco pacotes de pipoca, um é de graça. Isso mesmo, o Valdir tem ação de relacionamento com o seu público! Além disso, ele também quer poder divulgar o seu negócio não só nas ruas, mas na internet. E, por isso, tem site, Facebook e Twitter.

Como qualquer bom negócio, a pipoca do Valdir também tem os elementos de bastidores, aqueles que a gente não vê acontecendo, mas que fazem a diferença no resultado do trabalho. De acordo com suas próprias palavras, a saúde do freguês precisa estar em primeiro lugar e, pensando nisso, mudou o óleo de soja por óleo de girassol e de canola, que são mais saudáveis. O milho que ele usa é argentino, que deixa a pipoca maior, mais macia e com menos casquinha.

Se você está se perguntando sobre o preço da pipoca, bom, de acordo com o próprio Valdir, “o cliente tem qualidade e paga o mesmo preço”, o que me leva a acreditar que os valores dele não devam ser distantes do que a concorrência cobra.

Mas o que mais me chamou a atenção foi quando ele disse que poderia utilizar o carrinho como espaço de vendas para outros produtos – como doces, amendoins, entre outros, já que essa é uma prática muito utilizada por seus concorrentes. Porém, ele “só” vende pipoca por (mais um) simples motivo: ele quer foco. Quer ser reconhecido como “o melhor pipoqueiro”. Sim, ele quer ter um posicionamento. Não quer ser o carrinho das guloseimas, não quer que as pessoas digam “vamos comprar amendoim doce naquele carrinho de pipoca” – ele quer que as pessoas lembrem-se dele e cheguem até ele por uma única vontade: a de comer pipoca. E a de comer a pipoca que ele oferece.

E, vale ressaltar, essas iniciativas estão dando resultado – prova disso é que, a cada mês, ele destina 30% da renda líquida para investir no negócio: padrão de higiene, ingredientes de qualidade, aventais diários e também, a inclusão de máquina de cartão, além da possibilidade de emitir nota fiscal ao cliente. Sem falar nos convites para palestrar sobre o seu negócio, em outras cidades e para grandes empresários.

Todos esses fatores mostram que a pipoca do Valdir tem diferenciais suficientes para que você se sinta atraído a conhecer, experimentar e indicar para o amigo. E é a prática dessas ações que faz com que aquilo que seria apenas uma commodity se transforme em uma marca diferenciada, tornando-se referência no mercado.

Agora… quem aí não está morrendo de vontade de comer pipoca, hein? Ah, se o Valdir tivesse uma filial em São Paulo…

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tania

Tânia d’Ávila

Graduada em Relações Públicas pela FAAP e pós-graduada em Marketing pelo Mackenzie, cursou Docência com foco em Metodologia de Ensino Superior e Pesquisa pela FGV. É apaixonada pelo mundo das marcas e defende a forte relação existente entre Branding e RP. Interessada em disseminar conhecimento, em um futuro próximo quer ser chamada de professora.

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Mito, lenda, rei, fantástico, divino, atributos positivos não faltam para descrever Michael Jordan.

Mas como um garoto pobre,  nascido no Brooklyn/NY e criado na Carolina do Norte se transformou numa marca de sucesso?

Primeiro, com trabalho duro! Existe uma história de que Michael foi cortado do time do colégio onde estudou, o seu treinador da época disse a ele que não teria futuro no basquetebol, Jordan se trancou em seu quarto e chorou durante horas. Esse foi o start para ele trabalhar duro, apesar do talento, ele nunca escondeu que sem esforço e dedicação o sucesso não vem. “Eu jogo para ganhar, seja durante o treino ou num jogo real. E eu não vou deixar que nada fique no caminho de mim e do meu entusiasmo competitivo para ganhar”. Realmente, dedicação, esforço, persistência e trabalho duro são fundamentais para uma marca se torne forte e reconhecida.Michael Jordan

Michael Jordan desenvolveu também sua identidade visual, fator que faz com que uma organização se diferencie das outras. Seus símbolos eram: jogar com a língua para fora da boca, seu bigode ralo e seu salto que se transformou no logotipo da Air Jordan, marca que possui em conjunto com a Nike.

Outro fator presente em Jordan, essencial para uma empresa, é o foco, ele sabia muito bem o que queria, sempre demonstrou competitividade, seu sonho era jogar basquete, se preparou para isso e fazia com alegria. Tanto que quando resolveu se aventurar no baseball não deu certo e foi motivo de chacota, desviou o foco, mas até mesmo uma grande marca pode falhar, se redimiu do erro e voltou para NBA no ano seguinte. “Eu posso aceitar a falha, todos falham em alguma coisa. Mas eu não posso aceitar não tentar”. Uma instituição deve definir seu campo de atuação, seu público-alvo e focar neles.

Por último, a importância do trabalho em equipe e Michael Jordan nunca escondeu de ninguém a influência dos seus companheiros na sua maneira de jogar, principalmente demonstrando gratidão a seu eterno parceiro Scottie Pippen. “O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos”. Seja no esporte, no mundo corporativo ou na vida pessoal, a equipe com quem você trabalha e/ou as pessoas com quem convive são o alicerce para o seu sucesso, “uma andorinha só não faz verão”. Talvez o Chicago Bulls e a seleção dos Estados Unidos não teriam sido campeões sem Michael Jordan, mas certamente não seriam campeões somente com ele. Grandes talentos brilham com o apoio de uma grande equipe.

Com uma bela gestão da sua carreira e marca, que transpira inovação e determinação, Michael Jordan reinventou a forma de jogar basquetebol, popularizou por todo o planeta a NBA e o Chicago Bulls, além de ser considerado por muitos, inclusive eu, o maior atleta da história.

Michael Jeffrey Jordan:

– Está no hall da fama do basquetebol desde o ano de 2009;

– Campeão universitário pela Universidade da Carolina do Norte;

– Bicampeão olímpico pela seleção Norte-americana;

– Seis vezes campeão da NBA pelo Chicago Bulls;

– Eleito o jogador mais valioso da NBA (MVP) em 5 temporadas.

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 “Uma estratégia que não fale explicitamente sobre os clientes e o ambiente competitivo certamente não conseguirá gerar e manter um nível adequado de conhecimento da concorrência e do cliente na empresa, principalmente quanto aos detalhes importantes, onde o verdadeiro trabalho é realizado.”

Theodore Levitt – Repensando a Gerência

As marcas procuram se identificar e se diferenciar das concorrentes e uma das estratégias encontradas pelo branding é nas causas sociais.

As origens destas novas práticas se relacionam a consumidores, que cada vez mais exigentes e informados, passam a demandar uma contribuição mais direta da empresa na sociedade, exigindo que assumam um papel de agente transformador. Como resposta a estas novas demandas, muitas empresas identificaram que a aproximação com as causas sociais pode impulsionar o fortalecimento da sua imagem e da marca de seus produtos.

Os consumidores ser preocupam  e valorizam as marcas que defendem essas ações, mas eles querem saber se a causa é legitima ou meramente uma estratégia de vendas. Quando a causa é algo que faz parte do DNA da marca, excelente. Porém, se é estratégia para vender mais, a imagem fica desgastada e pior, desacreditada.

Corroboro com Kotler que hoje, estamos testemunhando o surgimento do Marketing 3.0, ou seja, a era voltada para os valores. Em vez de tratar as pessoas simplesmente como consumidoras, os profissionais de marketing as tratam como seres humanos plenos: com mente, coração e espírito. Isso significa que cada vez mais os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor.  Conforme aponta Kotler no seu livro Markentig 3.0, em um mundo confuso, os consumidores buscam empresas que abordem suas mais profundas necessidades de justiça social, econômica e ambiental em sua missão, visão e valores. Buscam não apenas satisfação funcional e emocional, mas também satisfação espiritual, nos produtos e serviços que escolhem para levar a sua casa.

É importante que as empresas estejam atentas para a forma com que apresentam ao mercado o trabalho desempenhado no campo social, integrando a ação social à cultura e aos processos de gestão da marca, para que não corra o risco de ser vista ou interpretada erroneamente, causando a imagem negativa da mesma perante o seu público.

Esse processo de transferência de imagem envolvendo empresa e causa social é possível quando a marca acredita nesta ação e a reconhece como sendo uma ação transformadora para o seu campo de atuação e principalmente se está agindo de maneira ética e socialmente responsável. Para que isto ocorra, a empresa deve privilegiar o desenvolvimento de relacionamentos duradouros entre todos os seus públicos internos e externos, ao mesmo tempo em que evidencia suas ações, através da mensuração do impacto que isso pode causar junto à sociedade.

As atitudes e ações das pessoas estão relacionadas também à percepção que o individuo possui sobre a efetividade das ações sociais desenvolvidas e principalmente como são comunicadas no âmbito interno e externo. É importante ressaltar que a ação social não tem objetivo econômico, está relacionado ao bem estar social, e para alcançá-lo usa os recursos da empresa.  A escolha da ação social apoiada pela empresa deve ser percebida como relevante, ou seja, deve ter relevância na mudança social e consistência com a missão e valores da marca, caracterizando uma ação de branding social.

Um programa bem desenvolvido, com visão de longo prazo, pode produzir vários benefícios: melhorar o bem-estar social; criar posicionamento de marca diferenciado; criar fortes laços com o consumidor; aprimorar a imagem pública entre as autoridades públicas e outros tomadores de decisões; melhorar o clima interno; animar os funcionários, e como consequência impulsionar as vendas.

Para ter sucesso é importante desenvolver uma iniciativa de branding relacionada a uma causa, existente ou não, como por exemplo, “câncer de mama” e o mesmo integrar filantropia, relações com a comunidade, marketing e recursos humanos e assim contribuir por um mundo melhor à sociedade. As marcas tem essa responsabilidade e precisam compartilhar por esse movimento.

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imagem_artigoJamesBond_carlos_3105O uso do cinema para ações de merchandising não é novidade. Você deve lembrar-se dos óculos Ray Ban modelo Aviador usado por Tom Cruise em Top Gun (1986) ou da bolsa Motard Firebird da Louis Vuitton usada no filme Sex and The City (2008). Um dos exemplos mais explícitos do uso desta estratégica é da Wilson no filme Náufrago (2001), estrelado por Tom Hanks.

Mas, uma série faz com que o conceito de branding e merchandising adquiram características especiais.

Imagine a cena. Um homem bem vestido desce de um Aston Martin, consulta seu Omega de pulso e, depois que entra no bar, pede ao garçom uma Heineken. Em seguida uma linda mulher vem em sua direção com um olhar misterioso e num segundo ele responde: – My name is Bond, James Bond.

Mas, o que leva tantas marcas a associarem sua imagem ao agente britânico?  Depois de 50 anos e 23 filmes, a marca 007 tornou-se mundialmente conhecida e criou um universo com belas mulheres, aventuras emocionantes, carros potentes, bebidas premium e, principalmente, uma legião de seguidores fiéis, ávidos para fazer parte deste mundo e consumir seus produtos. Por isso muitas empresas buscam vincular seus nomes com a franquia.

Um exemplo bem sucedido de uma ação de merchandising na franquia foi realizada pela BMW. Em 1995, a BMW investiu em torno de 3 milhões de dólares para colocar o modelo Z3 no filme 007 contra Golden Eye. Só o fato de o agente trocar o tradicional Aston Martin pelo Z3 já causou um imenso buzz na mídia. Resultado: um mês após a estreia do filme, foram mais de 9 mil encomendas do veículo e a montadora alemã faturou mais de 240 milhões de dólares apenas com vendas antecipadas.

No último filme da franquia, 007 – Operação Skyfall (2012), a Heineken divide o espaço do bar do nosso agente com o tradicional Dry Martini – drink que James Bond deixou famoso no mundo inteiro – o que causou certa revolta aos mais aficionados.

Apesar disso, a Heineken acertou na estratégia, uma vez que ambas as marcas possuem a internacionalidade como tema comum. Segundo Daniela Cachich, diretora de marketing de marcas premium da Heineken, “a Heineken busca  se conectar com seus consumidores por iniciativas em que eles sintam que podem se apropriar da personalidade da marca para elevar sua própria personalidade. O patrocínio aos filmes reforça este posicionamento.”

A franquia 007 é um mito por si só e qualquer produto relacionado a ela já chega carregado de história, tradição, elegância, aventura e romance. Além disso, seu público é sofisticado e quer consumir o que há de melhor e desde que surgiu, a franquia 007 tem um posicionamento bem definido.

Como o marketing nos filmes da franquia é uma estratégia comum desde o primeiro longa, age como um influenciador para fãs e espectadores em geral e algumas marcas colaboram com o roteiro, ajudando James Bond a se salvar de diversas situações de risco. Em 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997), Bond usa um celular Sony Ericsson como controle remoto para escapar dos vilões em seu BMW 750i.

Afinal, a principal razão do interesse de diversas empresas de diferentes mercados em 007 se dá ao fato do personagem ser atemporal, alcançando mundialmente não apenas um só público-alvo. Telespectadores, fãs ou não, que acompanharam o início da série em 1962 continuam até hoje indo ao cinema para ver os novos filmes. E seus netos também.

Atualmente as marcas que patrocinam a franquia são: Coca-Cola Zero, Land Rover, Bollinger (champanhe), Smirnoff, Sony Eletronics, Swarovski, Aston Martin, Heineken, Omega, Tom Ford, entre outras.

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