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Tendências: O dilema nosso de cada dia

No dia 07 de outubro/23 aconteceu no auditório Belas Artes em São Paulo o BRAND & DESIGN MANAGEMENT – O DILEMA DAS TENDÊNCIAS que já é um tradicional evento realizado pelo portal INFOBRANDING em parceria com a MIDIARIA, que tratou, através de seus palestrantes, desta avalanche que surge em nossas timelines, periódicos ou eventos que participamos, dos profissionais gestores de branding, marketing e comunicação. Este encontro suscitou alguns fantasmas que nos assombram quando pensamos em nossas estratégias, pois fizemos o exercício da reflexão sobre os impactos, melhorias e possibilidades que temos nestes momentos.

No processo da criação da estratégia de comunicação de marca alguns elementos são dados como naturais, como por exemplo o objetivo, público alvo, budget, tempo de campanha, linguagem e assim por diante. Porém vivemos na era da informação onde nem tudo que parece é. Perceba.

Em uma Jornada fragmentada, com diversos pontos de contato, onde é possível uma quantidade enorme de interações, onde os micro-momentos sustentados por redes sociais digitais, formando grupos de interesses, ou seja, personas, vivemos o dilema da linguagem e da interação. A chamada troca ou a questão do conteúdo relevante.
A partir daí temos uma tendência de grupos distintos, que podem ser homogêneos ou consumirem a mesma marca, porém com finalidades ou intenções ou motivos diferentes. Isso gera uma necessidade de adequação e adaptação de conteúdo e formas diferentes de observação.

No livro a origem das marcas de 2006, Al & laura Ries defende a ideia de que no Branding é preciso procurar uma forma de se diferenciar de algo existente, assim podemos então entrar no dilema de como produzir engajamento em um mercado super concorrido onde é preciso gerar relacionamento.

Um ponto também de extrema relevância ao tratarmos dos dilemas vem através dos influenciadores digitais. Estes com seus milhões de seguidores se tornam porta-vozes das marcas e por isso é preciso estar muito bem alinhado ao propósito. Sendo assim, como escolher?

Quais as métricas vão me atender neste momento? Conhecemos a regionalização como uma opção válida para criar identificação, mas fazer com que este ato não vá em contramão ao seu propósito e linguagem é um desafio. Assim como mensurar? Qual o tom para qual grupo ou rede? Qual plataforma usar? Os dados relevantes sabemos quais são, mas qual a melhor ferramenta ou plataforma para aquisição ou captura destes dados? E minha marca neste circuito?

Conclusão

Em um mundo onde algumas empresas ainda não assumiram o branding em seus negócios, em que o mix de tecnologias nos dá incontáveis possibilidades fica evidente que o dilema como as novas tecnologias digitais de automação, linguagens, canais e plataformas nos desafiam a construir uma naturalidade nas relações, lembrando que a humanização das marcas é fundamental para a sobrevivência neste novo ecossistema onde as tendências nascem crescem e morrem.
Ainda há uma questão disruptiva que sugere um olhar para o que não é óbvio. Uma dica valiosa é o que o Martin Lindstron nos dá em seu livro Small Data onde ele sustenta a ideia de que quando começamos a enxergar através dos nada familiares Small Data começamos a conhecer melhor as pessoas mais próximas.
Assim ficou evidente, principalmente após este evento, que os dilemas das tendências fazem parte da montagem das estratégias das marcas. O que não as classificam como algo ruim, muito pelo contrário. Ter uma gama maior de plataformas, portais e tecnologias que, a partir de uma estratégia extremamente bem elaborada, me permite conhecer melhor meus grupos de interesses, ou mensurar de maneira mais eficaz meus resultados, é sem dúvida um avanço para a estratégia de marcas.
Estas ferramentas permitem identificar comportamentos gerando relacionamento e engajamento, também permitem, ou dão condições de mapear interações do grupo pessoa a pessoa ou pessoa a marca garantindo uma melhor performance na comunicação e permitindo que o processo de humanização seja possível.
Gestão do Branding é tratar de estratégia e toda estratégia é construída dentro de um cenário, de um contexto específico, que é atual, porém preserva valores.

Marcelo Assis: Mestrando em comunicação – semiótica discursiva e estudos de mídia, pesquisador e escritor. Especialista em Wayfinding, Comunicação Visual, Branding digital , Comunicação e Marketing.