As plataformas de rede social são uma realidade na vida de todos nós. É difícil alguém não ter uma conta no Facebook (estou me contendo a uma plataforma), e compartilhar suas experiências, pensamentos, angústias e impressões, sobre notícias, textos, imagens, enfim, assuntos diversos… e como diz uma amiga minha: “Caiu na rede é peixe!”.

Bacana a possibilidade, disponibilidade e a oportunidade que temos em compartilhar o que sentimos, pensamos e vemos em uma rede social por meio do computador e dos smartphones. Segundo pesquisa da IDC, apresentada na Valor Econômico, em 2013, 68 aparelhos foram comprados por minuto no Brasil, “O mercado cresceu 123% frente a uma base de 16 milhões em 2012, o que é um resultado considerável e que deverá se manter também para os próximos anos”, disse Leonardo Munin, analista da IDC em comunicado. Isso possibilitou o acesso de um maior número de pessoas à internet e em tempo real. Super legal!

Então penso… posso ter minhas reações, publicações no momento que acontecer e publicar da MANEIRA que eu quiser??????? Acho melhor NÃO!!!! E neste momento compartilho a minha reflexão…

Eu tenho a impressão que a rede social é uma plataforma para se firmar, resgatar e criar relacionamentos com as pessoas, e as marcas adotaram este ambiente também para se relacionar com o cliente. Muito valioso, pois queremos estar juntos, Maslow já demonstrava em seus estudos e com a hierarquia das necessidades humanas que uma das nossas principais necessidades é de nos relacionarmos e de nos sentirmos pertencentes à um grupo, portanto, estar inserido e interagindo em alguma rede social é essencial para a nossa formação, mas não posso agir de qualquer jeito. Afinal, NORMALMENTE, não agimos de qualquer jeito na nossa família, no trabalho, na escola, na igreja, no clube… enfim, nos locais onde nos relacionamos de modo offline.

O que percebo nas redes sociais, e vou usar o Facebook como exemplo, é que somos bombardeados por imagens desnecessárias como de animais feridos e mortos, pessoas doentes, mutiladas e a beira da morte, preconceito e discriminação escancarados, correntes e mensagens religiosas em excesso e ameaçadoras (por exemplo “Deus vai te castigar”), “selfies” desnecessárias (chega de biquinho), frases e imagens com apelo sexual (sabemos que é também uma necessidade humana, mas não precisa perder o respeito!) e ainda… as imagens das refeições (você já imaginou a fome do “infeliz” que está vendo a sua foto? rs).

Muitos destes posts são engraçados, confesso que dou muita risada de vários, acho válidos os posts de piadinhas, imagens engraçadas, que dá uma quebrada na rotina pesada do dia. Mas também confesso que bloqueio diversas pessoas só para não ver suas atualizações. Pois a página do Facebook é pessoal, ela te permite fazer o que quiser, e como eu gerencio a minha, eu escolho o que me trará a melhor experiência no momento que acesso, evitando agressão e desrespeito de muitos posts (normalmente indiretamente, mas empatia é uma qualidade que estou desenvolvendo). Defendo que é extremamente importante expor sua opinião e defendê-la, e isso deve ser feito, aproveitem da democracia que vivemos (ou não…). No entanto o excesso é desnecessário.

Reforço é necessário respeitar as páginas de Facebook de cada um, como afirmei, é pessoal e cada um cuida do seu, mas é importante tomar cuidado com o que se posta, para preservar seus relacionamentos e sua própria integridade. A exposição em demasia nas redes sociais pode causar um prejuízo ao usuário muito grande. Uma campanha recente da Safernet (organização não governamental de conscientização sobre os perigos da internet) aborda justamente a questão da privacidade do usuário da internet, com o tema “A internet não guarda segredos”.

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Neste sentido não é somente respeitar o espaço do outro, é proteger sua privacidade e sua imagem. A exposição inadequada pode gerar prejuízos profissionais, com a família e amigos. Já ouvimos falar muito sobre casos de pedofilia, homofobia, bullying causados por meio das redes sociais, e outros casos em que uma má interpretação dos fatos e do próprio texto, pessoas são definidas como isso ou aquilo sem ter nenhuma relação.

O que quero dizer é cuidado com sua imagem, proteja a sua privacidade e respeite o próximo, muitos buscam fazer isso no seu dia-a-dia, nos ambientes onde vive e se relaciona, por que não na internet?

Por isso tire os cotovelos da mesa! É importante ter etiqueta ou netiqueta nas redes sociais, na escolha das imagens, nos comentários, com o CAPS LOCK (normalmente entendido como grito)… Mas sejamos participativos, compartilhando nossas opiniões e respeitando as dos demais, por favor mantenham as piadinhas… Elas também fazem parte da rede, mas RESPEITEM os demais!

Consultas:

http://www.valor.com.br/empresas/3503518/venda-de-smartphones-chega-68-aparelhos-por-minuto-no-brasil-em-2013
http://etiquetanaweb.com/dicas/

http://www.mundoeducacao.com/psicologia/maslow-as-necessidades-humanas.htm

http://www.safernet.org.br/site/

http://www.adnews.com.br/internet/anuncio-mostra-que-a-internet-nao-guarda-segredos

http://chic.ig.com.br/buscar/netiqueta

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Cofundadora e Gestora Executiva de Cursos e Eventos do InfoBranding Cofundadora e Gestora Executiva de Cursos e Eventos do InfoBranding. Administradora formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Gestão de Marcas e Branding pela BSP Business School São Paulo, Gestão de Organizações do 3º setor, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Magistério do Ensino Superior pela PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e EaD Elaboração de Material, Tutoria e Ambientes Virtuais pela Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou em Consultoria de Marketing e Educação, com desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre cultura e identidade organizacional, governança corporativa e estudos de mercado. Atua como professora orientadora de Projetos Finais na BSP Business School São Paulo, professora de Pós-graduação do Centro Educacional Belas Artes e Docente de Ensino Superior dos cursos de Negócios na Faculdade das Américas – FAM.

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