A escolha de um produto é um processo que leva em consideração diversos critérios. Muitos deles ligados a fatores sensoriais, como o design da embalagem, seus relevos e cores, o ambiente, o cheiro, o som e a iluminação, que permitem impressões diversas em relação ao produto e despertam inúmeras sensações. Os materiais de merchandising colaboram muito para incitar o interesse do consumidor.

No entanto, há outros critérios, que são relevantes no momento da compra e são considerados na escolha do produto, como a marca, o seu nome, a sua origem, o seu fundador, a reputação da empresa e sua postura perante a sociedade. Este último, tão importante quanto os demais, merece uma reflexão.

Entende-se que toda organização busca um posicionamento de destaque no mercado, e este destaque refere-se a liderança, a qualidade de produtos e processos, de resultados positivos e de valor de mercado. No entanto, percebe-se que em alguns casos, há empresas que não estão se destacando de maneira positiva. E isso se deve a denúncias de trabalho infantil ou escravo, ao processo de produção indevido, a processos financeiros e administrativos duvidosos, ou a fortes danos ao meio ambiente, e isso vem influenciando a decisão de compra das pessoas.

Exemplos como estes apresentados são associados quase que de imediato às marcas e ficam gravados nas mentes das pessoas. Alguém se lembrou de alguma marca de calçado esportivo ou de departamento de modas? Ou veio a mente alguma indústria de bebidas, petrolífera ou de energia? Ou ainda, alguma instituição financeira? Isso ocorre porque o impacto causado na sociedade foi forte, destacando muitas empresas por essa razão. Evidente que isso não significa que foram banidas, mas que foi e é necessário um trabalho de gestão de marcas e de crises muito grande para reverter e explicar tais acontecimentos à sociedade.

 

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Entendo que, não é somente uma questão de reconquista de confiança e de consumidores, mas de respeito e ética. Pensando em ética, diversos conceitos são publicados, discutidos e muitos estudiosos não entraram em consenso, mas a meu ver, ela está relacionada a escolhas. Levar em consideração aquilo que entendo ser correto, mas… “o que é certo para mim, pode não ser para você?”. Indagação clássica em relação a esse tema, e para nos ajudar existe a cultura em que fomos formados, a educação que recebemos e a sociedade em que vivemos.

Discussões sobre o entendimento de ética a parte, diante de padrões já estipulados e enraizados na sociedade e na constituição do indivíduo, há fatores que atingem diretamente princípios e valores das pessoas, e isso começa a fazer parte da memória dela que vai escolher ou não determinado produto, apoiar ou não determinada marca, acreditar ou não naquela empresa.

Abaixo segue o vídeo de uma indústria mundialmente conhecida e reconhecida por suas belas campanhas e seu produto, que é quase um vício entre a população mundial, que é a Coca-Cola. O objetivo não é afirmar que a empresa é inocente ou não, mas o que chamo a atenção é a resposta dada ao consumidor, o respeito demonstrado a ele… Mais uma vez, não tomo uma posição, mas as organizações devem ter um canal aberto para atender e para ouvir seu cliente e ter também a oportunidade de se explicar.

 

Gestores de uma organização sejam eles financeiros ou de marketing possuem uma missão valiosa em não somente alavancar vendas, conquistar e manter clientes, mas o dever de proteger e conservar a empresa, prezar por sua perenidade por meio de ações efetivamente corretas e não mascaradas. As empresas devem ser respeitosas com o consumidor e com a sociedade. Para isso é necessário fazer uso de processos de gestão de crise e uma governança corporativa bem estruturada e efetiva, ter credibilidade nos dados contábeis, cumprir com a sua promessa e demonstrar respeito com sua própria história, pois o mercado exige transparência nas ações, uma imagem verdadeira e principalmente honestidade nas respostas e no tratamento de situações críticas.


Referências

http://www.ibgc.org.br/Home.aspx

http://forbesbrasil.br.msn.com/listas/maiores-fraudes-financeiras-recentes-dos-eua?page=2#image=2

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ecologistas-escalam-predio-da-bp-para-protestar-contra-vazamento-de-oleo,554282,0.htm

Author

Cofundadora e Gestora Executiva de Cursos e Eventos do InfoBranding Cofundadora e Gestora Executiva de Cursos e Eventos do InfoBranding. Administradora formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Gestão de Marcas e Branding pela BSP Business School São Paulo, Gestão de Organizações do 3º setor, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Magistério do Ensino Superior pela PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e EaD Elaboração de Material, Tutoria e Ambientes Virtuais pela Universidade Cruzeiro do Sul. Atuou em Consultoria de Marketing e Educação, com desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre cultura e identidade organizacional, governança corporativa e estudos de mercado. Atua como professora orientadora de Projetos Finais na BSP Business School São Paulo, professora de Pós-graduação do Centro Educacional Belas Artes e Docente de Ensino Superior dos cursos de Negócios na Faculdade das Américas – FAM.

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